Jogos da União
6 Capítulo 5 - O Primeiro e o Segundo Salão
Notas iniciais
Os portões logo se abriram e todos nós adentramos em um salão todo escuro sem luz nenhuma. Esse não é um salão de prova, é somente o de abertura, mas toda essa escuridão deixou-nos incomodados. Trombamos uns com os outros tropeçamos em nossos próprios pés. Eu já não sabia por onde eu estava correndo até bater de cara com a parede. Demorei um tempo pra levantar de novo e então percebi que alguém havia chegado ao final do salão, pois ouvi o barulho do botão que faz com que o portão seja aberto e revele a próxima prova.
O portão se abriu e então se revelou a primeira prova na qual devíamos passar. O salão devia ter aproximadamente uns 200 metros de comprimento e uns 50 de altura. Era todo branco, com mármore branco cobrindo a parede. Era enorme. Uns 5 metros à nossa frente havia uma escada com uns 5 degraus que levavam até uma passarela muito estreita de no máximo 20 centímetros de largura e que levava até o outro lado da sala. Abaixo havia uma piscina imensa que tomava conta de praticamente todo o salão. Olhei para a piscina e vi que era repleto de tubarões não consegui contar quantos havia ali, mas tinham muitos. Não havia como passar dos lados, a única maneira era passando pela estreita passarela.
Então cuidadosamente todos nós subimos e começamos a atravessar a piscina. Até aí tudo bem. Mas então veio a surpresa. Das paredes laterais, surgiram pistolas que começaram a atirar bolas de tênis em nossa direção. Uma delas atingiu a minha perna e quase me desequilibrei e cai na piscina de tubarões. Eram muitas sendo arremessadas ao mesmo tempo. O pânico começou a tomar conta de todos. Conseguimos chegar até metade do salão, todos ainda vivos, até que um meteoro de bolas atingiu Deeva do Condado 4 ela se desequilibrou e quase caiu na água fico com as mãos dependuradas na estreita passarela. Os pés quase tocando na água. Percebi que vários tubarões já se concentravam no local onde eles esperavam que ela caísse. Tentamos segurar as mãos dela e trazê-la de volta à passarela, porém outra bola atingiu-a dessa vez ela não conseguiu se segurar e cai na água. Eu gritei, mas eu não poderia fazer nada, não tinha como alcança-la. Ficamos ali impotentes, sem saber o que fazer vendo a piscina ser tomada por um vermelho que tingiu a piscina. Então soou a corneta. Sinal de ela estava morta. Tentamos continuar a prova sem olhar para baixou. Não resisti e olhei. Vi um pedaço de sua perna flutuando mais a frente e mais atrás uma de suas mãos. Olhei para frente e vi que faltava pouco, mas a bolas não paravam de serem atiradas, desviar delas já estava ficando cansativo, eu estava vendo que uma hora uma ia me acertar e me derrubar. Dito e feito, uma me acertou na cabeça, porém Tory estava atrás de mim e me segurou.
_ Quase hein docinho! – disse
_ Obrigada! –respondi assustada
Finalmente chegamos ao final da passarela. Descemos os cinco degraus e corremos cerca de 5 metros. Apertei o botão e então as portas se abriram revelando a segunda prova. O salão era normal sem nada de diferente. Paredes e chão de mármore branco. Mas, isso me deixou intrigada. Tudo estava normal, o que será que tem nesse salão. Decidimos correr, para não esperar o que aconteceria.
Logo, descobrimos. Blocos do teto começaram a despencar no início era m ou outro, mas então tudo veio abaixo, parecia que o teto tinha dezenas de camadas. Tentei me proteger, mas não tinha como. Mais a frente vi um bloco cair na cabeça de Osmon do Condado 2, e sangue se espalhou por perto e a corneta soou. A mulher que era do mesmo condado dele se pôs em prantos, não queria sair de lá sem ele. O homem do 1 teve que carregá-la. Eu estava apavorada, não sabia por onde eu andava. Cada passo que eu dava um bloco caia no lugar onde eu estava. Corri desesperadamente até que um bloco atingiu de raspão as minhas costas e caí no chão. Não conseguia me levantar, fiz um esforço imenso.
A garota do Condado 1, Lyell, veio tentar me ajudar, mas assim que ela se agachou para me ajudar outro bloco caiu em cima dela. Aquela cena me chocou gritei tão alto que acho que isso fez com que mais blocos caíssem. Tentei ver se ela ainda estava viva, porém a corneta tocou. Mais uma morte. O sangue se espalhou em minhas mãos e no meu rosto. Ver aquele bloco esmagando-a e aquele sangue por todo corpo me deixou enjoada. Seus olhos vidrados estavam virados para mim e os fechei com as minhas mãos. Lembrei que antes dos jogos começarem eu olhei para ela e vi que estava em prantos. Não aguentei e comecei a chorar. Por fim consegui me levantar, cambaleava de um lado para o outro percebi que havia duas pessoas na minha frente e mais duas atrás. Todas elas pareciam que estavam dançando desviando de blocos e mais blocos. Um bloco caiu ao meu lado e por um segundo me imaginei morta. Outro pedaço pequeno caiu na perna de Wybur do 1, mas ele conseguiu tirar o bloco de cima e saiu mancando. Por fim conseguimos chegar aos 20 metros finais. Bolos e mais blocos continuavam a cair. Agora só restavam 5 de nós. Em apenas duas provas foram 3 mortes. Tive um calafrio. Será que ao final algum de nós vai conseguir sobreviver? Ainda faltavam 8 provas. Tentei não pensar nisso. Prometi aos meus irmãos que voltaria e isso vai acontecer! Malditos jogos! Maldito Império! Maldita Confederação! Garanto que vou fazer de tudo para que esses sejam os últimos jogos ahh se vou! Será que os confederados estão se saindo bem? Espero que aquele garoto esteja vivo ainda. Conseguimos chegar à parte final. Estava muito cansada, respiração ofegante. Não era só eu, mas sim todos. Lyulf apertou o botão, as portas se abriram e revelaram o terceiro salão e uma onda de calor chegou até mim.
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