Jogando Com Prazer
5 Aoi
Notas iniciais
Obrigado pelos reviews, pelas fics, pelas músicas... Vocês me ajudaram demais!!!!!!!!
Sem mais delongas...
Divirtam-se.
Por que doía tanto? Os olhos perdidos em lembranças dolorosas, a amargura na voz... Eu não gostava de vê-lo daquele jeito. Doía demais! Principalmente por saber que parte de tudo aquilo era culpa minha. Meu peito estava apertado e a única coisa que eu queria era abraçá-lo, dizer que aquilo não se repetiria nunca mais. Sim, eu sou sentimental às vezes. Algum problema?
Não percebi quando derramei a primeira lágrima... Talvez tenha sido depois de tê-lo visto chorar.
Tentei pedir desculpas, mas ele me cortou dizendo que era a minha vez de contar a versão da história. E ali estava o Uruha, não o Kouyou. Sim, porque são duas pessoas completamente diferentes.
Suspirei e umedeci os lábios antes de começar.
-Eu nasci em Mie, uma cidade consideravelmente... atrasada em alguns pontos. Meu pai sempre foi um homem rígido,e homossexualidade era um tabu dentro de casa, tanto quanto sexo. Ele classificava uma relação entre pessoas do mesmo sexo como doença, sempre fazendo questão de nos reforçar tal ideia.
"Quando eu decidi vir pra Tokyo tentar a carreira de guitarrista ele foi o primeiro a me apoiar, mas pediu pra que eu nunca me tornasse afeminado."
Um sorrisinho irônico brincou em seus lábios.
-Ele ainda fala com você, Yuu?
-Não. Parou de falar quando te viu "roubando" um beijo meu.
-Compreensível. Continue.
-Tokyo não tinha nada haver com Mie e, aos poucos, eu fui me adaptando ao novo mundo, bem demais pra falar a verdade. Coloquei um piercing no lábio, outro no umbigo, deixei o cabelo crescer e pouco tempo depois fui convidado pra entrar no the GazettE.
"Eu me dei bem com todos os integrantes, até mesmo com você que era o mais... Reservado. Nós nos entendíamos bem musicalmente e convivíamos em harmonia, mas nunca houve uma maior aproximação, por nenhuma das partes.
" O tempo passou, a banda ficou famosa e os fanservices se tornaram uma marca da GazettE, mas a minha ideia sobre homossexualidade continuava a mesma. Imagine qual não foi a minha surpresa ao descobrir que dois dos meus amigos mais próximos estavam namorando? Foi um puta choque! Eu fiquei assustado, irritado e indignado, mas uma ínfima parte do meu coração ficou feliz por eles terem confiado em mim, mesmo sabendo sobre o meu modo de pensar.
"Menos de um ano depois eu presenciei aquela cena... Foi a primeira vez que eu vi dois homens se beijando, sendo que um deles era meu companheiro de banda! Eu surtei. Foi uma avalanche de sentimentos. Raiva, medo, nojo... Quando eu dei por mim já tinha falado tudo aquilo, e o que mais me deixou com raiva foi a sua falta de reação."
-Tá dizendo que a culpa é minha?!
-Não! Mas entenda: você sempre foi um mistério pra mim! Extrovertido e retraído ao mesmo tempo, distraído e observador... Eu nunca te vi erguer a voz, mesmo nas sistuações mais estressantes. Você nem parecia humano! Eu só queria saber o que havia por trás da máscara "Uruha",e pra isso eu usei de todos os meios possíveis.
Ele passou a mão pelos cabelos, repuxando-os.
-Ok. E o que te levou a optar por uma trégua? Porque eu tenho a leve impressão de que não foram os constantes sermões do Kai.
-Bom, eles tiveram lá sua utilidade, mas o motivo real foi ver aquela raiva contida no seu olhar quando ele disse que apenas nós ensaiaríamos. Pode parecer estranho, mas eu só queria te ver calmo de novo.
Silêncio.
-Yuu?
-Sim?
Ele se levantou e parou na minha frente.
Antes que eu pensasse em raciocinar um soco me atingiu em cheio no lado esquerdo do rosto.
