Notas iniciais
Oi? Capítulo de quarta( Atrasado) mas postado! Vou deixar para que conversemos mais no domingo, que estarei realmente descansada desse feriado kkkkkkk, então até lá, aproveitem o capítulo light e boa leitura! *Obs: Esse capítulo não haverá Olicity. É como se fosse a continuação do anterior, que se passa enquanto nosso OTP está na empresa, mas no proximo voltamos com eles já que é nosso casal favorito ♥ Espero que mesmo assim gostem. Bjos

Pov Thea

— Qual é Rene!!! Você pode ser mais forte que isso!_ Exclamei deixando clara a minha irritação.

— Thea! Suas feridas cicatrizaram não tem três dias! Eu não vou pegar pesado com você de jeito nenhum! Então aceita a porcaria do treinamento que estou te dando ou fica enfurnada dentro daquela casa até virar parte dos móveis, estou cansado dos seus chiliques._ Vociferou afastando-se de mim e sentando sobre a grama, bem deixe-me explicar, desde o momento em que me senti perfeitamente bem para treinar, havia pedido a Rene para que me ajudasse, quero ser útil a equipe Alfa quando for o momento, quero ter minha vingança contra Chase e a todo instante em que percebia que meu parceiro permitia que eu o atacasse sem uma defesa decente ou algo assim, me enraivecia, como se eu fosse uma recruta inexperiente. Hoje eu pedi para que não apenas me ajudasse com a musculação ou que me mandasse correr como louca, eu realmente só queria um bom combate corporal, mesmo que não fosse o meu forte, para relembrar os velhos tempos, para que me fosse um desafio. Mas ao olhar de Rene, sou a filha de seus superiores, amiga de sua mentora, a protegida da equipe Beta e Alfa, tudo! Menos uma agente que precisa de um treinamento de elite.

Com passos duros caminhei até a árvore mais próxima, não adiantaria brigar mesmo que eu quisesse, todavia também não o olhei nenhuma vez, ajeitei meu moleton e casaco, tirei o laço dos meus cabelos, observando o quanto eles cresceram nesse tempo em que estou fora de casa, eu teria que cortar novamente, já que ele está voltando a ser encaracolado, um visual que usei na adolescência e que me deixava com um ar infantil, bufei, detestava tudo me dava um ar jovem.

Pude ver ao longe crianças correndo no meio da rua e seus pais os seguindo com afinco, ri secamente se fosse minha mãe, permitiria que eu, Ollie e Tommy brincássemos até que caíssemos e ela viria com seu famoso: Eu te avisei!

Sinto saudades dela, sinto de todos, ainda sinto raiva dos meus pais, de um jeito que me corroí ao lembrar o que passei, mesmo assim são meus pais e eu sinto saudade da proteção deles, mesmo que aqui eu esteja tecnicamente "protegida", ainda não é o que desejo.

Quero o colo da minha mãe, seu carinho e apoio dizendo que tudo irá ficar bem, nossas discussões, nossa, até delas eu sinto saudade.

E na mesma medida quero poder ver Roy, tento não pensar nele, não me recriminem, por me afogar em uma rotina cotidiana vazia para não sentir a dor da saudade em vez de me martiliza por isso.

Fechei os olhos, o sol já começará a me incomodar, há muito tempo não fiz exatamente isso, deitei sobre a grama, sentindo-a pinicar em minhas costas, com o sol batendo em meu rosto, escutando latidos de cachorros e vozes de crianças misturando-se. Eu apenas focava em ser reconhecida e olha onde estou, fugindo de um psicopata.

Rene pode ter razão estou dando chiliques demais nesses dias, por estar nesse lugar com ele, por não estar com meu marido ou minha família e como só tem nós dois minhas frustrações e momentos de raivas eram direcionados a ele.

Apoiando os cotovelos no chão, abrindo os olhos com cuidado, mirei Rene, na mesma posição que antes, mas encarando uma menininha de cabelos negros, magrinha que andava de bicicleta, fiquei confusa. Será que ele tem filhos ou algo relacionado? Pois seus olhos são saudosos. Respirando e tomando coragem, levantei e fui em sua direção e sem pedir permissão me sentei ao seu lado.

