Jogo Mortal
2 Capítulo 2 Convidados indesejados
Notas iniciais
Logo depois de ler a frase na tela a campainha soou alto ate demais me fazendo levar um susto. Minha mãe correu toda saltitante em direção a porta como se toda a vida dela se resumisse a aquilo, por um momento pensei em como eu amava minha mãe e que sem ela eu acho que não conseguiria viver e acho que ela sentia o mesmo por mim, mas os meus pensamentos foram interrompidos por uma multidão de pessoas que passaram por minha mãe e vieram me atropelar (no sentido literal), depois que consegui me levantar consegui avistar minha mãe em um canto da sala e o resto estava todo ao meu redor.
Lá estava minhas amigas Wendy e Alex, do outro lado estava Oliver e Fernando na minha frente estava o casal meloso que por acaso já estava aos amassos Nathaly e Jorge.
- Ei ! mais respeito vocês não estão em um motel. – falei tentando envergonhá-los mais não deu certo pois eles continuaram me ignorando.
De repente eu ouvi a todos em um so coro
- PARABÉNS!!!
Eles estavam ali só para me dar os parabéns considerando que nós estávamos exatamente em janeiro e eram férias,é eles me amavam mesmo.
- Parabéns – me falou Wendy do jeito mais tedioso possível, como sempre.
- Felicidades – me falou Jorge e depois voltou a beijar Nathaly.
- O melhor presente que você poderia me dar era pelo menos você respeitar minha casa — falei tentando envergonhar os dois de novo mais nada de dar certo.
Depois de comprimentos entre outras coisas Alex que estava ali reprimidinha em um canto me desviou um olhar envergonhado como todos os outros que ela já me desviara, mas este foi diferente pois depois dele ela veio em minha direção o que era raro pois ela sempre tinha de vergonha de falar comigo.
- Eh.. , eh ... bem parabéns pra você, eu... te trouxe isto. – me falou ainda mais envergonhada.
Era uma caixinha com um papel que ao contrario de todas as outras não era colorida, ela era preta, de alguma forma isso me deixou alegre pois nunca gostei muito dessas coisas coloridas.
- Obri... bri... ga..ga.. – sempre acontecia isto quando eu estava perto da Alex, no geral eu era bem versátil mas com Alex eu parecia um garoto de 5 anos apaixonado pela menina mais bonita da sala – ga... ga.. – de repente veio meu pai e me deu um tapa nas costas que meu coração quase pula pra fora – OBRIGADO!
- De nada, toma.
Ela me entregou o pacote e no meio da entrega eu toquei a mão dela, nós nos olhamos por um momento apreciando o toque gelado de nossas mãos nervosas, mas então voltamos a nos concentrar no pequeno pacote.
Era uma foto de nós dois sentados em uma mesa de um restaurante que ficava no centro da cidade, eu lembrava perfeitamente daquele dia tinha- mos saído todos nós do cinema e fomos para aquele restaurante mais que eu lembre aquela foto eu estava com mais umas 5 pessoas.
- Bem eu cortei a imagem para ficamos só nós dois, olhe atrás.
Eu olhei e lá estava escrito em sua própria letra:
Olha espero que mesmo que nos separemos
você não esqueça de mim nunca.
E não se esqueça que eu sempre fui sua amiga
e que nunca iria te deixar nem nas horas
mais difíceis.
De todos os presentes que ganhei aquele foi o melhor, eu sempre tive uma leve queda pela Alex ( quando digo uma leve queda quero dizer que eu estava totalmente tombado, caído, e esborrachado por ela ). Mesmo assim ela tinha dito sua amiga, apenas issoserá que ela não gostava de mim?
Pois bem agora é levar a vida pra frente quem sabe um dia eu tenha coragem de falar com ela sem gaguejar igual a um debiloide.
Depois de um bom tempo comendo bebendo e cantando (musicas ridículas por acaso) e comer mais por que minha mãe parece que estava esperando o exercito dos estados unidos todinho para comer, mas não teve problema nenhum pois Oliver comeu por todo o exercito e por nós certas vezes. Não o cupo pois a comida da minha mãe é surpreendentemente boa.
- Mãe a comida acabou? – perguntei já estufado
- Já! Mais já que você quer mais vou fazer mais alguns salgadinhos. So um minuto.
Todos me olharam como se fossem me matar.
- NÃO! Não precisa agente não quer mais não — falamos todos juntos
- Não precisa não tia – falou Jorge.
-Não me chama de tia – minha mãe tinha um serio complexo de idade – eu já disse que eu não tenho idade o suficiente para ser tia ,avó ou algo parecido.
Realmente minha mãe parecia ser nova demais ate para ser mãe, fato que esqueci de dizer é que minha mãe era muito nova e que era extremamente bonita , o que causava muito ódio e inveja de minhas tias pois minha mãe não precisava usar uma grama de maquiagem para ficar com o rosto bonito, minhas tias precisavam e precisavam muito.
De repente aparece minha mãe pela porta da cozinha e trás mais uma bacia de salgados.
- Nossa. Como você foi rápida!
- Eu sou assim – respondeu ela com o maior tom de orgulho que ela podia usar.
- Mãe eu to cheio!
- Você não vai desperdiçar comida vai?
- Mãe! Qual é?
-Filho. Você sabe que com tanta gente precisando de um pouco e você ai tendo tanto. Então não vai querer? – ela sempre usava essa desculpa para me fazer comer.
E depois de uma serie de discussões eu fui alto e claro dizendo que eu iria comer tudo. Que foi? Eu não ia fazer minha mãe ficar magoada e nem ia dizer que a comida dela era ruim. So me restou comer tudo.
Depois de eu comer tudo, e os outros ficarem apenas rindo de mim fomos para a sala. A tela da TV ainda estava negra e com as letras escorrendo o sangue vermelho
- Ei Scot o que é isso? – me perguntou Wendy minha mais viciada amiga
- Pelo jeito é um jogo que eu ainda não joguei.
- Vamos jogar em grupo? Por favor? Por favor?
- Ta bom. Agente joga.
- Obrigada. Obrigada – ela me falava com os olhos de uma criança viciada em chocolate que tinha acabado de ganhar um suprimento de 2 anos de chocolate.
- E ai quem vai jogar também?
- Eu vou – disse Alex – só que eu não sei jogar muito bem.
-Ta bom eu te ajudo. – eu disse.
-Eu também — disse Oliver.
- Eu topo – falou Fernando.
-E vocês? – me virei para Jorge e Nathaly.
-Hãããã agente não vai, nós vamos para casa agora.
-Vocês são estraga prazeres – disse Fernando.
-Não se mete.
- Ei! Não briguem
Quando me dei por conta já estavam os dois rolando no meio da sala um se estapeando com o outro, mas logo apareceu meu pai e os separou.
-Já estou cansado disso toda vez que vocês vem aqui tem que sair no tapa. – berrou meu pai
-Como assim semana passada agente não brigou!
- Brigaram sim, inclusive vocês quebraram o vidro da mesa.
- Ah é mesmo tenho uma cicatriz até hoje. Olha aqui.
-Ninguém quer ver isso. Tampa isso ai.
- Ta já chega.
Os dois olharam pra mim
- Obrigado pai.
- De nada, se precisar e só chamar.
- Ta.
- Então vamos jogar ?
-VAMOS – Wendy gritou desesperada de trás do sofá.
Ela já pulou em cima de mim me atropelando e pegando os controles sem fio e apertou o start e na tela apareceu
Leia a seguinte oração
para começar
E de repente começaram a escorrer letras e mais letras na tela agora com uma mistura de laranja e preto.
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