Jinkan ni Tassuru - Alcançando o tempo
1 Capítulo 1 Dezesseis anos
Notas iniciais

– Aii!!! Doeu! — meu braço deslocado acabava de voltar para o lugar sem um pingo de piedade.
– Ai nada! — repreendeu a tia Sakura — Vai matar sua mãe do coração se ela te ver neste estado.
– Ah tia Sakura ou eu partia pra cima deles ou eles escapavam'dayo — disse como dos dedos erguidos em sinal de vitória.
– Ou você podia ter acatado as ordens do Lee-sensei — Itachi-kun estava parado na porta do quarto com aquela cara de tacho dele, como ele parecia com o tio Sasuke — Se eu não tivesse lhe dado os primeiros socorros estaria sem braço agora.
– Hummmm! — dei a língua para ele.
– Aonde já se viu tentar impedir sozinha sete ninjas rank S, tinha que quase perder um membro.
– Esta vendo tia Sakura como ele é — joguei o travesseiro nele, apenas desviou — O importante é que tudo deu certo.
– Por que eu te salvei.... de novo.
– Já chega vocês dois — tia Sakura tinha acabado de enfaixar meu braço, levantou colocando um band-aid no meu rosto nem um pouco cuidadosa. Ai. — Desse jeito vão acabar casando.
Quuuuuuue!
– Tttttttiiia Saaakurrraa! — o que ela estava dizendo na frente dele?!
– É toda falante e sapeca, mas no fundo é igual a sua mãe — passou a mão na minha cabeça, droga não tive coragem de olhar para ele — Está bem querido? Já foi atendido.
– Sim mãe não se preocupe eu sou obediente– essa foi pra mim, han!... virei o rosto.
Todos diziam isso de mim; O quanto eu era hiperativa e não aceitava as ordens do que eu achasse que não era certo, mas todos sempre acabavam dizendo que era uma grande qualidade que eu havia herdado do meu pai, o grande sexto Hokage.
– Lee-sensei está nos esperando para levarmos o relatório até a Hokage-sama. — Itachi-kun se aproximou. — Vamos?
– Hai hai.... — levantei — Até mais tia Sakura!
– Até breve querida! — respondeu com um aceno.
O que era verdade, eu sempre acabava no hospital após uma missão. Sempre.
Lee-sensei estava junto com a Lina-chan na recepção, provavelmente assinando a papelada de saída do hospital.
– Lee-sensei, Lina-chan ! — gritei chamando a atenção deles.
– Ku-chan já está melhor? — Lina-chan veio até a mim segurando minhas mãos — Seu braço estava horrível.
Lina-chan minha melhor amiga e minha companheira de equipe. Ela é linda apesar de ser fofinha muitos rapazes ficam doidinhos com ela, o mais bonito era seu longo cabelo castanho claro, que geralmente ela mantinha trançado.
– Estou novinha em folha, tia Sakura é a melhor! — disse — Somente você se preocupa comigo.
Olhei com uma cara muito feia para o Itachi-kun.
– Ku-chan isso é que é maldade, todos sabemos que o Itachi-kun é louco por você — Lina-chan sussurrou em meu ouvido.
– Lilililina-chan!
Mas que coisa, só porque nos conhecemos desde que usávamos fralda não quer dizer que eu gostasse dele. Tá, eu gostava dele.... ele era irritante, mas era maravilhoso quando queria. E era meu melhor amigo, quem ira resistir?.... Aiiii!.
– Ai a juventude — Lee-sensei colocou a mão em meu braço — Vamos time Lee, temos que reportar a missão ao Hokage.
Lee-sensei estendeu a mão para que todos nós tocássemos.
– Osu!!– gritamos, menos Itachi-kun que detestava fazer isso principalmente em público como agora.
Nos éramos considerados o time Chunin de novatos mais forte. Graças as nossas especialidades em nossos clãs, Lina-chan era a filha caçula do tio... Chouji-sensei, especialista na técnica baika no jutsu, Itachi-kun levava a responsabilidade de um clã que uma vez foi manchado, os Uchiha, ele treinava muito para sempre se superar, acredito que não queira essas responsabilidades para suas irmãs Nozomi e Mazomi as gêmeas que tinham apenas cinco anos, que alías eram lindas, puxaram o tio Sasuke, mas tinham os olhos verdinhos da tia Sakura. E eu era a futura líder do clã Hyuuga assim como minha doce mãe, a quem eu admiro muitíssimo.
