Jogo Perigoso

14 Inexplicável ( continuação)


Notas iniciais
LEIAM AS NOTAS INICIAIS ANTES DE LER O CAPÍTULO ! Tenho um pedido de desculpas por ter prometido que postaria ontem e estar postando agora, tive problemas pessoais que me impediram de escrever ele. Mas eu prometi então... cumpro sempre rsrs. Comunicado 1: O CAP É SÓ OLICITY PARA CARAMBA! Comunicado 2: Como sexta tem cap, a cena dela entrando na equipe foi jogada para lá, desculpa a quem espera ansiosamente por isso, mas seria um momento muito foda e eu preferi deixar o brilho para o nosso casal hoje. Comunicado 3: Como sabem hoje é apenas a continuação do cap 13, então não fiquem tristes, por eu não usar todos os personagens. AGRADECIMENTOS: Primeiro a @NandaSmoak que me presenteou com essa capa maravilhosa, já agradeci a ela, mas volto a pedir um enorme: OBRIGADA SUA LINDA! Vocês não imaginam o quanto estou amando a receptividade de vocês a fanfic, estou falando para todos o quanto tenho leitoras(es) divinos pois estão comigo, sendo 1 ou 10 pessoas lendo, me fazem mega feliz demais, vocês alegram todo o meu dia com os comentários que fazem, quando vejo que tem mais gente acompanhando e ou quando conversando comigo sobre a fanfic é demais. Parei de enrolar... boa leitura pessoinha que amo ♥

Pov Felicity

— Me encontra no quarto de Thea em 5 minutos._ Falei sorrindo em sua direção e só para que ele escutasse, então sem pensar duas vezes adentrei a mansão.

Subi as escadas com todo o cuidado possível, de todos os cômodos que tenho conhecimento, o quarto de Thea me era o mais seguro, eu poderia ter negado o pedido de ir a um lugar mais calmo com Oliver? Sim, claro e com certeza, contudo meu nervosismo e confusão mental criou um momento de coragem, um ato impensado de uma mulher que não tem controle sobre as próprias palavras que é totalmente sem filtro e tem um pequeno, bom, grande problema com homens bonitos. Deuses Gregos.

Com o coração batendo mais rápido, corri entre as escadas, buscando a segurança , sim, o quarto dela seria minha segurança, mesmo com total desequilíbrio mental desde que olhei nos olhos de Oliver, minha boca trabalhou depressa e não disse : Me encontre 5 minutos em seu quarto. Pois isso seria totalmente confuso.

Nos corredores da mansão havia um empregado ou outro, e sem olhar para ver se era seguida por Oliver, entrei no quarto de Thea. O que será que ele quer comigo?

— Felicity?_ Chamou. Virei mais que rapidamente em sua direção.

— Ah!_ Soltei, pondo a mão sobre o coração.

— Desculpa, não quis te assustar._ Disse e quando passou pela porta fez menção a fechar-la. EU NÃO PODERIA FICAR EM UM QUARTO FECHADO COM O DONO DOS MEUS SONHOS MAIS IMPUROS.

— Não._ Exclamei, me recompondo. — Deixe aberto, por favor._ Pedi. Recebendo dele uma mistura de surpresa e depois um sorriso sarcástico, cafajeste.

— Medo de ficar comigo em um quarto? Quando falou para eu encontrar você aqui, imaginei que o que mais iria querer é a porta fechada._ Soltou, o encarei, cretino. Mas o que me deu na cabeça em sair de fininho do jantar para falar com ele? Parece que o homem que cuidou de mim no elevador e que me levou bombons mesmo que por pedido de Tommy havia desaparecido e voltado a ser o Oliver Queen que tanto quis afastar, o mesmo que eu havia socado, cretino duplamente!

— Acho que foi um erro, você continua o mesmo, pensei que teria algo a me falar, mas não seu objetivo mais uma vez é fazer sexo comigo._ Vociferei ganhando sua total atenção. Então sem esperar uma resposta sua, parei de encarar as fotos antigas de Thea e me pus a andar para a porta, teria que passar por Oliver, mas é melhor longe dele, eu realmente não quero ter que escutá-lo. — Senhor Queen? Licença._ Pedi quando seu corpo ficou entre mim e a única saída do quarto.

— Desculpa Felicity._ Falou, sem me olhar. — E já disse que só Oliver, ok?_ Dei de ombros como resposta. Ele no momento não pode exigir nada.