-Você é um imbecil! Será que em nehum momento passou por essa sua cabeçinha infantil que você poderia ter fodido com a banda por causa dessa idiotice?! Eu tive que aguentar três anos de provocações ridículas por conta de um capricho besta?! Porra, Yuu! Se quisesse me ver perder o controle era só ter me batido. Eu arrebentaria sua cara ali mesmo e nós estaríamos bem! Qual é! Vá se foder, Aoi!
Se eu mesmo não estivesse presenciando aquela cena, jamais acreditaria. Seu rosto estava vermelho de raiva, seus lábios entreabertos e suas mãos estavam fechadas em punho.
Não pude evitar sorrir. Então ele é uma pessoa normal? Com defeitos, qualidades e variações de humor? Surpreendente.
-Qual é a graça, Yuu?
Agora ele estava de braços cruzados, a sobrancelha erguida e um biquinho emburrado nos lábios.
Não disse nada. Apenas me levantei e envolvi-o num abraço apertado.
-Me desculpe, Kou. Eu sou um idiota.
Pude ouvi-lo suspirar antes de envolver minha cintura, escondendo o rosto na curva do meu pescoço.
-Ainda bem que você sabe — sussurrou contra minha pele.
Nos afastamos vários minutos depois.
-Você me perdoa? — perguntei.
Ele sorriu.
-Vamos recomeçar do zero. Eu estou disposto a passar uma borracha em tudo pra nós tentarmos ser amigos. E você?
-Eu também estou disposto a isso.
Ganhei mais um dos seus sorrisos radiantes.
-Ótimo! Então vamos jogar boliche.
Sorri e acompanhei-o. Talvez aquele fosse o momento certo pra recomeçar.
U&A
Meu celular vibrou e eu o atendi rapidamente.
-Fala chibi!
-Chibi é a tua vó seu puto! Onde vocês estão? E por que o celular do Uruha está desligado?
-Ele está terminando de se arrumar e o celular está sem bateria.
-Bom, avisa pra ele que os meninos da GB não vêm.
-Ok.
-Ah! Se você pretende sair daí antes da uma da manhã, é melhor apressá-lo.
-Vou fazer isso.
-Não demorem. Bye.
Rolei os olhos antes de desligar.
-Kou, já está pronto? — gritei da sala.
-Só falta a maquiagem.
Suspirei. É. Pelo visto Ruki tinha razão.
Me encaminhei para o cômodo que estava com a porta entreaberta.
-Posso entrar?
-Claro.
Uruha se admirava no espelho, exatamente como na noite anterior.
-Ei! Você é meio narcisista, não?
-Completamente. Sou viciado em espelhos.
-O Ruki disse que os meninos da Golden Bomber não vão — informei.
-Sério? Que pena.
Sorri.
-Diga adeus à sua noite de sexo, Kou!
-Ah, tudo bem. Depois de ontem eu estou bem mais tranquilo.
-Sorte a sua. Agora quem está louco por sexo sou eu — reclamei.
-Mas pra você é bem mais fácil, Aoi. Hoje a boate vai estar cheia de belas garotas, é só escolher.
Me joguei sobre sua cama, apoiando-me nos cotovelos.
-Estou cansado dessas aventuras de uma noite, quero algo mais.
-Namoro?
-É! Sinto falta de dormir de conchinha, telefonemas melosos, trocar carinhos constantes... Eu sou carente, você sabe.
-Sei. Todas as suas ex reclamavam.
-Verdade... Será que o problema sou eu?
Ele me fitou de esguelha.
-Não viaja! Você é bonito, talentoso e famoso. Qual é a mulher que não quer um cara assim?
-Às vezes eu acho que é esse o problema. Elas se encantam pelo Aoi do the GazettE, mas quando conhecem o Shiroyama Yuu se decepcionam.
-Eu meio que entendo. Acontecia comigo também, na época que eu ficava com garotas.
-Não acontece mais? — eu estava curioso.
-Vamos dizer que hoje em dia meus problemas são outros.
-Exemplo?
-Ahn... A imagem da banda. Eu não posso me envolver com qualquer um, tenho que tomar cuidado redobrado, etc. Além dos clichês! Longas turnês, muito tempo longe, traição...
-Achei que homens não se importavam com isso.
