Notas iniciais
Obrigada por estarem lendo minha fic. Na verdade, não é a primeira que eu faço. Sou conhecida no animespirit como Vocaloid00 e criei fanfics conhecidas como "Fairy Tail: New Generation", "Fairy Tail NG: 2 TEMP.", "Dark Alice" e "Percy Jackson: Gêmeos". Espero que apreciem a fic como as outras. Essa fanfic é uma one-shot, ou seja, tem apenas um capítulo... Mas acho o sufisciente para assustar uma criancinha.

En snma Ai se ergue do pequeno lago ao lado do jardim. Uma brisa fresca começa a açoitar seus cabelos e seu kimono, mas ela não sentiu frio... Nunca sentiu.

Ela caminha para fora do lado japonês, um pé de cada vez. Ao lado do lago, crusando as últimas pontinhas de água, havia uma pequena ponte oriental de madeira, que combinava muito bem com o jardim alaranjado ao pôr-do-sol, com os cata-ventos coloridos ocultos em meio ás flores, com a casa de madeira antiga... Um cenário perfeito... Talvez.

- Ai. — chama uma voz feminina de trás da janela transparente de papel. Era a sombra de uma senhora já idosa girando uma roda de fiar, provavelmente, criando mais uma peça de roupa. — Já deixei seu kimono na borda da escada.

- Obrigada... Vovó. — responde séria, sem expressão ou emoção.

A mulher pára o que está fazendo e se volta para a menina. A luz interna de casa era como a de uma vela acesa, mas não havia motivos para uma vela, onde elas estavam nunca anoitecia.

Enma enchuga as pontas dos longos cabelos negros que cobria-lhe o corpo até as costas dos joelhos.

- Não se sente só, Ai? — indaga com voz preocupada.

A menina fita o kimono limpo na escada e o ignora, indo em direção a roupa de colegial negra que se encontrava perto do lado.

- Nunca... A solidão nunca me afetou quanto afeta seres humanos. — ela fita o horizonte após colocar a saia de colegial e a blusa. — É digno de piedade.

A idosa volta seu olhar para o canto da sala vazia. Era um cômodo de apenas um andar estilo oriental antigo, como um templo japonês. Haviam poucos móveis: um banco, uma roda de fiar, um computador, uma porta e uma janela. Não havia cama, pois eles nunca descançavam. O computador fez um som agudo avisando que havia recebido uma mensagem, o símbolo de uma chama envolta por um círculo vermelho surge na tela. A jovem dos cabelos negros volta-se para o kimono... Estava na hora.

- Enma ... — cantarola a avó. — Você recebeu um pedido.

- Sim... Vovó.


–-X--


Na escola, uma menina de cabelos castanhos ondulados senta ao lado de sua amiga, uma loira de olhos azuis. Era óbvio que a mesma não era japonesa, talvez uma aluna de intercâmbio.

- Ichigo-chan... — chama a loira sorrindo. — Oque foi? Está séria hoje.

Ichigo não se move, apenas fita a amiga devonvendo-lhe o afeto, porém, sem expressão sentimental. A mesma segura a mão da amiga e, discretamente, com a mão que sobrou, aponta para uma mesa mais a frente. Era a mesa de Daisuke Kei, um aluno nota A em todas as matérias, nunca perdeu para nada nem ninguém. Ichigo fita a menina como se esperasse que ela entendesse oque queria dizer, mas ela faz uma cara confusa e Ichigo resolve explicar.

- Rikko, é o Kei... Ele ganhou uma namorada.

- Mas você nem gosta dele! — responde Rikko arregalando seus grandes olhos azuis.

- É, mas eu também não gosto DELA. — Ela aponta para uma menina extremamente popular e sorridente, cercada de garotos e garotas querendo apenas observá-la no mínimo. — É Hamasaki Kagura.

- E daí?

- Ela já tem um namorado... — responde Ichigo balançando os ombros indiferente. — Ela está apenas usando-o como passa-tempo... Não gosto disso...

Rikko observa Kagura se aproximar de Daisuke dar-lhe um beijo na bochecha sorridente, e o mesmo corresponde com um sorriso, mas, no processo, ela lança um olhar profundo para um garoto no fundo da sala de aula.