— Você tem uma família Rene?_ Questionei sem rodeios, ele apenas me analisou com o olhar e voltou a apreciar a paisagem ou qualquer um que não fosse eu.

— Tenho._ Respondeu duramente, ele ainda está bravo comigo.

— Olha só Rene, me desculpe eu só não aguento mais estar aqui._ Confessei e como ele apenas admirei as pessoas ao nosso redor.

— E você acha que eu aguento Thea? Eu não queria estar aqui, muito menos com você, mas tenho uma missão e estou cumprindo-a._ Explicou. Doeu? sim.

— Não precisava dizer que não queria estar comigo..._ Assumi com a voz baixa.

— Precisava sim Thea, você está todos os dias me usando de boneco de pancadas, gritando e jogando em minha cara sua ira, sente raiva dos papais? Desconte neles, sente saudade da sua família? Sinto muito! De verdade, eu sei tudo o que você passou e realmente sinto muito, mas isso não te da a porcaria do direito de infernizar minha vida. Eu tenho uma casa para voltar, alguém que me espera todos os dias sem saber se volto vivo ou morto. Mas eu não fico me lamuriando a cada segundo, apenas cumpro meu papel!_ Vociferou, socando o chão, eu realmente estou sendo tão ruim assim? ele não me suporta... Rene também tem um alguém que o está esperando... caramba.

— Me desculpa._ Murmurei sem forças, suas palavras foram totalmente sinceras e verdadeiras, eu não estou ao menos me esforçando para que tenhamos uma boa convivência, eu nem percebi que ele também sofria. — Eu estava tão imersa em minha dor que ao menos vi que não era só eu quem sofria, perdoe-me Rene._ Falei alto o suficiente para que ele escutasse, sim, estou arrependida, observando-o assim, ele realmente me parece triste, pensei que o fato dele ao menos sorrir, era uma característica, porém, sua expressão é de tristeza.

— Te desculpo Thea, só tenta não jogar suas frustrações em mim._ Pediu e eu assenti em concordância.

— Quem é a pessoa que está te esperando Rene?_ Perguntei subitamente.

— Minha filha. Ela é minha única família, para quem tenho que voltar._ Disse com um pequenos sorriso, ele provavelmente é um bom pai.

— E a mãe dela?_ Questionei com curiosidade.

— Faleceu ao dar luz._ Explicou.

— Desculpa, não... eu não sabia._ Tentei justificar meu erro.

— Tudo bem Thea.

— Como se chama sua filha?_ Quis saber.

— Zoe, minha pequena Zoe._ Respondeu saudoso, com um brilho diferente no olhar.

— E vocês só tem um ao outro?_ Perguntei, lembrando-me de quando ele disse que ela é sua única família.

— Sim, somos só nós dois._ Sua voz tornou-se baixa ao dizer.

— E onde ela está?

— Em segurança, Zoe está em um dos abrigos de proteção a testemunha, eu não poderia deixar minha filhinha desprotegida._ Falou com pesar.

— Não mesmo._ Concordei e ele sem ao menos se despedir, levantou-se com cuidado, vi em seus olhos lágrimas escorrerem enquanto ele se afastava, não reclamei, ele precisa do seu momento.

Senti a brisa bater contra meu rosto, a mesma menininha que havia descido de sua bicicleta agora lançava o chinelo em dois meninos que corria de um mais velho, que pela semelhança, poderia ser um irmão. Sorri abertamente, me vejo nela completamente.

