John Deere Azul

4 BARULHO DE NASHVILLE



O neon de Nashville refletia nas poças de chuva acumuladas no asfalto da Broadway como se a cidade fosse feita de vidro e eletricidade. Quando Brice estacionou a caminhonete a poucos quarteirões do The Stage, o som abafado dos violões e o bater rítmico das baterias já preenchiam o ar, misturando-se com a fumaça das churrascarias e com o escapamento das caminhonetes.

Caleb desceu da cabine, sentindo o ar úmido da cidade contra o rosto pela primeira vez em meses. Ele ajustou os punhos da camisa azul-marinho, cujas mangas estavam dobradas até a metade dos antebraços, revelando a pele bronzeada e os tendões fortes de quem passava dez horas por dia domando cavalos, novilhos e motores.

— Tentem não ser presos hoje, rapazes. Eu esqueci meu talão de cheques na fazenda e a Vovó Esther não vai ficar nada feliz se tiver que pagar a fiança de vocês com o dinheiro das tortas — Caleb comentou, sua voz grave cortando a empolgação de Colt, que já estava praticamente saltando em direção à calçada.

— Relaxa, Chefe! Hoje eu sou a definição de diplomacia — Colt respondeu, ajeitando o boné de aba curva e dando um tapa no ombro de Brice. — Só quero um uísque decente e uma música que não seja o barulho do seu trator.

Eles caminharam pela calçada lotada.

Caleb era um homem difícil de ignorar, pois sua estatura e a largura de seus ombros abriam caminho naturalmente na multidão. Algumas turistas com chapéus de caubói cor-de-rosa e botas brilhantes paravam para olhá-lo, cochichando entre si, mas Caleb manteve o olhar fixo à frente, com um meio sorriso de quem sabe exatamente o efeito que causa, mas que não tem o menor interesse em colher os frutos.

Ao cruzarem a porta do bar, um que costumavam ir na juventude, o calor humano e o som choroso de guitarra steel os atingiram como uma onda. O lugar estava cheio e caloroso. No palco, uma banda local tocava um cover enérgico de Waylon Jennings.

— Ali, no canto! — Brice apontou para uma mesa alta de madeira perto do bar, longe o suficiente da caixa de som para que pudessem conversar sem gritar.

Eles se acomodaram e, antes mesmo de se sentarem direito, uma garçonete nova no local, de cabelos ruivos e avental de couro se aproximou. Ela olhou para Colt, sorriu para Brice, mas seus olhos demoraram três segundos a mais em Caleb.

— O que os cavalheiros do condado vão querer para começar? — ela perguntou, apoiando a bandeja no quadril.

— Três doses de Jack e um balde de cerveja local, daquela que o rótulo fica azul quando está estupidamente gelada — Colt disparou, piscando para ela.

Caleb soltou um riso e balançou a cabeça.

— Traga apenas um uísque puro para mim, querida. Sem gelo. Deixe o balde para os meninos, eles precisam de hidratação para aguentar as próprias piadas.

A garçonete assentiu e sorriu, deu uma última olhada nos olhos azuis de Caleb e se afastou.

— Viu isso? — Colt cutucou Brice. — O cara nem abriu a boca e a mulher quase derrubou o bloco de notas. Brayden, você é um desperdício de genética. Se eu tivesse essa sua cara de "eu não ligo pra nada, mas consigo consertar sua vida", eu seria o prefeito dessa cidade.

— Você seria o prefeito e a cidade estaria em chamas em uma semana, Colt — Caleb retrucou, recostando-se na cadeira de madeira. Ele observou o movimento do bar com distanciamento. — O segredo não é a cara, é o silêncio. As pessoas projetam o que querem em quem não fala muito. É um truque de marketing, nada mais.

As bebidas chegaram, Caleb pegou o copo pequeno de uísque, sentindo o aroma amadeirado e intenso. Ele brindou com os amigos, o cristal estalando no ar.

