Notas iniciais
Em primeiro lugar quero agradecer à Shima Maya pela recomendação perfeita!!!!! Vocês me deixam emocionada, de verdade.
Como todos sabem, esse é o último capítulo. Me despeço aqui dessa fic que sempre terá um lugar especial no meu coração, não apenas por ser a primeira com esse fandom, mas também por tudo que ela me ensinou. Na boa, lá embaixo eu falo mais porque estou meio depressiva no momento.
Enjoy!!!!!!!

Quase dois meses longe de casa. Várias cidades percorridas, diversos shows feitos, uma boa quantidade de brincadeiras idiotas, algumas brigas e muito, mas muito amor.


Depois do incidente em Nagoya — e da minha reconciliação com Uruha — a turnê transcorrera sem falhas. No máximo alguns problemas técnicos, mas nada realmente grave.


Agora finalmente estávamos voltando para nossas casas, com aquela sensação gostosa de dever cumprido. O último live foi perfeito. Os fãs estavam mais empolgados do que nunca, quase um reflexo de nós mesmos. Ruki cantara com tanta emoção que em alguns momentos eu fiquei totalmente arrepiado.


Sorri, repousando a testa contra o vidro. Eu estava absolutamente cansado.


- Eu quero comemorar! Vamos pra uma boate beber, que tal?


Rolei os olhos. Como aquela criatura de apenas 1,62m de altura podia guardar tanta energia acumulada? Pior! Conseguir virar a noite acordado sem demonstrar sinais de cansaço... Eu o invejava.


- Não tenho condições — declarou Kai. — A única coisa que eu quero é cair na minha cama e dormir. Deixemos a comemoração pra outro dia.


- Apoiado — concordei.


- Mas o fim de ano está chegando! Vai saber quando nós vamos nos ver de novo — argumentou o chibi.


Dramático. Kai jamais nos deixava em paz durante mais de quinze dias. Sempre rolava um almoço ou jantar na casa dele.


- Eu estou a fim de ir. Algumas taças de champagne com certeza me fariam bem — disse Uruha.


Minha mão foi segurada discretamente, uma breve carícia sendo depositada nas costas da mesma.


- Akira, você vai? — questionei.


O baixista sorriu, cúmplice.


-Óbvio.


Assenti, apertando a mão do meu namorado de leve, quase como se estivesse lhe dando permissão.


Eu não gostava que ele saísse sem mim, mas também não podia impedi-lo de se divertir. Kouyou sempre foi um cara da noite. Vivia em baladas, barzinhos e saídas com os amigos. Seria difícil abandonar um hábito tão antigo de uma hora pra outra, principalmente por minha causa.


Eu sempre fui uma pessoa caseira. Gosto de ficar em casa, jogar videogame, assistir futebol e fazer amor. Este que se tornara meu hobby preferido nos últimos tempos.


- Não beba muito — alertei.


- Não vou. Te ligo quando chegar em casa ok?


- Tudo bem.


Ruki foi o primeiro a descer da van. Depois Kai, Reita e Uruha. Eu fui o último a ser entregue, me despedindo dos dois membros da staff que nos acompanhavam.


Quando cheguei ao meu apartamento simplesmente me larguei no sofá, não tendo a menor vontade de levantar. Meu corpo clamava por um banho e algumas horar de sono, mas minhas forças eram praticamente nulas.


Não sei quanto tempo fiquei ali, apenas olhando para o teto, oscilando entre um estado de semi-inconsciência e a inconsciência total. Só sei que eu não conseguia dormir. Por mais que meus olhos pesassem e meu corpo permanecesse relaxado minha mente se recusava a desligar por completo.


Me levantei, finalmente tomando vergonha na cara e indo em direção ao banheiro. Talvez um banho bem quente resolvesse o problema.



U&A



2:39 da manhã. O relógio tiquetaqueava no seu ritmo habitual, apesar de parecer extremamente lento para mim.


O banho não ajudara muito. Eu continuava inquieto, me remexendo na cama sem parar. O motivo? Meu namorado lindo e gostoso — até demais — que estava em uma boate com os amigos, provavelmente sendo assediado por homens e mulheres de todos os tipos... Merda! Eu devia ter ido.


Peguei meu Ipod sobre o criado-mudo, coloquei os fones de ouvido e apertei o play, deixando que a introdução de Kurenai* invadisse os meus sentidos. Fechei meus olhos automaticamente, sentindo meu corpo relaxar, os pensamentos se misturando em um redemoinho, desaparecendo pouco tempo depois.


Bocejei, me enrolando bem sob os cobertores, finalmente sendo engolido pela inconsciência.