- Humm... — murmura pensativa, e, ainda de voz baixa, troca olhares com a amiga. — Nakamura-san, conhece um site chamado... Jigoku Tsushin?

- Heh?

Rikko fita a amiga e se curva na sua direção, certificando-se de que não havia ninguém ouvindo.

- Dizem que o site só funciona depois de meia-noite, mas eu nunca testei. É uma lenda urbana que diz que, quando você escreve o nome da pessoa que mais odeia no site, aquela a qual deseja se vingar, ela automaticamente vai para o inferno.

Aquilo era muito... Sombrio... Sim, Ichigo sentia muita raiva daquela menina, mas não a ponto de mandá-la para o inferno. Rikko fitou a amiga por um tempo tentando decifrar seu rosto sério.

- Oro, Oro! — diz a professora entrando na sala de aula, mas não era a habitual... Era uma substituta. Tinha os cabelos negros repartidos de lado a apartir da raiz, havia uma enorme franja cobrindo a lateral de seus olhos, tinha lábios vermelhos brilhantes, pele pálida, olhos estreitos e castanhos, vestia um jaleco por cima de uma camisa pólo feminina e saia longa até o joelho. Era a única professora que Ichigo já viu usar salto-alto. Ela fita cada um dos alunos e sorri. — Eu sou a nova professora de vocês a partir deste mês, meu nome é Onne-Honna, mas me chamem de Honna-senpai.

Ela dirige um olhar fixo para Ichigo por alguns segundos e depois deixa seus livros sobre a mesa da professora.

- Muito bem — continua ela passando a mão por seus cabelos negros. — Abram na página 175 do livro de alemão, por favor...


–-X--


- Aqui está, por favor, direja-se ao caixa número 5 para receber sua compra. — diz a moça atrás do balcão de compras.

- Obrigada. — responde Ichimoku Ren seguindo as ordens da caixa.

Ele segura o pacote de papelão envolvendo frutas e alguns legumes. Ele joga o pacote por cima dos ombros e o segura pelas alças com os dedos. Ren sai do supermercado e espera o sinal parar. Alguns carros diminuíram a velocidade, mas nem por isso ele saiu da calçada. Foi quando uma desconhecida põs o pé para fora da calçada e saiu caminhando lentamente até o outro lado. Um dos homens no carro pisou fundo no acelerador sem ver a menina na sua frente, a garota lhe dirige um olhar confuso e, de repente, some.

Ren observa a menina prosseguir seu caminho no outro lado enquanto o outro carro freava e outros carros se amontoaram na sua traseira. Ele corre até a menina, mas uma sombra surge na sua frente e a garota some.


–-X--


Ichigo dedilha o teclado do computador. Estava novamente em seu quarto, deixara seu casaco colegial em cima da cama junto com seu caderno, mochia e outras roupas sujas que não levava para a lavanderia á dias. A luz estava apagada, fazendo com que a única luz presente no quarto fosse a que surgia da tela do computador. Havia alguns sapatos inutilizados jogados no chão, o quarto estava uma desordem. Ichigo digitou o nome da pessoa que odiava no site Jigoku Tsushin: KAGURA HAMASAKI.

Sua mão tremulou no momento em que ela ia confirmar o nome. Ela queria que aquela garota fosse mesmo para o lugar de onde saiu, mas porque não conseguia confirmar? Ela forçou o dedo direito a se precionar contra o mouse e, do nada, a tela do computador escureceu-se.

- Você me chamou? — indaga uma voz feminina de trás de Ichigo.

A menina se ergue em um sobressalto nervosa e fita a garota atrás de si. Era uma jovem de, aproximadamente, sua idade, 12 anos, com olhos vermelho-sangue, roupa de colegial japonês negro, cabelos longos e escuros com uma franja reta a cima das sombrancelhas.

- Q-quem é você? — pergunta Ichigo em prantos, com olhos arregalados. — Como entrou aqui?

- Meu nome é Enma Ai. — responde dando um passo á frente. — Jigoku Shoujo.

- Jigoku... Shoujo? — Ichigo fita o computador. Jigoku Tsushin, esse era o nome do site. Talvez... — Então você é...

Ela volta-se na direção da menina, mas ela não estava mais lá. O cenário havia mudado, era uma zona estranha, não havia sol, havia o seu pôer, o céu estava alaranjado e a grama verde era coberta por diversos cata-ventos coloridos.

