Jogo Perigoso

13 Inexplicável


Notas iniciais
Olá pessoinhas, como prometido, mais um cap novo. Mas tenho uma notícia, vou prolongar a cena Olicity no jantar, então para o cap não ficar com muito mais informação que já tem, o próximo postarei amanhã a noite, será menor , por ser somente a continuação do cap de hoje, juntamente com o que prometi, nossa Felicity na equipe. Sexta feira terá mais um dos capítulos grandes! Então vamos lá, não irei enrolar, boa leitura!!!!! LEIAM AS NOTAS FINAIS!

Pov Oliver

Local: Vancouver/ Canadá 01h da madrugada
( 4 dia)

— Quem diria que a polícia iria cooperar conosco em Ollie._ Tommy exclamou ao meu lado. Estávamos de campana atrás da tal fábrica fechada, descobrimos que Blood realmente tem ligação com a fabricação de Vertigo, os policiais não tinham provas o suficiente, mas com juntamos nossas provas as deles e agora, temos um mandado para prender Sebastian.

— A Canário Negro conseguiu ser bem persuasiva._ Sussurrei. Localizados dentro de um carro abandonado, eu e Tommy vigiávamos os capangas de Blood que faziam segurança da fábrica. Não podíamos agir, até que Laurel, Sara e Meghan estivessem a postos, mais cedo, elas junto a polícia local, invadiram o hospital que era usado para a aplicação de Vertigo em moradores de ruas, por isso as pessoas dessa cidade tinham medo, pois eles mudavam drasticamente dentro daquele hospital.

Elas distribuíram por todos os hospitais o antídoto do Vertigo e eu e Tommy ficamos encarregados de vigiar Blood. Ele ainda não tinha saído da cidade, já que a polícia fechou toda e qualquer rota de fuga então, com o hospital fora de seu alcance o único lugar que ele ainda poderia vir, é aqui, onde toda a droga é criada.

— Ela foi mesmo, parecia sua mãe._ Riu e ajeitou os binóculos. — Arqueiro, olha é o Blood chegando ali._ E ele estava certo, nosso foragido, havia acabado de entrar na fábrica e com ele muitos capangas, daria trabalho se todos estivessem sido expostos ao Vertigo. — O que vamos fazer ? Vamos entrar ou esperar elas?_ Disse. Em outro tempo, eu diria para entrarmos, mas conviver com o Laurel e ver como Tommy mudou nesses dias de missão, me faz ver que ser impulsivo, só trará nossa morte. Então tenho minha decisão.

— Iremos esperar._ O respondi.

— Você está diferente._ O vi me olhar de lado.

— Digo o mesmo de você Tommy._ Falei inclinando a cabeça para fora do carro para ter uma visão melhor do galpão que teríamos usar para entrar na fábrica ser ser vistos.

— Quando voltarmos, eu vou aceitar receber ordens de Laurel._ Disse de repente. Virei para observá-lo e vi uma serenidade em Tommy a mesma que no dia em que quis jogar minhas frustrações nele, apareceu e me acalmou. Nada me assusta mais do que um ele em seu momento sábio. — Pelo o que conheci dela e de Meghan, são como nossa Sara, diferentes e uma é doida e outra gosta de dizer que vai cortar minhas bolas com canivete._ O escutei rir. — Mas, Ollie, elas são fantásticas._ Exclamou. — Eu quase morri e fui ameaçado muitas vezes, porém, elas são o que não conseguimos ser todo esse tempo._ Finalizou.

— E que seria?_ Quis saber.

— Uma equipe. Nós somos os melhores, por nossas habilidades individuas entende?_ Fiz que sim. — Eu percebi no esporro que seu pai nos deu o motivo, eu sempre vou entrar em qualquer enrascada que você me chamar. Somos melhores amigos._ Falou. — Sara nunca conseguiu mostrar todas as suas habilidades por ter medo de nos contar a verdade e Thea por mais que ela seja nossa irmãzinha, nossa pequena, só continuou no FBI por querer ficar perto de nós. A vida de Thea é ser feliz ao lado de Roy, comandar a Verdant e futuramente herdar o cargo do nosso pai como diretora da organização. Ela se meteu nessa missão por querer mostrar que pode ser mais e Ollie fomos irresponsáveis por não mostrá-la o quanto é forte._ E virou-se em minha direção. — Laurel, Meghan e Sara, são uma equipe, elas se conhecem, cada ponto e habilidade, erro e medo. Não arriscam tudo pela glória. Só de estar esses dias ao lado delas percebi isso, observei também o quanto sentem falta da Lis. E como eu queria poder ver as quatro juntas!_ Indagou. — Enfim, vou a base dos Glades quando me for mandado, pois eu confio nelas._ Completou.

Se eu falasse que cada uma das palavras de Tommy são mentira, eu estaria errado. Ele estava certo e minha decisão já era de me juntar a elas. Mas ouvi-lo por as coisas de tão clara forma, mostra o quanto ele é perspicaz.

— Já te falei que ficar perto delas de faz inteligente._ Zombei socando o braço dele. — Eu também vou..._ Tommy virou em expectativa. — Vou me juntar a equipe Alfa, Laurel levou um tiro que seria para me acertar e me disse que fez isso por sermos uma equipe, estou aprendendo com elas o que realmente significa essa palavra._ Confessei.

— Speedy riria da gente, estamos mesmo na linha._ Soltou e concordei. — Ollie você acha que Thea está conseguindo se virar lá? Eu tento não pensar no que ela pode estar passando mais estou com medo por ela entende?_ Concordei mais uma vez.

— Ela está indo bem, ela é forte, também tento não pensar. Vamos resgatá-la._ E o observei assentir.

— Arqueiro?_ Me chamou. — O comunicador, coloca._ E o fiz.

" -Arsenal, Arqueiro, chegamos e estamos em posição, entrem, aqui dentro as coisas estão ficando muito estranhas."— Escutei Laurel dizer.

— Estamos indo Canário Negro, como foi o resto do dia no hospital?" _Perguntei, enquanto e Tommy corríamos de encontro a seis seguranças que vigiavam a porta do galpão. Ainda sem ser vistos.