Um carro de vidros pretos e com a tintura da mesma cor, entrou na rua, ergui meu corpo instintivamente, não era um carro conhecido e ele vinha lentamente como se procurasse a casa certa ou alguém, pensei em correr e avisar a Rene que fomos descobertos, meu primeiro pensamento, mas senti minhas pernas vacilarem, enquanto o veiculo se aproximava, meu coração batia descompassado e o suor escorria frio em meu corpo, medo eu estou com medo, depois de tudo eu seria pega. Respirei fundo mesmo em choque eu teria que ser vista com alguma dignidade, então o carro parou de frente ao "nosso" jardim, esperei ansiosa e temerosa, até que então a porta do motorista se abriu e pude ver um salto preto sendo exposto e em seguida o outro, pisquei diversas vezes, eu só posso estar alucinando, com toda elegância e pompa, minha mãe, descia do carro, vestida com seu terninho bege e saia preta, um óculos escuros e a expressão rígida... tipico dela. É A MINHA MÃE! Minha mãe... sem sair do lugar, buscando ar, chorando copiosamente como uma criança, ergui os braços quando ela fez menção de me abraçar, sem nada dizer.

— Mamãe..._ Choraminguei, quando seu aperto se tornou meu único motivo de me manter de pé. Como uma menininha deitei meu rosto em seu ombro e me permiti chorar mais abertamente, sem medos ou restrições, não importa mais nada, minha mãe está aqui.

— Calma filha, eu estou aqui, me desculpa por ter ficado contra seu casamento, me perdoa, eu sinto tanto Thea._ Ela sussurrou com a voz amena, agarrei mais seu corpo ao meu, como eu queria que ela me pedisse perdão e dissesse que eu estava certa e ela errada, como quis ser superior a ela, mas agora, estou feliz por saber que ela veio por mim. Por mim.

— Tudo bem mãe._ Respondi, sentindo suas mãos acariciar os fios dos meu cabelos.

— Seus cabelos estão voltando a ser como antes filha._ Murmurou.

— Como você sempre me disse que aconteceria se eu parasse de cortar._ Devolvi afastando-me de seu corpo, porém, mantendo nossas mãos unidas. — Mamãe o que faz em Corto Maltease e assim de repente? Como soube que eu estava aqui? Meu pai odeia te dar informações de missões._ Questionei com curiosidade, mesmo que eu não esteja nem um pouco triste em vê-la e sim, o contrário. É a minha mãe, em carne e osso.

— Fiz seu pai ver que te manter sozinha nesse lugar te enlouqueceria e ele não teve como me negar sua localização sou sua mãe e quem melhor para ser sua proteção? Se Adrian Chase tentar e vir atrás de você, eu estarei aqui, por você._ Ela confidenciou com um pequeno sorriso de lado, o mesmo de Ollie, os dois tem esse sorriso imperceptível que só quem repara bem de perto percebe.

— Ah mãe._ Exclamei, quando ela acariciou meu rosto.

— Podemos entrar filha? Foi uma viagem desgastante eu realmente preciso descansar um pouco._ Confessou.

— A senhora veio dirigindo?_ Questionei dando os primeiros passos com ela ao meu lado.

— Sim, eu precisei ser discreta o suficiente para poder vir._ Disse.

— Obrigada mamãe, eu senti tanto a sua falta e sei que não falo com tanta frequência, mas te amo, amo muito mesmo._ Respondi com a voz embargada e o choro retornou, mordi meus lábios com força e nem esse ato me fez parar, ela logo me acolheu mais uma vez em seus braços e não sei se foi impressão minha, mas pude escutar seu choro baixinho em conjunto do meu. Ah mãe.

— Eu também te amo e tive muito medo de te perder filha._ Ouvi sua voz baixa e meu coração se encheu de calor, posso não estar em casa, posso não ter meu marido ou toda minha família, no entanto ter ela ao meu lado, me protegendo é o bastante, ela é meu lar não importa para onde eu for.

"You might have a mom, she might be the bomb
But ain't nobody got a mom like mine
Her love's till the end, she's my best friend
Ain't nobody got a mom like mine
She my world and she's my heart
And there's no denyin'
I'm her girl no matter what
Even when I'm lyin'
She lovin' me, lovin' me, lovin' me, lovin' me, love
She love me like nobody else
I'm telling you, telling you, telling you, telling you all
She taught me how to love myself"