- Mas onde...

- Aqui.

Ichigo avista Enma Ai ao seu lado, encostada em uma árvore sem folhas. Á sua direita, encontrava-se um garoto muito mais velho, aparentava ter seus 18 ou 20 anos, vestia calças jeans comuns, casaco de corrida, um tênis comum e um cordão com uma cruz prateada na ponta. Tinha o cabelo penteado na diagonal, cobrindo seu olho direito apesar de seu castanho e pequeno olho esquerdo estar quase fechado com seu sorriso forçado.

- Ichimoku Ren. — chama Enma estendendo a mão. Sua voz a pronunciar o nome do garoto soou como uma ordem.

- Sim... Senhorita. — ele leva a cruz aos lábios e a beija de leve.

Em pouco tempo, Ren havia sumido e reaparecido em forma de um boneco azul de palha com um laço vermelho a seu redor. Aquilo tudo era demais para Ichigo, ela recuou um passo, mas Enma estendeu-lhe o boneco.

- Se você deseja vingança, deve puxar esse laço vermelho. Ao tirar o laço, significa que você me contratou oficialmente e a pessoa que você odeia será imediatamente enviada para mundo inferior.

Ichigo fita trêmula o laço e já ia puxá-lo sem piedade quando a voz da Jigoku Shoujo a interrompeu.

- Porém, o ódio é uma espada de dois gumes. Quando uma alma é amaldiçoada, duas covas são cavadas. Se você você se vingar, sua alma também irá para o inferno, mas isso só quando morrer. Sua alma ficará pairando entre dor e sofrimento durante toda a eternidade... A escolha é sua...

A menina fita Enma. Isso é injusto, quem devia morrer devia ser a Kagura, foi ela quem partiu o coração do Kei, foi ela quem o traiu, foi ela quem se mostrou infiel, então porque Ichigo também devia pagar o preço?

- Eu... Eu quero pensar mais um pouco sobre isso. — responde Nakamura baixando os olhos para o boneco.

Ai concorda com a cabeça e o cenário se desmonta. Lá estava Ichigo de novo, no seu quarto, de frente para o computador. Foi quando a tela voltou ao normal, ele havia reiniciado.


–-X--


- Você acha que ela vai realizar sua vingança?- indaga um velho senhor voltando-se para Enma Ai.

Eles estavam novamente na casa de madeira ao pôr do sol. O idoso tinha os olhos espremidos, tanto que não se conseguia ver a cor dos mesmos, vestia roupas orientais tradicionais de lavrador e chapéu de proteção contra o sol. Ele sorria do mesmo modo que Ren sorria, falso e forçado.

- Eles sempre voltam para o caminho mais complicado, Wanyuudou. — diz Onne-Honna sentada, afagando o próprio rosto com um leque enquanto endireitava o kimono azul marinho.

Kikure, uma menina de kimono infantil lilás e rosa vermelha na cabeça, corria cortando flores vermelhas no jardim de Enma, e a mesma a fitava.

- Eles sempre começam tudo por um mundo violento, nunca renunciam o pecado. Daí eles pensam que o mal não tem punição... Mas a terra é repulsiva igualmente... Fumantes, Assassinos, Drogados e Ladrões... Inferno aqui... E inferno lá.

Kikure trás algumas flores para Enma e começa a tirar as pétalas de algumas sorridente, até que, ao fitar uma pétala no chão, encosta o dedo indicador nela e dirige uma fala para Ai:

- Mas esse mundo ainda tem salvação.

- Enma... — cantarola a avó na sala de fiar, rodando o enorme círculo cuje um tecido era feito nas bordas. — Um pedido foi enviado.


–-X--


- Você falou com a Jigoku Shoujo? — indaga Rikko de olhos arregalados, um sorriso estranho se originou no canto de seus lábios.

- Sim.

- E oque ela disse?

Ichigo deu de ombros e deixou a mochila ao lado da sua mesa. Não gostava de ir a escola de manhã, mas não haviam vagas em outro turno. Ela observa Daisuke Kei de longe e cerra os punhos.

- Nada.

- Vai, me conta... Por favor...- insiste sorrindo.

