Notas iniciais
Esse é o primeiro dos muitos capítulos onde nossos queridos estudantes irão lutar pela sobrevivencia. Divirtam-se.

– Aluna número 25: Soraya Sá. – chama o general.

Soraya (n°25) estava furiosa. Ela tinha sido transferida de turma, mas eu nome continuava na lista. Esse detalhe foi o suficiente para que dormisse em sua cama e acordasse no meio de tudo aquilo. Ela levanta-se e pega as bolsas. Dá uma última olhada para a turma e vai embora. O general espera um minuto e chama a próxima.

– Aluna número 26: Mércia Brenda.

Então a tímida Mércia (n°26) vai até os soldados e pega suas bolsas. Estava chorando. Ela não queria ter que matar ninguém. Sai correndo pelo corredor, desesperada, derrubando as bolsas e voltando para apanhar. Mais um minuto.

– Aluno número 27: Ismael Fama.

Ismael levanta furioso. Estava odiando tudo aquilo, e tentaria dar um jeito de burlar as regras e fugir com seus amigos. Pega suas bolsas e sai correndo pelo corredor. Um minuto depois:

– Aluno número 28: Walber Florencio.

Walber levanta em dúvida. Não queria obedecer ao general, mas também não queria morrer... E fora o prêmio milionário para o vencedor. Ele recebe suas bolsas e sai apressado.

***

Antes de chegar à porta de saída da escola, Walber abre a bolsa militar que lhe entregaram e vê a arma que recebeu. Era uma machado. Ele sorri.

– Não atira, mas pelo menos não é um garfo. – Walber olha em um dos bolsos de sua mochila e retira dela uma moeda. – Cara, eu entro no jogo. Coroa, eu ajudo meus amigos. – e ele joga a moeda para cima. Quando a moeda cai ele olha o resultado. Deu coroa.

Walber sai da escola. Estava anoitecendo. Não havia ninguém do lado de fora, pelo menos não à vista. É então que uma flecha pontuda passa de raspão em seu rosto. Assustado, ele usa a bolsa para proteger o rosto e olha para trás. Jonatas (n°10), um dos garotos menos sociáveis da turma, estava armado com uma besta, uma arma com mira que dispara flechas. O garoto segurava a besta nervoso, se tremendo.

– Calma Jonatas... – Walber tenta acalmá-lo – Não precisa fazer isso... A gente não tem que entrar no jogo deles...

– Já é tarde! – responde o garoto, chorando – Eu já entrei.

É quando Walber percebe um corpo meio escondido num arbusto. Ele não reconhece quem era, mas dava para notar que era uma menina.

– Olha só... – Walber fica nervoso – Vamos reunir toda a galera... Ninguém mais precisa ficar sabendo que você matou alguém... Vamos sair todos juntos dessa...

– Não! Eu já matei! Ninguém mais vai confiar em mim depois disso... E eu sei que vou ser um dos primeiros a ser caçado se eu não entrar no jogo – os olhos de Jonatas estavam apavorados, quase insanos – Então vou matar todo mundo antes que me matem.

Ao notar que Jonatas não iria mudar de idéia, Walber pega seu machado e parte na direção do garoto. Assustado, Jonatas reage e dispara novas flechas. Como estava nervoso, ele erra. Walber o alcança e bate em suas pernas com o machado, abrindo um corte violento que imediatamente se enche se sangue.

Surpreso com a própria atitude, Walber se afasta e tapa os ouvidos, tentando não escutar os gritos de Jonatas. Ele corre até o corpo para ver quem era.

– Ah não... Mércia...

Então, Samya sai detrás de uma lata de lixo vazia. Estava chorando muito e se tremia, segurando uma pistola 9mm com as duas mãos.

– Samya... – Walber chorava – Eu sinto muito por ela...

Neste momento, Wilgner (n°29) aparece na porta da escola. Walber puxa Samya pelo braço e sai correndo antes de serem percebidos.

Wilgner olha para sua bolsa e encontra uma armadilha para urso. Ele sorri, caminha tranquilamente até o agonizante Jonatas e pega sua besta.

– Adeus, babaca! – diz Wilgner, atirando uma flecha na cabeça de Jonatas. – Sua arma é bem mais divertida...

O garoto percebe o corpo de Mércia. Apanha a bolsa de Jonatas e vai até ela. Olha a arma que ela tinha recebido. Eram quatro granadas. Ele as guarda na bolsa de Jonatas e sai dali.

***

Renan (n°06) estava escondido dentro de uma casa. Ele havia corrido o máximo que podia após sair da escola. Encontrou um conjunto de casas e entrou na primeira que não estava trancada. Com a lanterna, examinou a casa e viu que não havia ninguém. Em sua bolsa encontrou um binóculo. Ele larga a “arma” que lhe deram e pega o localizador que indicaria qualquer proximidade.

Após alguns minutos, ele escuta um apito. Nervoso, nota que alguém estava entrando na casa. Ele apaga a lanterna e esconde-se debaixo de uma mesa.

Quando a pessoa entra ele reconhece Mônica, e fica ainda mais nervoso. “Droga! – ele pensa – Não podia ser pior! Logo a garota louca... Eu nunca nem mesmo falei com ela... Ela vai me matar!”

Mônica relaxa as costas, deixando sua mochila no chão. Caminha até o meio da sala e pega sua arma na bolsa. Era uma pistola 9mm semiautomática. Então ela examina o localizador e vê um sinal ali dentro da casa.

– Opa! – ela diz – Tem alguém aqui!

Ela prepara a pistola e procura com a ajuda da lanterna pela pessoa que emitia o sinal. E encontra Renan debaixo de uma mesa.

– Por favor... – ele pede – Não me mata... Eu nem estou armado...

– Me desculpe, mas eu tenho que fazer isso. – e ela dispara. Dois tiros atingem o peito de Renan e o garoto cai morto. Mônica olha para o corpo dele e uma lágrima desce de seu rosto – Droga! Eu não devia ser tão má assim... Mas já está feito!

Mônica pega da bolsa de Renan a garrafa de água e guarda na sua. Procura pela arma e encontra jogado no chão um binóculo. Ela o guarda também na bolsa.

– Isso pode ser útil!


38 alunos restantes.


Notas finais
Gostaram? Espero q sim! Vocês não perdem por esperar os próximos passos dessa galera! Xoxo