— Pelo o quê?_ Questionei-o, mesmo de salto ainda sou mais baixa que ele, então tinha que ficar olhando para cima, para ver suas expressões. Quando o vi com seu smoking preto, barba feita e com o cabelo mais curto quase surtei, o que esse homem tem que eu agora estou acostumada com a presença de Tommy que também é bonito, mas Oliver? Despertava em mim uma sensação quente demais, carnal também e com certeza isso era o pior.

— Por sugerir que quer sexo comigo. Sei que não quer nada de mim._ Disse cabisbaixo. — Eu só quero conversar mas preciso que ponha um pouco mais de roupa._ Confessou.

— Por que eu deveria por mais roupas, Oliver?_ Perguntei, tocando seu rosto fazendo-o me olhar.

— Por que Felicity?_ Respondeu com a voz rouca, pondo uma de suas mãos, em cima da minha que te tocava. — Por que?_ Deu um passo para frente, fechando o pequeno espaço que havia entre nós, sem desgrudar nossos olhares. — Por que eu não consigo me concentrar admirando seu corpo e pensando no que posso fazer com ele._ Soltou. Pisquei, suas orbes estavam com um azul profundo diferente de antes, trazia luxúria e desejo. Ele desejava a mim? — E santo Deus, não morda os lábios assim._ Pediu então notei que realmente eu estava fazendo isso, o que mostra meu nervosismo, respirei soltando-os. — Eu poderia te mostrar cada ponto de prazer._ Sussurrou aproximando o rosto do meu. — O quanto eu quero essa sua santa boca convidativa._ Disse com a respiração entrecortada, estávamos próximos demais.

— Oliver..._ Soltei o sem quebrar a bolha que se criou a nossa volta. O que ele iria fazer? Me beijar? Eu iria permitir? Não sei, só consigo pensar em quão doce pode ser seu beijo.

— Mas você não me quer._ Confessou mostrando irritação e depois deu de ombros, se afastando de mim. — Quero conversar, só se cobre com lençol ou qualquer coisa._ Falou. Caminhei em direção a cama de casal de Thea e me sentei, colocando sobre meu colo um travesseiro. Teria que servir. No entanto, Oliver andava de um lado para o outro no quarto de Thea. Procurando algo. — Felicity me espera aqui, ok? Já volto._ Disse.

— Tudo bem._ Falei e ele se retirou, para fica mais confortável, ajeitei meu corpo contra a cabeceira da cama , cruzando as pernas.

— Pronto estou bem melhor agora._ Falei para eu mesma. Dei uma olhada rápida no quarto antigo de Thea e diferente, somente uma cama e fotos em todos os lados, Moira havia me dito que não queria retirar as lembranças da filha, mesmo que ela quase não frequentasse a mansão.

— Ah você ainda está aqui._ Disse Oliver voltando, sem nada me falar, entrou , deixando a porta entreaberta. Ponto para ele. — Vista isso._ Olhei e em sua mão tinha uma camisa. Peguei-a, esticando sobre a cama, era enorme .

— Oliver! Sério? Vai me pedir para por essa camisa de alguém que não conheço, apenas para não ficar querendo fazer..._ Interrompi-me, respirando fundo, eu não poderia repetir o que ele disse que iria fazer. — Só para não ficar me olhando, com tantas mulheres lá embaixo, porque o problema é comigo?_ Questionei, vendo sua expressão fechada.

— Porque você não é elas e não é por elas que tenho uma atração que não consigo controlar._ Ele tem atração por mim? Respira Felicity! Vamos lá, sem corar. — Smoak, droga! Só veste a camisa, é minha, mas se preferir trouxe uma de Tommy também._ Falou colocando mais uma sobre a cama, mais uma camisa, abaixei a cabeça fugindo de seus olhar questionador e realmente ponderando se colocaria ou não, o que vou ganhar fazendo isso? Ou perder? Tínhamos tido um momento tão bom no elevador e ele está se mostrando arrependido, querendo conversar, apenas por esse fato queria me deixar totalmente coberta. Soltei um riso seco, eu iria aceitar seu pedido.

Dedilhei entre a camisa preta a primeira que foi posta sob a cama e depois a verde clara, vamos, só tenho que escolher uma. Oliver parecia realmente entretido, encostado na parede perto da janela , analisando minhas ações, com um sorriso diferente do anterior, era divertido e sincero o mesmo que vi quando soltou quando eu me atrapalhei com as palavras, dentro do elevador.

— Ei, não ria! É difícil escolher!_ Exclamei fazendo bico para demonstrar minha falsa irritação.