Ichigo agarra uma boneca de palha azul no fundo da mochila e lhe estende.

- Foi isso que ela me deu. — diz deixando que a amiga o estude. — Bem, se eu tirar o laço vermelho do pescoço do boneco, Kagura vai para o inferno automaticamente.

- Sério? — surpreende-se Rikko. — Ora, então tire!

- Não posso.

- Por quê?

Ichigo toma para si novamente o boneco e o guarda na mochila.

- Se eu tirar, quer dizer que, não só ela, mas eu também vou para o inferno... Mas só após a minha morte.

- Bem, mas vai valer a pena, certo? — indaga. — E além disso, você nem sabe se é verdade!

- E se for?

Foi a vez de Rikko dar de ombros. Não era muito a cara dela dar atenção ás pessoas. Inicialmente, Ichigo hesitou, mas logo Kagura pousou a mão sobre a carteira de Ichigo.

- Ora, ora... Oque temos aqui. — sorri falsamente. — Olá, Ichigo.

- Olá.

Rikko emburra a cara, mas Kagura a rejeita e dá as costas.

- Nakamura-kouhai, poderia vir aqui comigo?

Hamasaki vai na frente, Rikko faz sinal negativo com a cabeça e Ichigo se levanta movendo o boneco até o bolso de sua saia, só por precaução. Kagura a guia até o laboratório de ciências e tranca a porta assim que Ichigo passa.

- Oque foi, Hamasaki-senpai? — indaga inocentemente falsa.

Kagura fica séria de repente e se senta sobre a mesa de experiências.

- Eu soube que você escreveu meu nome no Jigoku Tsushin. — diz observando a garota. — Poderia me mostrar o boneco?

Ichigo ia responder, mas resolveu ir por um caminho mais seguro.

- D-doque você está falando? — indaga.

- Ora, não se faça da idiota que você é! — diz com desdém. — Eu ouvi sua conversa com a Rikko... E, sinceramente, eu ouvi muitos murmúrios sobre a Donzela do Inferno, sabia?

Ichigo começa a tremer. Ela já sabia da Enma Ai? Talvez ela tivesse escrito o nome dela primeiro.

- Bem, então, se quiser continuar viva, se afaste o máximo que o impossível deo Kei.

- Mas você está apenas usando-o... Não vai fazer diferença se ELE morrer e não VOCÊ.

- Olha, você me faria um grande favor. — riu-se Kagura. — Pra falar a verdade, eu até agradeceria.

- Você...

Ichigo não conseguiu terminar a frase, estava em choque. Como alguém tão jovem podia ser tão cruel? Simples, sendo mau. Com lágrimas caindo pelo canto dos olhos, ela tirou o boneco do bolso e desatou o laço com um só puxão rápido. Ouviu-se uma voz masculina em ECO, murmurando sinistramente entre os corredores.

"Eu ouço e Executo a sua vingança. Seu rancor será vingado".

O cenário se tornou escuro. Kagura se jogou contra Ichigo, que não fazia esforços para lutar.

- Quem mandou você escrever meu nome no Jigoku Tsushin? — grita ela. — Se eu te matar primeiro, o pedido é anulado, certo?

Ela ri consigo mesma e segura o pescoço de Ichigo, mas era apenas um esqueleto da aula de ciências com peruca. Surpresa, Kagura recua e tenta abrir a porta da sala. Estava trancada.

- Mas oque está acontecendo... — grita com a voz rouca. — Alguém me ajude, abram a porta!

A porta se abre, mas quem está do outro lado é Onne-Honna, vestida de professora novamente. Tinha um sorriso falso, como o de um assassino pacífico, que gostaria de silenciar sua vítima antes de atacar.

- Honna-sensei... Mas oque...

- Devemos castigá-la agora, Senhorita? — indaga para o nada.

Enma Ai surge atrás de Kagura, seu rosto sem expressão, os olhos vermelhos cintilando como sangue.

- Você, Hamasaki Kagura, admite seus erros e pecados? — ela diz séria sob seu kimono negro com estampa de flores de verão.

- Que pecados? Eu nunca pequei, nunca errei, eu sou perfeita! — sorri caótica e segura os ombros de Ai. — Quem errou foi a garota quem a contratou, ELA devia ir para o mundo inferior e sofrer mil vezes mais que eu!