Eu era conhecida como o Byakugan azul, meus olhos fogem as regras do clã, eu era extremamente parecida com a minha mãe fisicamente tínhamos o mesmo tom de cabelo comprido, minha pele era clarinha como de minha mãe, mas meus olhos eram azuis exatamente iguais aos do meu pai, como eu via nas fotos. Quando nasci minha mãe disse que pensou que eu não tivesse nascido com o Kekkei genkai, afinal, nunca nenhum Hyuuga havia se envolvido com alguém de outro clã, até que um dia quando eu tinha quatro anos minha mãe chegou em casa e me viu perfurando a parede para pegar uma pedrinha que estava dentro, eu estava com a veias perto de meus olhos altas e a parede de concreto tinha mais de cinquenta centímetros de espessura.
Nem a vovó Tsunade pode dizer como meus olhos tinham essa cor, minha mãe sempre dizia que era um presente que meu pai havia deixado, tanto para mim como para ela.
Chegando ao prédio da Hokage fomos direto para sua sala. Vovó Tsunade estava como sempre sentada em sua mesa com pilhas de papeis e pergaminhos para verificar.
– Hokage-sama – Lee-sensei fez uma reverência e nós o acompanhamos – Aqui está o relatório da missão de investigação do país da água.
Lee-sensei entregou o pergaminho e a vovó Tsunade leu rapidamente.
– De acordo com que a senhora pode ver – continuou Lee-sensei – Está clara a traição da aldeia da névoa com o senhor feudal do fogo. Os ninjas que conseguimos capturar já estão sendo enterrogados por Nara Shikamaru e Yamanaka Ino.
Traição.
A paz que o sexto Hokage havia construído na grande guerra contra Madara estava se desfazendo pouco a pouco. Todo aquele companherismo se foi desde o ataque da vila da rocha a dezesseis anos atrás, tendo em consequência a morte de sexto Hokage. O que poderíamos esperar afinal, a grande maioria das pessoas tinham o incrível dom de esquecer suas palavras e o mundo shinobi voltou a discórdia e a desconfiança que sempre foi entre as aldeias. Menos com Suna Gaara-sama jamais permitiria que isso acontecesse enquanto estivesse vivo, em memória do sexto.
Vovó Tsunade ficou por um tempo com os braços sobre a mesa com a cabeça encostada nas mãos, era assim que ficava sempre que tinha que tomar uma decisão difícil.
– Lee, seu time terá uma nova missão amanhã até a vila da névoa, teremos que investigar mais a fundo. Se for como estamos pensando, não vejo outra saída a não ser terminar definitivamente o tratado de paz com a Mizukage.
Em nossa missão descobrimos que a vila da névoa estava fornecendo armas e ninjas para um ataque direto ao senhor feudal do fogo. Com a sua morte nosso país inteiro estaria vulnerável, e não teríamos outra reação que não fosse a guerra, guerra só gera outra ainda maior, pois os aliados da névoa ficariam contra nós assim como os nossos contra eles.
– Sim Hokage-sama, hoje mesmo terei a resposta de Shikamaru, e amanhã partiremos.
– Estão dispensados – disse vovó Tsunade.
– Ichiraku!!!! – disse para quebrar um pouco o clima – Hoje é o Lee-sensei quem paga!
Lee-sensei fez uma cara triste, eu sempre fazia um estrago no tio Ichiraku.
– Espere um pouco Kushina, preciso falar com você — vovó Tsunade nos interrompeu quando já estávamos na porta.
– O meu já sabem é dois duplos de porco – acenei enquanto saiam e voltei para perto da mesa.
– Pode dizer Hokage-sama.
Vovó apenas abriu a primeira gaveta a direita, pagando uma pequena caixinha abrindo para que visse o conteúdo.
– Aqui minha querida está completo.
