Jogo Perigoso
33 O fim
Notas iniciais
Pov Sara
Não sei ao certo quando percebi que me lembrei de Ava Sharpe, a mulher da minha vida, se foi quando ao ver seu corpo no chão frio envolto a um plástico que a cobria inteira ou no momento exato em que me joguei no chão ao seu lado, sentindo toda minha cabeça latejar, uma dor aguda que pensei que não conseguiria suportar. Com pressa tirei ela de dentro do plástico e pude ver quão machucada Ava estava, tudo em minha mente começou a fazer sentido, tudo voltava ao seu lugar, não me sentia mais quebrada como antes e sim inteira, por me lembrar quem sou. Meu peito se encheu de agonia e desespero, tudo em mim queria salvá-la, mas quando ela abriu os olhos. Foi como se eu ainda pudesse me agarrar na esperança de que ela ficaria bem, eu cumpri minha promessa, ela aceitou se casar comigo, ela realmente aceitou, contudo, meu coração se despedaçou ao ouvir seu tom de despedida, Ava está se despedindo de mim, de um jeito que eu não poderia suportar, não sei quantas horas ou minutos fiquei abraçada ao seu corpo chorando, pedindo a qualquer um que a trouxesse para mim, que me devolve-se a mulher que sempre amei, sua pele se tornará gelada, mas seu coração batia em ritmo lento, suas feridas sangravam e eu podia sentir sua respiração contra o meu pescoço, ela desmaiou de dor, mãos agarraram meu ombro, separando-me de Ava. Felicity conversava com os paramédicos que ergueram o corpo inconsciente de minha mulher sobre a maca e a levavam com toda pressa o possível. Thea à minha frente murmurava palavras sem nexo, ou eu quem não tentava entender, sei que ela quer me consolar, mas nada nesse momento importa mais, apenas aquela mulher dentro da ambulância, sendo levada as pressas significava algo, ela significa tudo e eu não sei o que farei se perde-la.
— Thea, leve Sara ao hospital, faça guarda até que mais agentes cheguem até lá. Não tire os olhos dela._ Felicity falou com firmeza, minha irmãzinha me olhava com um olhar indecifrável, como se não quisesse desmoronar ao me ver assim, querendo me manter forte, se mantendo forte por mim, eu quem mais estive ao seu lado durante seus medos e inseguranças, no entanto nesse instante, eu tenho medo e ela se mantem firme por nós duas. E eu vejo nela o que pensei que nunca veria outra vez, a força de Donna Smoak, sempre falei que mamãe era a mulher mais forte que conheci, mas percebo que nesse momento minha irmã herdou nela esse poder de mamãe e nada me deixa mais orgulhosa.
— Certo. Vamos._ Thea disse com o semblante triste, minha pequena caçulinha, Thea me guiou até o carro e percebendo meu rosto inquieto dirigiu com rapidez até o hospital, em menos de 3 minutos chegamos e então me joguei para fora do carro, procurando por Ava a encontrei na recepção sendo levada por enfermeiros e corri para seu lado.
— Senhora, se não for parente precisa se afastar._ Um dos seguranças falou.
— Ela é a mulher da paciente. Ela irá entrar com a paciente._Thea apareceu de repente e então vi Cait com seu uniforme médico.
— E quem é a senhorita?_ O segurança que já estava me deixando com raiva questionou.
— Thea Queen Merlyn. E eu digo que ela entrará._ Thea afirmou com uma ameaça usando seus nomes e o que teve grande influência já que o segurança se afastou imediatamente.
— Qual o estado dela?_ Cait apareceu, sua barriga marcada pela gravidez recente e um sorriso triste. Tudo acontecendo tão rápido.
— O pulso dela parou doutora, está tendo parada cardíaca!_ Um jovem enfermeiros vociferou.
— Leve a para sala de cirurgia!_ Cati falou correndo junto a eles, eu não conseguia entender, parada cardíaca? O coração de Ava estava parando? Ela iria morrer?
— SARA? SARA?_ Thea chamou meu nome e eu ao menos, pisquei, fiquei encarando a porta sendo fechado, com o amor da minha vida dentro dela e eu não tinha coragem de dar só um passo.
— Thea, eu vou perder ela... ela vai.._ Murmurei, envolta as lágrimas. Todos os pacientes, familiares e funcionários me encaravam, ao menos liguei. Não mais importa, eu não posso perde-la. Por favor, eu não posso perder ela, não posso.
— Ela não vai. E se a ama de verdade, fique com ela. Ava me salvou pedindo seu perdão, ela faria tudo outra vez se fosse para te ver bem, então fique com ela._ Thea disse empurrando-me até a porta branca, com uma pequena janelinha que eu pude ver dois enfermeiros fazendo massagem cardíaca em Ava.
