Notas iniciais
MIL DESCULPAS PELA DEMORA... mas o twitter tava interessante... haha. Não postei antes pq sou uma preguiçosa. Então relevem,OK? haha

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Capítulo 1.


O homem de cabelos lisos e extremamente bagunçados caminhava pelos corredores da sede do FBI com pressa. Seu rosto mostrava impaciência, raiva ou qualquer coisa do tipo, seus olhos extremamente vermelhos entregava o fato de ter pernoitado.
Por onde Anthony DiNozzo passava, apesar da aparência nada apresentável, arrancava suspiros de todas as mulheres do local. Afinal, seu rosto mal-humorado e seu cabelo bagunçado apenas o deixava mais... atraente.
DiNozzo deu a última tragada no cigarro que segurava com os lábios e o jogou numa lixeira qualquer. Ele ignorava todos os “senhor, é proibido fumar em prédio público” e os “Bom dia, Tony” que recebia de mulheres por onde passava. Frieza... típico de americanos.
– O que faz vocês me tirarem da cama em um final de semana? – Ele fechou a porta atrás de si e continuou a falar: – E, outra, às sete da manhã. Vocês são normais?
– Bom dia pra você também, DiNozzo – disse uma ruiva revirando os olhos enquanto analisava uns papéis.
– Tanto faz – ele deu de ombros, bufando. – Agora, por favor, respondam: o que diabos estou fazendo aqui às sete da manhã no meu dia de folga? Caso vocês não saibam, eu...
– Passou uma noite inteira bebendo, dançando com essas vadias de boates, depois levou uma para casa vocês fizeram sexo por uma hora e quando você, finalmente, pôde dormir, nós te acordamos – disse um rapaz.
– Pare de me interromper, McGee – Anthony o repreendeu. – Eu gosto de contar essa parte. Gibbs, o chefe do local, revirou os olhos, cansado daquelas brincadeirinhas.
– Tente dar uma lida nisso aí, DiNozzo – ele disse jogando a pasta em cima do moreno de olhos extremamente verdes. – Ainda hoje. Bêbado ou não, você tem que ler isso.
Tony abriu a pasta e se sentou ao lado da ruiva que tratou de se levantar, não porque DiNozzo sentara ali, mas sim porque... Precisava fazer algo do lado de fora.
– O tal embaixador Ahmed... Morto? – ele murmurou devagar, lendo e relendo o mesmo parágrafo.
– Pois é – Gibbs caminhou até DiNozzo. – Pegue quem fez isso antes que ele faça mal a mais alguém importante e eu lhe dou um mês de férias.
– Você disse isso da outra vez, e aqui estou eu, trabalhando em mais um dia de folga – DiNozzo rebateu. – Mas, beleza, vou pegar. Afinal, é o meu trabalho.
Gibbs apenas suspirou e saiu da sala, deixando apenas Tony e McGee.
– Resume pra mim o que realmente aconteceu? – Tony pediu e o amigo riu. – Sério, estou sem saco pra ler o resto disso aqui e minha cabeça parece que vai explodir a qualquer momento.
– O cara o matou com um tiro na testa – McGee começou –, e quando examinamos a bala que encontramos na cabeça da vítima, encontramos isso– ele mostrou a foto de uma bala com uma letra, o que fez com que Tony suspirasse alto – Mas examinamos a bala e não havia digitais nem nada. A bala estava incrivelmente limpa. Porém, a julgar pelas ranhuras na bala, sabemos que um silenciador foi usado – McGee fez uma pausa e vasculhou sua mente à procura de mais informações que fosse ajudar DiNozzo.
– Certo – Tony interrompeu os pensamentos do amigo. – Mas como esse cara invadiu a casa de um embaixador Iraniano? Ele deve ter mais seguranças que um presidente.
–Isso é com você... – falou McGee.
Tony revirou os olhos. Não queria trabalhar. Ele estava um caco!
– Eu realmente tenho que começar isso hoje? – Anthony perguntou fechando os olhos com força.
– Aham... E se eu fosse você, tiraria essa bunda branca da cadeira agora e ia atrás de mais coisa.
– Tá, tá – Tony se levantou bufando. – Você vem comigo?
– Não – McGee riu. – Mas ela vai – ele apontou para a mulher que abria a porta.
– Opa – Tony murmurou. – Não vai ser tão difícil assim.