Senti meus olhos se encherem de lágrimas, depois de seis anos eu havia encontrado todos os pedacinhos, todo o esforço, as várias dores de cabeça que fiquei por forçar meu byakugan valeram a pena, lá estava a joia que prendia em um cordão, o colar do primeiro Hokage, que uma vez foi do meu pai.
Aqui nos fundos do prédio Hokage encontrei uma pequeno fragmento esverdeado, curiosa levei até vovó.
Ela me disse que era do meu pai e toda feliz perguntei se teria como consertar, "Apenas se eu encontrasse todos os fragmentos", disse ela.
"Eu vou conseguir" foi o que respondi, " Vou resgatar essa lembrança do meu pai e do seu avô, vovó".
Não foi fácil. Passei anos procurando estavam espalhados por quase toda vila, eu ficava verificando cada pedacinho, cada monte, verifiquei o subsolo de Konoha inteira, e essas últimas vezes que levei, até Yamato-sensei sempre me dizia que ainda faltava essa última dessa vez foi a última.
Vovó Tsunade levantou de sua cadeira e com o colar na mão colocando-o em mim.
– É seu – disse.
– Mas vovó era do seu...
– Não, é seu agora – sem eu esperar vovó me puxou dando um beijo em minha testa – Tenho certeza que será uma grande Hokage.
Meu rosto queimou, sim, meu verdadeiro sonho era ser a sétima Hokage. Como meu avô e meu pai, não queria assumir o clã, além disso, não existia mas a diferença entre a bouke e a souke no clã Hyuuga desde que a mamãe se tornou a líder, um dos meus primos poderia ficar no meu lugar.
– Considere isso como um presente de aniversário
– Obrigada vovó.
– Era apenas isso querida, vá antes que seu lámen esfrie.
Abracei a vovó e sai correndo para logo saltitar pelos telhados, parei um instante para pegar a pequena pedra e admira-la, virei para o monte Hokage que estava atrás de mim, sim o meu rosto estaria ali ao lado da vovó Tsunade, do meu avô Minato e do meu pai Uzumaki Naruto.
***
– Finalmente chegou – Tio Ichiraku estava todo contente enquanto eu entrava na barraquinha.
– Oi tio, capricha no meu em!
Delícia, eu adorava o lámen do Tio Ichiraku o único que era melhor era o da mamãe. Humm!!!
– O seu colar, conseguiu juntar, essa foi à última? – perguntou Itachi-kun.
– É, você esta olhando para o colar da futura Hokage.
– Com certeza – disse Lina-chan.
– Iremos nos encontrar no portão da vila as oito para irmos a missão — Lee-sensei estava anotando em seu bloquinho.
– Hai – eu não respondi estava de boca cheia, hahah.
Tio Ichiraku colocou uma outra tigela na minha frente, eu não havia pedido outro.
– É meu presente de aniversário adiantado, já vai estar fora. Dezesseis anos não é?
Senti uma mão em minha cabeça.
– Sim, Ku-chan está virando uma mocinha! – virei o rosto e vi a cabeleira loira de Daisuke-kun tinha acabado de entrar junto com Anne-chan estava com Miro, o mais novo filhote de Akamaru.
– Daisuke-kun, saindo com a namorada é? – perguntou Lina-chan.
– Sim Lina, estou com a minha namorada, e acabei de fechar a floricultura já que minha mãe esta ocupada.
– Vamos comer um pouco aqui também Daisuke-kun – disse Anne o abraçando, como assim eles não se sentiam constrangidos de ficarem assim na frete de outras pessoas?!
– Claro amor, Tio Ichiraku dois de legume, poderia ver um pouco de carne para o Miro.
– AU AU!!! – latiu, com certeza entendeu a parte da carne.
– Tio Kiba, digo Kiba-sensei não disse que iria matar você se o visse com a Anne-chan de novo? – perguntei enquanto os dois sentavam.
– Foi uma conversa longa Ku-chan – respondeu Anne-chan – Mas papai entendeu que nosso amor é verdadeiro. Portanto que eu chegue cedo em casa para responder seu interrogatório, não é amor?
Anne-chan amarrou seu longo cabelo castanho dando um beijo bem demorado no Daisuke-kun, virei o rosto, sentia vergonha por... ela...