" — Ocorreu tudo certo, muitos infectados, apenas uma pessoa foi a óbito, de resto todos ficaram bem._" Falou, pude escutar vozes ofuscando a dela.

— Arqueiro? Eles estão infectados com a droga._ Tommy exclamou assim que chegamos aos seguranças, o plano era não fazer barulho, mas parece que será impossível. Já que um deles lançou Tommy a metros de distância.

Um deles corria em direção a Tommy e cinco deles se preparavam para vir em minha direção.

— Você não deveria estar aqui. Nenhum dos dois, meu chefe não vai gostar de saber que temos enxeridos aqui._ O maior deles, que tinha o rosto desfigurado falou. — Se pensa que sozinho pode me para, ou a nós, repense._ Gargalhou junto aos olhos. E num piscar de olhares, um a um foi caindo, só sobrando esse que me olhava surpreso, provavelmente refletindo a minha própria surpresa.

Olhei para Tommy e ele estava lutando com seu oponente, então ele não tinha atirado, foi um tiro a longo alcance, já que não havia ninguém ao nosso redor.

" — Matem esses filhos da puta. Deixei um a um para vocês, não farei todo o trabalho''._ Escutei Meghan exclamar. Snniper, então esse é o motivo do apelido. Ela é boa. — ''Não precisam me agradecer, só terminem isso e entrem logo."— Completou.

—Snipper qual sua localização? De onde atirou? Perguntei avançando em meu oponente que havia se recuperado do choque e parecia com raiva.

" Estou no último andar da fábrica e vi que precisavam se ajuda. Agora, acabem com isso."— Exclamou.

O cara a minha frente notou minha distração e conseguiu acertar meu abdômen, sem pensar duas vezes, desferi um gancho de direita em seu maxilar, desnorteando-o.

— Maldito!_ Vociferou. — Acha que isso vai me ferir?

Avancei com uma sequencia de socos em sua direção, o importante é nocauteá-lo e injetar o antídoto, não matá-lo ou feri-lo muito. Chutei seu joelho para ele desequilibrar , mas foi ao contrário, ele girou o pé de apoio e com o outro acertou minha coxa. Tentei ir ao seu encontro, mas o mesmo veio com mais um chute. Como se fosse funcionar uma segunda vez. Virei por trás de suas costas e sem exitar, dei uma cotovelada em sua nuca. Desmaiando-o. Então injetei em seu pescoço a cura para o que essa droga fez em seu organismo.

" Pensei que teria que interferir, o último golpe, foi bom, Arqueiro."— Meghan falou. Ela não ia perder a oportunidade de dizer algo.

— Arqueiro? Vem!_ Chamou-me Tommy, que já tinha terminado com seu oponente e em sua face havia somente um corte no canto da boca, demonstrando que recebeu um belo soco. E , abrirá a porta do galpão para entrarmos.

— Se falar qualquer coisa sobre isso._ Disse assim que cheguei ao seu lado, apontando para si. — Falo para todos que apanhou para uma mulher._ Finalizou, sabia que ele usaria os socos que Felicity me deu para querer ou chantagear-me com algo. Filho da mãe, cretino.

— Calado._ Então parti em sua frente mais rápido que pude, sentindo uma fisgada de dor na coxa, realmente o chute havia pego em cheio.

" Se abaixem."— Sara pediu pelo comunicador e o fizemos. Estávamos dentro e a atrás da porta que indicava o local que Blood estaria.

" Tem muitos aqui dentro e temos a confissão de Sebastian. Consegui gravar enquanto ele conversava com um de seus capangas."— Laurel esclareceu.

— Quantos?_ Perguntei.

" São 10 para cada."— Laurel informou.

— Todos infectados?_ Tommy quem a questionou dessa vez.

" Infelizmente sim."— Sara respondeu.

— Snniper?_ Chamei-a. — Consegue injetar o antídoto em quantos? Em 2 minutos o tempo que vamos explodir com tudo aqui embaixo chamando a atenção deles? _ Perguntei formando um novo plano em minha mente.

" 2 minutos? Está achando que sou o quê?"— Exclamou.

— Você disse que nos mostraria o motivo do seu codinome ser Snniper. Acha que não vai conseguir?_ Provoquei.

— Não brinca com fogo._ Tommy me repreendeu, colocando o silenciador em sua arma.

" Cuidado, tenho você em minha mira."_ Vi um ponto vermelho, realmente, mirando em meu coração.

— Consegue abaixar o número de oponentes?_ Voltei a questioná-la.

" Sim. Se preparem para o show"._ Falou.

— Arsenal?_ Olhei-o e Tommy no mesmo segundo jogou a bomba de fumaça entre eles. Uma explosão .

— Cantem canários!_ Gritei pelo comunicador. Tiros, muitos tiros. Correndo em direção a três dos homens que já haviam me visto. O som ensurdecedor deixava a todos desnorteados, nos dando uma chance. Tommy injetava o antídoto em cada um que eu derrubava enquanto também me cobria.

Vi Meghan no alto de uma das janelas, com sua metralhadora? Uma metralhadora?

— É UMA METRALHADORA!!!!!!!!!!!!!_ Escutei Tommy gritar enquanto nocauteava mais um. — UMA METRALHADORA!_ Vociferou.

"Deixem as perguntas para depois, Arqueiro, Blood está fugindo , vai, a sua direita!"— Então me pus a correr, sem olhar em volta e enxerguei Blood com as mãos nos ouvindo tentando impedir que o barulho das Canários o afetassem enquanto corria.

— Acabou Sebastian._ Falei mirando a arma em sua direção. Fazendo-o parar. — Vire-se.

Ele ergueu as mãos, não para fazer o que pedi e sim, para atirar, escondi-me atrás de uma pilastra que nos separava.

— Trabalhei muito duro, para que deixe que me prenda. Pense agente, podemos fazer muitas coisas juntos, com o Vertigo seremos ricos e você pode fazer o que quiser._ Ouvi sua barganha.

— Por que acha que eu irei aceitar?_ Respondi. Esperando sua resposta para saber sua localização.

— Porque todos tem algo que não podem ter e se você se aliar a mim, posso te dar, tudo o que quiser, seu desejo mais profundo._ Falou. Consegui ver o reflexo do cabo de sua arma, o peguei.