-Mas eles se importam. E eu não consigo ficar sem sexo durante muito tempo, então acaba sendo inevitável.
Me larguei de vez sobre o colchão e fechei os olhos.
-Vai soar muito estranho se eu disser que é nessas horas que eu sinto inveja do Reita e do Ruki? Eles são tão sortudos!
Uruha riu soprado.
-Acho que todos nós sentimos uma pontinha de inveja. O relacionamento daqueles dois serve de exemplo pra qualquer casal.
-Eu queria que algo do gênero acontecesse comigo.
-Toda laranja tem a sua metade, lembra? A nossa deve estar perdida por aí — brincou.
-É, talvez.
Passamos alguns minutos em silêncio depois disso, até ele voltar a se pronunciar.
-Estou pronto. Vamos?
-Oh! Finalmente.
U&A
-Porra! Isso porque eu pedi pra vocês não demoraraem — ralhou o chibi.
Estávamos na área VIP da boate. Ruki descansava a cabeça no ombro do namorado e Kai se ocupava em brincar com o copo de whisky.
-A culpa é do Uruha! Ele dirige feito uma tartaruga — acusei.
O loiro apenas rolou os olhos.
-Você sabe que eu gosto de fazer tudo no meu tempo.
-Ou seja: lento — provoquei.
-Não sou lento! Só gosto de fazer tudo com calma.
-Tudo mesmo, Kou-chan? — perguntou Kai com um sorriso travesso nos lábios.
-Bom, tudo menos isso que você pensou. Sexo pra mim tem que ser forte, violento e selvagem.
Ainda bem que estava escuro, porque eu tenho certeza que virei um pimentão.
Peguei o copo de whisky de Ruki — que estava dando sopa em cima da mesa — e virei num único gole.
-Você não vai beber, Kou? — o chibi perguntou.
-Não posso. Estou dirigindo, lembra? E eu prometi ao Aoi que o levaria pra casa em segurança.
-Fico feliz de ver vocês assim, numa boa — Kai sorriu, radiante.
Eu e Kouyou trocamos um sorriso cúmplice.
-Uru, vem dançar comigo? — pediu Ruki.
-Claro. Voltamos daqui a pouco — avisou-nos.
O menor se despediu de Reita com um longo selinho e puxou Uruha em direção às escadas que levavam à pista de dança.
Enchi o meu copo de sakê e me juntei ao loiro de faixa, que agora se debruçava sobre a barra de ferro para observar o namorado.
Os dois dançavam de maneira intimista, nada muito diferente do que ocorria nos palcos. Ruki fazia caras e bocas, se encostava de leve no amigo e às vezes descia até o chão.
-Você não sente ciúmes? — questionei.
Ele suspirou.
-Não. Eu conheço Uruha há exatos 21 anos, ele é praticamente meu irmão, confio nele de olhos fechados.
Dei de ombros e voltei a cravar meus olhos na pista de dança.
Agora Uruha rebolava de costas para o menor enquanto este segurava seu quadril, em seguida deslizando as mãos para as coxas roliças. Kou levou o dedo indicador à boca e mordeu a ponta sensualmente.
Tive que morder o lábio inferior com força para reprimir um gemido que ameaçou escapar por entre meus lábios já entreabertos.
-Aoi, quer um babador? — debochou Reita.
-Eu... não sabia que ele dançava tão bem.
-Tem um monte de coisas que você não sabe sobre ele. Já pensou em tentar descobrir?
Fitei-o aturdido.
-Como assim?
Akira me puxou de volta à mesa e acomodou-se ao lado de Kai.
-Yuu, quantos relacionamentos sérios você já teve?
-Ahn... Cinco. Por quê?
-E por que todos deram errado?
-Por que elas exigiam uma atenção que eu não podia dar. Além dos ciúmes, da desconfiança, das viagens... Mas o que o Uruha tem haver com isso?
-Ele é de dentro da banda, vocês passam muito tempo juntos...
-E agora são amigos — completou Kai.
Demorei um tempo até processar a informação.
-Calma aí! Vocês estão querendo que eu fique com um cara? Ainda por cima meu companheiro de banda?! Nem fodendo!