— Eu não quero perdê-la._ Sussurrei. Sentindo a mão fria de Thea contra minha pele. Cait com o desfibrilador, aproximou-se de Ava, todo o meu corpo estava em expectativa, com medo, pavor, desespero, não sei. Uma, duas, três vezes, foram a conta que fiz enquanto ela encostava aquele aparelho contra a pele de Ava, que não voltava, seu seus batimentos cardíacos medidos em uma tela grande, continuavam em linha reta.
— ELA NÃO RESPONDE DOUTORA!_ Um enfermeiro com a expressão assustada exclamou.
— Pegue um CDI, vamos operá-la, injetem anestesia, essa mulher não pode morrer._ Cait disse aos outros com certeza e dessa vez não quis ver, nesse momento a mulher que amo está morta, sua vida está nas mãos da médica mais competente que conheço e eu como uma menina medrosa me afastei, escorregando até me sentar no chão sem mais chorar. Thea se mantinha parada em frente a porta e eu agradecia por isso, alguém precisava.
Eu peço, por favor e imploro, sou uma mulher distante de qualquer fé, mas minha Ava, nesse momento está entre a vida e a morte, peço que se ela tiver que ir para algum lugar melhor, ame-a como eu ou até mais. Porém se não, permita que ela volte, eu já deixei meus pais irem para longe, não tive como protege-los e nesse momento não tenho como salvar quem mais me amou durante todo esse tempo, eu só não quero perder as esperanças dessa vez, eu só preciso que ela volte, eu... só... por favor, mamãe? Papai? Sei que onde estão é um bom lugar, mas não permitam que a mulher que amo os encontre, sei que sempre aprovaram Ava, porém a peça para voltar diz que estou com saudade, por favor.
Abracei meu joelhos, suplicando, pedindo e implorando, por mais uma chance ao lado do meu amor.
"I wanted
I wanted you to stay
Cause I needed
I need to hear you say
That I love you
I have loved you all along
And I forgive you
For being away for far too long
So keep breathing
Cause I'm not leaving you anymore
Believe it Hold on to me and, never let me go
Keep breathing
Cause I'm not leaving you anymore
Believe it Hold on to me and, never let me go
Keep breathing Hold on to me and, never let me go
Keep breathing Hold on to me and, never let me go"
"Eu quis
Eu quis que você ficasse
Porque eu precisava
Porque eu preciso ouvir você dizer
Eu te amo
Eu sempre te amei
E eu perdoo você
Por ficar tao longe por tanto tempo
Então continue respirando
Por que eu não estou te deixando mais
Acredite em mim, segure-se em mim e nunca me solte
Continue respirando
Por que eu não estou te deixando mais
Acredite em mim, segure-se em mim e nunca me solte
Continue respirando, segure-se em mim e nunca me solte
Continue respirando, segure-se em mim e nunca me solte"
Pov Felicity
— Estranho._ Soltei brevemente, enquanto a irmã de Oliver dirigiu tão mais que rapidamente saindo das minhas vistas, agora sozinha, tentava não pensar no que aconteceria a Ava. Foquei no beco escuro em que eu me mantinha, algo me fez ficar, pressentimento não sei, intuição. Mas nessa ruela, suja e vazia, sinto que tem alguma coisa a mais, andei um pouco, encarando uma câmera de segurança, deixando claro aos outros onde me achar, continuei caminhando até a saída de onde me encontrava, as ruas pareciam desertas, nas casas ao redor, não conseguia ouvir só um barulho, nem da TV, ou criança, qualquer que fosse. Sei que Los Angeles não é Star City, mesmo assim é estranho demais.
— Felicity Smoak Lance, que bom revê-la._ Escutei a uns metros de distância e incrédula virei de imediato , reconhecendo aquela voz. A voz dele.
— Chase?!?_ Exclamei assustada, dando um passo para trás me defendendo dele, uma ameaça clara. Eu ainda estava de vestido e salto, nem mesmo uma arma tenho comigo, tão indefesa que sinto raiva. Raiva, medo e raiva.
— Respira. Fiquei surpreso em ver que permaneceu sozinha sabendo o grande perigo que corre, mas só vim dar um aviso pequena Observadora._ Ele gesticulou ardilosamente, se mantendo na penumbra. Tudo em mim queria me fazer atacá-lo, todo o rancor e ódio que tenho por esse homem que me tirou tanto se fazem presente, mas diante de nossa situação, estou em desvantagem. Pisco diversas vezes tentando enxergar o homem que conheci anos atrás e esse Adrian tinha a fisionomia mais madura e igualmente doentia, então não mudou muito.