— Ao gado que paga as contas e aos idiotas que a gente chama de amigos — Caleb sentenciou, virando a dose de uma vez. O líquido desceu queimando, aquecendo seu peito de uma forma que o sol do campo nunca conseguia.

— Amém a isso! — Brice riu, abrindo a primeira cerveja. — Mas falando sério, Caleb… Dez anos atrás, a gente estava aqui bebendo cerveja barata e contando moedas. Hoje, você é o maior fornecedor orgânico do vale. O velho Earl deve estar orgulhoso, mesmo que ele nunca admita sem reclamar do preço de alguma coisa primeiro.

— O velho Earl só fica orgulhoso quando a chuva cai no dia certo e o time de beisebol dele ganha — Caleb sorriu, brincando com o copo vazio. — Mas sim, a terra foi boa com a gente. Ela é a única que não mente. Se você plantar honestidade, ela te entrega safra. O resto... o resto é barulho de Nashville.

A conversa seguiu fluida, cheia de provocações e histórias de "quase desastres" na fazenda e na vida. Eles riram de quando Colt tentou domar um bezerro e acabou pendurado em uma cerca de arame farpado, e de como Brice quase perdeu um dedo tentando consertar a colheitadeira enquanto falava ao telefone com a quase ex-mulher.

Por um momento, Caleb se permitiu relaxar. Ele gostava daqueles dois, eram seus irmãos. Eles permaneceram mesmo depois de todo o vendaval de azar que rondou a fazenda dos Brayden, eram seus melhores amigos desde antes dos músculos, desde antes da barba, e o respeitavam não pelo que ele tinha construído, mas pelo homem que ele sempre provou ser.

Colt abriu a boca para dizer algumas coisas infames, no bom sentido, cortando completamente o raciocínio lógico e afetuoso de Caleb, e os três riram.

Cerca de uma hora depois, após já terem tomado umas três garrafas de Coors Light, uma mulher morena, com um vestido de camurça e botas caras, aproximou-se da mesa. Ela olhou para Caleb com uma confiança que só o uísque caro e a vida na cidade grande proporciona.

— Com licença — ela chamou, apoiando a mão na mesa, bem perto da de Caleb. — Meus amigos e eu estamos em um debate. Eles acham que você é um modelo de alguma marca de uísque. Eu acho que você é um fazendeiro que se perdeu no caminho de casa. Quem está certo?

Colt e Brice trocaram olhares de "lá vamos nós de novo". Caleb levantou o olhar lentamente, encontrando os olhos dela. Ele deu um sorriso ladino, um movimento mínimo dos lábios que exalava um charme terrivelmente perigoso.

— Suas amigas estão erradas e você está parcialmente certa — Caleb respondeu, sua voz vibrando num tom baixo que cortava a música ambiente. — Eu sou um fazendeiro, mas garanto que não estou perdido. Eu sei exatamente onde o meu pé pisa.

— E onde ele pisa agora? — ela insistiu, inclinando-se um pouco mais, o perfume floral dela tentando invadir o espaço dele.

— No momento? Ele pisa em solo de diversão, mas o dono do pé está em uma folga muito rigorosa de novas amizades — ele disse, com uma polidez tão afiada que era quase um corte. — Mas obrigado pelo elogio ao uísque. Se eu decidir mudar de carreira, aviso ao seu grupo.

A mulher piscou, surpresa com a rejeição tão educada e absoluta. Ela deu um sorriso forçado, assentiu e voltou para o seu grupo.

— Você é uma máquina de gelo, Brady! — Colt gargalhou, batendo na mesa. — A mulher era nota nove! E você despachou ela como se fosse um vendedor de enciclopédia no portão da fazenda.

— Ela queria uma história para contar no café da manhã, Colt — Caleb disse, pedindo mais um uísque com um gesto para a garçonete ruiva. — Eu não sou um personagem de livro, sou um homem que tem que acordar às quatro da manhã para ver se as hortaliças não congelaram. O que eu tenho a oferecer a uma garota dessas, além do cheiro de estábulo e uma conversa sobre irrigação?