— Eu sei o que quero Blood._ Indaguei. Me aproximando dele, que estava escondido atrás de um dos armários da fábrica. — Quero que ponha as mãos para cima e vire-se, pois se revidar, terei que atirar em você._ Completei, de frente para ele não dando opção de fuga.

Segurei em seus braços e algemei-o.

— Peguei o Blood._ Disse pelo comunicador.

" Também terminamos aqui, a polícia está chegando.''— Laurel me informou.

— Você vai se arrepender por isso._ Gritou enquanto em o guiava de encontro aos outros. — VOCÊ IRÁ ME PAGAR . NINGUÉM PRENDE SEBASTIAN BLOOD!_ Vociferou.

— Cala boca!_ Meghan disse socando sua face, o deixando inconsciente.

— Snniper._ A repreendi. Recebi um ou olhar confuso e depois raivoso.

— Que tom é esse? Não tente me repreender não, isso só funciona com o docinho._ E apontou para Tommy que nem tentou se defender.

— Meg._ Laurel disse. E dessa vez Meghan ficou em silêncio.

— Isso nunca vai mudar._ Sara falou vindo ao meu encontro. Todos estavam algemados e colocados em um canto, ela pegou Sebastian e o levou para com os outros.

— Quando eu crescer quero ter esse dom._ Tommy disse vindo para meu lado.

— Que dom?_ Perguntei. Temendo a resposta.

— Dom de domar o mal, o dom que ela tem._ Apontou para Laurel.

— E lá vamos nós. _ Sara disse segurando Meghan. E Laurel ria de toda a situação. Terminamos do mesmo que começamos, mas parece que algo mudou.

Pov Thea

" Thea? Acorde, viemos te buscar. Acorde Thea"

3 dias antes

— Alex, em quatro dias venho te buscar para irmos onde prometi._ Chase disse assim que saímos do carro. Ele havia recebido uma ligação, uma só chamada que o fez desistir do planos que tinha para quando estivesse sozinho comigo e me levasse para mais um de seus esconderijos.

— Senhor, eu quero ficar ao seu lado. Só me sinto segura assim._ Ronronei entrando no papel, ainda sou uma mulher em choque após ser raptada, ficado dias no cativeiro e tê-lo visto como salvador. Foco Thea. Seja o que é tão urgente, você precisa saber.

— Não posso te levar._ Falou enquanto caminhava comigo até uma casa, olhei em volta, haviam mais homens encapuzados, tentei em vão procurar por Rene. Chase, levou meu corpo junto ao seu, quis empurrá-lo , meu primeiro instinto, mas não o fiz. Foco na missão Thea. Tudo em volta era simples, uma única casa que era cercada por árvores, muitas. E na estrada em que descemos seria impossível ver que havia algo aqui, pelo difícil acesso. Um bom esconderijo para quem precisa ou um ótimo cativeiro para não se encontrar alguém, no caso eu. — São negócios. — Falou.

— Eu posso ir com você, meu senhor. Só tenho medo que longe de você não seja seguro._ Choraminguei me agarrando em seus braços.

— Vou voltar a Los Angeles, não posso levá-la, não quero-a envolvida com o que faço._ Disse disperso. — Você e você._ Apontou para dos de seus homens. — Volto em quatro dias para buscar ela, se tiver um só arranhão, mato vocês._ Vociferou para eles que assentiram.

— Por favor não me deixe._ Exclamei, permitindo que lágrimas que segurei por todos esses dias saíssem, não por ele, não mesmo. Mas pelo o que sua ida pode significar.

— Alex, não faça sim._ Parou em frente a porta, encarando-me, o toque de suas mãos veio para limpar minhas lágrimas, fechei os olhos imaginando que não era ele, que o toque não era seu, pois nojo não resume o que sinto por esse homem e medo, muito medo. — Eu prometi cuidar de você e vou, entendeu?_ Fiz que sim.

Senti uma de suas mãos indo seguindo caminho até minha uma de minhas pernas e depois a outra, meu corpo foi erguido sem seu menor esforço, soltei um gritinho, atraindo o olhar de todos os homens a nossa volta, no momento que ele encostou minhas costas contra a porta, apoiou meu corpo sob seu joelho erguido e no minuto seguinte segurou meu pescoço e cintura com brusquidão.

— Chase?_ Exclamei confusa.

— Eu odeio mulheres que choram._ Falou duramente.

— Dees...culpa senh..oor._ Disse, buscando forças para falar.

Ele soltou meu pescoço, levantei uma das mãos, massageando o local. Um tapa. Senti meu rosto virando com a força que sua mão exerceu sobre ele, metade do meu rosto queimava. Respirei, controlando as lágrimas que surgiram em meus olhos, Thea Dearden Queen Merlyn, não chora!

Ele mais uma vez voltou a segurar meu pescoço.

— Não quero desculpas Alex._ Sussurrou. — Vou cuidar de você, contudo, sem choro._ Ameaçou, pisquei diversas vezes impedindo que a lágrima descesse. — Vou deixar algo para que sinta saudade._ Então ele encostou os lábios nos meus, não correspondi, pela dor que sentia em meu rosto, pela dor sentida em minha cintura com seu aperto, não o correspondi, pois ele não era Roy. Chase é um monstro e sem limite. Ele sugou meus lábios fortemente, mordeu-os e babou cada parte da minha boca. E eu continuei de olhos abertos, vendo todos os homens em nossa volta parados encarando a cena. Sem fazer nada, sem impedir seu chefe de abusar de uma mulher indefesa.

Meu coração apertou, qual o preço mais alto que pagarei para cumpri essa missão? Será a hora que devo chamar Sara? Será que só consigo até aqui?

Então ele parou de beijar-me e pousou a mão sob meus cabelos.

— Alex Danvers, em anos não encontrei uma mulher como você, diga-me que sentirá saudade de mim?_ Pediu. — DIGA!_ Ordenou.

Quero dizer não, que prefiro morrer a ter que aceitar seus beijos mais uma vez, quero dizer que se ele encostar em mim mais uma vez arranco-lhe a mão, quero corta-lo vivo por ter me batido. É o que quero dizer.