McGee gargalhou e não disse nada, apenas fora para o outro lado da sala pegar alguma coisa.
– Olá senhores – disse a mulher que acabara de entrar.
Tony olhou-a de cima abaixo novamente, fazendo-a revirar os olhos. Não o aguentava mais.
– Olá, minha querida – Tony murmurou ainda a encarando.
– Olá, Kate –McGee disse e, logo depois, se virou para o amigo. – É bom que comece logo o trabalho – finalizou e saiu rindo da sala.
– E aí, Todd – DiNozzo começou, puxando um cigarro e o isqueiro do bolso. Colocou o cigarro entre os lábios e o acendeu rapidamente. Tirou-o da boca, segurando entre os dedos e soltou a fumaça, virando para a mulher. – Você está tão... Gostosa hoje.
– Não pode fumar aqui, DiNozzo – ela disse bufando. – E dá pra parar com isso? Temos que trabalhar. Não é porque você é o meu chefe que pode me assediar assim.
– Tudo bem – ele levantou as mãos em sinal de desistência e, logo depois, deu mais uma tragada no cigarro. – E, ah, eu sei que não pode. Mas quebrar as regras é tão legal.
– Você deveria ser um homem da lei – ela riu.
Tony tirou o casaco de couro que vestia e o deixou jogado em uma das mesas.
Sugou o cigarro novamente e o jogou fora, mesmo estando pela metade. Tinha coisas mais importantes pra fazer. Ou melhor, tentar fazer.
Se aproximou de Kate e ela revirou os olhos.
– Tony, por favor – ela pediu o empurrando pelo peito. – Pare, tá legal? Vamos só trabalhar.
Ele deu uma risadinha fraca e mexeu nos cabelos, fazendo-a se perder em seus movimentos. Afinal, quem não se perdia?
– Tem certeza? – ele se aproximou mais.
– Absoluta – respondeu ela, séria. – E você ficou na farra a noite inteira. Sinceramente, DiNozzo, você não cansa?
– Eu sempre tenho umas energias guardadas pra você, querida Kate – ele murmurou de uma forma provocante, aproximando seu rosto do da mulher.
Ela suspirou.
Não o aguentava mais. Mas também não queria mais resistir. Afinal, era Anthony DiNozzo! E todas as mulheres dali queriam estar no seu lugar.
– Anthony DiNozzo, por Deus! – Ela tirou forças do além e o empurrou, indo para o outro lado da sala. Não conseguia raciocinar em algo melhor.
Anthony mordeu o lábio e caminhou calmamente até o canto que Kate estava, segurou sua cintura firmemente fazendo-a estremecer.
– Não chegue perto de mim... Vou te denunciar por assédio.
– Você não faria isso. – ele disse aproximando ainda mais encarando o rosto de Kate de perto.
Kate revirou os olhos e o beijou em seguida.
– Tony, você e a Kate... –McGee abriu a porta dando de cara com Kate e Anthony praticamente se engolindo. Arregalou os olhos assustado e engoliu seco.
Kate se afastou de Tony rapidamente, respirando pesado.
– Foi mal eu... – McGee tentou falar, porém Kate o interrompeu.
– Tudo bem – ela disse rápido enquanto estava se recompondo – Eu... vou lá pra fora – ela mordeu o lábio. – Tenho que ver umas coisas pra começarmos a achar as provas e... – ela olhou pra o chão e bufou. – Ah! Foda-se – murmurou e saiu da sala.
Tony passou as mãos pelos cabelos e procurou sua camisa.
– O que você viu fica aqui. Somente aqui – DiNozzo murmurou tentando se acalmar.
– Relaxa –McGee segurou um riso e Tony o olhou feio.
– Empata idiota– Tony sussurrou. – Vamos trabalhar, DiNozzo, vamos lá – disse pra si mesmo e McGee não segurou a gargalhada.
– Você é retardado e eu não tenho mais dúvidas quanto a isso – McGee disse e riu alto mais uma vez, fazendo Tony revirar os olhos.
– Vamos trabalhar, McGee – Tony disse respirando fundo e abrindo a porta com força e saindo sem esperar o seu parceiro, que não se importou muito com a saída do amigo, tinha coisas mais importantes para fazer que se preocupar com Tony.
Tim sentou-se em uma das mesas dali e ligou um dos computadores. Precisava olhar alguns e-mails, ler notícias, saber o que estavam falando sobre Hassan Ahmed, aquilo também era importante. Muito importante, vale frisar. McGee observava o monitor atentamente e lá ficou perdido em seus pensamentos.


