Jogo Perigoso
9 Aos seus cuidados
Notas iniciais
Pov Sara
15 tiros dados em direção ao alvo e somente um acertou seu centro. Essa minha ideia tola relaxar treinando realmente não valeu de nada. Deixei a arma sobre a mesa, tirando o aparelho a prova de som que usava enquanto atirava e por fim, dei uma olhada em volta, ainda não tinha ninguém. E quem estaria treinando em um sábado a noite? Quem escolheria se isolar para não fazer uma besteira maior? Aparentemente apenas eu.
Recoloquei o tênis e soltei o cabelo teria que está apresentável para esperar por Dig e Ava no aeroporto. Eles ficaram de encontrar Rene, meu contato dentro do cativeiro que eu sabia ou imaginava que levariam Thea.
Mais que rapidamente fui em busca da minha moto, se tem uma coisa que eles não aturavam é atraso. E Ava ao celular parecida não querer me dar todas as informações, então teria que ir ao seu encontro.
Acelerei na medida que meus pensamentos fluíam, a briga com Ollie, Tommy aceitando me escutar e tendo permitido que eu pudesse falar e sei que foi pelo o que Felicity lhe disse, me surpreendeu o fato deles terem tido qualquer contato pela maneira que ela não consegue lidar com pessoas novas em sua vida, mas quando ele falou a palavra amiga e com carinho pude entender o motivo. Tommy a conquistou sendo sincero e isso era o que ela valorizava.
Acelerei mais, ultrapassado os sinais vermelhos, sentindo o cabelo pelo vendo e permitindo que meu corpo se libertasse daquele pensamento de culpa que me rodeava.
Meg havia me dito que eu e Ollie éramos parecidos demais quando estávamos com raiva, cometíamos erros, éramos impulsivos e depois que o estrago foi feito acordaríamos para enxergar que não podíamos fazer nada. As coisas não nos rodeiam e nem tudo é culpa nossa. Eu concordei, pois ela me conhecia e se espelhava em mim e enfrentou Ollie como uma irmã protetora. Ela é assim e eu sabia que ela não me diria palavras em vão. Não era minha culpa as atitudes impensadas de Oliver, contudo, me sentia responsável.
Acelerei mais, escutei outras pessoas buzinando e não dei importância. Só precisava além de tudo chegar até ela. Quem negava de todas as formas o que sentia por mim e que está comigo a anos. A mulher extremamente linda que tinha o dom de me por nos trilhos e no momento precisava dela.
Parei a moto em um canto qualquer. E me impedi de correr. Adentrei o local e procurei por rostos conhecidos. Não os encontrei. Fui até onde era o portão de desembarque e sentei em uma das cadeiras, seu voo não chegou então teria que esperar.
Enquanto me distraia com joguinhos de luta do celular, recebi uma mensagem de Tommy me informando que Lis machucou o pé e que estava levando-a para o hospital. No mesmo instante disse que iria com ele e Tommy pediu para que eu não o fizesse. Pois deveria descansar já que o dia foi duro para mim também. Todos precisamos de um tempo. O respondi pedindo para que me mantivesse informada.
Fechei o celular e então a visualizei, perfeita, mesmo com seu terno preto calça social colada ao corpo, segurando uma mala de mão, cabelo preso em coque e sua expressão séria e que demonstrava cansaço, Ava ainda era uma mulher perfeita. Dig sorriu quando me viu e veio em minha direção. Enquanto Ava falava ao celular.
— Do jeito que está olhando para ela, parece uma boba apaixonada._ Não o respondi, recebi um abraço de urso típico dele e o escutei dizer.- Senti saudades Sara. Dois dias sem sua presença e Sharpe fica insuportável. Prefiro quando ela está te ignorando mas me trata bem. Sem você ela queria me matar de 1 em 1 segundo.
— Pare de ser fofoqueiro Jonh e de reclamar de mim em minha presença. _Ela o repreendeu enquanto se aproximava de nós. — Agora vamos, parem de ser molengas, nem ficarão tanto tempo se ver.
