Jogo Com Especialistas
3 Capítulo 2
Notas iniciais
Ok, esse capitulo ficou curto e sem grandes "ações". Bom, o próximo capitulo vai esquentar... e muito.
Capítulo 2.
Os olhos focados nos papéis impedia que Kate, pressentisse alguém se aproximar. O homem se aproximava por trás dela como um felino – em relação a cautela – que estava pronto para atacar sua presa. O silêncio absoluto na sala parecia divertir o homem que sorria diabolicamente com a posição que Kate estava. Seus olhos demonstravam como ele iria se divertir com o que estava para acontecer. Quando sentiu que sua presa estava vulnerável o bastante, ele cochichou algo em seu ouvido fazendo com que o corpo de Kate estremecesse.
– Não faça isso Tony... Meu coração está saindo pela boca. – disse Kate pondo a mão em seu peito.
– Posso sentir se realmente está? – questionou DiNozzo com um sorriso pervertido no rosto.
– Vá te catar Tony, não vê que estou ocupada?
– Sim e eu vim lhe dar mais trabalho. Quero que vá na delegacia de Homicídios e chame aquela detetive lá que investigava o caso de estupro. – dizia ele enquanto revirava os olhos.
– Ziva David? Ela é problema. Já trabalhei com ela e creio que vocês não vão se dar bem. – rebateu Kate com um sorriso debochado no rosto.
– E eu te perguntei o histórico dela? – rebateu de volta para não sair perdendo. – Chame ela, diga que quero todos os arquivos do caso e quero descrição sobre isso.
– Ok, mas você vai precisar de um mandado. Ela não vai cooperar.
– Veremos... Ninguém resiste ao charme de Anthony DiNozzo, minha querida Caitlin! – exclamou ele, dando uma piscada para a moça que deu uma gargalhada logo em seguida.
***
Kate havia chegado no estacionamento. Entrou em seu Honda Accord prateado e seguiu a caminho da delegacia. No caminho, tentava conseguir pensar em algum meio de persuadir a detetive... Isso realmente não seria fácil. Não dirigiu muito e já havia chegado à delegacia. Estacionou seu carro em uma vaga qualquer e adentrou a recepção.
– Posso ajuda-la, senhora? – perguntou uma mulher jovem de belos olhos azuis.
– Sim. FBI. – disse Kate mostrando sua identificação. – Eu gostaria de falar com a detetive Ziva David...
– Pode deixar Keyla. Eu me responsabilizo por ela agora. – uma voz de longe se intrometeu na conversa.
As duas mulheres trocaram olhares e quase era possível ver fogo saindo deles.
– O que você quer Todd? – perguntou Ziva sem enrolações.
– Hassan Ahmed.
– 57 anos. Embaixador Iraniano. Morava em Teerã antes de vir para...
– Me poupe... Eu quero que você venha até a sede do FBI comigo. – exclamou Kate revirando os olhos.
– Querer não é poder. Não vou liberar nenhuma informação para vocês. Não estou autorizada a fazer isso e o mais importante: não quero. – sussurrou Ziva em um tom de deboche.
– Isso é o que Ziva? Vingança por eu ter conseguido o trabalho que você não conseguiu? – Kate disse com a esperança que a provocação desse resultado.
Ziva arqueou uma de suas sobrancelhas e soltou uma gargalhada em seguida.
– Acha mesmo que eu quero sair da minha delegacia, onde eu tenho toda a autoridade que eu preciso, para ir para o FBI e ser um pau-mandado do Gibbs? – ela disse séria e soltou um riso fraco logo em seguida. – Saia daqui Kate. AGORA. – Ziva aumentou o tom de voz.
–Você irá se arrepender Ziva. Meu chefe virá aqui e eu espero assistir ele acabando com você. – Afirmou Kate em o tom debochado de antes.
– Mande ele... Diga que o aguardo ansiosamente. – rebateu Ziva. – Seguranças, podem acompanhar essa senhora para fora do prédio? – Disse Ziva com um sorriso vitorioso no rosto.
– Não me toquem, eu saio por si só. – Resmungou Kate. – Você vai se arrepender David... Eu sei que vai.
Ziva deu um sorriso ao ver Kate adentrar o elevador. E aproveitou para dar um tchau enquanto as portas se fechavam. “Ridícula” proferiu Ziva.
– O que estão olhando? Voltem ao trabalho. – Gritou Ziva, mostrando a autoridade que tinha sobre todos ali.