— Sentirei sua falta, senhor._ Murmurei . Encarando o chão. Não posso deixar Adrian vencer, não posso sucumbir sem ao menos tentar, eu consigo. Se eu desistir, todo meu esforço até agora teria sido em vão.

— Boa garota._ Falou sorridente. Colocou-me no chão. — Entre, não posso perder mais meu tempo aqui._ Empurrou-me em direção a porta que se abriu entrei, Chase fechou a porta sem nada a dizer.

A casa era simples por fora mas por dentro, muito bela mesmo sendo pequena, a sala era um sofá, mesa com quatro cadeira, uma televisão que parecia ser de última geração. Alguém cuidava dessa casa, sentei-me em uma das cadeiras, Chase não poderia ter me deixado sozinha em um lugar cheio de homens a minha própria sorte ou teria?

Passou-se horas e ninguém veio ao meu encontro, esgueirei-me pelo banheiro, pelo quarto e cozinha, estava vazia. Geladeira abastecida, armário do quarto repleto de roupas femininas com um número maior que o meu, então, ele não planejou me trazer para cá, foi mesmo de última hora. Sem temer qualquer mal, peguei uma calça jeans e uma camiseta azul que por incrível que possa parecer, cabiam em meu corpo e fui ao banheiro, quase nove dias sem um banho digno, era só isso que eu precisava.

Verifiquei se a porta do banheiro estava fechada, por duas vezes, tirei o vestido que por tanto tempo em meu corpo já tinha virado segunda pele, arranquei a langerie e entrei em baixo do chuveiro, ligando-o e sentindo a água gelada bater sobre minha cabeça, permiti que me cobri-se inteira, dedilhei meu rosto, sentindo-o inchar. Eu teria que por gelo para que não piorasse. Maldito Chase! Ele me pagaria. Soquei a parede expressando minha raiva.

Do que estou falando? Não sei nem se saio viva daqui. Sentei no chão e deixei a água levar todas as lágrimas que segurei mais cedo por causa de Chase, deixei a raiva e a saudade da minha vida irem junto a elas, pelo ralo. Mas uma vez olhei para a correntinha. Sentindo a tentação te clamar por ajuda. Mas não o fiz. Levantei, eu tenho uma missão, meu foco é nela e nas mulheres que precisão de mim. Meu único foco é esse.

Após sair do banho e vestir nossas roupas e averiguei se tudo dentro daquela casa estava trancado. Por sorte, sim. Meu estomago reclamava de fome, mas minha vontade de dormir foi maior, então recostei o corpo no sofá e me deixei levar para onde tudo é perfeito e normal, meu sonhos.

— Acorda vadia!_ Escutei ao longe, seguida de batidas fortes na porta. Corri para a cozinha, facas eu preciso de facas. Dei uma olhada na hora, já era outro dia. Um estrondo, então a porta foi aberta e um dos homens encapuzados entrou.

— O que quer?_ Perguntei temerosa, abrindo se forma leita a gaveta de talheres.

— O chefe mandou ver como você estava._ Anunciou, aproximando-se de mim.

— Estou bem, pode avisar a ele._ Falei, enquanto passava a mão por cada talher procurando uma faca afiada.

— Avisarei._ Disse entrando na cozinha, no momento em que agarrei o capo de uma faca.

— Então pode ir._ Pedi.

— Você não é tudo isso._ Indagou olhando-me de cima a baixo, asqueroso. — Mas é a nova garota do chefe, então aprenda as regras da casa._ falou, encarei-o assim que parou em minha frente. — Não grite, surte ou de uma de espertinha, estamos de olho, conseguiu entender?_ Balancei a cabeça em concordância. — Abre essa boca vadia._ Vociferou, dando um tapa no outro lado do meu rosto, o que não estava machucado, senti um filete de sangue ser aberto. Apertei meus dedos sobre o cabo da faca, eu poderia matá-lo, mas e depois? Eu não poderia com cada um dos homens que estavam fora da casa.

— Entendi, eu entendi!_ Exclamei, apressadamente, com a raiva tomando posse de meu corpo, respire Thea, respire.

— Muito bom, ficarei na porta, qualquer coisa._ Disse passando a mão pelo meu sangue que escorria. — Qualquer coisa mesmo, que precisar pode me chamar, vadia._ Finalizou fechando a porta atrás de si.

Soltei o cabo da faca e apoiei ambos os cotovelos na bancada, o que eu ia fazer? Já estou no fundo do poço mesmo, reagir agora seria estupides.

Fui até a geladeira, enrolei o gelo e o coloquei sob o inchaço de meu rosto, com papel higiênico limpei o sangue que escorria.

Porque Chase teria tantos homens guardando essa casa? Se fosse só por minha causa, não era para ter tanto, ou se fosse para qualquer outra mulher. Sentei no sofá organizando minhas ideias, tem que ter um motivo.

Então como uma luz ou não sei o que se chama, olhei para o quadro pendurado na parede da sala, levantei para vê-lo melhor e estava um pouco inclinado, tentei ajeitar e nada, então resolvi tirá-lo do lugar e o que me surpreendeu, foi o cofre, um pequeno cofre na parede, esse é o motivo, por isso Chase tem tantos homens guardando essa casa.

É um cofre antigo, sem tecnologia alguma e de seis dígitos, tentei o nome dele, números diversos, alterei sequencias de números e não obtive o resultado desejado, olhei para a porta, teria que tomar cuidado caso alguém resolvesse entrar aqui.

Sara me disse que ele foi condenado a três anos atrás, pode ser um ano, tentei e nada. Mas o que Sara me disse... Sara... ah , Sara? É ISSO! Smoaks ou Lances, se ele teve tanto ódio por elas, essa pode ser a senha, tentei Lances e deu erro mas em contrapartida abriu quando escrevi: Smoaks. Bingo!

Estiquei a mão para ver o que tinha dentro e era apenas um pen drive. Mas nada. Fechei e coloquei o quadro em seu lugar, eu ficaria com ele, independente do que tem dentro é muito importante.

Corri até o quarto e o coloquei embaixo do colchão, quando fosse seguro o tiraria dali.