— Você tem a oferecer o que toda mulher quer, Brady: um homem que não se dobra por qualquer sorriso — Brice comentou, mais sério agora, pensando na ex-mulher. — Mas toma cuidado, cara. Um muro muito alto acaba te deixando sem vista nenhuma.

Caleb apenas assentiu, observando o líquido dourado preencher seu novo copo. Ele estava bem. A noite estava ótima. Ele estava com seus amigos, o uísque era bom e ele sentia o controle total de sua vida pulsando em suas veias. Ele era o mestre de seu próprio destino, o dono de seu silêncio.

Ele se levantou para ir ao banheiro, batendo no ombro de Brice.

— Guarde meu lugar. E Colt... se eu voltar e tiver mais alguém sentado aqui, você vai carregar os fardos de feno sozinho por uma semana.

— Sim, senhor! — Colt fez uma saudação militar cômica.

Caleb caminhou pelo corredor estreito em direção aos fundos do bar, sentindo o ritmo da música vibrar sob suas botas. Ele estava em paz com o homem que era. Ele não precisava de ninguém. Ele não esperava por ninguém.

A noite era dele. A cidade era dele. E, o passado, ele acreditava sinceramente, que estava enterrado tão fundo sob o calcário do Tennessee que nem a maior das tempestades poderia trazê-lo de volta à superfície.


🚜🌱🐎🐂


A noite em Nashville estava apenas começando a mostrar os dentes, e o The Stage fervilhava como um formigueiro. O som do violino raiz no palco era frenético, o rastro pesado de cerveja gelada e couro era o perfume oficial do recinto.

Caleb voltou do banheiro, abrindo caminho com a sutil delicadeza de um trator em movimento. Quando chegou à mesa, encontrou Colt e Brice com sorrisos que iam de orelha a orelha, o tipo de sorriso que Caleb reconhecia como um prenúncio de desastre.

— O que foi agora? — ele perguntou, sentando-se e pegando sua nova dose de uísque. — Alguém foi preso nos cinco minutos que eu estive fora?

— Melhor que isso, Brady — Colt fuxicou, apontando com o queixo para o fundo do bar, onde uma pequena multidão se aglomerava em volta do Touro Mecânico da casa. — Está vendo aquele grupo de engravatados ali? Vieram de Chicago para um congresso de corretores de imóveis aqui em Nashville. Estão tentando provar que o sapatênis de luxo deles tem a mesma aderência que uma bota de couro.

Brice deu uma risada baixa, limpando a cerveja dos lábios.

— Um deles, um tal de Sterling — Brice arrumou o stetson melhor na cabeça. —, acabou de bater o recorde da noite: sessenta segundos no nível médio. Ele está lá agora, pagando rodada de tequila pra todo mundo e dizendo que montar gado é apenas uma questão de equilíbrio e coreografia.

Caleb arqueou uma sobrancelha, observando o sujeito.

O tal Sterling usava um chapéu de caubói que claramente nunca tinha visto o sol, com uma aba tão perfeita que parecia saída da caixa há dez minutos. Suas botas brilhavam mais que a prataria da vovó Esther no Natal.

— Coreografia? — Caleb repetiu, a voz saindo como um rosnado. — O máximo que esse sujeito montou na vida foi uma cadeira giratória de escritório.

— Exatamente! — Colt bateu na mesa. — E é aí que entra o nosso desafio. Eu apostei com ele. Eu disse: "Amigo, meu patrão ali no canto tem um novilho de estimação que é mais agressivo que essa máquina de lavar com chifres".

Caleb fechou os olhos por um segundo, respirando fundo.

— Colt, eu vou te matar. O que você apostou?

— A conta da nossa mesa inteira e o próximo jantar na melhor churrascaria de Franklin — Brice confessou, parecendo mais culpado que Colt. — Mas em nossa defesa, ele apostou o relógio de ouro dele. E parece que aquele troço custa umas três caminhonetes novas.