— Calma! Você todo tempo do mundo, para escolher uma das camisas, só quero que vista uma._ Disse zombateiro. Sem pensar, peguei a preta vestindo-a, realmente havia ficado um vestido em mim, quase cobria o que eu estava usando.

— Bem melhor. Posso?_ Apontou para a parte da cama ao meu lado.

— Sim, venha eu não mordo._ Brinquei. Esquisito, como meu humor muda constantemente estando perto dele. Mas eu até que gostava.

— Não morde, contudo tem um bom gancho de esquerda, ainda sinto a dor de seu soco Felicity._ Falou, enquanto se sentava ao meu lado encenando uma dor em seu rosto. A tensão entre nós havia sumido.

— Que mentira!_ Exclamei rindo da cena que o mesmo fazia. Nunca que imaginei que ele poderia ser divertido ou dramático e olha que entendo de drama.

— Vou parar lá, embaixo tive uma dose do quanto você pode ser violenta._ Disse apontando para a perna.

— O que é isso agora? Vai ficar listando meus atos, violentos que fiz sem pensar nas consequências futuras e sem nenhuma intenção de bater com força, mas com força o suficiente para machucar e sem querer, querendo muito. Ah!_ Enrolei, como eu disse, sou totalmente sem filtro. Oliver gargalhou. — Para de rir de mim, ah!_ Falei levantando as mãos desistindo, ele realmente ria e descaradamente, esperei que tomasse folego, então virei em sua direção. — Porque te faço rir tanto?_ Perguntei.

— Não sei, mas nas poucas vezes consegui ser mais eu e não sei explicar, mas para todos sou um playboy que tem tudo o que quer, no entanto, falando com você, rindo ou só recebendo um esporro seu, me faz mais humano._ Confessou, eu poderia dizer que suas palavras eram verdades, o que realmente eram, mas ao dizer-las, seu corpo relaxou, como se fosse um alívio, sua respiração estava mais calma e a expressão mais serena, ele estava sendo o mais sincero o possível, eu posso não querer um relacionamento, uma noite com ele, entretanto, Oliver , esse de agora, o sem barreiras que acabei de ouvir, me fazia querer cuidar e estar ao seu lado, ele pode ter muitas facetas, notei ao final. — Felicity?_ Chamou-me.

— Perdão, estava pensando..._ Deixei sair.

— Posso saber no que?_ Perguntou-me.

— Em você._ Maldita língua! — Calma._ Recebi um olhar empolgado do mesmo. — Em como você é de fases, as vezes o ignorante, cretino e idiota que eu quero socar, mesmo sendo contra a violência e no outro, esse._ Apontei em sua direção. — Essa pessoa que me faz querer desvendar e conhecer mais, como você me disse quando saiu do meu apartamento... eu adorei te conhecer._ Assumi e pela primeira vez Oliver nada disse, apenas ficou com um sorriso bobo, o qual retribuí.

— Seria algo ruim se um cretino, ignorante e idiota te querer como amiga._ Falou rapidamente.

— Oliver Queen não tem amigas._ Retruquei prontamente.

— Sara é minha amiga!_ Defendeu-se.

— Sara é exceção, estou dizendo amigas, exemplo sou amiga de Tommy e ele não tem problema com meu corpo._ Eita! Ponto para a gênio aqui.

— E eu não vou ter._ Comecei a retirar a camisa, então suas mãos alcançaram as minhas. — Eu disse que não vou ter, mas deixa a camisa nesse corpo até voltarmos para o jantar._ Pediu, soltando-me em seguida, me deixando longe do calor de suas mãos.

— Eu não sei se posso ser sua amiga._ Confessei, recolocando a camisa do jeito que estava e afofando o travesseiro que permanecia em meu colo.

— Por que? Você aceitou ser amiga de Tommy ! Não acredito que não quer ser minha amiga._ Disse e pude notar o tom de mágoa em sua voz.

— Você não sabe ter uma amiga Oliver, não mesmo._ Expus meu pensamento.

— Shado! Minha secretária, ela é minha amiga._ Disse com ar superior, ponto para ele, se eu não conhecesse o tipo de amiga que ela é. Curtis já havia me dito que ela e Oliver tinham um caso, além do fato de eu desconfiar, pelo o que vi quando fui a QC.

— Amiga sexual._ Soltei. Pela sua expressão surpresa por eu saber, vou adicionar dois pontos para mim. — Não vai dar certo.