Pelo esforço que fiz, meu rosto havia voltado a sangrar, encarei-me no espelho, rosto inchado, outro indo pelo mesmo caminho além de estar sangrando, cabelo desgrenhado e um sorriso triste, estou irreconhecível. O que diria Roy se me visse assim? O que ele diria se soubesse que outro homem me beijou? Sou tão egoísta que deixei o homem que amo, para entrar em uma missão suicida de cabeça, meus lábios tremiam, eu estava horrível, quem me amaria como estou agora? Quem?

Então puxei a correntinha com força de meu braço e fiquei encarando-a, eu poderia acabar com tudo aqui, eu posso. Não aguento mais, como vou impedir um homem como Chase quando mal consigo saber se estou no caminho certo ou não.

Vamos Thea, não desista. Lembre-se das últimas palavras de Roy: "Thea, eu acredito em você e em seu potencial, mas no final, volte para mim, para nosso lar, te amo amor", isso, eu consigo, mesmo que a todo momento penso que não consigo e que vou falhar não vou.

Pus a correntinha em seu devido lugar, depois limpei o sangue, comi a primeira porcaria que encontrei e deixei o gelo sob meu rosto, rezando para que melhorasse o estado dele.

AGORA

" Thea? Acorde, viemos te buscar. Acorde Thea"

Abri meus olhos lentamente, seria um sonho? Quem estaria me chamando de Thea?

— Thea!_ Escutei uma voz feminina dessa vez, e encontro a agente Sharpe encarando-me com expectativa. O que ela fazia aqui? Eu havia pedido ajuda enquanto dormia? Rapidamente olhei para o meu pulso e lá estava a correntinha. — Eii._ Indagou, fazendo-me virar em sua direção. — Nós precisamos sair daqui._ Falou.

— O que? Como? Porque?_ Exclamei.

— Fale baixo._ Pediu, agachando para ficar na mesma altura que a minha, agente Sharpe estava diferente de todos os dias que exalava poder com seu terninho impecável, na minha frente era só uma mulher com um olhar de remorso, vestida com a roupa oficial, calça carregada com munições e uma Glock nas mãos e pistola em sua cintura. — Não posso explicar muito, mas , Rene me pediu para vir. Ele está lá fora, no carro. Mas ninguém sabe que estou aqui._ Disse e senti dor em sua voz. — John e seus pais, sabem o que vim fazer, somente eles. Porém, tenho ordens de sumir com você._ A olhei confusa.

— Sumir?_ Perguntei.

— Sim, por enquanto, preciso que mande uma mensagem para a equipe Alfa, foi o que Sara pediu para fazer caso precisasse de ajuda, certo?_ Quis saber e assenti em resposta, ainda confusa com suas palavras.

— E depois?_ Questionei-a.

— Seu chamado chegará, daqui a dois dias a elas, com esse dispositivo aqui._ Disse tirando de seu ponto um pequeno chip dentro de uma caixinha.

— Porque eu iria querer que elas só soubessem meu paradeiro em dois dias Sharpe? O que está me escondendo?_ Questionei-a.

— Elas precisam deter Chase antes de nos achar, te achar Thea, olha seu estado._ Apontou para meu rosto. — Adrian irá atrás de você com toda a certeza, tenho ordens para te proteger até lá, sumiremos do radar._ Concordei com suas palavras.

— Como chegou e como conseguiu me achar?_ Perguntei.

— Rene. Ele estava aqui quando você chegou e viu, tudo Thea._ Baixou o olhar, Rene pode ver Chase me atacando. Mas uma vez assenti em resposta.- Eu coloquei sonífero na refeição de todos os homens de Adrian, contudo, precisamos sair daqui Thea._ Falou então me levantei rapidamente.

— Sharpe, preciso ir ao quarto, achei um pen drive, escondido em um cofre e está comigo._ Disse rapidamente indo busca-lo.

— Bom Thea._ Falou assim que voltei. — Agora, preciso que faça o chamado. Pense em tudo o que Chase te fez._ Pediu. Retirando minha correntinha e pondo entre o dispositivo que trouxe. Foram doze dias de inferno e poder sair mesmo que não possa voltar para minha família, Ollie, Tommy... minha mãe, até para ela, mesmo que estivéssemos brigadas é de seu abraço que sinto mais falta e Roy, como preciso dele. Então com a saudade forte em meu peito me permitir chorar copiosamente então apertei o fecho da correntinha, já estava na hora de reunir a equipe Alfa e Chase, temo pelo que ele pode me fazer e a elas, mas Ollie e Tommy as protegeram, confio neles sei que o faram. Mesmo sendo cabeças duras. Uma tela apareceu em minha frente, pisquei tentando me controlar, é agora, farei o que não me permitir fazer todos os dias.

" Ollie, Tommy amo vocês. Canário? Preciso que reúna suas irmãs, a situação está pior do que pensei, por favor... Salve me de Chase. Adeus."_ Então o dispositivo se auto destruiu segundos depois.

Senti a mão de Sharpe em meu ombro.

— Você fez bem Thea, vamos, ainda temos que mandar esse pen drive para Star City, elas vão precisar dependendo do que seja._ Então deixei que me levasse para o carro, passamos pelo mesmo caminho em que usei para chegar aqui e só com a diferença de que não tinha ninguém além do nós — Segure Thea._ Disse me estendendo a pistola, peguei-a no mesmo instante e ela puxou a que tinha na cintura. — Mudança de planos._ Vociferou rapidamente. Correndo comigo a seu lado, até que parou a metros da estrada. — Vai para o carro e diga a Rene que o plano continua, não irei encontrá-los._ Indagou, virando-se para as árvores.

— Sharpe o que está acontecendo?_ Perguntei e assim que segui seu olhar entendi, ainda tinha homens de Chase acordados e estávamos cercadas.