Acordei com beijos suaves em meu pescoço, me remexendo de forma manhosa.


- Kou?


- Oi amor.


- Já é de manhã?


- Não. O céu ainda está escuro.


Abri os olhos, me deparando com sua face mais corada, sentindo o cheiro de álcool que vinha da sua boca. Fitei o relógio digital, que já marcava 4:15 da manhã.


- Como você entrou aqui?


- Você me deu a chave reserva, lembra?


Verdade. Nós tínhamos a cópia da chave reserva um do outro.


- Hai. Como foi a balada?


- Legal. Mas eu senti sua falta, por isso quis voltar mais cedo — repousou a cabeça sobre meu peito.


Me senti aquecer com o gesto, sorrindo espontaneamente, acariciando os fios castanhos.


- Está carente, amor?


Um suspiro deixou seus lábios.


- Eu vivo carente de você. Não sabia que amar criava toda essa dependência.


Deixei que uma das minhas mãos fosse até sua cintura, ajeitando-o melhor sobre meu corpo. Kouyou tinha a péssima mania de nunca demonstrar o que sentia, só o fazendo quando tinha a ajuda da bebida.


- Não é dependência, meu anjo. Nós quase não tivemos tempo de ficar juntos no último mês, é normal que você sinta minha falta.


Os olhos chocolate encontraram os meus.


- Você não sentiu a minha? — e aquela insegurança era nova. Uruha era o cara mais confiante que eu conhecia.


Acariciei seu rosto.


- Claro que senti, Kou! Vem cá, o que está acontecendo com você?


- É só... Medo de te perder. Aqueles dias ainda estão bem vívidos na minha memória.


Segurei seu queixo, tendo toda sua atenção voltada pra mim.


- Ei, você não vai me perder! O que passou, passou, vamos seguir em frente. Eu te amo, e isso é a única coisa que importa.


Seus olhos brilharam de alegria, um belo sorriso se desenhando em sua face, exibindo os dentes infantis.


- Aishiteru.


- Aishiteru mo — respondi, abraçando-o.


Meus lábios foram capturados em um beijo intenso, porém carinhoso. Sua língua explorava minha boca sem pressa, enroscando-se à minha preguiçosamente, por vezes tocando meu céu.


Embrenhei os dedos entre seus fios, aprofundando ainda mais o ósculo, movendo a cabeça sincronizadamente, mudando o ângulo do beijo.


Durante toda a turnê tivemos poucas noites de sexo, mas todas intensas, independente da posição que assumíamos. Eu não havia tido tempo de mostrar-lhe o meu jeito de fazer amor, mas estava louco para fazê-lo. E pra mim não havia momento mais propício.


Inverti nossas posições delicadamente, sem desgrudar nossos lábios. Uru já se mexia sob mim, procurando mais contato entre os corpos, gemendo baixinho nos breves instantes que eu separava nossas bocas.


Meu joelho ficou entre suas pernas, podendo estimular seu membro sob o tecido grosseiro do jeans, assim como sua coxa fazia com o meu.


- Kou, deixa eu te conduzir? — perguntei, tocando seu rosto com devoção.


- Deixo.


Voltei a tomar seus lábios em um beijo intenso, acariciando sua cintura sob a camiseta. Suas mãos desciam por minhas costas, indo até a linha da lombar e fazendo o caminho inverso, chegando à minha nuca.


Resolvi fazer diferente, desabotoando sua calça e livrando-o logo daquela peça tão incômoda, um breve suspiro de alívio abandonando os lábios de formato incomum.


Minhas unhas relaram a parte interna de suas coxas, vendo a pele se arrepíar com um ato tão simples. Decidi que dessa vez daria atenção especial àquela parte tão bela da sua anatomia, desejando levá-lo ao ponto mais alto do céu.


Afastei suas pernas, dedicando beijos leves sobre a cútis sensível, observando Uruha fechar os olhos, apreciando as carícias. Permiti que a língua escapasse para fora da boca, traçando uma tênue linha até sua virilha, assoprando o local logo depois.


Ignorei a ereção que se formava sob a boxer branca, sempre alternando entre uma e outra, às vezes sendo auxiliado pelas unhas. Era bom ouvi-lo gemer naquele tom tão baixo e manhoso, fazendo caras e bocas que me encantavam


- Yuu... — tocou o próprio membro, fazendo um biquinho adorável. — Aqui.


Neguei com a cabeça, me deliciando ao ver sua expressão emburrada.


- Ainda não. Se você for um menino obediente ganhará a recompensa mais tarde.


- Não ganho nem um beijo?