— Vai, Felicity eu não entendo o que acontece, mas estar aqui com você, apenas conversando, em um quarto já diz o quanto te respeito._ Assenti. — Se não aceitar ser pelo menos minha amiga, nós teremos menos contato._ Concordei. — E eu posso ser o que for, mas ao seu lado é um lugar bom para estar, então me deixe tentar._ Pediu, como uma carinha de expressão de cachorro pidão. Quando minha vida virou ser amiga de dois playboy? E dois dos piores. Bem que Laurel sempre diz que eu atraía confusão. Eu poderia não aceitar, contudo, meu coração queria o mesmo que ele, sentia o mesmo, estar aqui me fazia ter algo tão bom, mesmo que em momentos, quando nos tocamos, o calor misturando-se com desejo, despertam, mas se formos só amigos, poderemos estar mais próximos e eu quero isso, em anos me privei de tantas coisas e se o destino acha que é hora de eu me abrir para amizades, eu posso fazer desse meu ato de coragem, como Moira disse anteriormente. Apenas um ato de coragem Felicity, apenas.

— Tudo bem, seremos amigos._ Respondi e o encarei, ele parecia um menino, ganhando presente de natal. — Você realmente deveria sorrir assim sempre._ Disse.

— Eu nem sabia que poderia sorrir dessa forma, aconteceu do nada, assim que te conheci._ Soltou.

Então a porta foi literalmente aberta por um Tommy muito vermelho e muito afoito.

— LIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIS! Eu te procurei tanto!_ Gritou enquanto jogou sem corpo contra a cama, expulsando um Oliver que estava novamente com a expressão fechada e posso dizer até com raiva de Tommy que me abraçava. — Você sumiu, não faça assim com meu coração._ Completou dramaticamente, pondo a mão em seu peito.

— Você já está bêbado Tommy?_ Oliver o questionou, me aproximei para sentir seu hálito, entendendo o motivo de sua embriagues, Meghan, ela aprontou uma das suas, o cheiro não era de álcool e sim uma mistura cítrica de uma droga que faria Thomas dormir por longas horas seguidas. Eles e suas pegadinhas.

— Lis porque está cheirando minha boca? Estou bêbado não! Estou feliz! De ter meus dois melhores amigos juntos sem mim, Lis essa blusa é do Oliver? O que faz com ela? Porque estão aqui? Lis, me diz que não caiu nas garras dele, somos iguais._ Falou apontando para Oliver e depois para si. — Não valemos nada! Não posso te defender dele é meu melhor amigo e você minha amiga, vocês juntos vão me deixar._ Disse agarrando mais meu corpo, ok, eu estava sendo sufocada e Oliver apenas e unicamente havia tirado o celular do bolso para gravar a cena. Esse homens! Ah! — Não me deixe Lis, só você se preocupa comigo. eu já te amo tanto._ Falou com a voz embargada, coloquei a mão sobre sua cabeça, o efeito da droga faria efeito em segundos.

— Oliver? Oliver!_ Chamei sua atenção. — Para de gravar! É ERRADO!_ Vociferei.

— Errado é ele me chantagear sempre e eu não ter uma arma de troca. Agora tenho._ Disse quando o celular.

— Homens! Meg drogou ele._ Falei rapidamente.

— Eu disse que você era um homem morto, idiota._ Disse chutando a perna de Tommy.

— Mamãe não me acorde... só mas cinco minutos._ escutei Tommy dizer e voltei meus olhos em sua direção, já estava dormindo.

— Foi algo para dormir?_ Perguntou, vendo o estado do amigo.

— Sim e por horas, seja lá o que ele fez a ela, acho que tem mais pela frente, ela foi boa._ Falei dando de ombros e o vi gesticular " boa?" — Boa para o padrão da Meg._ E ele concordou. — Agora me ajude a sair daqui, preciso voltar ao jantar, pois como Tommy daqui a pouco, todos vão me procurando e a você também.

Oliver sem muito cuidado puxou Tommy e o ajeitou na cama, tirei o travesseiro de meu colo e deixei-o embaixo da cabeça dele e por fim Oliver o cobriu.

— Temos que voltar._ Ele disse de repente. — Acho que minha mãe vai começar o pronunciamento._Assenti, ficando de pé rapidamente e retirando a camisa. — Pode descer na frente, vou em seguida._ Completou por fim.

— Oliver? Acabou que não conversamos sobre o que queria._ Falei, arrumando o vestido e Oliver de costas para mim, olhando as fotos na parede, como eu fiz anteriormente.