— Thea._ Sussurrou. — Conseguirei retardá-los, assim que entrar no carro vá embora sem olhar para trás, o pendrive, entregue a Rene que o plano continua._ Assenti, mesmo sem querer deixá-la, eu poderia ferrar tudo se não fizesse o que está pedindo, se eu fosse pega nossos esforços teriam sido feitos por nada. — Mas uma coisa, quando encontrar Sara._ Virou para me encarar, vi sua expressão de dor . Sempre soube do relacionamento entre elas, mas vê-la assim tão vulnerável em só dizer o nome de Sara, posso ver o que ela abriu mão para me resgatar, ela me disse anteriormente que não sabiam sobre isso, foi uma ordem dada a ela e que a mesma a cumpriu e pelo o que parece pagando um preço muito alto. — Diga que, eu me arrependo pela mentira que inventei, nunca houve outra pessoa e não haverá, diga, que não quis machuca-la mesmo que o tenha feito e que eu só não queria me entregar a ela por temer por nós, mas me entreguei, a amo. Diga por fim que escondi sobre Chase, por medo dela agir sem pensar e acabar se matando no meio disso tudo, não posso deixá-la a merce dele novamente. Eu a amo tanto que dói._ Proferiu as palavras e voltou-se para onde estava os homens, mesmo que camuflados, era nítido que esperavam um próximo passo nosso. Respirei, como eu a agente Sharpe deixou muito por conta da missão e estava arrependida mesmo tendo certeza em suas palavras, ela ama Sara e percebi isso, assim que me entregou um anel, o mesmo anel que Sara usava todos os dias. — Mande junto ao pen drive, ela entenderá. Corra Thea, agora!_ Exclamou, então começou a atirar, os homens de Chase avançando sobre ela, não olhei para ver a situação, um deles parou em minha frente, o mesmo que tinha me ameaçado, atirei, uma, duas, três vezes, então corri mais, escutando os tiros ao longe. Avistei o carro, Rene parecia asusstado, destrancou a porta então entrei.

— Cadê a Sharpe?_ Perguntou exasperado, vendo meu estado e seu olhar de pena pairou sob meu rosto. Os tiros tinham parado.

— Ela vai ficar, temos que ir, ela mandou dizer que o plano seguirá o mesmo._ Então sem questionar-me mas ligou o carro e no momento que acelerou, escutei um grito, tampei os ouvidos, o grito aumentou e era de Sharpe.

Pov Tommy

— Moira! Chegamos!_ Gritei assim que adentramos a mansão. assustando todos os empregados, carregadores carregando mesas e cadeira, haveria uma festa e não fomos convidados? — Ollie, o que está acontecendo aqui?_ Perguntei.

— Sei o mesmo que você, nada._ Disse-me dando de ombros. — Deve ser obra de dona Moira.

— Dona Moira? Sou sua mãe Oliver! Mais respeito._ Moira apareceu na sala dando um tapa no ombro de Ollie e segurei o riso, não pode sobrar para mim. — Tommy, querido, senti sua falta, a casa fica chata sem sua animação._ E veio me abraçar. Gesticulei um : Toma! Mexendo os lábios para que só Ollie entendesse e o mesmo me presenteou com sinais feios.

— Ele recebe abraço e eu um tapa, o mundo está perdido mesmo._ Reclamou enquanto Moira continuou ao meu lado. — Mãe, o que a senhora está aprontando?_ Disse apontando para toda a bagunça que estava a mansão, com tanta gente entrando e saindo sem parar.

— Vamos ter um jantar amanhã._ Anunciou. Então nos viramos para olhá-la.

— Jantar? não vai me dizer que é mais uma de suas artimanhas para encontrar mulheres para casarmos mãe._ Ollie exclamou.

— Não e não tem nada a ver com vocês._ Ditou. — Mas, quero ambos aqui amanhã a noite, devidamente vestidos e com sorrisos no rosto é para alguém em especial._ Confessou.

— Quem seria?_ Perguntei.

— Felicity._ Soltou.

— A Lis?_ Questionei-a.

— Não para ela em si. Mas como um jeito de arrecadar patrocínios com as pessoas mais influentes em Star City para o projeto da Smoak Tech, e para mostrar o quanto a Global Merlyn e a QC estão empenhados a ajudar nessa empreitada._ Falou rapidamente.

— Mãe, eu e Tommy não autorizamos nada disso._ Ollie disse. — Ela concordou ? Sabe estamos a meses tentando fazer que as empresas fossem parceiras da ST e sem resultados e a senhora do nada consegue._ Completou. Mas a pergunta a se fazer é o que Moira não consegue? Ainda mais depois que soubemos o envolvimento dela com as irmãs e se a Lis aceitou, então o problema real era minha gestão, junto ao Ollie e Palmer, ou o medo de suas irmãs nos atacarem. É o mais provável.

— As Smoak Lances vem?_ Quis saber. Recebendo um olhar confuso de Ollie.

— Sim, Tommy._ Moira disse sorridente.

— Então eu autorizei. _ Falei cúmplice.

— Tommy! Mãe!_ Ollie nos repreendeu, pena para ele que só funcionou comigo.

— Oliver Jonas Queen!_ Eita que o bicho vai pegar. — Não fale nesse tom comigo, sou sua mãe!_ Virei o rosto devagar, com certeza iria perturbar-lo com isso.

— Se pensar em falar qualquer coisa, Merlyn, te expulso da minha casa._ Ollie falou baixinho.

— Fará o que Oliver?_ Moira perguntou vindo em minha defesa.

— Nada mãe, desculpa, também autorizo o jantar._ Respondeu cabisbaixo.

— Bom, tenho que subir com essas bolsas de vestidos novos que comprei hoje cedo com Felicity, aproveitem que chegaram e estão indo para os seus quarto e levem metade delas, entenderam meus filhos?_ Falou pausadamente, nos encarando, ela é persuasiva demais. Mas se disséssemos que não e que só queríamos nossa cama, ela faria o inferno congelar nessa sala.

— Mãe!_ Ollie reclamou, mas como eu colocando as bolsas nas mãos, como vestidos podem pesar tanto?

Pov Oliver

Quando minha mãe disse que seria um jantar apenas, no momento não acreditei, ela era a rainha em fazer grandes comemorações, festas exuberantes. No entanto aqui estou eu, vendo com meus próprios olhos as mesas arrumadas no jardim, com um ar formal, mesmo que ao ar livre, música calma. Ela realmente queria agradar a loirinha de óculos. Me fiz presente assim que vi minha mãe conversando com Ray fui ao seu encontro.