— Que aviso?_ Perguntei com firmeza. Sem deixar que ele percebesse o jeito em que minhas pernas tremiam e meu coração palpitava, cravei as unhas de ambas as mãos contra a pele de minha mão as apertando em punho.
— Que voltem para onde vieram. Para que mais mortes? Estou muito bem com meu negócio e vocês vivendo suas vidinhas patéticas, por que mais derramamento de sangue?_ Ele falou com um tom ameno. — Sabe, vocês virão ao meu encontro, eu sei. Como sei de tudo o que acontece na vida de cada uma das minhas queridas Alfas, mas não poderão me matar ou me prender. Então será uma guerra por nada._ Chase disse como se fosse algo óbvio. Tentei não pensar em tudo o que engloba ele saber sobre nós e foquei em sua expressão descontraída o suficiente para alguém que sabe que iremos contra-atacar.
— Por que não poderemos?_ Repeti suas palavras perante o que disse em relação em não podermos prende-lo.
— Descobrirão logo. Tenho certeza. Se acham que aquelas mulheres saíram da Lux por vontade própria está enganada, o medo que elas tem é dez vezes maior que a vontade de serem livres._ Ele soltou um riso sarcástico afirmando tão coisa.
— Elas irão querer ser livres, não importa o que faça. Nós conseguimos diante de suas artimanhas, você não tem tanto poder como pensa._ Afirmei com a voz dura, me sentindo imbatível em dizer isso, me sentindo forte, pensando em como todos ficariam em me ver encarando meu maior medo.
— Conseguiram? Você conseguiu Observadora? Não minta para si mesma, percebo como seu maxilar está rígido, como suas pernas bambeando e como sua respiração está rápida, daqui escuto o quão veloz seu coração bate, seu olhar desviando de um lado para o outro procurando uma maneira de fugir. De todas as outras, eu deveria ter te matado. A que mais me deu problemas, mas pode ser que eu seja misericordioso não acha?_ Falou como se explicasse algo a uma criança, andando e minha direção enquanto eu recuava no mesmo ritmo. — Eu sou misericordioso, poderia te matar aqui, mas não vou. Você finge que esqueceu como dominei sua mente o suficiente que te fizesse errar e perder sua maior capacidade que é a inteligência quando procuravam salvar seus pais, sei que domino seus pensamentos mais sombrios e seu medo por mim fica claro, quando finge não temer. Venha atrás de mim, com toda a sua força, esperarei, sempre vi em você um grande desafio, mas te alerto, todos irão morrer._ Encostei as costas contra a parede, sem saída e ele se aproximou o suficiente para por a mão em meu rosto, meu corpo inteiro tremia e eu focalizava seus olhos, temendo seu próximo passo. — Querida Felicity, não se esqueça, te esperarei para nosso acerto final._ Soltou e caminhou para longe, mas não tive coragem para olhá-lo depois de tais palavras, comecei ou tentei respirar o mais controladamente mais tudo parecia zumbir, qualquer barulho parecia o maior estrondo, tudo parecia assustador demais e eu pequena demais para encarar qualquer coisa, permiti que meu corpo caísse e fiquei olhando a noite, o jeito em que o céu era azul e as estrelas brilhavam em seu redor, pensei em meus pais, eu realmente falhará com eles? Não me permiti chorar, eu não vou chorar. E não chorei.
— Felicity? O que houve?_ Escutei a voz de Oliver e pude ver ele correndo em minha direção e se agachou em minha frente.
— Nada. Só me tira daqui._ Pedi olhando de esgrelha para ele que mesmo desconfiado nada disse, me jogou em seus braços como uma boneca, me abraçou transmitindo a mim todo seu calor.
— Amor, você está gelada._ Ele soltou com a voz baixa, enxerguei Meg, Tommy e René procurando qualquer ameaça ao redor, devidamente uniformizados, mas nenhum deles manteve contato visual comigo, pode ser pelo jeito em que eu também não os encarei ou disse qualquer coisa. — Vão direto para a base e informem a líder que chegaremos em breve, entendido?_ Oliver falou para eles que assentiram prontamente. Eles entraram em um dos carros brindados e nós no segundo, ajeitou-me no banco de carona, como se eu estivesse frágil e ele tivesse medo de me machucar. E então se colocou em seu lugar, mas ainda sem ligar o carro. — Felicity. O que Adrian te disse?_ Ele questionou, me deixando ciente de que ele sabia que me encontrei com meu carrasco.
— Que sabe que iremos ao seu encontro e que ele está me esperando._ Falei, repetindo as mesmas palavras que martelavam em minha mente.
— E você está bem?_ Ele perguntou olhando diretamente em meus olhos.
— Não._ Confessei.