— Eu só queria saber de você o porque de não voltar a equipe, sabe, suas irmãs, sentem sua falta._ O ouvi respirar fundo. — Se eu pudesse estar com Thea, mesmo que por um segundo, eu iria querer fazer tudo com ela, eu te disse no elevador, que sei que Thommy sabe sua história e você o aceitou , eu só queria entender o porque de não estar lá se arriscando com elas, mesmo que seja uma única vez e essa para resgatar minha irmã._ Soltou pausadamente.

— É complicado... tenho muito o que superar ainda._ Confessei andando em sua direção sem medo.

— Eu queria poder ajudar, te escutar... se quiser, meu pai não me contou a história de vocês e nem o motivo de se aposentarem, mas o que observei delas, são mesmo a melhor a equipe._ Falou, somente me notando quando sentei na parte baixa da janela, de frente para ele. — Mas é como se faltasse algo._ Assenti o esperei continuar. — E não diga que eu falei que são a melhor equipe, tenho uma reputação a zelar._ Pediu, dessa vez tirando a serenidade de seus olhos.

— Seu segredo está guardado comigo. Agora são dois._ Disse fazendo o número na mão. — Tenho muitos segredos seus._ Brinquei.

— Você é minha amiga, então pode ter meus segredos._ Retrucou e sorri em resposta, ser amiga dele... eu sou amiga de Oliver Queen, sem pirar! Curtis adoraria saber.

— Quando terminar o jantar, o que acha de continuarmos essa conversa e eu te contar tudo ao que me perguntou. Moira me intimou a dormir aqui, então teremos tempo._ Confessei, olhando através da janela, Laurel havia me visto e acenava para que eu descesse, meu tempo estava acabando ao lado de Oliver e isso faz meu coração, querer mais, então por esse fato somente, fiz a proposta. Será que ele aceitaria? Com certeza tem planos para o final da noite, com aquela secretária de pouca roupa.

Sem me responder ele pegou celular e depois gargalhou, o olhei confusa.

— Desculpa. Sara está te procurando e disse que se fizer qualquer coisa que você não goste, ela vai usar uma de suas facas em mim e não posso repetir para o lugar que ela se referiu._ Então acompanhei as risadas. Minha irmã pode ser ameaçadora quando quer, aliás, muito mais ameaçadora. me pus de pé, o momento acabou e eu tenho que descer. Apressei o passo para sair. — Felicity?_ Virei em sua direção. — Mais tarde, continuaremos nossa conversa._ Disse somente, assenti. Ele aceitou minha proposta. Andei mais rápido para sair do quarto, e quando dobrei no último corredor para descer, senti um cheiro diferente, aproximei parte do vestido até meu nariz, era o cheiro dele, eu estava com cheiro do perfume de Oliver.

Pov Oliver

Em poucos minutos conversando com Felicity, pude ver outro eu. Alguém que pensei ter desaparecido a muito tempo, uma pessoa que se permite ser realmente feliz. E isso foi o efeito de ficar só aquele tempo com ela, quando entrei no quarto tinha uma ideia totalmente errada do que iria acontecer lá e mais uma vez ela me surpreendeu. Reprimi os pensamentos sujos que surgiram a ver minha camisa em seu corpo, pensei que pedindo para ela se tapar ajudaria meu amigo lá de baixo a se controlar, mas foi exatamente o contrário, ela ficou mais linda ainda e quando sorriu ao me escutar assumir o que estava sentindo, me fez imaginar como seria tê-la assim sempre, então propus amizade, eu já sabia que não teria nada além disso e quando imaginei que ela não iria querer, como foi no começo, ela aceitou, me pegando de surpresa mais uma vez. O momento em que Tommy entrou jogando-se sobre ela, me irritou, sei que são amigos, ele não me deixa esquecer disso em nenhum momento, mas ver ela ali, se preocupando com ele, exalando total carinho, me deixou com inveja do que eles tem.

Quando escutei sua proposta de conversamos no final do jantar, fiquei estático por segundos, sendo salvo pela mensagem de Sara, Felicity é uma mulher surpreendente.

A observei sair, e fiz o mesmo segundos depois, trancando a porta do quarto de Thea, Tommy poderia estar errado e ter agido como um idiota, mas não deixarei ele desprotegido, já que Felicity mencionou o fato de ter sido algo pequeno, para a mente psicopata de Meghan ou eu interpretei assim. Não faz diferença.