***



DiNozzo caminhava em direção ao laboratório forense, onde ele iria saber um pouco mais sobre as evidencias que foram encontradas na cena do crime. Em meio ao grande corredor que davam entrada para várias salas, ele encontrou Kate novamente e foram juntos – evitando falar sobre ocorreu no escritório de DiNozzo – até o laboratório. Ao chegar na frente do laboratório ambos levaram a mão até a maçaneta fazendo com que suas mãos se encontrassem. Um olhar pervertido ecoou pelo corredor fazendo com que as bochechas pálidas de Kate ganhassem cor. Tony deu um sorriso de canto de boca e abriu a porta em seguida.


– O que tem a nos dizer, Abby? – questionou DiNozzo procurando a cientista que normalmente ficava em frente ao computador.

– Por enquanto nada que vá ajudar realmente – murmurou a cientista abaixada no chão, como se estivesse procurando algo.

– O que está procurando Abby? – perguntou Kate, um pouco confusa com a situação.

– Minha lente de contato esquerda. – respondeu a jovem mulher. – O que estão esperando, me ajudem? – gritou Abby demonstrando que tinha certa autoridade, apesar de ser a subordinada dali.

– Você usa lentes de contato? – questionou Tony com um sorriso de canto.

– Agora uso. – respondeu a gótica mostrando a íris do olho vermelha. – O que estão esperando?

Tony e Kate se abaixaram e a ajudaram a procurar. Não demorou muito e Tony gritou um “Achei” que foi seguido por dois “já?” em perfeita sincronia.

– Fazer o que quando se é um ótimo observador... – murmurou Tony orgulhoso.

– Dizem que observadores possuem tendência para um certo grau de psicopatia. – respondeu a mulher, retirando a segunda lente revelando que seu olho direito era azul.

– No caso do Tony nem isso... – começou Kate, mas foi interrompida.

– Então, Abby, o que tem para nos dizer sobre as evidencias achadas na cena do crime?

– Nada. – disse ela. Tony revirou os olhos e ameaçou sair, no entanto, foi segurado por Abby. – Porém, a cena do crime estava limpíssima. Quem fez isso é profissional, e a julgar por quem era Hassan, diria que tem dedo do Mossad nisso.

–Quem é Mossad? – questionou Kate.

– Instituto de Inteligência e Operações Especiais de Israel. – respondeu Tony com um sorriso – que alguns diriam diabólico – de canto de boca.

– Espionagem? Acham mesmo, que mataram ele para conseguir alguma informação? –questionou Kate um pouco surpresa com o que ouviu.

– Não podemos excluir nada. – disse Tony ainda com aquele sorriso de canto de boca – Me fale sobre a bala...

– 9 milímetros, as ranhuras batem com a Jericho, uma pistola de uso restrito do exercito Israelense. Coincidência?

– Não existem coincidências. E a letra, o que descobriu sobre ela?

– Caligrafia simples, é um “M”. A julgar pela pressão usada para fazer esse “M” podemos observar que ele começa da esquerda para direita, e não podemos afirmar se o nosso assassino é canhoto ou destro. – dizia ela enquanto apontava para o monitor do computador.

– O “M” pode significar qualquer coisa. Pode ser uma mensagem, ou um aviso. – murmurou Ducky, o médico legista especializado em traçar perfis de assassinos, que adentrou à sala sem qualquer aviso. – Eu analisei o corpo do tal embaixador e pude detectar pela lividez que o corpo foi movido. Estimo que ele tenha morrido entre 22 horas da noite e 02 horas da manhã. – respirou fundo e continuou: – Tracei o perfil da vítima através de características que os familiares me passaram e posso afirmar, que ele era um homem perigoso e que não tinha medo de sujar as mãos.

– Diga algo que não sabemos. – murmurou Tony demonstrando o tédio que sentia.

– Nossa vítima estava sendo investigado pela polícia local por tentativa de estupro, a detetive... – deu uma pausa prologando a ultima sílaba enquanto procurava o nome da tal detetive em meio há vários relatórios – Ziva David...Nos disse que foi proibida pelo seu chefe de questiona-lo ou fazer qualquer outra coisa sem provas concretas.

– A imunidade diplomática era seu escudo. – riu Kate.

– Exato. – concordou Ducky– A esposa do embaixador está sobre proteção de nossos agentes. A filha dele está cursando Biologia Marítima na universidade de Washington.

Um silêncio rápido ocorreu na sala. Todos pareciam tentar traçar alguma estratégia, quanto a tudo que aconteceu. Esse silêncio foi interrompido pela voz de DiNozzo.

– Kate, contate todos os seguranças pessoais da família Ahmed. Eu quero nome, endereço, onde nasceu, antecedentes... Qualquer coisa que você achar sobre eles.

– Sim senhor. – Respondeu Kate – com um tom debochado na voz – se retirando da sala logo em seguida.

– E vocês, continuem a fazer o que vocês fazem. – disse Tony se retirando logo em seguida da sala.

Enquanto Tony caminhava seu pensamento continuava totalmente focado no caso. “O que você foi se meter DiNozzo?” “Inteligência Israelense? Isso é ridículo” ele pensava consigo mesmo. Ele adentrou a sua sala e lá seria onde ele passaria o dia todo, atrás de uma mesa, fazendo relatórios.


Notas finais
Lembrando que estou enferrujada... não escrevo a mais de dois meses. Então se não gostarem me falem, críticas sempre são bem vindas, assim como elogios... haha
Obrigada por ler.
PS.: A FIC É VIDA ALTERNATIVA OU SEJA, A VIDA, PERSONALIDADE E OUTRAS COISAS DOS PERSONAGENS FORAM MUDADAS.
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