O restante do fim da tarde foi tranquila, nos despedimos e fui para casa. Seria melhor descansar amanhã seria um loooooongo dia.
Passei pelos portões do clã Hyuuga indo para a minha pequena casa que era afastada do restante do clã, havia sido construída assim para que meus pais tivessem mais privacidade.
Mamãe ainda morava lá comigo, apesar do falecimento do papai, não quis voltar para a casa principal.
– Tadaima!! – gritei assim que abri a porta.
– Okaeri Kushina. – mamãe estava de avental vindo da cozinha.
– Hum, que cheiro bom?
– Estou fazendo um bolo para amanhã, aniversariante!
– Mas amanhã tenho que sair cedo, vovó Tsuande nos deu uma nova missão.
– Não seja por isso, comemoraremos hoje! – dizendo isso pegou um pequeno palito para espetar o bolo no forno – Está quase pronto.
Puxei a cadeira para me sentar.
– Olha aqui mãe – levantei o colar.
– Que ótimo querida, conseguiu – ela segurou a pequena pedra por uns estantes – Viu, seu pai ficava lindo com ele.
– Ah, meu pai era muito gato, não sei o que as garotas viam no tio Sasuke, só você tem bom gosto mãe.
– O Itachi-kun também é bem popular. – disse sorrindo para mim, droga ela sabia... eu sei que ela sabia. — Que isso no seu braço querida?
– Ha... ha... nada não mãe eu bati com braço e desloquei, mas já está tudo certo tia Sakura já me atendeu...
– Você não sabe mentir. – sorriu.
E por fim contei a verdade à ela, como eu havia sido encurralada e um deles havia me imobilizado e quase arrancou meu braço, se não fosse Itachi-kun, Han... eram sete contra uma e deixei quatro deles com a cara no chão.
O bolo, como tudo que minha mãe fazia, estava uma delícia, ela também me contou seu dia, papelada e papelada que não acabava mais. Brindamos o meu futuro dezesseis anos, e guardei uma parte para levar para o meu time amanhã. Ajudei minha mãe com a louça e fui para meu quarto descansar.
Depois de um banho coloquei meu pijama e sentei em minha cama, puxei da pequena estante que ficava ao lado o álbum da minha avó Kushina, a qual eu recebi o nome. Engraçado ficou igual, Uzumaki Kushina, como o do Itachi-kun com o seu Tio. Vovó Tsunade foi quem me entregou esse álbum como ainda tinha bastante espaço tinha muitas fotos minhas que eu coloquei, porém eu sempre abria para ver as fotos dos meus avôs e a de meus pais. Adorava a dos meus avôs, quando a vovó estava grávida do papai, corri as folhas, sábia exatamente qual eram as páginas, mamãe também tem uma parecida com o papai quando estava grávida de mim, ah tem também a primeira foto depois de uma semana de namoro deles, a primeira foto do time sete que tia Sakura me deu, ah.... a foto do casamento! Meus pais casaram junto com os pais do Itachi-kun, minha mãe estava linda, radiante com seu vestido branco em todas as fotos.
Aqui as últimas fotos do meu pai, foram tiradas na sala do hospital, ao lado de minha mãe na cama, estavam tão sorridentes, era o dia marcado para meu nascimento, o mesmo dia em que a vila foi atacada, o dia que meu pai se foi... meu aniversário.
Escutei batidas na porta.
– Posso entrar querida?
– Pode abrir mãe.
Mamãe fechou a porta, sentou comigo na cama.
– Vim apenas desejar boa noite querida – beijou minha cabeça – Vendo seu álbum?
– É sempre ficamos assim nessa época não é mãe?
Apesar dos sorrisos sei que minha mãe não passava um dia sem pensar em meu pai, ainda mais amanhã, é um dia tanto feliz como triste para ela.
Tia Sakura me contou que minha mãe tentou lutar na noite do ataque mesmo estando grávida, porém entrou em trabalho de parto no meio do campo de batalha, eu imagino como ela se sentiu comigo nos braços, recebendo a noticia da morte do papai. Ela o amava muito, eu vejo isso em seus olhos e em seus gestos. Tia Sakura me contou algumas vezes o quanto foi difícil para minha mãe, eu gosto muito dela e do tio Sasuke, são meus segundos pais. Tio Sasuke sempre esteve comigo quando precisei de um, apesar de não ser a mesma coisa...