— Filho?_ Escutei assim que coloquei um dos pés no jardim. Moira Queen não poderia esperar mais um pouco para querer informações? — Como foi com Felicity? Não me diga que fizeram algo? Você está usando ela?_ A olhei espantado, ela realmente cogitou isso ? Que eu estaria usando uma mulher. Ah ela me conhece, esquece. — Se não usou ela e iludiu com faz com Shado, porque Felicity desceu sorrindo depois de ter ficado tanto tempo lá em cima com você?_ Questionou com um olhar duro, com os braços cruzados e mesmo assim exalando um enorme sorriso, para que quem olhasse, não desconfiasse que ela é uma mãe desnatura e que gosta de saber de tudo.

— Vou resumir, eu tentei algo, ela não quis, mandei ela vestir minha camisa pois eu ainda a queria e agora somos amigos. _ Falei recebendo um olhar satisfeito da mesma. — Não sei o motivo dela descer sorrindo._ Confessei, mas contente pela informação, procurei a loira de óculos e a encontrei discursando sobre o quão importante é a colaboração de QC e da GM e que está mais que entusiasmada em ter mais confraternizações como essa entre as empresas em um futuro próximo.

— Amiga é?_ Ouvi minha mãe dizer, seguindo meu olhar em direção a Felicity. — Amigos. Posso me contentar com isso, por enquanto._ Soltou se distanciando nem me dando tempo de entender seu enigma.

O jantar durou mais algumas horas, passei o resto da noite com Sara como minha acompanhante, já que ela havia dispensado Shado alegando que os serviços dela não seria mais necessário no dia de hoje, isso após eu dizer a ela os meus planos para o fim da noite. E mais que satisfeita, mandou minha secretária embora, Shioban havia sumido também, junto a Meghan que quando desci para o jardim não estava mais presente.

Laurel e Ray tinham se despedido assim que Felicity e minha mãe passaram nas mesas agradecendo a presença de todos os presentes.

Eu e Felicity não tínhamos nos falado ou trocado nenhum olhar desde o momento em que descemos, mas sei que ela sentiu meu olhar sobre sua pele toda a noite e a cada passo seu. Pois por vários momentos ela passava em minha frente, sem necessidade, só por passar.

— Ollie, acho que já vou subir, ver como Tommy está._ Sara disse enquanto virava sua terceira dose de tequila, que conseguiu na cozinha, ela tinha um esconderijo de bebida alcóolica mansão e ninguém ousava mexer.

— Vai sim, não tem quase mais ninguém, aproveita e para de beber._ Falei puxando o copo de sua mão. — Dorme aqui hoje está bem?_ Pedi assim que ela se levantou.

— Detesto o quarto de hóspedes, o quarto de Tommy é maior, vou me aproveitar disso._ Ri, eles tinham uma rixa em relação aquele quarto e ver ela sorrir como criança por poder dormir no quarto é cativante. vê-la, bem é realmente o que me faz bem.

— Vocês que se entendam._ Dei de ombros. Levantei para deixar um beijo em sua testa. — Boa noite, Sarinha.

— Boa noite Ollie._ Respondeu. — E olha em, estou deixando minha caçula em seus cuidados._ Disse-me. — Já te avisei o que faço com a faca se pensar em somente se aproximar para usa-la._ Indagou.

— Eu entendi da primeira vez._ Retruquei enquanto ela ia em direção a Felicity, provavelmente para avisar que dormiria aqui também.

Permaneci mais um tempo sentado afastado do restante dos convidados, até o momento em que vi a loirinha mesmo que timidamente, me chamando.

— Por favor, me diz que não tem que falar com mais ninguém._ Soltei. Realmente ficar esperando ela havia me entediado, a parte boa era olhá-la.

— Não tenho que falar com mais ninguém._ Disse. — Só com você._ Completou. — Então, Oliver, onde acha melhor irmos para conversar?_ Perguntou, então notei sua careta de dor.

— Ei, o que foi?_ Quis saber.

— Nada._ Respondeu virando o rosto.

— Felicity? Já passamos dessa fase, o que você está sentindo._ Perguntei mais uma vez.

— Meu salto, fiquei com ele toda a noite, meu pé está doendo um pouco._ Confessou, olhando para os próprios pés.

— Tem certeza que quer conversar hoje?_ A questionei, ela poderia estar cansada...

— Vamos conversar hoje! Amanhã posso ter perdido a coragem._ Soltou constrangida.