— Nossa, também senti saudades de vocês._ Resmunguei. Ela não fez questão de me olhar e eu sabia que não seria diferente. Ela é tão de fases que fico aguardando dela uma atitude, desde que negou meu pedido de casamento, tem sido assim, ela comanda e eu aceito, como uma boba apaixonada.
— Eu não vou poder ir com vocês, Lyla está me esperando em casa e já que a Sara está com Roy como seu mais novo babá, poderei aproveitar minha esposa._ Se eu percebi o que ele estava fazendo? Sim! Dig não consegue ser menos óbvio. -E mais uma coisa, recomendo que aproveite também. Dias difíceis vem por ai. Tchau casal._ Se despediu com um aceno e se foi.
Pensei em perguntar a Ava ao que ela se referia. Mas ela não me deu tempo. Ela nem ao menos reclamou por ele ter nos chamado de casal. Só saiu andando e quando parou no estacionamento vi que procurava algo, no final percebi o que era, minha moto. Ela caminhou até lá e esperou que eu sentasse e se posicionou atrás de mim. Sem nada dizer. Para onde queria ir ou o que queria fazer.
Apenas passou as mãos entre minha cintura encostou a cabeça em minhas costas. Sem esperar mais. Liguei a moto e fiz o caminho para minha casa.
Cheguei em minutos pela velocidade que impus, indo com menos pressa e parando em todos os sinais.
Entrei com a moto e deixei em minha garagem. Ava pegou sua cópia da chave e abriu a porta. A segui e fechei sem fazer muito barulho.
Encostei-me ao lado da bancada da cozinha, ela deveria estar com fome. Então procurei algo para fazer a deixando a vontade. Me distrai enquanto cortava as frutas para fazer um suco.
Sendo que no momento em que senti suas mãos me rodeando , fiquei estática. Virei em sua direção e encontrei Ava nua, com os cabelos soltos e me encarando, uma visão maravilhosa, tentadora, deliciosa e que mexia com meu lado mais pervertido. Afastei suas mãos do meu corpo. Ela sempre fazia isso. Me ignorava, não falava comigo e no fim, me domava do jeito mais sacana, com sexo.
—Ava não. Só vamos comer e dormir. Não sei o que quer , aliás sei. Mas hoje não. Eu só preciso dormir ao seu lado e relaxar._ Falei calmamente. E com os olhos fechados para evitar que se formasse em minha mente a imagem do que poderia fazer com ela nessa, cozinha para ser mais exata em cima da bancada. Se controle Lance. Me repreendi, não deixaria ela me ganhar dessa vez.
— Sara... sei que o dia foi cansativo para você e para mim também e eu só quero poder me aliviar e fazer o mesmo por você para que possamos fazer do jeito que quer comer , dormir junto, essas coisas. Não me negue isso, senti saudade... do seu corpo._ E quebrou a barreira que impus se aproximando de mim , ficando cara a cara comigo, mas sem me tocar. Ela sabe o quanto a amo e usa isso como arma de barganha.
— Ava, por favor, não faz assim, já passamos da parte da provocação de de tudo o que se segue. Só aceite que eu cuida de você._ Falei sem me distanciar. Doeu quando ela disse que sentiu saudade do meu corpo, mas a conheço bem o suficiente para saber que era seu jeito de dizer que sentiu minha falta.
— Vamos fazer assim? Você não precisa fazer nada, prometo que não forçarei a barra se me pedir para parar e assim que o fizer, sentaremos, conversaremos e comeremos, deixo que cuide de mim, no final dormiremos juntas e prometo estar aqui quando acordar._ Eu poderia negar ao que ela estava pedindo, contudo, não o fiz. Fraca como sou na presença dessa mulher balancei a cabeça em concordância e pelo seu sorriso maroto, foi como um passe livre.
Ava sem perder tempo imprensou meu corpo contra a bancada, enquanto me beijava ferozmente, nossos lábios seguiam um ritmo sincronizado de quem se conhecia a muito tempo, sem erro, só prazer, uma de suas mão foi direto para meu cabelo o puxando de forma que deixou minha pele exposta, reclamei quando a boca dela deixou a minha e foi mordiscar meu pescoço e senti sua outra mão entrando por baixo da minha blusa, soltando o sutiã e por fim acariciando meu peito com movimentos lentos , me torturando e provocando.