— Vem cá amor. Eu protegerei você. Nem que eu dê minha vida para isso, sempre a protegerei._ Oliver disse e eu como uma menininha me aninhei em seus braços, permitindo que as lágrimas saíssem, com tudo o que fiquei sufocando, meu choro se tornou alto e eu não liguei, ele apenas me abraçava forte e sussurrava que eu podia chorar, que me ama, que eu sou mais forte que qualquer um que conheça e mais uma vez que me ama.
"Cuz when I'm in your arms, in your arms
I don't wanna be nowhere else
Take me from the dark, from the dark
I ain't gonna make it myself
Put your arms around, put your arms around me
Let your love surround me
I am lost, I am lost
If I ain't got you, yeah
If I ain't got you I ain't got nothing at all
Can you hold me?
Can you hold me?
Can you hold me in your arms"
"Porque quando estou em seus braços, nos seus braços
Eu não quero estar em nenhum outro lugar
Leve-me da escuridão, do escuro
Eu não vou fazer isso sozinha
Bote seus braços em volta, em volta de mim
Deixe seu amor me cercar
Estou perdida, estou perdida
Se eu não tenho você, sim
Se eu não tenho você Eu não tenho nada
Você pode me segurar?
Você pode me segurar?
Você pode me segurar em seus braços?
Pov Oliver
10 HORAS ANTES
Escutar Laurel pelo comunicador me afirmando que Chase estará junto a Felicity minutos antes de eu chegar a ela, me fez praguejar de todas as formas, ela sentada ao chão, com uma expressão desolada fez com que meu próprio coração se despedaça-se, tê-la em meus braços, chorando foi o máximo que consegui que ela ficasse bem, chegando a base a levei para o alojamento e já que não era seguro que ficássemos em hotéis da região e ela me pediu educadamente para que eu fosse ver como Ava estava e logo em seguida dormiu, ela só não queria que eu me preocupasse demais e fiz como pediu, fui ao hospital, Ava Sharpe ainda estava em operação trouxeram-na de volta, mas parece que tiveram que induzi-la a entrar em coma, Thea assim como Sara tinham expressões de puro desalento e eu mesmo que contrariado as levei para descansar, dizendo mil vezes que se elas ficassem daquela forma sem comer ou descansar não seriam úteis. 10 agentes espalhados pelos hospital faziam a segurança de Ava e como nada mais poderia ser feito, deixá-las ali daquela forma não era opcional.
Então também as levei para seus alojamentos, as fiz comer e mesmo que emburradas me agradeceram. Voltei procurando os outros e pude ver sentados de frente as câmeras de segurança Curtis caindo de sono e Laurel, fiquei de longe o máximo que consegui e pedi para que ambos fossem descansar, nada mais poderia ser feito nesse momento. Curtis agradeceu, já que ele está duas noites sem dormir e Laurel pestanejou, mas disse que se por algum acaso meu sobrinho em sua barriga sofresse algum mal e por causa da teimosia dela, eu a culparia pelo resto da vida e por pensar em seu filho e ao ver minha expressão enraivecida também saiu de vista. Procurei por Dig e Rene e os encontrei junto aos agentes que revesariam na vigilância do Bordel, apenas desejei boa sorte e ambos partiram.
Procurei Tommy e Meghan, mas encontrei apenas meu melhor amigo sentado sob o tatame de treinamento encarando os próprios pés.
— Ei Tommy, por que não se deitou? Temos muito o que fazer amanhã._ Falei me fazendo presente e sentando-me ao seu lado.
— Pelo mesmo motivo que você não consegue dormir._ Tommy disse como se esclarecesse tudo, mais cedo quando treinamos com Lyla, guardamos o assunto Helena e nos focamos apenas em não morrer, Lyla e Meghan eram como Felicity e Meg mais de um jeito mais feroz, por sorte eu e Tommy tínhamos René que também apanhou ao nosso lado, mas me ajudou a aliviar tudo o que descobrimos.
— As coisas estão complicadas demais._ Falei soltando um suspiro pesado.
— Meg finge para mim que está tudo bem, mas acabei de a encontrar sentada ao lado da cama de Felicity, Ollie, as duas choravam e eu medroso sai deixando-as tendo seu momento, mas fico pensando no quanto elas sofreram entende? Não só elas, Sara, Laurel... Thea também, por pessoas como Adrian e Helena._ Tommy disse com um tom irritado mesmo que seus rosto demonstra-se tristeza.
— Elas precisam de nós mais do que nunca._ Falei cansado. — Helena fazer parte disso tudo é tão... distante da realidade.
— Mas é a realidade que vivemos Ollie. E Helena não é nada daquilo que pensávamos e ela ajudou a soltar o homem que fez tanto mal as mulheres que amamos._ Tommy disse socando o tatame com força. Amamos... de tudo o que disse focalizei nessa parte e em sua expressão pensativa, ele também já assumiu que ama Meghan, sei de seu presente e sei que ele só não quer admitir que ela se tornou o motivo dessa mudança brusca em seu comportamento, mas sabemos que foi.