-Aoi, se eu não me engano era você que estava agora há pouco quase gemendo só por vê-lo dançar, não? — acusou Kai.
-Ei! Você é hetero, deveria me defender!
Os dois se entreolharam e sorriram.
-Quem disse? Sabe o Nao, beterista da Alice Nine?
Meu queixo caiu, e eu só pude arregalar os olhos.
-Você é...
-Bissexual! — ele piscou.
-Oh não! Todos os meus companheiros de banda gostam de homens.
-Sabe, uma vez uma amiga me disse que ninguém pode se considerar 100% heterossexual sem antes ter tido uma experiência homossexual. Foi por causa desse conselho que eu resolvi dar uma chance ao Taka — disse Reita.
-Mas eu tenho plena certeza sobre a minha sexualidade ok?
-Ah, é? Então vai dizer que você não acha o Kou bonito? Que não estava com vontade de estar no lugar do Ruki? — Kai disse tudo isso com a sobrancelha erguida e um ar de descrença.
Quanto a mim? Bom... Eu não tinha argumentos para discutir, afinal, ele estava certo.
-Aoi, não é o fim do mundo! E ninguém está dizendo " agarre o Uruha e o beije aqui mesmo", só estamos falando pra você se aproximar. Uma hora ou outra a curiosidade vai surgir — disse Akira.
-Não vai não! — protestei.
-Vai sim. Seu subconsciente já está falando mais alto, Yuu. É só uma questão de tempo — concordou o baterista.
Apenas revirei os olhos e voltei a encher meu copo.
Quase uma hora depois Ruki e Uruha voltaram a ocupar seus lugares.
-Uau! Fazia meses que eu não dançava tanto — disse o chibi, sentando-se no colo de Reita.
-Acho que eu perdi o jeito. Estou acabado! — refletiu Uruha.
-Você dançou muito bem, Shima. Não concorda, Aoi? — Reita sorriu malicioso.
-Ah, sim. Você dançou excepcionalmente bem! O que acha de começar a fazer as reboladinhas no palco? — sorri.
Ele riu.
-Nem pensar! Você rebola mil vezes melhor que eu. Acho que posso me contentar em ser apenas o guitarrista com as coxas mais sexys do Japão.
-A modéstia mandou um oi, Kou — brincou Ruki.
-O quê? Eu sei que sou gostoso mesmo! E todo mundo que provou aprovou.
Eu tinha plena certeza que meu rosto estava fervendo de tanta vergonha.
-Aoi, quando você provar, nos diga se o produto é tão bom quanto a propaganda — disse Reita.
Fiquei tão nervoso que acabei engasgando com o sakê.
-Vai se fuder, Akira! — ditamos eu e Uruha em uníssono.
As horas passaram rápidas demais pro meu gosto. Quando dei por mim já tinha bebido além da conta, e minha cabeça girava.
Kou havia acabado de voltar de mais uma rodada de dança com Ruki. Seus cabelos estavam bagunçados, com algumas mechas caindo sobre o rosto, e gotas de suor brilhavam em sua pele de porcelana.
Umedeci os lábios inconscientemente e encostei cabeça em seu ombro.
-Uru, me leva pra casa?
Senti uma das suas mãos em meus cabelos, fazendo um carinho gostoso.
-Você está passando mal? — sussurrou próximo ao meu ouvido.
-Hai.
Ele passou um dos braços pela minha cintura, apoiando-me, e se levantou.
-Pessoal, vou levar o Yuu. Vocês ficam?
-Hai — responderam todos.
Uruha deu um meio sorriso e puxou-me levemente.
-Vamos, Yuu. Tchau pra vocês.
-Bye — responderam em uníssono.
Eu não tinha condições nem de me despedir. Minha cabeça parecia prestes a explodir a cada nova batida da animada música eletrônica.
-Kou... — resmunguei.
Ele acelerou o passo e me conduziu com habilidade por entre a multidão dançante.
Poucos minutos depois eu finalmente me encontrava acomodado em seu automóvel.
-Aoi, do que você precisa?
-Café forte, banho e cama. Não necessariamente nessa ordem.
-Você se esqueceu do analgésico.
Fiz uma careta. Odeio tomar remédios! Mas eu não estava em condições de discutir, então apenas dei de ombros.