***
A mansão escura dava um tom mais macabro a cena. O sangue jorrando da vítima, ainda viva, seria aterrorizador se um civil comum o visse. Os olhos do assassino não demonstravam sentimento nenhum. As luvas de látex sujas de sangue foram logo removidas e trocadas por outras em seguida. O silenciador foi recolocado para se certificar que faria sua função. O homem, ou melhor, o assassino subiu as escadas e fez um sinal para um homem que o seguia para prosseguir. Ambos subiram a casa da mansão em um silêncio absoluto. Quando chegaram ao topo da escada pôde observar uma pintura de um homem... De um homem idoso... De um homem que eles já haviam visto antes... Eles puderam ver a pintura de Hassan Ahmed.
Seguiram para o maior quarto da casa, o quarto onde estaria a Kia Ahmed, a esposa do embaixador recentemente morto. Ao chegarem à porta do quarto pode-se ouvir um suspiro nervoso por parte de um dos assassinos e logo em seguida um olhar de reprovação por parte do outro.
Adentraram ao quarto, fazendo o maior silencio possível e derem de cara com uma mulher dormindo serenamente em sua cama. O homem pegou sua arma e certificou mais uma vez que tudo estava certo e mirou. A mulher abriu os olhos ao ouvir a arma ser engatilhada. Aqueles olhos cor de mel, extremamente brilhosos, pareceram constranger o homem. O desespero claro em seus olhos era um martírio para o homem que segurava a arma.
~~ Flashback
A bela garotinha de olhos castanhos o encarava sorridente. Aquela era a imagem mais bonita que James via nos últimos anos. O sorriso perfeito o intrigava. Fazia com que ele sentisse que ainda há esperança. Esperança de que ele não teria que matar mais... Esperança que poderia viver feliz com sua esposa e com a sua garotinha. A gargalhada da menina fez com que James despertasse de seus pensamentos. Logo, ele fez uma careta, arrancando gargalhadas mais uma vez da criança. Aquilo era perfeito, absolutamente perfeito. Ele não precisava de mais nada, só aquilo... Só aquele sorriso era suficiente. Antes que pudesse fazer qualquer coisa ele viu a janela do quarto da criança ser quebrada por algo que parecia uma pedra. Ele se aproximou para ver o que era. Seus olhos se assustaram ao ver o que era, aquilo era uma granada. A única reação que teve foi tentar proteger sua filha. Ele correu em direção a ela, mas o tempo não foi suficiente. Poucos centímetros de sua filha, a explosão ocorreu. Ele não via mais nada. O preto já havia tomado conta de si... Só havia restado escuridão. A fria e sozinha escuridão.
~~ Fim do flashback
– James... O que houve? – sussurrou o homem, interrompendo seus pensamentos.
James respirou fundo e disparou. Disparou antes mesmo que a Kia pudesse pensar em reagir. O segundo homem procurou o pulso da mulher para ter certeza que estava morta. Acenou a cabeça para o homem que parecia ser um chefe ou alguém superior a ele e ambos se retiraram da casa, no mesmo silêncio que entraram.
Só o vazio ficou na casa...
Vazio, silencio e sangue.
***
– Ela te expulsou da delegacia? – Questionou Tony para ter certeza do que ouviu.
– Sim, e ainda mandou você ir atrás dela se quiser algo. – respondeu Kate ainda com raiva da discussão.
– Quem essa mulher pensa que é? Quem ela pensa que é para confrontar a minha equipe... – resmungava Tony mais para si mesmo do que para Kate.
– O que está havendo? Estou ouvindo os gritos de DiNozzo na minha sala. – disse Gibbs, enquanto abria a porta.
– Aquela detetivezinha ridícula da Homicídios. – respondeu Tony fazendo uma cara enojada.
– Ah, a Ziva... – prolongou a última sílaba procurando em sua mente o segundo nome.
– David. – completou Kate.
– O que ela fez? – perguntou Gibbs.
– Ela tratou a Kate mal... E NÃO QUIS ME DAR OS ARQUIVOS DO CASO. – gritou Tony.
– E o que os gritos têm haver? Você faria a mesma coisa DiNozzo. Você faria pior na verdade. – disse Gibbs arrancando um suspiro de Kate, que concordou com a cabeça, apesar de não ser muito fã da detetive.
– Eu vou lá e eu vou falar com aquela vadia. – resmungou Tony enquanto pegava a chave do carro.
– Posso ir? – perguntou Kate com a esperança de ver o Show.
– Não, você pode testemunhar contra mim. – disse Tony enquanto fechava a porta de sua sala.
Kate e Gibbs se entreolharam e riram com a ultima frase de DiNozzo.
– Ele vai bater nela? – disse Gibbs gargalhando.
– Ela vai bater nele primeiro. Posso não gostar dela, mas conheço ela. E uma coisa eu digo: Se ela não quiser... Se não conseguimos um mandado ela, ela não vai nos dar os arquivos.
– DiNozzo vai fazer a vida dela um inferno.
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