Caleb olhou para o relógio de Sterling. Era dourado, brilhante e totalmente desnecessário para um ambiente de bar. Ele olhou para os próprios braços, onde a pele estava marcada pelo sol e o músculo era denso e forjado na lida.

— Eu não vou subir naquele brinquedo idiota — Caleb cruzou os braços como uma criança. — Eu não tenho mais idade pra essas coisas.

Colt revirou os olhos.

— Seu avô sabe que você se passa por ele por aí, bancando o ancião? — Colt zombou, Brice riu.

— Sem chance. — Negou com a cabeça, ainda de braços cruzados.

— Ah, qual é, Brady! — Colt provocou, com um brilho de puro deboche nos olhos. — O "Rei do Gado" está com medo de um touro de borracha? Onde está aquele homem que derrubou um reprodutor de oitocentos quilos na semana passada porque o bicho não queria entrar no caminhão? Ou será que o seu centro de gravidade mudou depois de tanta torta de maçã?

Caleb deu um sorriso de lado, um do tipo que Brice sabia que significava que o orgulho dele tinha sido oficialmente picado.

— Tudo bem, Colt. Mas se eu cair, você vai limpar o estábulo inteiro com uma escova de dentes.

Caleb se levantou e caminhou devagar, repensando se deveria dar um soco na cara de Colt quando aquilo acabasse.

A multidão no honky tonk sentiu a mudança na pressão do ambiente e abriu caminho. Sterling estava cercado por amigos que riam e filmavam tudo com os celulares de última geração. Ele odiava aquele tipo de exposição, mas não podia voltar atrás, uma vez que seu orgulho estava em jogo.

— Então você é o "Cabel"? — Sterling perguntou, errando o nome de propósito, com um sotaque irritante de riquinho mimado. — Ouvi dizer que você é o campeão local de... — estalou os dedos e apontou para ele. — O que é mesmo? Plantar alface?

Caleb parou frente a ele. A diferença de tamanho era cômica. Além da altura, Caleb era mais largo de ombros que Sterling e dois de seus amigos juntos. Ele olhou para o chapéu de Sterling e depois para o relógio.

— O nome é Caleb. E sim, eu planto alface — ele confirmou, o tom indômito e vibrante. — Mas eu também domino coisas que não têm um botão de "parar" entre as orelhas. Você quer o desafio ou vai continuar tentando me convencer que esse seu perfume de shopping não é inseticida?

A multidão deu um "UHHH" coletivo.

Sterling ficou vermelho, a confiança abalada pela presença imponente de Caleb.

— Dois minutos no nível insano — Sterling desafiou, apontando para o painel. — Se você cair, paga a conta de todos os meus amigos. Se ficar... o relógio é do seu amigo barulhento ali. — Apontou para Colt, que deu um tchauzinho em resposta.

Caleb não respondeu.

Ele simplesmente saltou para cima do touro com uma agilidade que silenciou os risos. Ele não se segurou na corda como os outros faziam, tentando se equilibrar. Ele se encaixou na máquina como se fosse parte dela. Ele olhou para o operador do touro, um cara grande e barbudo que obviamente estava torcendo por ele.

— No máximo — Caleb ordenou. — E não me poupe, Jerry. Eu vim aqui pra sentir alguma coisa hoje.

O operador girou o botão.

O touro deu um solavanco violento, começando a girar e sacudir com uma força que teria arremessado Sterling como um mosquito para o outro lado do bar em três segundos. Caleb, no entanto, parecia uma estátua de granito. Ele usou a força das pernas para travar o corpo. Sua mão livre estava no ar, equilibrando o peso com uma elegância bruta.

Dez segundos. Vinte. Trinta. O touro fazia movimentos erráticos, tentando derrubá-lo. Caleb nem piscava. Ele olhava para Sterling com um sorriso provocador, quase entediado.