Sorri, achando incrível aquele tom infantil.


- Beijo pode.


Segurei seu rosto entre as mãos, tendo mais uma vez sua boca se movendo junto à minha. Sua mão achou espaço entre nossos corpos e escorregou até meu membro, acariciando-o por cima da calça.


- Quer que eu tire? — perguntou com o ar mais inocente do mundo.


- Hai.


Ergui o quadril, auxiliando na tarefa de se livrar do tecido que impedia um contato mais próximo, mas para minha grande surpresa ele levou junto a peça íntima, me deixando totalmente exposto.


- Desculpe. Foi sem querer — baixou os olhos, fingindo-se envergonhado. E se eu não o conhecesse tão bem quase poderia acreditar.


Mordi seu pescoço com certa força, arrancando-lhe uma breve reclamação.


- Continua tocando — era pra ser um pedido, mas acabou soando como uma ordem.


Uruha obedeceu, inciando uma masturbação lenta, me fazendo gemer baixo contra sua pele. Um calor absurdo se espalhava por todo meu corpo, e a única coisa que eu queria era me afundar em seu interior.


Tirei sua camiseta apressado, jogando-a em um canto qualquer, dando o mesmo destino à minha. Ataquei seus mamilos logo que tive oportunidade, vendo-os ficarem eriçados rapidamente. Mantinha um preso entre os dentes, beliscando de leve, e o outro em meus lábios, sugando o pequeno botão.


Kouyou gemia quase sem controle, aumentando o ritmo da felação, deixando-me zonzo de prazer.


Me afastei, sorrindo maliciosamente. Sua ereção estava tão evidente entre as pernas que era impossível ignorá-la. Lambi os lábios, tirando sua boxer com uma lentidão torturante, olhando para o pedaço pulsante de carne com desejo.


Inclinei-me em direção ao mebro rijo, aspirando o cheiro característico. Deixei que a língua provasse da glande, deslizando em seguida por toda a extensão e voltando ao topo. Abri a boca, engolindo o máximo que eu podia, sugando logo depois, causando um barulho indecente.


Uru segurou em meus cabelos, incentivando-me a continuar.


Apertei suas coxas, procurando por apoio, e tentei relaxar a garganta ao máximo, proporcionando-lhe mais prazer.


Sua expressão era perfeita. Lábios entreabertos, olhos fechados, a mão livre apertando os lençóis com força, e meu nome sendo repetido como um mantra.


- Yuu, assim eu vou gozar.


Parei a sucção, fitando seus olhos escurecidos pelo desejo.


- Na primeira gaveta — avisei.


Ele assentiu, abrindo o móvel e pegando um tubinho vermelho, entregando-me em seguida.


Espalhei uma generosa quantidade sobre meu membro, deixando-o bem lubrificado, usando mais um pouco para circular sua entrada.


Kouyou não gostava de ser preparado, havia me dito isso na segunda vez que eu assumira a posição de ativo, então eu apenas respeitava seu tempo, tomando cuidado para não machucá-lo.


- Aoi-chan... Vem.


Guiei meu membro até o pequeno orifício, começando a penetrá-lo sem pressa. Era quente e apertado, um verdadeiro teste para o meu frágil auto-controle. Eu sentia o canal estreito se contraindo, querendo explusar o invasor, e só aquilo era o suficiente para me enlouquecer. Parei quando vi todo meu falo envolvido naquela quentura estonteante, me permitindo soltar um gemido de puro tesão.


Kou tinha o lábio inferior prensado entre os dentes, os olhos cerrados com força, deixando algumas lágrimas escaparem pelos cantos.


Beijei os locais onde as lágrimas se acumulavam, em seguida capturando seus lábios em um beijo morno, carinhoso, quase casto. Entrelacei nossos dedos, ouvindo-o suspirar por entre o ósculo.


- Eu te amo — sussurrei ao seu ouvido.


- Eu também te amo — respondeu, encostando nossas testas.


Os narizes roçavam de leve um no outro, os corações batiam no mesmo compasso, em uma sincronia perfeita.


E então su quadril moveu-se, me dando a permissão que eu tanto ansiava. Me retirei quase por completo e voltei em uma estocada profunda, seu lamento de dor preenchendo o quarto.


- Quer que eu pare? — questionei, preocupado.


- Nem ouse! — grunhiu.


Ergui uma de suas pernas à altura do meu quadril, mudando o ângulo das estocadas, deixando tudo mais profundo. O barulho obsceno entre nossos corpos me excitava, e aquela contração deliciosa de seu interior apenas ajudava a tornar o ato mais quente.