"Você pode ter uma mãe, ela pode ser a melhor
Mas ninguém tem uma mãe como a minha
Seu amor vai até o fim, ela é minha melhor amiga
Ninguém tem uma mãe como a minha
Ela é meu mundo, ela é meu coração
E não há como negar
Eu sou sua garota não importa o que vier
Até quando minto
Ela me ama, me ama, me ama, me ama, ama
Ela me ama como ninguém mais ama
Eu digo, digo, digo, digo a todos
Ela me ensinou a amar a mim mesma"

Pov Sara

LOCAL: DEPARTAMENTO DE POLÍCIA/ STAR CITY
HORÁRIO: 08H30 DA MANHÃ

— Agente, se não for atrapalhar seu trabalho, eu gostaria de examinar o detento._ Escutei um jovem médico me perguntar, revirei os olhos, sério isso? Estou sem paciência.

Dormir 4 horas não é recomendável, sério! Depois de saber por Meg como foi o depoimento com Tobias, o que me deixou com raiva o suficiente para querer voltar e quebrar a cara daquele psicopata, ser liberada por Laurel para descansarmos foi um alívio.

Meu apartamento era como um santuário dedicado a Ava Sharpe fotos nossas por todo o lado e durante meu tempo de descanso, analisei cada uma das fotos tiradas em diferentes momentos e não a reconheci e tomei meus remédios quando minha cabeça voltou a latejar. Então desisti e enfim peguei no sono.

Retornar a base foi um saco, toda aquela papelada que jogada sobre a mesa com pilhas e pilhas de informações escritas, mas logo Laurel me mandou para fazer a vigilância da cela em que Tobias Chuch ficaria preso e para que não tenhamos nenhuma surpresa agora que Chase sabe que estamos de volta e que seu cão está sob nossa custódia, é melhor prevenir que remediar.

— Não, tenho ordens explicitas em relação a isso e ninguém entra ou sai dessa cela._ Falei duramente, eu nem havia tomado café da manhã, pois me proibiram de ingerir álcool e minha vodca matinal foi cortada da dieta.

— Mas soubemos que ele sofreu lesões graves senhorita, o tenente me deu ordens para examinar o senhor Tobias._ Respondeu com um olhar cabisbaixo, ele é muito novo para tal profissão, um rapaz magricelas, de jaleco e sua maleta na mão. Eu poderia permiti sua entrada? Sem problemas, sendo que o risco de Church mesmo ferido matar esse menino ou ainda, fazer jogos mentais comigo para que eu me descontrolasse, o que realmente aconteceria, me faz ver antecipadamente que não é uma boa ideia.

Ajeitei meu cinto de armas com cuidado, coloquei ambas as mãos em minhas costas em posição de guarda, com meu ar imponente que era criado pelo uniforme também e eu não nego, para que ele visse que eu estou pouco me ferrando para o Tenente.

— Ninguém entra ou sai._ Devolvi e assentiu saindo do meu caminho.

O departamento estava a todo vapor desde a nossas prisões da noite, todos os policias que passavam ao meu lado me cumprimentavam e ou agradeciam pelo belo trabalho, uma exceção que me encarava com temor, o que posso dizer, ah, não sou uma agente boazinha. Mas até então, eles já sabem.

Analisei cada uma das celas, a maioria dos homens de Chase haviam sido transferidos na madrugada, mante-los juntos era um perigo nitído.

Olhei de esgrelha o estado de Church que deitado sobre um colchão no chão, com o rosto inchado coberto de sangue seco e cortes de faca por todo o corpo, que bem depressa identifiquei como trabalho das gêmeas, assobiava despreocupadamente, ora ou outra chamava por um policial, mas eu os mantinha longe, ele não sabia que era eu quem fazia sua guarda, me mantive em silêncio por todo o momento, se eu sei que ele irá dar um jeito de fugir? Com certeza, mas estarei aqui, esperando uma ação sua e totalmente preparada.