— Eu sei Tommy e tenha certeza que a odeio, odeio por mentir, fingir e dissimular._ Disse com fervor.
— E tenham certeza que trocarei meu nome se não arrancar todos os dentes da boca daquela piranha._ Meghan se fez presente. — Ollie, minha irmã voltou a dormir, vá fazer o mesmo. Agora._ Falou e eu me levantei com rapidez.
— Os dois também devem ir descansar._ Disse despedindo-me mais não antes de visualizar Meghan deitando-se no colo de Tommy e ele lhe abraçar com carinho.
Caminhei até o nosso alojamento mas parei ao ver Felicity sentada no chão, com as pernas cruzadas, agora vestindo uma camisa do FBI e uma calça camuflada, bebendo algo em uma xícara e Barry Allen sentado em sua frente, quis dar meia volta, porém minha curiosidade foi mais forte.
— Desculpa por tudo Bar, eu só precisava de espaço._ Escutei a voz de minha garota sair melodiosa.
— Tudo bem Lis e eu também não soube como agir a morte de seus pais, foi meio que culpa de todos nós, todos sentimos e por muito tempo foi difícil superar._Barry falou com a voz triste, sei que sua noiva está nesse momento cuidando de Ava Sharpe, mas pelo olhar de Felicity posso sentir que essa conversa é necessária.
— Mesmo assim eu me afastei de todos e por medo, eu fui quem escolheu não ter nenhum de vocês ao meu lado, pessoas que me ajudaram tanto e com quem aprendi tanto. Bar, eu fico feliz pelo rumo que sua vida tomou e peço que de verdade me perdoe._ Felicity falou com expectativa, mesmo com o rosto marcado por lágrimas, ainda assim linda.
— Eu também fico contente pelo rumo que sua vida tomou Lis, Oliver Queen! Quem diria!_Ele exclamou e arrancando desde o momento em que a tive em meus braços seus pequeno sorriso. Felicity sorriu.
— Também não imaginei algo assim Bar, mas ele chegou de um jeito tão inesperado que quando percebi já o amava._ Ela disse mantendo seu sorriso, falando sobre mim, falando que me ama.
— Ah Lis, eu fico tão feliz!_ Ele disse a abraçando e Felicity correspondeu e sim, uma pitada de ciúmes, no entanto, sei que ela se sente melhor ao lado dos seus amigos, os antigos, ela precisa lembrar quem era antes de tudo isso acontecer.
— Eu também fico feliz por tudo o que te aconteceu Bar e digo que se Sara será madrinha do seu filho por que não posso ser? Uma injustiça._ Minha garota falou com um riso rouco e eu ri de sua expressão falsamente irritada, o que atraiu o olhar de ambos, para onde eu me "escondia". Droga Oliver. — Oliver? Entra._ Ela pediu e eu cabisbaixo o fiz, pego em meu ato.
— Obrigada cara, pensei que ela me faria de vítima caso eu falasse que Sara foi escolhida pela minha noiva._ Barry Allen soltou com um sorriso tímido e me olhando como se pedisse ajuda. Minha namorada pode ser ameaçadoramente assustadora quando quer.
— Desculpe por estar escutando não quis atrapalhar._ Falei envergonhado e os dois deram de ombros.
— Tudo bem, então Bar, por que não posso ser madrinha?_ Felicity olhou com irritação para Barry Allen que mas uma vez pediu socorro.
— Por que Sara já será madrinha amor._ Expliquei tentando amenizar e ela olhou desconfiada para nós dois.
— Se começarem a se unir contra mim, eu os mato._ Soltou rindo baixo.
— Já que está melhor Lis e Oliver está aqui para cuidar de você irei me retirar, tenho que dar uma passada no hospital para ver como as coisas estão e manter Cait alimentada, se não ela negligencia a própria saúde._ Barry explicitou, apertando minha mão e piscando para Felicity e se levantou mais que rapidamente.
— Boa sorte lá._ Indaguei e ele assentiu saindo e então fechando a porta atrás de si. — Quer conversar amor?_ Perguntei enquanto Felicity voltou a se deitar, retirei minha camisa e botas, fazendo com que ela arregalasse os olhos mas nada dissesse e me aconcheguei ao seu lado, aproximando-a de mim, para sentir seu calor.
— Obrigada por não me deixar._ Ela falou com um sorriso triste. Pensei em dizer que nunca a deixaria, mas seu dedo indicador foi colocado sobre meus lábios. — Você me acha forte o suficiente para não temer Chase? Me acha forte para não sucumbir aos seus jogos mentais?_ Questionou e me olhou com expectativa, de que eu responde-se o que ela tinha medo de dizer a si mesmo.
