John Peteehan - a Aventura Começa Aqui!
2 Capítulo II - Meu pokémon aparece!
Notas iniciais
Chegando ao laboratório, eu e o profº Rowan somos recebidos com uma cauda venenosa de um Seviper.
— Não se preocupe.- Diz Rowan com uma cara desajeitada — Ele não faz por querer.
Chegando a sala, eu deveria escolher um dos pokémons que ali estavam. O único pequeno problema é que eles não estavam lá! Talvez teriam fugido... ou talvez teríam sido roubados!
— Ai meu santo Arceus! Ele não está aqui! E agora! O-oh.... o que eu vou fazer! Minha carreira está arruinada! — Dizia aflito o profº. Rowan.
— Calma professor! Eu posso te ajudar a achá-los! — Disse eu para tentar acalmá-lo, embora não pretendesse realmente procurá-los.
— Você faria isso por mim?
— C-claro! Eu acho..
— Então por favor procure na praia que eu procuro na cidade!
— Ah.. Tudo bem.
Fiquei parado um pouco, pensando onde diabos fica a praia de Sandgem. O professor Rowan então ficou um pouco parado olhando para mim com uma cara de paisagem e depois percebeu o meu problema e decidiu me mostrar o mapa de Sandgem.
— Ó fica aqui. Vá logo que pode estar lá o Piplup.
Então eu saí correndo do laboratório. Técnicamente não saí, pois dei uma trombada com uma garota que vinha andando.
— Aii! Quem é você? Não olha pra frente não?
— Ai me desculpa! Meu nome é John Peteehan. E sim eu olho pra frente.
— Num parece! Meu nome é Thaz Luzin, futura top-coordenadora.
— Humm... Você está falando com o futuro mestre pokémon!
— Alooo, pessoaa-aal.. — Falou Rowan — Petee tem trabalho a fazer.
— Oh. É. Esqueci. — Lembrei eu — Tchau Thaz, tenho que procurar os pokemons.
— Como esse aqui? — Thaz aponta o Piplup — Eu o achei na praia.
— Piplup!
— Ah, então você o achou? — Disse Rowan — Então Petee vá procurar na floresta que eu procuro na cidade!
Por acaso alguma vez mencionei que o professor Rowan é conhecido por todos de Sinnoh como o professor preguiçoso? Não? Então você sabe agora. Ele só quer andar pela cidade pois a cidade vai apenas um quarteirão para leste, em uma larga rua. É a segunda menor cidade de Sinnoh, a menor é Celestic Town. E agora eu vou ter que ir para a floresta. Cheia de Spinaraks, Ariados e Caterpies! Erghh! Fala sério.
Depois de algum tempo andando pela floresta, as árvores a frente foram ficando cada vez mais chamuscadas. Um clarão de luz aparecia toda vez que eu andava dois metros. Começava a chover fraco naquela floresta tropical. O vento batia forte, e o céu já estava nublado. Iria começar ali um longo temporal. E se o Chimchar estivesse ali? Ele iria ficar muito fraco na chuva! E agora?
— Os clarões pararam — Disse eu assustado, com o cabelo todo molhado e com a minha camisa branca cheia de lama, graças aos Bellsprouts que usavam chicote de vinha na minha perna para brincar de \"afundar na lama\" comigo.
— A chuva deve ter enfraquecido ele — ou ela, eu num sei. — Só sei que seja lá quem for pode estar muito fraco.
Eu comecei a correr a partir daí. Mesmo esbarrando em várias árvores, com teias de Ariados presas na minha calça Jeans preta que já estava cheia de lama, consegui sair da área densa da floresta e chegar numa planície. O vento cada vez assoprava mais forte. Trovoadas de raios indicavam que Raikou tinha um olho naquela área, a chuva forte fazia com que minha mochila virasse um verdadeiro saco de água. Meu lanche da tarde tinha ido por água abaixo, literalmente. O sanduíche que eu tinha preparado com pasta de presunto tinha virado uma massa uniforme que desmanchava feito um bolo esmagado. As frutas Oran para a sobremesa se mutaram em uma espécie de inchaço na sacola de plástico que as carregavam. Foi lá que eu o avistei. O Chimchar caído.
— Oh não! Ele está muito ferido! Preciso levá-lo rápido! — Disse eu com tristeza.
— Calma Chimchar, você vai ficar bem!
Chimchar dava suspiros baixos, e eu percebia que aquilo poderia ser o fim. Não, não poderia, eu tinha que ajudá-lo. Eu saí correndo com Chimchar nos braços pela floresta densa e úmida, que agora tinha um cheiro de Koffing. Pidgeys cansados voavam acima da floresta, pela única passagem de luz que eu podia ver — luz não, escuridão, a não ser pelos raios e trovões que ecoavam. Continuei correndo. Escorreguei numa poça de lama, e um Venonat passou por mim rindo. Eu não ligava, tudo que importava naquele momento era levar o Chimchar para o Centro Pokémon. Eu havia perdido a noção do tempo, o céu já escurecia — devia ser umas 6 da tarde. Dava para perceber pois a tempestade ficava mais fraca. Os raios haviam parado, e minha mão começava a queimar e eu não sabia o que era.
— Chimchar? O que estar acontecendo?
— Chimchar!
Naquele momento comecei a entender, era a habilidade especial do Chimchar, a combustão. Quando ele está muito debilitado, ele tem seu ataque muito aumentado e começa a queimar, literalmente. E isso significava que ele REALMENTE estava muito debilitado.
Em algum tempo correndo, consegui pular por um barranco e cheguei na cidade. Vim correndo até o Centro Pokémon, onde a enfermeira Joy estava à porta para atender depressa algum pokemon que chegasse, como se ela já soubesse do problema. E ela já sabia. O professor Rowan havia contado a ela — é claro, pois ele estava lá. Sentado à uma mesa, conversando sobre pokérús com Thaz.
— Olha quem chegou? — Disse o professor Rowan.
— Você está fedendo! — Disse Thaz enquanto se aproximava de mim.
— Obrigado pelo elogio... — Devolvi — Eu e meu amigo Chimchar enfrentamos um enorme temporal lá fora.
— Acredito — Disse Rowan — Você está muito molhado... e lamacento.
— É claro! Eu tive que trazer Chimchar aqui às pressas! Ele estava no meio das planícies encharcado e com muito frio.
— Agora vamos levar esse garotinho para ser tratado. — Disse a enfermeira Joy enquanto tirava ele da minha mão. — Ele passou por maus bocados, você ajudou muito ele, John Peteehan.
— Como sabe meu nome?
— É claro que sei. Está no seu Trainer Card. Então, esse Chimchar é seu?
Eu tinha até esquecido, eu queria escolher um pokémon para mim. Mas qual seria? Agora eu não tinha dúvida.
— Chimchar! — Disse eu.
— Chimchar o que? — Disse Rowan sem entender.
— Eu vou querer o Chimchar.
— Ah, então vamos para o laboratório para pegar um Chimchar lá para você!
— NÃO!
— Como?
— Eu quero esse Chimchar!
— Tudo bem! Se assim deseja...
Thaz e Rowan foram para as suas casas, mas eu dormi no centro-pokémon. Queria ficar lá perto do Chimchar. De pensar todas as coisas que poderíamos no futuro fazer juntos, as nossas batalhas, as encrencas que iríamos nos meter. Iríamos ser muito amigos juntos.
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