Pov Tommy

LOCAL: BASE DO FBI/ GLADES
HORÁRIO: 14H DA TARDE

— Acho que não foi uma boa ideia te pedir ajuda com minha mira gracinha._ Exclamei revirando os olhos. Quando voltamos a base logo cedo, passamos boa parte do tempo lendo cada uma das pastas que obtinham informações sobre as civis sequestradas, Lis saiu para uma emergência na empresa e Ollie também, ao saber que Moira havia viajado de surpresa, o que não era incomum e como a Global e a Queen's são interligadas, Ray quem administrava tudo por mim. Sara foi fazer a segurança de Tobias e pude ver em seus rosto o quanto feliz em ficou em não ter que fazer o trabalho pesado, então sobrou apenas nós três. Sem emoção ou ação. Em um momento da minha loucura e tédio pedi para que minha namorada me ajudasse em relação a mira, não sou bom como ela e Meghan tem uma afinidade com as armas que é surpreendente.

— Para com isso docinho, eu consigo ensinar qualquer um, até você._ Exaltou com convencimento. Maldita. Meghan estava encostada sobre uma das prateleiras de armas, enquanto eu tentava escolher alguma, sem sucesso, seu olhar analítico em mim me desconcentrava, suspirei, eu nunca tive problemas em pegar uma Glock e atirar adoidadamente, mas, com uma namorada especialista em armas de fogo, parece que me sinto inibido, em fazer a escolha errada.

— Não se engane Thomas, não acredite nas palavras dela!_ Laurel disse rindo da minha expressão assustada, ela que havia se mantido sentada durante todo o tempo, carregava um rosto abatido, mas não perguntei se estava bem, pode ser apenas o cansaço de todo esse tempo investigando, então preferi não me meter.

— Bela cunhada que eu tenho. Rindo do meu desespero._ Retruquei lançando-lhe um olhar de falsa irritação.

— As ordens cunhado._ Devolvi com deboche.

— Megera demoníaca._ Sussurrei.

— Eu escutei em!_ Gritou de volta e respondi dando de ombros.

— Vamos docinho, esquece ela, você vai conseguir, prometo que não vou ficar te aterrorizando._ Meg disse tentando me acalmar, com seu santo olhar provocativo. Nem parece que essa mesma mulher de sorriso zombativo estava sem expressão, diante de um dos homens que ajudou a matar seus pais e nem que precisei conter com toda minha força para que ela não voltasse e o matasse, aquela mulher é a parte de Meghan que eu sempre soube que existia, nunca criei ilusões, mas só de pensar e lembrar de como ela chorou em meus braços, com tanta dor... meu coração despedaçasse.

FLASHBACK ON

— Tira ela daqui._ Lis pediu no momento em que eu e Olle entramos na sala de interrogatório minha vontade era de matar o Tobias sem pensar duas vezes, mas vendo o estado da mulher que amo, a segurei, enquanto ela se debatia em meus braços, então tornei meu aperto mais forte, eu tenho que me manter em controle, para que ela também fique. — Ele quer brincar com você!_ Lis exclamou, parando de frente para Meghan e lhe dando um tapa leve no rosto, o que pareceu acalmar um pouco minha loira.

— Eu quero acabar com ele._ Minha loira, falou com determinação e raiva.

— Eu vou acabar com ele, mas preciso que você vá._ Lis respondeu olhando para a irmã e pude ver minha garota respirando lentamente, com esforço, mas realmente tentando se controlar.

— Pode ir eu fico com sua irmã aqui._ Ollie disse diretamente para Meg que assentiu e se deixou ser levada por mim, que apenas assenti agradecendo a Ollie por ficar com Lis. Elas precisam da gente.

Quando percebi que Meghan não seria um perigo, a soltei. E ela saiu pelo departamento pisando duro até a saída, sem sequer olhar para os lados e pude ver os policiais dando o espaço, para não serem vitimas da ira dela, inteligente da parte deles, mas eu sou o namorado e sua ira viria toda direcionada em mim, droga.
Segui seus passos de perto, sem dizer nada, enquanto ela dava a volta pelo local e desviava dos carros, sem ao menos ligar se seria atropelada ou não. Bufei, realmente sobraria para mim.