— Eu não só acho como tenho certeza. Você é uma mulher forte, a mais forte que conheço por inúmeros motivos mas um dele e o principal é que você meu amor, se levanta após cair, toda vez e sempre que precisar, não se abala e se acontece te torna mais forte, eu sou um homem medroso quando se trata de você e não tenho vergonha de dizer para quem quiser ouvir. Adrian Chase usa o que tem contra você de maneira sórdida, querendo te causar sofrimento e ele só consegue por você permitir, pois se conseguir apenas focar em quem se tornou, ele temerá a mulher a sua frente, ele já a teme e sabe que se ele tiver um fim será por que você quis, amor, se tem uma pessoa que pode acabar com esse homem é você._ Falei o que estava guardado em meus pensamentos e ela me olhou, analisou e por fim sorriu como se concordasse com minhas palavras.
— E se eu falhar?_ Ela quis saber.
— Você não irá falhar, pois estarei com você._ Salientei e ela com seus braços pequenos, rodeou o meu corpo e encostou nossos lábios de forma lenta, beijando-me de forma necessitada e eu correspondi, ela precisava tanto quanto, agarrei sua nuca, quando uma de suas mãos adentraram minha cueca box e seus dedos alisaram minha glande com delicadeza, rosnei como um animal só de sentir um toque mais íntimo vindo dela, virei com seu corpo acima do meu e com pressa retirei sua camisa, Felicity parecia faminta e eu queria ser devorado por ela, seus seios saltaram dando me uma bela visão de sua pele dourada constatando o bico rosa de seus mamilos que em seguida abocanhei, querendo senti-la, chupei e mordi, lambi e chupei, excitei-a.
— Oliver..._ Gemei em meu ouvido, fazendo com que toda minha pele se arrepiasse. Sem que eu pedisse ela retirou sua calça sem cuidado algum e me afastei o suficiente para que ela fizesse o mesmo por mim e sorrindo marota ela o fez, mniha Felicity está de volta.
Meu membro latejava pela vontade de penetrá-la, por faze-la minha, mas minha namorada, não me permitiu tocá-la, empurrou-me, pedindo para que eu me deitasse e engatinhou lentamente até mim, agarrou toda minha extensão e a colocou em sua boca de forma que eu apenas suspirei, segurando os fios de seus cabelos e retirando o óculos de seus rosto, pondo-o de lado, a língua de Felicity lambeu-me por inteiro, chupando com vontade a cabeça de meu membro e em seguida voltando a lambe-lo e assim me fazendo delirar, ela parou abruptamente e com sua pele corada seguiu beijando meu peitoral até encostar a boca na minha e olhando no fundo de meus olhos demonstrou tudo o que queria e sentia, suas orbes eram como chamas e eu era como um menino sendo contemplado por aquela mulher de fases que sabia o que queria e faria de tudo para conseguir e se ela me quer, sou seu, sem barreiras ou paradoxos, sou seu.
— Te amo._ Sussurrei quando ela me colocou dentro de si, nosso corpo virou em sintonia apenas por sentir o toque um do outro, por estarmos unidos, sendo apenas um.
— Te amo mais._ Ela murmurou quando começou a cavalgar sobre mim, segurando minhas mãos e colocando-as em sua cintura, apertei com força encorajando-a e ela respondeu gemendo alto, meu tesão em vê-la entregue ao prazer é tão intenso que apenas uma gemido me faz urrar, toda minha, minha Felicity.
Pov Felicity
6 HORAS ANTES
— Bom dia casal! Noite quente?_ Tommy exclamou assim que eu e Oliver chegamos na sala de reuniões, ainda estava faltando gente, como Sara , Thea e Cait e Bar, mesmo assim fiquei envergonhada e bati em sua nuca. E ele choramingou, ter Oliver comigo, conversar com Meg e Bar e me fez que eu sou a maior vítima de meu medo, eu tenho medo do meu potencial, tenho medo de falhar, me permiti chorar, me permitir sentir todo o desespero, mas Oliver me lembrou quem sou, ou quem eu era antes de tudo acontecer em minha vida e virar de cabeça para baixo.
— Idiota._ Falei para Tommy. — Bom dia._ Cumprimentei os outros que responderam com um aceno, sei que ouviram eu e Oliver ontem, mas tento não pensar nisso. Também tento não pensar em tudo o que Chase me fez sentir, me sinto mais forte e destemida e isso me permiti estar otimista sobre tudo.
— Já volto._ Oliver disse e se encaminhou até Laurel que conversava de forma baixa com Cisco, Curtis e René diante do computador, sei que estão vendo as gravações de ontem mas nada digo.