— É só isso? — Caleb gritou sobre o barulho da máquina. — Meu trator vibra mais que isso quando eu ligo no frio!

As mulheres batiam palmas e comentavam sobre Caleb, ovacionando e soltando elogios nada discretos.

Os homens vibravam por ele, assim como alguns caubóis de verdade que estavam no local, que o assistiam empolgados soltando palavras de incentivo, admirados por quanto ele era muito bom.

Aos sessenta segundos, Jerry aumentou a velocidade para o modo manual, fazendo o touro saltar como se estivesse possuído. Caleb foi jogado para frente e para trás, mas seus dedos estavam colados à corda de couro e suas coxas esmagavam a lateral da máquina. Brice e Colt estavam gritando, batendo nas mesas, enquanto o grupo de Sterling assistia com a boca aberta.

Quando o cronômetro bateu dois minutos e dez segundos, Jerry desligou a máquina por segurança. O silêncio que se seguiu no bar durou apenas um batimento cardíaco antes de explodir em aplausos e assobios.

Caleb saltou do touro, caindo de pé com uma leveza impressionante. Ele não estava nem tão ofegante. Caminhou até Sterling, que parecia ter visto um fantasma.

— Acho que você tem algo que pertence ao meu amigo barulhento — Caleb cobrou, estendendo a palma da mão grande e áspera.

Sterling, tremendo levemente, soltou o relógio de ouro e o entregou. Caleb pegou o objeto, olhou para ele com desprezo e sem tirar os olhos do cara a sua frente, o jogou para Colt, que o pegou no ar com uma velocidade absurda — fruto de anos jogando beisebol na faculdade.

— Da próxima vez que quiser brincar de caubói — Caleb avisou, ajeitando o colarinho da camisa azul-marinho —, certifique-se primeiro de que não tenha caubóis de verdade no recinto, porque o neon costuma enganar a vista.

Caleb deu as costas, ignorando os pedidos de fotos das turistas e as ofertas de bebidas. Ele voltou para a mesa, onde Brice e Colt o olhavam como se ele fosse um deus nórdico vestido de jeans.

— Brady, você é o cara! — Colt gritou, já tentando colocar o relógio no pulso. — Ficou enorme em mim, mas eu não ligo. Vou brilhar mais que a luz do sol amanhã no curral.

— Você vai vender esse troço e usar o dinheiro para comprar os novos aspersores que eu pedi há dois meses — Caleb brincou, sentando-se e terminando seu uísque. — Ou isso, ou eu mesmo te coloco naquele touro e não deixo o Jerry desligar até você virar milkshake.

— Sim, senhor! — Colt respondeu, rindo, mas guardando o relógio com cuidado no bolso.

A adrenalina do desafio tinha deixado a noite animada.

Caleb sentia-se vivo, o uísque fluindo livremente enquanto eles pediam mais uma rodada para comemorar o "massacre do sapatênis".

— Sabe, Brady — Brice comentou, observando Caleb de forma mais séria —, às vezes eu esqueço que você ainda tem aquele garoto competitivo aí dentro. Foi bom ver você se divertindo.

Caleb olhou para o copo novamente vazio, o sorriso diminuindo levemente, voltando para aquela expressão séria e carrancuda que estampava seu rosto há dez anos.

— Não foi competição, Brice. Foi controle de pragas. Alguém tem que lembrar essa galera da cidade grande que a gente não vive aqui só pra ser cenário de foto de Instagram.

Ele se recostou na cadeira, o corpo relaxado, a noite em Nashville parecendo perfeita sob seu comando. Ele estava com seus amigos e com uma vitória ridícula mas satisfatória no bolso. Ele era o mestre do seu próprio espetáculo.

— Vamos beber mais uma — Ele sentenciou, chamando a garçonete ruiva com um gesto de cabeça. — A noite é nossa, rapazes. E o amanhã... bom, o amanhã ainda está a algumas doses de distância.


Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.