Não aguentei mais e a virei erguendo-a sobre a bancada, tendo uma visão perfeita de como seu corpo me queria, retirei minhas roupas com tanta presa que pensei que iria surtar, após estar totalmente despida, voltei para ela que abriu as pernas para que eu me encaixasse entre elas, senti suas unhas me arranharem enquanto meus dedos desciam e subiam entre sua coxa, ela sabia provocar? Eu também e meu último pensamento sã, foi embora quando passei um de meus dedos em sua intimidade lentamente e a senti molhada, não me contive e massageei toda a área brincando consigo e momentos depois penetrei a com três de meus dedos e a vi suspirar, abocanhei seus seios, mordendo e chupando junto ao movimento que fazia embaixo, escutei ela gemer em meu ouvido e isso me deu mais tesão ainda. Essa mulher tão entregue e tão minha, acabaria com minha sanidade um dia.
Senti sua intimidade contrair em volta de meus dedos e parei de masturba-la. Não era a hora ainda. Recebi um olhar mal-criado em minha direção e sorri, se ela veio com a intenção de ser minha, ela seria, literalmente e absolutamente minha.
Peguei-a em meu colo, ela não reclamou , caminhei até meu quarto, deitei seu corpo sob a cama .
— O que pensa que vai fazer Lance?_ A vi indagar, enquanto em afastava suas pernas e posicionava meu rosto entre elas. Ela sabia o que eu iria fazer, eu queria sentir seu gosto, queria que ela me mostrasse o quanto é prazeroso estar comigo, então apenas sorri.
A noite seria longa, mas eu conseguiria relaxar ao lado da mulher que amo. Então tudo estaria bem.
Pov Felicity
— Eu nunca mais olha na sua cara, sua ingrata! Como eu fico de fora de um babado desses???_ Pisquei mais uma vez, Curtis estava sentado no meu sofá toda essa manhã de domingo reclamando por eu ter demorado a contar as novidades, e com isso quero dizer ficar presa em um elevador com Oliver Queen, ter ido ao hospital levada por um deles e Tommy Merlyn estar dormindo eu meu quarto. Muita coisa para processar.
— Silêncio. Ele ficou a noite toda cuidando de mim, não grite se não ele vai acordar, deixa o pobre homem descansar._ Resmunguei.
— Pobre? Pobre sou eu . Não te perdoo e pronto._ Falou baixinho vindo se sentar ao meu lado. Com cuidado para não encostar em minha perna enfaixada. — Então, amiga ingrata, como o gato mais gato é? Oliver é tão sedutor quanto todos dizem?_ Perguntou. Ele não tem jeito, abandonou um café da manhã em casa com o marido para vir ver com seus próprios olhos sua paixonite.
— Ele no começo foi um troglodita._ Soltei, relembrando de como ele foi um idiota comigo no começo. — E depois eu soquei a cara dele._ Disse e ele me olhou descrente. — E no final vi que ele não era o babaca que queria demonstrar, só isso. E ah, foi embora sem ver se eu estava bem. Mas mandou perguntou como eu estava por Tommy.
— Só isso? E você socou ele! Então ele deve ter te estressado muito, pois é a primeira vez em anos que escuto você dizer que agrediu alguém, quando a santa Lis nunca perde a compostura para nada._ Bati com a almofada em sua perna. — Não me bate vadia, ainda estamos brigados._ E antes eu eu pudesse respondeu minha campainha tocou, estranhei, não esperava mais ninguém. — Amém, ela chegou._ E Curtis foi atender a porta.
— Ela quem?_ Perguntei.
— Eu! Se não fosse pelo Curtis eu não saberia que o docinho está dormindo no seu quarto. Me diga que não transaram!_ E Meg passa pela porta me enchendo de perguntas, Deus, por que eu?
— Meghan Smoak Lance! Não me diga que só veio aqui para ver meu amigo e não por se preocupar comigo._ A repreendi e recebi um beijo a bochecha e seu olhar foi em direção a minha perna.
— Para de drama que já tomou vários tiros e levou mais porradas do que só um pé machucado e sobreviveu. Isso não é nada. Você ainda me disse se transaram ou não.