— Ei, Olliver como foi a viagem? Tommy me disse que se encantaram com um par de mulheres e viveram um amor de verão durante a semana._ Ray me perguntou entusiasmado, amor de verão? Foi o melhor que Tommy conseguiu inventar?

— Foi maravilhosa, mas acabou, amores de verão, vem e vão na mesma velocidade._ Respondi. — Então , minha mãe deu muito trabalho?_ Questionei.

— Claro que não a senhora Queen, foi excepcional. Não acredito que realmente começaremos a ter laços com a Smoak Tech._ Falou, mostrando o quão surpreso ainda estava.

— Viu filho? Fui excepcional. Agora vem cá para a mamãe, ajeitar essa gravata._ Sem esperar minha resposta, ela veio, quase me enforcou, porém depois arrumou a gravata direito. — Melhorou._ Exclamou. — Então Ray, falando em laços e Smoak, soube que está de namorico com a advogada da empresa Laurel Lance, fiquei feliz em saber , faço muito gosto._ Sutilidade? Moira Queen é o nome. Ray ficou vermelho. Quis rir, sorte que ele é quem estava na mira de minha mãe, eu e Tommy conseguiríamos escapar por um tempo, da operação cupido dela.

— Como a senhora soube?_ Perguntou incrédulo. — A esquece a senhora sabe de tudo._ Respondeu a si mesmo. — Não temos namorico nenhum, ela não quer, eu quero, mesmo ela sendo toda durona, quero, eu até consegui ter um encontro com ela, acho que ela começou a me olhar com outros olhos._ Falou rapidamente, ele e Felicity poderiam ser gêmeos pela forma engraçada e sem filtro. Aliás, onde se meteu a loirinha de óculos? — Hoje ela me informou que estaria aqui e pediu para que eu viesse, então foi um avanço, certo?

— Sim Ray, foi um avanço! Quando precisar conversar, estarei esperando, volto a afirmar, faço muito gosto, se no final da festa quiserem alguém para encobrir a fujidinha de vocês, só me pedir. Ah jovens e seus hormônios a flor da pele._ Cantarolou a última parte. — Se me dão licença, tenho que ir cumprimentar o prefeito, se não ele pode dizer que sou uma má anfitriã._ Disse-nos e se retirou.

Virei em direção a Ray para perguntar como realmente estavam as coisas na QC, mas ele estava estático, segui seu olhar e vi o motivo: Laurel. Diferente do que vi a dois dias com uma marca de bala e a aparência cansada, agora vestida com um vestido preto colado e cavado nas costas, um palmo acima do joelho, discreta e sexy ao mesmo tempo, Ray tinha tido muita sorte. Acenei em sua direção e ela respondeu, sem se aproximar, sentando-se em uma das mesas.

— Ray?_ Chamei sua atenção. — Vai falar com ela._ O empurrei e o ele mesmo que cambaleante foi, Ray havia se apaixonado.

Andei a procura de Shado, tínhamos combinado dela ser minha acompanhante e a encontrei sentado em uma das mesas, com dois homens e pareciam estar uma conversa alegre.

— Senhor Queen!_ Shado exclamou ao me ver, levantando-se para beijar-me o rosto, aceitei, ela vestida um vestido azul, mas curto que o de Laurel, com um decote em V, sem mangas, marcado em sua bunda, ela sabia como chamar a atenção. — Curtis, Paul esse é o meu chefe, Senhor Queen, este é Curtis Holt assistente pessoal da senhorita Smoak e Paul seu marido._ Estiquei a mão para cumprimentá-los. Curtis foi quem havia nos ajudado na missão, o nome me era conhecido. Então era ela, mais um ex agente.

— Prazer em conhece-los, Curtis, obrigado pela sua ajuda._ Disse quando apertei sua mão.

— Sempre que precisar, estou a disposição._ Respondeu-me.

— Vamos dar um volta Shado?_ A chamei, ainda tenho que fazer meu papel recebendo a todos e Shado seria minha desculpa caso o assunto ficasse chato. Tommy não havia chego e nem Sara. Onde estariam?

— Sim, volto daqui a pouco garotos._ Despediu-se deles e assim fomos de mesa em mesa falando com todos, deputados, acionistas da QC, uns que descobrir serem acionistas da ST, muitas das mulheres mais ricas da cidade também estavam presentes, Moira e essa mania de querer casar eu e Tommy. Colei mais o corpo de Shado ao meu.

— Ollie?_ Escutei a voz de Sara e ao seu lado Meghan, ambas magnificas, minha amiga com o vestido verde, longo, com mangas, uma fenda na coxa que aberta até os pés, o cabelo preso contradizendo o que usa todos os dias e Meghan, vestida com um longo e vinho do mesmo modelo que Sara.

Soltei-me de Shado e Sara me abraçou.

— Eu sem companhia e você vem com ela?_ Reclamou, ela tinha uma enorme antipatia pela minha secretária. — Pare de pensar com o que tem dentro de suas calças._ Repreendeu-me.

— Está linda Sarinha._ Respondi não ligando para sua provocação. — Meghan? Você também está._ Elogiei a loira que se manteve distante encarando Shado. Vou manter minha secretária e amante, longe dela, Deus sabe lá o que Meghan pode fazer.

— Tanto faz. Onde está o Merlyn?_ Questionou-me. Olhando em volta. — Não o vi chegar ainda._ Completou.

— Deve estar chegando._ Respondi, entendendo o interesse dela em saber. Esses dois se não se pegaram ainda, vão se pegar logo. Ou não. Pois Tommy pode ser idiota, falando no idiota, lá estava ele, sorrindo com Shioban, sua secretária, que vestia um vestido branco, até transparente, diferente de Shado, estava vulgar. Olhei para Meghan que o encarava emburrada, Tommy é um idiota mesmo.

Ela se retirou no momento que ele veio para onde estávamos.

— Ollie, Sarinha, Shado!_ Disse animado, nem parece que é um homem morto. Puxei seu braço para longe das mulheres que ficaram nos olhando.

— Meghan vai te matar, porque veio com a Shioban? Tommy você não viu a expressão dela, você é um cara morto._ Falei pausadamente.