-Faça o que quiser.
-Isso significa que você está deixando o controle nas minhas mãos? — seu tom era divertido.
Suspirei pesadamente.
-É, Kou. Sou todo seu essa noite.
-Que delícia.
E eu não tive como reprimir um sorriso. Dei um leve tapa em sua coxa.
-Cachorro!
-Au au.
Nossos olhos se cruzaram por um breve momento e então caímos numa gostosa gargalhada, parando apenas depois de longos minutos.
O silêncio se abateu sobre nós em seguida, mas não era algo incômodo, longe disso! Era absolutamente confortável.
Passamos todo o caminho sem trocar uma palavra, só me atrevi a voltar a falar depois dele ter estacionado na minha garagem.
-Kou, posso te fazer uma pergunta pessoal?
-Claro.
As portas do elevedor se abriram e nós adentramos a caixa metálica. Pressionei o botão de n° 15.
-Qual é a pergunta, Aoi? — lembrou-me.
-Ahn... Qual posição é melhor: ativo ou passivo?
E eu percebi que minha noite tinha valido a pena só por aquele momento. Kouyou estava vermelho, mordia o canto do lábio inferior e sua expressão era completamente kawaii.
O elevador finalmente parou e Uruha me puxou para fora.
Tateei as chaves em um dos bolsos e encaixei-a na fechadura sem erro.
-Ei! Você não parece bêbado — acusou-me.
-Na verdade eu estou meio zonzo, mas a cabeça já está melhor. Podemos abandonar o analgésico? — fiz cara de cachorro pidão.
-Tá bom! Mas ai de você se amanhã reclamar de dor de cabeça.
-Não vou reclamar. Prometo.
-Acho bom.
Tirei os sapatos e o loiro me imitou em seguida.
-Vai tomar um banho enquanto eu preparo o café — ditou.
-Ok.
Se ele achava que iria escapar da minha pergunta estava muito enganado.
Vinte minutos depois nós estávamos na minha cama, tomando um café bem forte e quente.
-Kou, você ainda não respondeu minha pergunta — eu disse depois de um tempo.
-Que pergunta? — questionou com o cenho franzido.
Revirei os olhos.
-Sobre qual posição é melhor.
-Ah! Havia me esquecido. Desculpe.
-Ok. E então?
-Bom, eu gosto das duas. Ambas proporcionam sensações maravilhosas.
-Mas ser passivo não dói?
-Dói, claro. Mas depois há o prazer único.
Ergui a sobrancelha.
-Como assim?
-Ah, Yuu! Não dá pra explicar. Só fazendo pra entender. Mas... por quê tanta curiosidade? — sua voz era hesitante.
Dei de ombros.
-Três dos meus companheiros de banda são gays, e o outro é bissexual! Alguma graça tem que ter.
-Ah, você já sabe do Kai?
Encostei a cabeça em seu ombro.
-Ele fez questão de me dizer que está com o Nao! Vem cá, tem mais algum casal naquela gravadora que eu não saiba?
-Vários. Reno e Shin; Shou e Hiroto; Tora e Saga; Kazuki e Yuuto... Entre outros.
Arregalei os olhos. Hiroto? Kazuki? Meus amigos e companheiros de noitadas?
-Chocante — murmurei.
-Tente não surtar com isso, ok?
-Ok.
-Bom, eu já vou indo. Você precisa dormir.
Segurei seu pulso rapidamente.
-Não! — protestei, manhoso. — Fica aqui comigo?
Ele sorriu após ver meu bico e meus olhos pedintes.
-Tá bom! Eu fico.
Me enrosquei debaixo das cobertas, mas Uruha apenas ficou observando.
-Kou?
Um suspiro deixou seus lábios antes dele me imitar.
-Você é uma criança grande, sabia?
Fiz um gesto afirmativo, o sono me dominava.
-Boa noite, Uru.
Um beijo cálido foi depositado em minha testa.
-Boa noite, anjo.
Foi a última coisa que eu ouvi antes de adormecer.
Notas finais
Já estou avisando: o próximo chap vai ser... Quente!
Enfim, reviews e chocolate me fazem feliz *-*
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