— Por favor, para o bem dos meus ouvidos Lis, fode mais baixo._ Tommy disse me fazendo engasgar com minha própria saliva.
— Não faça essa cara não, eu tive que ficar ouvindo você dizendo: Ah Oliver, mais Oliver._ Curtis disse sentando entre eu e Tommy que estávamos afastados dos outros.
— Você parem com isso!_ Pedi, sabendo que eles queriam apenas me distrair. E eu fico feliz por ter amigos tão especiais como eles.
— Você escutou na parte que ele latiu?_ Tommy indagou e eu comecei a rir descontroladamente.
— Ou quando ela miou? Pedindo leitinho? Nunca pensei que ficaria tão abismado com você chefinha..._ Curtis soltou e eu não sabia se ria ou chorava e todos os agentes, assim como Oliver, minhas irmãs e todos os outros nos olhavam como se fossemos idiotas.
— Parem de atentar a vida dela._ Meg disse e os dois deram de ombros — Mas que foi uma sexo animalesco foi._ Ela sorriu cúmplice para eles, eu já disse que eles me dão dor de cabeça certo?
— Deixem minha namorada em paz._ Oliver falou vindo em meu socorro e eu agradeci imensamente por esse ato.
— Eu odeio todos vocês._ Salientei.
— Também te amo Lis._ Tommy soltou.
— Te amo vadia._ Meg disse piscando em minha direção.
— Também te odeio cheginha, pena que não vive sem mim._ Curtis completou com convencimento.
— Bom dia._ Sara anunciou chegando com Thea e Dig ao seu lado, todos com expressões pesadas e então Barry e Cait rapidamente entraram e pegaram lugar na mesa.
— Como está Ava?_ Laurel perguntou o que todos queriam saber.
— Sedada. Ela não está respondendo aos medicamentos, mesmo assim tem o quadro estável até o momento._ Cait disse sorrindo triste, tentando expressar uma calmaria que não chegava aos seus olhos.
— Entendo._ Laurel falou. — Sentem-se._ Pediu e todos os agentes obedeceriam imediatamente.
— Fico contente por todos terem conseguido descansar._ Começou e nós assentimos. — Todos nós sabemos que nossos foragidos esperam um ataque de nossa parte e tem a vitória como certa._ Explicou olhando em minha direção que concordei em seguida. — E eu não jogo para perder._ Completou soltando um sorriso, minha irmã sorrindo não significa coisa boa, nunca.
— Então o que tem em mente líder?_ Oliver indagou com entusiasmo.
— Por favor nada que me deixe fora da ação, estou doida para prender a madame._ Cait disse suspirando. Chamando toda atenção para si. — Não quis dizer isso alto.
— Relaxa, também quero matar a piranha._ Meg falou com empolgação.
— Eu só quero bater nela até que a MADAME. Esqueça o próprio nome._ Thea completou com total felicidade.
— Se me derem a honra de enfiar uma faca nela, darei ela para vocês._ Sara soltou entrando no assunto.
— Por favor eu só quero que vocês acabem com a piranha lazarenta, mentirosa e falsiane._ Curtis indagou enquanto eu e os homens a mesa apenas ficávamos em silêncio, escutando o poder da união feminina.
— Tenho medo do que farei se a encontrar._ Exclamei e os homens me olharam assustados e as meninas com sorrisos de ponta a ponta.
— Continuando. Temos imagens privilegiadas do bordel e parece que tem mais de 400 homens a mando de Chase guardando o local._ Laurel disse mantendo o foco.
— Uma verdadeira fortaleza._John afirmou.
— Quero sugestões, tenho os melhores agentes a minha frente, então o que me dizem?_ Minha irmã falou encorajadora.
— Podemos dividir a equipe em duas._ Tommy foi o primeiro a dizer.
— Os de combate a longa distância e os os de curta._ Oliver continuou.
— Mas teria que a ver uma terceira para o resgate das mulheres._ Bar disse e os meninos concordaram.
— Teremos que abaixar o número deles para que não fiquemos em total desvantagem._ René indagou.
— Podemos por nossos atiradores em campo, os de longa distância e precisão e teremos uma vantagem._ Cisco deu a ideia.
— Concordo. Podemos ter os de longa distância como linha de frente, os de curta distância precisaram de apoio, então precisaremos de alguém, apenas focado neles, protegendo-os e a equipe de resgate chegará em seguida._ Oliver disse já tomando seu ar de líder, mesmo sendo subordinado a Laurel, o que ele não reclama, parece aprender e ajudar minha irmã sempre que pode.