Então ela parou, em uma praça vazia pelo horário e sentou-se em um dos bancos, cruzando suas pernas e mantendo o olhar disperso, mantendo uma distancia, ainda sem nada dizer, reparei o momento exato em que seus olhos se encheram de lágrimas, o momento certo em que ela passou a mão sobre o rosto e viu as gotículas do sangue de Tobias em suas mãos, o momento em que ela tremeu pelo vento frio que passou por nós, mesmo assim não me aproximei, ela precisa extravasar o que sente e se me quiser ao seu lado, estarei, se não apenas zelarei para que fique bem.

— Você deve me achar um monstro._ Sua voz saiu tremula, ela acha que eu ao mesmo liguei para o que ela fez? Eu só não queria ver sua dor ao escutar as palavras daquele psicopata.

— Você não é um monstro e eu em nenhum momento pensei nisso._ Confessei, pondo todo o peso em uma das pernas, sem sair do lugar.

— Mas o que eu fiz... eu quis matá-lo, quero voltar lá e dar um tiro na cabeça dele a sangue frio e poder vê-lo, sofrer. E quem pensa ou quer fazer algo assim é um ser monstruoso._ Voltou a dizer dessa vez procurando meus olhos e me encarando.

— Então também sou um monstro Meghan, pois quando escutei o que ele disse a você, meu único pensamento foi matá-lo._ Assumi e ela piscou diversas vezes e voltou a encarar o nada.

— Senta aqui Thomas..._Pediu com a voz baixa, as lágrimas em seu rosto não mais rolavam, ela tentava se acalmar. Caminhei até seu lado e sentei-me no espaço sobrando ao seu lado. — Me abraça? Por favor._ Sem esperar que ela falasse mais alguma coisa, envolvi seu corpo com meu braços e a puxei para que ela se sentasse em meu colo, a cabeça dela se recostou em meu peito, tentei não rir quando seu rosto foi tomado pelo seus cabelos e ela assoprava tentando tirá-los e com todo o cuidado do mundo, enquanto acariciava sua fase, retirei seus fios dourados dele.

— É tão ruim não saber o que fazer para te ajudar._ Disse expondo meus pensamentos, ainda alisando seu rosto, sentindo em minha mão em sua pele calorosa.

— Você está me ajudando._ Respondeu fechando os olhos e absorvendo em si meu toque.

— Como? Se ao menos não consigo evitar que chore..._ Devolvi baixinho e em seguida beijando sua bochecha.

— Ficando comigo. Você me ajuda, enquanto ficar comigo, você me deu espaço, mas ficando ao meu lado, respeitando o que eu queria e se fazendo presente. Assim você me ajudou muito._ Confidenciou com um pequeno sorriso, tão linda, tão diferente da mulher que estava em minha frente a uns minutos atrás .

— Isso foi a coisa mais romântica que me disse gracinha._ Retruquei com um tom brincalhão arrancando dela um revirar de olhos.

— Idiota._ Devolveu com um sorriso. Como eu a amo, por momentos assim... sorri abobadamente, eu ao menos sabia fingir meus sentimentos, ela é tão linda. Meghan realmente me enfeitiçou. Pode ser a coisa mais burra que farei em minha vida, todavia, não consigo não dizer...

— Eu te amo._ Confessei rapidamente e seu olhar se tornou duas chamas, enquanto ela piscava surpresa ou assustada, não sei. Também, eu joguei essas benditas três palavrinhas em seu colo quando me tornei esse homem que ama? Quando conheci Meghan.

— Como assim ? Me ama? Amor? Eu não sei o que dizer, eu realmente, me desculpa._ Respondeu tirando a cabeça do meu peito e segurando meu rosto, erguendo seu corpo para ficar de frente para mim, sua expressão era de puro choque e surpresa.