- M-Mais rápido, Yuu — implorou.


Obedeci, me jogando com mais força contra seu corpo, fincando as unhas em sua cintura, tentando lidar com todo o prazer que me envolvia. Kami! Aquilo era a mais pura insanidade.


Uruha gritou, jogando a cabeça para trás, me pedindo para repetir o movimento anterior. E eu soube que tinha acertado sua próstata.


Sua outra perna circulou minha cintura e suas mãos puxaram meu tronco para baixo, deixando nossos rostos próximos.


Voltei a estocá-lo, sempre atendendo seus pedidos de "mais". "Mais fundo", "mais rápido", eram as únicas coisas que eu conseguia entender entre tantas palavras desconexas.


Minha mão encontrou seu membro até então negligenciado, iniciando uma felação rápida, tentando sincronizá-la no mesmo ritmo das estocadas insanas e do ritmo frenético que nossos corpos insistiam em impor.


Suas unhas quase rasgaram minhas costas com os arranhões, assim como meus braços. Mas não importava. Porque eu adorava ver sua expressão de descontrole.


- Ahhhhh! Yuuuuu! — seu sêmen jorrou em minha mão e abdomên.
A pressão que sua entrada exercia tornou-se quase insuportável, fazendo com que em duas ou três estocadas mais profundas eu me desfizesse ali, chamando por seu nome.


Ainda me movi durante algum tempo, prolongando o estado de êxtase, parando aos poucos, despencando sobre seu corpo.


- Yuu, tá machucando.


Retirei-me de seu interior lentamente, mais uma vez observando o líquido esbranquiçado escorrer entre suas pernas.


- Pervertido — murmurou, estendendo os braços em minha direção.


Beijei sua testa carinhosamente, deitando-me ao seu lado e aninhando sua cabeça sobre meu peito.


- Eu te amo muito, meu patinho — selei seus lábios.


- Também te amo, meu anjo — bocejou, esfregando os olhos.


- Descanse, Kou. Você precisa dormir.


- Não vai me arrastar pro banho? — perguntou, beijando meu pescoço.


Sorri.


- Hoje não.


- Que bom. Eu estou meio sem forças no momento.


Acariciei seus cabelos, apertando sua cintura de leve.


- Durma.


- Só mais uma coisa... Eu quero acordar com café da manhã na cama, pode?


Mordi sua bochecha, fazendo-o rir.


- Pode — tomei seus lábios para mim mais uma vez, aprofundando o ósculo, acariciando seu rosto com a ponta dos dedos. — Boa noite, Kou-chan.


- Boa noite, Yuu-chan.


E menos de cinco minutos depois eu sentia sua respiração regular contra minha pele, denunciando um sono profundo.


Eu não me preocupava com os lençóis sujos, tampouco com o fato de estarmos completamente suados. A visão do meu anjo dormindo tão tranquilamente me fazia esquecer de qualquer coisa.


Depois da explicação que Ruki nos deu sobre a aposta foi impossível não fazer uma retrospectiva, notando que o baixinho tinha razão em muitas coisas. E provavelmente sem a sua ajuda nós não estaríamos juntos.


O caminho até aqui não foi fácil, por isso eu fazia questão de aproveitar cada sorriso, cada beijo, cada toque, cada noite de amor compartilhada sob os lençóis...


Não tenho uma bola de cristal para saber quanto tempo vai durar, principalmente com nossas personalidades sendo tão opostas. Mas a certeza de que nós dois estamos dispostos a ceder um pouquinho de cada lado para fazer a relação dar certo renova meus ânimos.


Trilharíamos nosso caminho juntos, rumo a um futuro desconhecido...


Em busca do nosso próprio final feliz.



Fim


Notas finais
*Música do X-Japan. É a minha preferida deles.
Acabou! *chora*
Só quero agradecer MUITO a todos vocês que acompanharam, ajudaram ,apoiaram, mandaram comentários lindos e me fizeram extremamente feliz com tantas recomendações, porque eu sinceramente nunca pensei que essa estória teria tanta repercussão. E com certeza foi uma surpresa muito agradável. O epílogo vai acontecer sim, mas eu não sei quando, por isso a deixo como terminada hoje.
E eu não sei mais o que dizer, a não ser obrigado. Por acreditarem em mim e darem uma chance a essa fic, porque quem escreve sabe o que nós ficwritters enfrentamos, sendo o bloqueio mental um dos grandes vilões nessa trajetória. Porra! Eu estou chorando ok? Então me façam feliz e me mandem suas opiniões uma última vez.
Reviews e chocolate me fazem feliz *-*
Até breve meus amores ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!