— Teremos agentes chegando de cinco em 55 em 55 segundos chegando para tirar as mulheres de lá, evacuaremos todos os três quarteirões ao redor do bordel, aquela região e pouco povoada então faremos em duas horas os carros ficaram a poucos segundos de distância, então teremos que ter um apoio para tirar todas as mulheres de lá._ John disse analisando todos os pontos.
— Parece que já temos um plano._ Laurel falou.
— Podemos por Meg de apoio direto a nós de curta distância e os atiradores de precisão como René, Sara e John na linha de frente para baixar os números de adversários assim como Laurel com seu grito sônico e potência de longa distância seriam responsáveis por nos dar cobertura._ Falei abrindo a projeção dos arredores do bordel.- Há um prédio de 22 andarem que Meg ficaria, mas ela desceria para a linha de fogo assim que conseguíssemos entrar na Lux._ Finalizei.
— Tendo apenas uma saída segura já que a frente será um verdadeiro caos, teremos que sair pelos fundos com as mulheres e também será mais fácil para os carros chegarem lá._ Thea disse com medo de estar errada mais sorri com seu pensamento, ela estava certa.
— Cait terá que ficar na equipe de resgate._ Sara indagou e Cait pareceu irritada. — Sem essa gravidinha, você não entra no Bordel._ Falou e vi um olhar estranho de Oliver para Laurel, mas deixei para lá. — Cisco e Bar ficarão responsáveis por completarem a equipe de resgate e comandaram mas três agentes e terão que alojar todas as mulheres e todos os esconderijos que tiverem na cidade, até tudo acabar ok?_ Ela completou e os três assentiram, mesmo que contra a vontade, serão mantidos fora da ação e por um bom motivo.
— Todos que conseguir deter, deteremos, mas se não conseguirmos, serão mortos. Entendido?_ Falei com a voz baixa.
— Entendido._ Laurel disse em total concordância. — Eu tenho mesmo a melhor equipe._ Ela salientou. — Vamos começar, parece que temos uma operação para finalizar hoje companheiros._ Completou e eu ao lado de Curtis, corri para os computadores, temos muito que fazer. Muito mesmo.
AGORA
HORÁRIO: 18 HORAS DA TARDE
LOCAL: ARREDORES DO BORDEL LUX/L.A
—" Todos estão posicionados?"— Laurel questionou pelo comunicador.
— "Equipe 1 posicionada."— John falou, nossos atiradores estão prontos.
— "Equipe 2 em posição"— Bar disse, nossa equipe de resgate também está pronta.
— Equipe 3 esperando o sinal para entrar._ Oliver disse ao meu lado e com Tommy e Thea completávamos a equipe de curta distância. Curtis como Lyla seriam nossos olhos e ouvidos dentro da Base. Passamos o resto da tarde evacuando o local, os moradores temiam Chase e ficaram aliviados em saber que tinha alguém por eles, ouvi o lamente de uma senhora que afirmou que sua neta foi morta por uma mulher de cabelos negros e pele branca quando ela não quis se juntar ao bordel, o que me deu mais raiva de Helena. Foquei minha mente em que teríamos que enfrentar.
Os tiros começaram, estávamos distantes mas era possível ver Meg debruçada em cima do prédio atirando com sua metralhadora, os barulhos eram enssurdecedores.
— Isso gracinha._ Tommy exclamou mais para si mesmo do que para qualquer outro. Em sua expressão posso ver o quanto está apreensivo, mesmo assim se mantinha firme.
— Tome cuidado amor._ Oliver sussurrou em minha orelha, beijando minha testa momentos depois.
— Me proteja._ Falei com um grande sorriso.
— Thea? Se mantenha ao lado de Tommy._ Oliver disse para a irmã, estávamos em pé lado a lado, esperando ordens para avançar, mas sem baixar a guarda.
— Relaxa irmãozinho, ficarei bem, amo vocês._ Thea soltou abraçando ambos os irmãos.
— Também te amo Speedy._ Disseram.
— Seja forte._ Thea disse ao me abraçar.
— Seja forte._ Respondi para ela que assentiu.
— Não mate todos e me deixa sem ninguém para bater._ Tommy disse beijando minha bochecha. — Se precisar, me chama entendeu? Eu estarei ao seu lado em segundos. Me prometa isso?_ Ela falou com um tom sério.
— Proteja Meg e estará me protegendo._ Devolvi e ele concordou.
— " Avancem. AGORA!"— A ordem foi dada e corremos em direção ao final de todo esse jogo perigoso, esperando o fim de tudo isso que nos atormenta.
" Respirei buscando todo o ar que pudesse reunir, de agora em diante não teria mais volta, a partir de hoje não posso mais ter medo. Dessa vez não falharei. Desta vez irei me vingar por tudo o que ele fez, não por simples vontade de fazê-lo pagar e sim, pois a pessoas que merecem um fim e hoje será o fim de Adrian Chase"
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