– Se parece muito com ele... tem o mesmo jeitinho...
– Todo mudo diz isso mãe... eu queria muito tê-lo conhecido.. muito – passei meus dedos nas fotos, minhas lágrimas começaram a escorrer do meu rosto, minha mãe me abraçou.
Fiquei abraçada com a minha mãe na cama, até que não sei quando peguei no sono.
*****
Eu era a primeira a chegar, sempre. Peguei a pequena esponja e comecei a limpar o túmulo do pai. A grande chama de predra aonde ficavam os Hokages.
– Oi, pai quanto tempo a gente não conversa? – continuei a esfregar – Trouxe um pouco do lámen do Ichiraku de ontem papai eu sei que o senhor adora´dayo. Eu comi três de porco ontem! E tinha que ver a minha última missão, dei uma surra neles!
Peguei o pequeno pote da minha mochila o colocando em cima da parte que já havia limpado.
– Sabia que a Anne-chan conseguiu o consentimento do tio Kiba? Me pergunto como o senhor ficaria... se isso acontecesse comigo...
– Eu acho que ele aceitaria numa boa... – Itachi-kun estava atrás de mim no cemitério, não o vi chegar – Ou não... sabia que você estaria aqui. Para você.
Levantou de uma de suas mãos que estavam escondidas, um buquê de Jasmim, minhas favoritas.
– Feliz aniversário.
Levantei para pegar sentindo um pouco o aroma.
– Muito obrigada, pediu ao Dai-kun que madrugasse hoje é?
– Já havia combinado com ele há mais de um mês, eu querias apenas as melhores...
Apesar de nossas implicâncias era isso, esses pequenos gestos de carinho que me fizeram estar apaixonada por ele.
Me abraçou, eu apenas encostei a cabeça em seus largos ombros, era um dia difícil para todos na vila. Para mim...
– Lee-sensei já está nos aguardando – disse comigo ainda em seus braços – Eu o vi no portão quando vinha para cá.
– Vou apenas acender o incenso, vem comigo guardar as flores lá em casa?
Concordou com a cabeça.
Após acender a pequena chama votei para casa para guardar minhas lindas flores em meu quarto, sem evitar de corar, afinal ele estava comigo, logo fomos para entrada da vila, minha mãe já não estava em casa.
Como Itachi-kun disse Lee-sensei já estava no portão.
– Ohayo sensei!!
– Ohayo Kushina-chan, feliz aniversário – Lee-sensei me entregou um pequeno embrulhinho abri e tinha um lindo par de argolas – Obrigada sensei.
– Ku-chan – Lina-chan vinha correndo me agarrou me levantando do chão – Parabéns amiga!!! Muitos anos de vida.
– Obrigada Lina-chan – "ai, está machucando"
– Deixei seu presente com a sua mãe, um vestido lindo, eu sei que você não gosta mais esse é lindíssimo, é a sua cara, promete para mim que vai usar quando voltarmos? Promete?!
– Bem...
– Promete? – segurou as minhas mãos com os olhos arregalados, não resistia a eles.
– Tudo bem... — Me abraçou de volta.
– Vamos Time, está na hora – Lee-sensei estendeu o braço, cada um colocou as mãos em cima da dele.
– Osu!!!!
E saímos saltitando por entre os galhos das árvores.
A viagem para o pais da água levaria 5 dias era uma longa caminhada. A tarde demos uma parada para comermos e desancarmos um pouco. Ofereci o bolo que a minha mãe havia feito, e eles cantaram parabéns para mim.
Senti algo estranho, virei já pegando um par de kunais jogando a minha direita, veio várias na minha direção de volta, uma raspou em minha coxa esquerda cinco ninjas estranhos surgiram por ente às árvores, todos nós ficamos em posição de ataque, ativei meu Byakugan, não fui a única atingida pelas kunais, Lina-chan também estava com um ferimento assim como Itachi-kun.
– São eles — disse um deles mascarado – Suiton Jutsu Dragão Marinho
Uma grande Onda surgiu em um formato de dragão nos empurrando.