— Tudo bem._ Ajoelhei na sua frente, sem olhar para suas pernas, totalmente torneadas, apenas e diretamente para os saltos. — Tire os saltos._ Pedi.

— Não!_ Exclamou se afastando de mim. Ergui a cabeça em sua direção.

— Felicity!_ A repreendi e ela fez bico, realmente um sinal de falsa irritação. — Só tire eles vou te levar a um lugar, para conversarmos, mas teremos que subir muitas escadas, seus pés estão doendo, te levo no colo, ou nas costas se quiser._ Falei pausadamente para que ela entendesse.

— Eu posso ir andando._ Murmurou enquanto apoiava em meu ombro para tirar os saltos. — Oliver pode levantar agora._ Pediu e o fiz. — E eu vou andando e pronto._ Disse e eu poderia protestar, mas ela já havia saído andando. — Para onde vamos?_ Gritou assim que entramos na mansão.

— Para o terraço._ Falei, andando rápido, para ficar ao seu lado já que a mesma já estava subindo as escadas.

— Porque o terraço?_ Perguntando sem parar de subir.

— É o meu lugar favorito, me trás paz e acho que vai gostar._ Disse baixinho.

— Ai!_ Felicity exclamou e só tive tempo de agarrar seu corpo que caia para trás. A segurei colocando no colo e ela com as mãos nos olhos, e com mordendo os lábios, ela nem deve notar quando faz isso. — Estou viva?_ Falou sem tirar a mão dos olhos. — Acho que estou._ Falou e uma se suas mãos tocavam meu abdômen. — Ok, estou pagando mico e viva._ Finalizou sua mini exploração pelo meu corpo e abriu os olhos. — Não diga nada, apenas suba. _ Pediu em tom de ordem e assim o fiz, ela pode ser mandona quando quer.

Não conversamos mais e não foi algo ruim era um silêncio bem vindo.

Sem tirá-la do colo, empurrei a porta do terraço e fomos recebidos por uma rajada vento, vi Felicity se encolher na mesma hora e sua pele arrepiar.

— Pode me por no chão._ Falou e com todo o cuidado a pus.

— Põe meu smoking, sei que está com frio._ Disse enquanto o retirava.

— Não precisa._ Negou, como se eu não estivesse vendo seu bater de dentes. O tirei e estiquei para que ela o pegasse, primeiramente ela fez que não e quando veio um vento mais forte, pegou e o vestiu. — Obrigada._ Disse e virou-se para olhar o terraço, que continuava, como antes.

— Oliver, aqui é lindo._ Ela falou enquanto ia em direção ao banquinho do pequeno jardim de flores que era cultivado aqui em cima, todo o terraço era cercado com pequenas lampadas coloridas, o que deixava o lugar mais vivo, era simples, mas belo ao mesmo tempo, assim como Felicity que admirava o lugar. — Nunca pensei que esse poderia ser seu lugar favorito. _ Confessou sentando e indicando que eu me juntasse a ela.

— É porque todos temos direitos a ter segredos._ Admiti.

— São três segredos então que tenho que guardar seu?_ Indagou, se me olhar, brincando com o reflexo das luzes no smoking.

— Acho que esse vai passar a ser seu segredo._ Disse e ela me olhou com expectativa. — Quando eu estiver missão quero que venha dar uma olhada nessas rosas, pode ser? Não confio nos outros para fazer isso.

— E confia em mim?_ Questionou.

— Posso confiar em você certo?_ Ela fez que sim — Então confio._ Falei simplesmente.

— Então também confio em você._ Falou e vi sua expressão se fechar. — É um pouco doloroso falar sobre, mas estou pronta para te contar nossa história e tudo mais..._ Observei que ela parecia não estar mais focando em mim e sim encaminhando-se para algo que a machucava, sem pensar duas vezes, segurei sua mão.

— Felicity, fica comigo, não vai por esse caminho._ Falei baixinho e percebi no momento em que ela apertou minha mão de volta que essa era a Felicity que conheço, ela não se soltou, apenas aproximou mais nossos corpos. E colocou a outra mão sobre a minha.

— Obrigada._ A olhei confuso. — Por se preocupar, enquanto eu falar, não se afasta, pode ser?_ Concordei. — Você impede que a dor chegue. _ Então, coloquei minha mão que estava solta em seu joelho e ela não se afastou, apenas deu um pequeno sorriso. — Há uns anos atrás, a equipe Alfa prendeu um criminoso chamado Adrian Chase, um psicopata e muito mais do que posso inúmeras, ele é louco, com graves problemas psicológicos._ Assenti, notando o tom de raiva em que ela descreveu ele. — Ele ameaçou nos tirar quem amamos._ A olhei esperando que continuasse, mas lá estava ela, a dor, apertei meus dedos contra o seu joelho, como uma forma de acordá-la, mostrando que ainda estou aqui. — E ele cumpriu a ameaça._ Então baixou o olhar.