— Eu amo Meghan, eu quis esconder, fingir e não dizer, mesmo que esse momento não seja o ideal para assumir tamanho sentimento, mas e dai? Eu sou um idiota e faço tudo errado e a única coisa certa que fiz foi entender o que sinto por você então estou falando. Não entendo de amor, não mesmo, sou um cafajeste de carteirinha, contudo, me apaixonei por você e há um tempo, percebi que te amo, mesmo com as provocações, os desentendimentos, suas ameaças, eu te amo pela sua parte boa e ruim, sem exceções e mentir sobre isso, seria mais uma burrada que eu faria na vida._ Falei rapidamente, sem barreiras, me conter não foi preciso, já que ela juntou seu lábios aos meus com urgência, retribui com vigor, segurando sua cintura com força, tendo-a em minha posse. Seu gosto é afrodisíaco e viciante, o que me excita mais, suas unhas arranharam minha nuca e minha pele se arrepiou, não liguei, essas sensações são só proporcionadas por ela, essa maldita que me fez amá-la. E com a mesma rapidez que havia me beijado, se afastou, com seu sorriso provocativo de volta e seu olhar desafiador, minha garota está de volta.

— Você é um idiota docinho! Como foi logo me amar? Sou um caso perdido, só você mesmo um idiota por me amar! Uma droga de um idiota, que eu amo, amo, como nunca amei ninguém e pensei que não seria correspondida, não sou de ter receios e muito menos ter medo de me entregar seja no que for, mas com você foi diferente, Thomas Merlyn, com você, eu sei que vai dar certo, mesmo que eu queira te matar a todo momento._ Confessou sorrindo e me fazendo sorrir com suas palavras, essa mulher me faz perder o juízo, ela me ama. Eu realmente virei um maricas.

— Maldita! Quando tudo isso acabar vamos viajar, não sei, nós dois, para longe de tudo, só eu e você?_ Perguntei com expectativa. Quero tê-la somente comigo, é egoísmo, sim, mas quem não se torna egoísta quando se ama?

— Para onde quiser, quando tudo acabar vamos a para qualquer lugar, apenas nós dois docinho._ Respondeu se levantando. — Agora, vamos para o carro, já estamos longe tempo demais._ Continuou e assenti em resposta... ah, essa mulher é melhor do que eu pudesse merecer e mais do que podia imaginar ter, porém a tenho e não a deixarei por nada.

FLASHBACK OFF

— Você está sorrindo demais para quem ao menos escolheu a arma._ Escutei a voz de Meghan e senti meu coração se aquecer, lembrar da noite anterior mesmo que seja doloroso é bom, mais que bom, pois nós realmente assumimos o que sentimos um pelo outro e é inimaginável, mas aconteceu. Sem medo, peguei uma Glock mesmo e me direcionei a cabine de tiro, colocando o óculos e o protetor auricular e esperei suas instruções.

— Agora que escolhi uma arma gracinha, vem logo._ Chamei e ela bufou andando em minha direção.

— Vamos lá. Primeiro que sua posição está errada, relaxe._ Disse e eu respirei relaxando, como pediu. — Agora apenas escute e faça o que eu disser._ Falou e eu assenti em resposta. — Olhe para o alvo e não para a arma, quero que acerte no centro do peito do boneco._ Continuou. — Suas mãos são apenas as ferramentas ideais para que seja um tiro perfeito, independente da arma que esteja usando, afaste um pouco as pernas e segure a pistola com mais determinação._ Mandou e eu o fiz, sentindo Meghan colocando-se entre meus braços, seu cabelo roçou em meu nariz, mas mantive minha posição, tenho o alvo na mira. — Agora, apenas sinta, respirei e atire._ Disse encostando sua bunda deliciosa contra meu membro, rodeando minhas mãos com as suas, fazendo com que eu parasse de tremer o que percebi que fazia até sentir seu toque, respirei, eu estava pronto, então sem muito esforço, atirei e sorri ao ver que realmente havia dado certo. — Muito bom._ Ela elogiou beijando meus lábios, rapidamente. — Viu tenho muito o que te ensinar._ Ela proferiu as malavras com malicia.

— E eu vou adorar aprender._ Respondi prontamente.


"Yeah, they still say I'm a dreamer
They say before you start a war
You better know what you're fighting for
Well baby, you are all that I adore
If love is what you need, a soldier I will be "

"Sim, eles ainda dizem que eu sou um sonhador
Eles dizem que antes de começar uma guerra
É melhor você saber pelo o que você está lutando
Bem amor, você é tudo que eu adoro
Se amor é o que você precisa, um soldado eu serei"