– Hakkeshou Dai Kaiten! Vão! – tentei dar espaço para os outros correrem deixando um caminho.
Porém perdi o controle, minha perna ferida, uma dor aguda e uma queimação subiram por ela, meus braços ficaram moles e não consegui mais rotacionar, havia veneno na Kunai que me atingiu e muito forte, minha visão estava começando a ficar turva.
A água me levou para longe, fazendo com que eu batesse nas árvores, podia escutar as outras batalhas, Lina-chan, ela também foi envenenada! Senti algo me puxando pelos cabelos. O ninja que me havia atacado.
– Katon Goukakyuu no Jutsu – Itachi-kun
Uma alta chama passou por mim, o ninja inimigo desviou do golpe me deixando para trás, Itachi-kun me pegou nos braços e me levou para cima de uma árvore, atacando novamente de longe, porém ele perdeu o equilíbrio e nós dois caímos.
– Itachi-kun! — coloquei as mão em seu rosto ele estava suando frio, quase desmaiando, o veneno!
– Pegue a garota – o shinobi mascarado estava diante de nós.
– E o que eu faço com o garoto? – perguntou outro shinobi loiro de cabelo comprido.
– Mate-o
Não!!!
Juntei todas as minhas forças para tentar levantar, eu podia ver, o veneno já estava em quase toda corrente sanguínea de Itachi-kun ele não iria conseguir se mexer! Eu tinha que salva-lo.
– Raiton Jutsu Punho dos deuses celestes.
Das mãos do Shinobi surgiu um grande redemoinho em raio, pareciam fagulhas. Por causa do som. Eu levantei não permitiria que fizessem mal ao Itachi-kun.
– Quer lutar? — disse o loiro — A kunai pegou de raspão em você de propósito, precisamos de você apenas respirando por enquanto.
De mim? Como assim, minha mente estava muito confusa minha respiração estava se tornado pesada. Juntei minhas mãos com o selo.
– Kage bunshin no Justsu!
Estendi minha mão e meu clone começou a girar as mãos enquanto eu concentrava o chakra. Estava pronto, desfiz meu clone, comecei a ver apenas vultos. Senti meu inimigo se aproximando pulei para dar meu golpe.
– Rasengan!
Não sei como, porém meu rasengan colidiu com o golpe dele. Ficamos algum tempo assim com uma grande quantidade de chakra ao nosso redor. Não aguentei, estava fraca.
Foi então que tudo explodiu e fui arremessada para longe, tudo estava em um imenso clarão, não sentia mais nada, não via mais nada.
Havia apenas o branco.
Será que eu havia morrido com golpe?
"Itachi-kun."
Veio a imagem dele a minha mente, abri meus olhos. Pude vê-lo perto de mim, a explosão também o atingiu. Agarrei no que acredito ser sua braço, e senti nos dois cairmos. Água. Caímos em um algum lugar com água uma corrente me afastou do Itachi-kun, tentei lutar conta ela para alcançá-lo, não consegui.
"Itachi-kun!" estendi meu braço, meus pulmões já queimando pela falta de ar, não estava morta, mas logo estaria e ele também..."Itachi-kun!!!"
Não conseguia me mexer, o veneno já deve ter tomado boa parte de meu corpo. Como isso aconteceu tão rápido? Fechei os olhos Lina-chan e Lee-sensei será que eles estariam bem? Senti meu coração bater cada vez mais devagar...
Foi então que algo em meu braço me puxou, ar, pude sentir meus pulmões.
– Aqui!!! – Gritou alguém ao meu lado – pegou o outro?!
Pude ver uma pessoa sobre a água levantando o Itachi-kun para a superfície, aliados? Estendi meu braço e abri minha boca, tentei chama-lo, saber se estava vivo, mas não saia som algum.
– Seu amigo está bem, vamos tirar vocês daqui.
Ele estava bem, isso me acalmou um pouco e deixei a sonolência vir, minhas forças acabaram, porém virei minha cabeça para ver quem falava comigo, quase sem minha visão, só me lembro de ter visto um par de olhos azuis e finalmente tudo ficou escuro.
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