— Me puxou para isso?_ Perguntou quando o soltei. — Não tenho nada com ela, nada e se ela quiser algo de mim que me peça, cansei do seu joguinho de provocação. E não quero mais falar disso._ Disse voltando a enlaçar a cintura de Shioban. Eu não me meteria, ele estava decidido.

— Shado?_ A chamei. — Vai se divertir, não precisa ficar comigo, toda a noite._ Ela concordou e se foi, no final nós dois saberíamos onde ela estaria e com quem, a mansão tem muitos quartos. Então ela se foi.

— Ah ela chegou!!!_ Sara exclamou e a vi caminhando rapidamente para a entrada, assim como minha mãe e Curtis que tinha aparecido magicamente, ao lado de Sara.

Sem sair do lugar foquei, esperando para vê-la, e lá estava ela, Felicity, bela, trazendo uma luz só sua, com um vestido vermelho até acima dos joelho com uma pequena fenda, mostrando mais de suas coxas, ser ser ousada, um decote em V, mas que só a deixou mais linda, seus óculos, deixando seu ar menininha transparecer, cabelo solto e enrolado nas pontas, ela estava tão gostosa, que meu primeiro pensamento foi esquecer o jantar, esquecer a noite que prometi a Shado e qualquer outra coisas , que não fosse jogar essa mulher em meus braços, como um homem das cavernas e leva-la para meu quarto e fazer daquela santa boca convidativa, minha.

Felicity mesmo envolta de pessoas, tinha o olhar grudado ao meu, não desviei. Na nossa última troca de olhares eu havia fugido, como um animal com medo do que poderia fazer. Dessa vez não o faria. Ela deixei seus olhar cair de baixo para cima, admirando meu corpo, como eu fazia com ela, a vi corar, a como quero ser eu a tocando, fazendo corar desse jeito. Então ela parou de me olhar e foi abraçar minha mãe, que percebi que sorria mais abertamente ao me olhar, dona Moira realmente não sossegará até descobrir o porque de eu e Felicity termos ficados estáticos, e ela descobriria.

Percebi que Ray e Laurel estamos em uma conversa mais que animada com Meghan, Paul o marido de Curtis, Sara e Felicity se encaminhavam para lá. Observei Tommy se agarrando com Shioban, na parte mais escondida do jardim, sendo que Meghan viu, ele fez para provoca-la. Idiota.

Andei em direção a mesa que com a chegada das duas mulheres havia ficado mais animada.

— Posso me sentar?_ Perguntei assim que cheguei.

— Claro Ollie. Estávamos falando de como a mulher do prefeito está ali guardando petiscos na bolsa._ E todos assentiram rindo._ Olhei desfarsadamente e realmente estava.

— Moira ficaria louca se visse ._ Falei e todos novamente concordaram.

— Aaaah a turminha unida! Nem me esperaram para falar mal dos convidados._ Escutei Curtis dizer, enquanto sentava ao lado de seu marido. Ele realmente era muito animado.

— Curtis fala baixo! Não se grita que estamos falando mal de alguém._ Felicity o repreendeu. Ela fica linda com essa carinha brava. Foco Oliver, uma mulher não pode tomar conta dos seus pensamentos assim.

— Ah Lis, deixa ele se divertir._ Meghan exclamou.

— Meg não se meta. Felicity está certa._ Laurel se pronunciou e eu ri vendo a careta de Curtis.

— Ninguém te perguntou nada megera._ Curtis respondeu e todos riram, até eu, eles sabiam ser divertidos.

— Curtis! _ Felicity falou e senti um chute em minha canela.

— Ai!_ Exclamei. Então vi a loirinha virando um tomate de tão vermelha. — Me chutaram!_ Disse enquanto um olhava para o outro, então Sara, Meghan, Curtis e Laurel apontaram para Felicity, tive verdadeira vontade gargalhar vendo o quando o quão envergonhada ela ficou. Não sei se foi por instinto ou outra coisa, mas Felicity colocou as mãos sob a minha. Um só toque dela e minha vontade de rir acabou, a dor passou...

— Desculpa eu não quis te acertar._ Disse apertando minha mão com força. — Eu queria era acertar ele e não você, me perdoa, eu juro que não sou assim, não vai mais se repetir, eu nem sabia que era a sua perna, ele levantou e deixou que eu te acertasse, mas não foi por querer, juro!_ Enrolou-se enquanto falava apressadamente fazendo todos rirem.

— Ah então queria me acertar? Fico magoado!_ Curtis exclamou. Felicity permanecia olhando em meus olhos, mesmo com todos a nossa volta é como se não houvesse ninguém.

— Claro Curtis, isso que dá me chamar de megera._ Laurel defendeu a irmã.

— Mas você é megera, Laurel._ Sara se meteu.

— Ei, virou complô agora?_ Meghan se colocou na discussão. Então suas vozes foram misturando-se umas as outras.

Felicity continuava alheia a tudo, vi que não mais apertava minha mão com força, mas sim, a alisava, graciosamente, como um pedido silencioso de desculpas.

— Está desculpada._ Murmurei e ela assentiu. — Felicity o que acha de irmos para um lugar mais calmo?_ Perguntei, ganhando um olhar surpreso da mesma. Ela diria não, porque ela iria para qualquer lugar comigo? Ela me vê como um cafajeste sem limites ainda. Nem quer nada comigo. Merda, não deveria ter perguntado isso.

— Me encontra no quarto de Thea em 5 minutos._ Disse sorrindo e baixo o suficiente para que só eu escutasse. Soltou minha mão e se retirou da mesa, sem ninguém notar, a discussão estava ficando acalorada.

— Olha só megera, você tem inveja por eu sou o brilho da Smoak Tech._ Curtis disse.

— A purpurina de segunda, menos ok?_ Laurel retrucou e todos tentavam conter os dois. Sai de fininho, andando sem dar atenção aos convidados, busquei minha mãe com o olhar e lá estava ela, sorrindo para mim e apontando a janela do quarto de Thea. Nada passa despercebido por Moira Queen.



Notas finais
Não se esquecendo que amanhã a noite teremos continuação desse mesmo cap, ansiosos? AAAAAAAAah! Beijos e até amanhã!