— Não Meg, Tommy é só meu amigo. Mantenha as mãos longe dele._ A alertei.
— Tristeza, se você não fez essa bondade por ele de deixa-lo provar do doce pecado que é uma Smoak Lance. Eu o farei._ Meghan disse com uma expressão digna de um óscar, pegou meu lanche que estava na mesinha e começou a comer empoleirada em meu tapete..
— Isso ai é meu!_ Reclamei.
— Não é mais e para de ser egoísta! Vamos Curtis, acordar o convidado ou vê-lo enquanto dorme._ Meghan disse e antes que eu pudesse impedir os dois doidos tinham subido as escadas correndo, um já é estressante os dois juntos me dão enxaqueca.
— Posso entrar?_ Escutei uma voz e o vi, Oliver segurando uma sacola da padaria aqui do bairro, sorrindo e ao mesmo tempo parecendo envergonhado. Vestindo apenas uma calça e uma pólo preta. Parei de reparar em seu corpo quanto tomei noção de que os dois doidos não haviam fechado a porta.
— Pode sim. Tommy está dormindo se quiser ir falar com ele._ Ofereci. E ele negou e me estendeu a sacola enquanto agachava em minha frente. — Ontem você nem se despedir...
— Por isso vim falar com você, é rápido, só quero agradecer por ter me escutado ontem, depois de tudo._ E apontou para minha perna. — Só queria ter certeza que estava bem, estou indo conversar com Sara, como me disse para fazer, não sei se ela vai aceitar, mas vou tentar. _ Falou. Abri a sacola e encontrei um pacote de bombons diversos e agradeci, teria que esconder antes que meu melhor amigo e minha irmã aparecessem como dois esfomeados. — Tommy deixou mensagem em meu celular avisando para que eu trouxesse isto e mostrasse que não sou um idiota. E agradecesse a amiga dele, então espero que tenha gostado.
— Ela vai gostar de te ouvir também, fico feliz que tenha tomado a decisão de ir até ela. Tommy é um amor e eu te agradeço não precisava._ Falei. E senti uma fisgada em minha perna ainda doía um pouco. Mas tentei disfarçar.
— Precisa que eu faça algo Felicity? De repente sua expressão mudou? Está doendo muito?_ Perguntou.
— Poderia só por mais uma almofada ali? Essa posição está me deixado com caimbra já._ Murmurei e ele cuidadosamente fez o que pedi.
— Obrigada._ Disse.
— Não precisa agradecer, agora tenho que ir. Se cuida e avisa ao Tommy que passei aqui se não ele vai falar em meus ouvidos para sempre._ E andou até a porta e antes de sair se virou para mim e pude sentir seu olhar queimando a minha pele, de cima a baixo, por um momento quis estar de burca, totalmente vestida e não somente com essa camisa do Robin Hood, e um shortinho.
Sem consegui me controlar, mordi os lábios, ontem consegui disfarçar o que senti quando ele me tocou e a forma que mexeu comigo, sendo que agora não consigo, corei e o vi me lançar um olhar questionador, como se esperasse que eu dissesse algo, mas não o fiz. Não posso dar esperanças para alguma coisa que não vai para frente, eu não estava interessada nele e nem ele em mim, homens como ele e Tommy e mulheres com Laurel e Meghan só querem uma noite. E conseguem se sair bem com isso, e eu não queria uma noite, não queria ninguém e não o queria.
O encarei firmemente e vi que então se deu conta que estava muito tempo me olhando.
— Felicity?_ Chamou-me baixinho. Senti meu corpo se arrepiar, sua voz estava mais grossa que o normal.
— Hm?_ Foi a única coisa coerente que consegui dizer.
— Eu adorei te conhecer._ E com isso saiu rapidamente, fechando a porta atrás de si.
Não tive tempo de digerir as palavras ou tentar entende-las pois Tommy descia minhas escadas correndo apenas de cueca gritando.
— LIS ME AJUDE ESSA SUA IRMÃ É LOUCA!
E meu dia seria como outro, como eu tinha dito, ser uma Smoak Lance tem seu lado bom, sempre uma loucura diferente.
Fale com o autor