Jigoku Shoujo: Aishiteru
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Faz algum tempo que estou gostando de uma garota. Ela tem cabelos lisos, compridos e negros; olhos vermelhos como um rubi; a pele quase tão branca como a neve; seu nome... Enma Ai, mais conhecida como Donzela do Inferno (Jigoku Shoujo).
Quando acessei o Linha Direta Inferno (Jigoku Tsushin) pela primeira vez para me vingar da pessoa que odeio, confesso que não acreditei que ela viria, mas quando senti algo me tocar e virei, meu quarto se transformou em uma vasta paisagem com céu avermelhado, e pude ver Ai próxima a uma árvore, ao lado de um velho. Assim que ela disse "Wanyuudo", o velho se tranformou em um boneco de palha, com um laço vermelho amarrado no pescoço. Lembro-me bem da nossa curta conversa:
– Pegue. Se realmente deseja se vingar do seu inimigo, deve desfazer esse laço vermelho. Se o fizer, será um contrato oficial comigo. Aquele de quem deseja se vingar será imediatamente mandado ao Inferno... — Disse ela.
– Ótimo, então eu--
– No entanto... se eu realizar a sua vingança, você terá que pagar um preço.
– Preço?
– Quando uma pessoa é amaldiçoada, dois túmulos são cavados. Quando morrer, sua alma cairá no abismo do Inferno. Seu espírito vagará entre dor e sofrimento, sem jamais conhecer o Paraíso. O resto, é você quem decide.
No começo eu fiquei meio apavorado, afinal, eu iria para o Inferno caso puxasse o laço. Mas se não puxasse, minha vida seguiria um Inferno! Decidi guardar o boneco e pensar.
Naquele dia em que recebi o boneco eu já estava apaixonado. Para mim, ela era a garota mais linda que eu já havia visto, e o melhor, ela fazia coisas boas! Imagine, ela estava disposta a me ajudar. Claro, aquela parte de que eu iria para o Inferno não me cabia na cabeça... afinal, o que eu havia feito? Ou melhor, o que iria fazer de errado ao puxar o laço? Eu iria tirar do mundo alguém que não traz nada além de dor e podridão. Comecei a pensar nela todo dia, toda noite, não deixando passar nenhum lindo detalhe de seu rosto, seu cabelo, seus lábios... Eu queria vê-la de novo... se eu puxasse o laço, talvez poderia mais uma vez, nem que fosse a última.
Cinco dias após receber o boneco de palha eu decidi o que fazer.
Fale com o autor