Notas iniciais
Bom... demorei e o capitulo é pequeno. Podem brigar comigo... Não postei antes porque eu sou uma preguiçosa. MAS, estou de férias. Ou seja... pode ser que saia um capitulo por semana. Se acharem erro de português me avisem.

Capítulo 4.

A explosão fez com que Tony e as demais pessoas caíssem no chão. Ele sentiu o sangue escorrer em sua cabeça, que havia batido em um dos degraus. Viu a mulher que havia flertado no elevador e pediu para a mesma que levasse todos para baixo. Tony ignorou o risco de uma nova explosão, ou até mesmo de um desabamento, e correu em direção ao andar que Ziva estava. No caminho encontrou pessoas no chão. Sentiu o pulso e a confirmação: Mortos. A perda seria enorme e ele sabia disso. Subiu mais alguns degraus e deu de cara com a destruição. Os vidros que compunham o andar já não existiam, o andar estava irreconhecível. Seus olhos pararam exatamente onde queria.

Ziva David

Estava deitada, apagada. Ele respirou um pouco antes de se aproximar. Estava com medo. Exatamente. Anthony DiNozzo sentia medo. Ele não temia por si mesmo. Temia por ela. Ele se sentia estranho. Odiou aquela mulher desde o primeiro momento que ouviu seu nome, a odiou desde o primeiro momento que ouviu sua voz. No entanto, sabia claramente que a morte dela dificultaria tudo, toda a investigação. Correu em direção a ela e colocou seus dois dedos em seu pescoço. A pulsação de sua veia o fez soltar um sorriso fraco e nervoso. Pegou-a no colo e começou a descer as escadas. Ela não era uma mulher acima do peso então as coisas foram facilitadas. No caminho encontrou alguns bombeiros que corriam em direção ao andar que tudo havia acontecido.

– Eu levo ela. – disse Tony para um dos homens que se ofereceram para ajudar.

– Deve ter algumas ambulâncias lá em baixo. – um dos bombeiros resmungou em baixo da roupa nada confortável.

Tony acenou com a cabeça e continuou. Desceu outro vão de escadas e sentiu sua cabeça arder. Ignorou e continuou. Chegou ao térreo e foi recebido por muitos repórteres, policiais, bombeiros, paramédicos. Odiava aquilo. Já havia passado por isso antes e aquilo não lhe trazia boas lembranças.

~~ Flashback

(obs: é a continuação do flashback anterior)

11 de setembro de 2001

A essa altura ele já havia a colocado em seu carro. A rua estava irreconhecível, o desespero das pessoas era agonizante, a poeira dificultava a visão. A polícia, a imprensa e os flashs só faziam que tudo ficasse ainda mais difícil. Mas a única coisa que ele conseguia se preocupar era com ela. Com sua mãe. A velocidade que o carro arrancou em direção ao hospital fez com que o corpo de Tony batesse contra o volante, devido à inércia. O modo como ignorava todos os sinais de trânsito era totalmente ilegal, mas aquela altura nada mais importava. Avançou outro sinal e foi surpreendido por um carro – que provavelmente estava tão veloz quanto ele – e bateu contra o mesmo. Depois disso ele não lembrava de nada.

~~ /Flashback

As mãos geladas de um dos paramédicos levaram seus pensamentos para longe. Ele pegou a detetive que estava em seu colo e colocou em uma maca. Sua visão estava turva. Tony se sentou no chão e permitiu sua mente ir se desligando.

***

– Tony? Tony? – resmungava Kate. – Tem certeza que ele está bem? – questionou ela virada para um dos médicos.

– Cala a porra da boca. Já é ruim ter que acordar aqui nesse... – olhou em volta para ter certeza onde estava – hospital, com uma dor de cabeça filha da puta. E ainda tenho que ouvir sua voz irritante.

– É... Ele está bem. – Kate sorri aliviada ou talvez somente da situação.

Tony voltou para seu estado de meditação. Fechou seus olhos e continuou a ignorar tudo em volta. Até que sua mente se voltou para o prédio.

– Como está a... – Tony tentava lembrar o nome dela, mas sua mente não cooperava.

– Ziva? A David? – Kate revirou os olhos. – Sobreviveu. Também com seu heroísmo capa da primeira página do jornal.

– O que?

– Veja por si só. – estendeu o jornal mostrando a primeira folha. Mostrava uma foto de Ziva no colo de Tony.

– “Nosso herói está de volta?” – repetiu a manchete.

– Nosso herói está de volta, Anthony DiNozzo? – Kate fez uma voz de um comediante dos anos 60, que o nome ela não lembrava.

– Vá se ferrar. Nunca trabalhei na polícia pela glória. – Kate gargalhou e se sentou ao lado de Tony.

– E porque então?

– Carregar uma arma parecia uma boa ideia na época.

Gargalhadas. Só isso pode ser ouvido a tarde inteira.

***

No andar de cima tudo era diferente. Gargalhadas eram as ultimas coisas que poderiam ser ouvidas. Uma guerra de olhares era travada.

– Filha? – resmungou o homem trajado como um verdadeiro governante. – Como está se sentindo?

– Muito bem, senhor secretario. – respondeu sarcasticamente e revirando os olhos.

– Por favor, Ziva. Não. Não faça isso. – disse o homem com tristeza em suas palavras.

– Não fazer isso? De repente você quer bancar o pai preocupado com a filha... Não faça isso você. – gritou Ziva entre dentes e sentindo seu corpo queimar.

– Tem algo que eu possa fazer?

– Não, pai. Não tem o que fazer. Na verdade tem. Você pode sair daqui junto com seus seguranças de merda e me deixar em paz. – havia usado tanta força na palavra paz, que ela havia ecoado em sua cabeça fazendo a dor ficar ainda mais intensa.

– Sua equipe não sobreviveu. – disse ele friamente. Ziva arregalou os olhos não querendo acreditar no que ouviu. Seus olhos se encheram de lágrimas, mas ela não podia deixa-las sair. Não podia mostrar sua vulnerabilidade. Não podia deixar que ele a confortasse.

– Sai daqui. –disse Ziva em um tom baixo.

– Ziva não... – ela havia empurrado ele. E os seguranças à seguraram.

– S-A-I D-A-Q-U-I. – Silabou Ziva enquanto um dos seguranças a segurava. – Me deixa em paz. Por favor me deixa em paz. – Disse Ziva enquanto sentia seu corpo desabar e as suas lagrimas saírem involuntariamente.

Ele a abraçou ignorando tudo o que todos falavam e que ela falava. Ela chorou ainda mais.

– Saiam daqui. – ordenou ele e os seguranças hesitaram um pouco mas saíram.

Choro. Só isso pode ser ouvido a tarde inteira.

Notas finais
Gostaram? Esse capitulo é importante em... Não se esqueçam dele.