- Pode aguardar. — diz Wanyuudou. — Um dia você ainda vai vê-la arder no enxofre ao seu lado.

- Admite seus pecados? — indaga Ren surgindo do nada, da mesma forma que Wanyuudou e Enma Ai.

- Não! — grita enfurecida. — Eu já falei... EU NÃO ERREI EM NADA!

Enma a fita e estende o braço para o lado, forçando-a a encarar a estampa do kimono.

- Pobre alma envolta em escuridão, por ferir e desprezar as pessoas sua alma imaculada se afoga em meio a culpa. — as flores de seu kimono ganham vida e a visão de Kagura se enfraquece. — Quer saber como é a morte?


–-X--


Em pouco tempo, Kagura acorda de seu sonho. Sabia! Só podia ter sido um sonho. Ela se levanta, mas perde o equilíbrio. Estava em uma canoa de madeira em movimento. Kagura observa o cenário a seu redor: lanternas japonesas orientais cobriam certas partes do mar, como um sinalizador guiando a canoa em direção a um portão de madeira sem sustento nem nada além do horizonte. A água era negra e vazia, foi quando ela viu pessoas, almas já sofridas tentando agarrá-la, puxá-la para dentro do mar. Mais a frente, via-se uma pequena chama avermelhada.

- Bem-vinda ao Mundo Inferior. — cumprimentou a barqueira, Enma Ai.

Ela remava lentamente, como se tivesse todo o tempo do mundo para levar Kagura até o "outro lado".

- Jigoku Shoujo? — indaga. — Mas oque aconteceu?

- O ódio de Nakamura Ichigo... Foi vingado.

Kagura ri de nervoso.

- ódio? Porque ela me odiaria?

Enma não responde, apenas faz um gesto com a cabeça insinuando que faltava pouco para o fim.

- Respire o quanto pode, pois logo, estará em meio a dor e sofrimento, sentindo ódio de si mesma... Este rancor... Será levado para o Inferno.


–-X--


O dia estava mais radiante que o normal. Tudo estava perfeito, certo? Ichigo se dirigia para a escola conversando com Rikko. Foi quando surgiu Kei sorrindo para ela.

- Ei, Ichigo, quer almoçar comigo hoje? — indaga.

- Mas e a Kagura? — pergunta confusa.

Rikko se afasta de leve sorrindo.

- Achei que você soubesse... terminamos ontem. — responde. — E já que ela mudou de escola, não tem nenhum problema, não é?

Ichigo sorri em resposta e segue Kei até a sala de aula, mas seu peito começa a doer. Na direção do coração, havia a marca de uma chama queimando envolta por um círculo negro. A marca que dava certeza de que ela não iria para o céu quando morresse.


–-X--


- Ren-kun, olha o soverte! — Sorri Kikure apontando para uma barraca de sorvete na rua.

Ren leva a mão até a testa reclamando.

- ótimo. — resmunga rabugento. — Eu tive que ficar tomando conta dessa criança hoje de noite? Sério, oque eles acham que eu sou? Babá?

Kikure pede um sorvete para o homem e aponta para Ren como quem diz: "Ele que vai pagar, ok?" Então encostou as costas na parede ao lado de Kikure.

De longe, ele vê uma menina de cabelos negros ondulados, com a franja de lado e roupa de colegial. Era a mesma que atravessou a rua a pouco tempo. Ren começa a caminhar, involuntariamente, em sua direção, mas Kikura agarra seu casaco.

- Sorvete!

- Heh?

- Kikure não ganha sorvete se Ren não pagar!

Ren, rapidamente, abre a carteira pertubado, paga o sorveteiro e se volta para a rua, mas já não havia ninguém por lá... Nem sombra da menina.


–-X--


Enma entra em casa. Vestia seu kimono preto, como luto. Ela acende uma vela e se direje para uma mesa com cinco andares de velas que nunca diminuíam de tamanho. Ela pegou uma vela comum e escreveu na sua lateral, em seguida a acendeu e a colocou junto das outras.

- Nakamura Ichigo — lê ela. Em seguida se afasta da mesa e dá as costas. — Nós vingaremos... O seu rancor.

Notas finais
Obrigada por lerem. Deixem seus comentários !
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.