— Felicity não precisa continuar se não quiser._ Falei baixinho e ela apenas negou com a cabeça.

— Vou continuar, ela sequestrou meu pai, sua mãe e a minha viram e foram tentaram impedir, minha mãe foi levada. Então por um mês, ele torturou meus pais, gravou cada ação mandando para o sistema do FBI, ele era esperto, mudou de esconderijo toda vez que pensávamos que tínhamos o achado._ Falou com amargura. — Ele estava passos a nossa frente e no final, largou os corpos deles jogados no jardim de nossa antiga casa. Com uma última mensagem deles dizendo que nos amavam. _ Completou e dessa vez para continuar, olhou em meus olhos. — Eu quero voltar, quero estar com elas, para trazer sua irmã de volta, Moira me fez ver o quanto sinto saudade dessa parte da minha vida... mas...

— Você tem medo de não ser o suficiente para quando nós precisemos._ Falei, completando seu pensamento. Agora entendia a aposentadoria precoce e tudo o que se seguiu para cada uma delas, todas tiveram que superar a dor de alguma forte e Felicity ainda estava tentando passar por ela.

— Eu falhei uma vez Oliver, quem vai garantir que eu não falhe agora?_ Perguntou sem animo, porém, sem deixar de me encarar.

— Eu vou garantir que não falhe, Tommy e suas irmãs. Precisamos de você._ Soltei e ela deu um pequeno sorriso.

— Sua mãe disse algo parecido. Os Queen tem um jeito sutil de me dizer o que fazer. _ Falou .

— É de família._ Sussurrei.

— Verdade. Prometo pensar no que me disse hoje foi a primeira vez que conseguir falar sobre isso sem chorar ou me levar pelo caminho da dor. Obrigada, Oliver._ Então me abraçou e foi diferente qualquer outro que senti, era como se ela estivesse buscando forças em mim para se manter firme. Enlacei suas costas com ambos os braços, passando para ela toda a confiança e conforto que queria dar a ela.

Felicity afastou um pouco o rosto do meu mais de um jeito que ainda sentíamos o a respiração de um contra o outro, a mesma cena de mais cedo em que quase nos beijamos, mas dessa vez fui pego de surpresa quando ela lentamente encostou os lábios nos meus, fechando os olhos repeti seu movimento, puxei mais seu corpo sobre o meu e ela se ajeitou sentado em minhas coxas, suguei seu lábio inferior com todo o cuidado e como se fossemos adolescendo nos beijando pela primeira vez, ela encerrou com um selinho, não havia sido um beijo regado de desejo, nem perto disso, mesmo assim tinha me agradado e muito.

Fui o primeiro a me afastar.

— Desculpa._ Falou enquanto tentava sair dos meus braços mas não a soltei. — Eu só... foi impulso não sei..._ Admitiu, olhando para todos os lados menos para mim.

— Fe- li- ci- ty... está tudo bem, olha pra cá._ Pedi e ela deixou o olhar cair sobre mim. — Você está vulnerável e foi sua forma de buscar segurança._ A vi concordar. — Isso não vai afetar nossa amizade e nem fará que eu queria só fazer sexo com você. Só mostra o quanto temos a cuidar um do outro._ Finalizei.

— Pode guardar esse beijo como um segredo?_ Fiz que sim. — Então estamos quites, dois segredos cada._ Ri e ela se aconchegou em meu colo.

— Sim, agora vamos tenho que te levar para o seu quarto, está ficando tarde._ Avisei.

— Podemos ficar mais um pouco?_ Neguei. — Por favor Oliver._ Pediu de forma manhosa e não tive como negar novamente, apenas fiz como ela admirei a forma que o vento fazia as rosas que estavam separadas em seus espaços, se encontrarem de forma tão bonita, mostrando o quanto elas podem ser perfeitas juntas. Acho que aconteceu o mesmo entre eu e Felicity, éramos duas pessoas lugares diferentes mesmo que próximos, até que um vento nos aproximou, nos tornando mais bonitos.

Notas finais
Até sextaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa, estou ansiosa para saber que acharam!