Notas iniciais
Não tinha intenção de por os X-men, mas as coisas foram acontecendo, aconteceram e...eis o resultado.

–Johnny, cuidado! — gritei para ele.

Nós dois estamos enfrentando um monstro de pedra diferente. Após enfrentar dois do tipo 'comum', nos deparamos com um da cor verde. Ele possui 2 pares de braço e é um pouco maior que o normal. Também é bem mais forte e mais burro. Atirei teias nos braços dele e tentei prendê-lo, mas ele se soltou facilmente. Este, com certeza, é bem mais complicado.

Johnny estava me ajudando dos céus, tentando atirar bolas de fogo para derretê-lo — funcionou com os outros. O problema é que não funcionou até agora. O monstrengo pegou um carro e arremessou na direção de Johnny. Por isso eu gritei.

Em uma manobra arriscada, Johnny desviou do carro e bateu de costas em uma parede. O carro, no entanto, foi na direção de um edifício. Tentei saltar, mas pegaram meu pé e fiquei de cabeça para baixo. Atirei teias para retardar a descida do carro, mas estava muito distante. Meu sentido-aranha começou a disparar, talvez avisando o óbvio: uma explosão do prédio. Apenas podia observar o carro...parando em pleno ar?!

O veículo parecia flutuar. Mas isto é impossível! Certo, eu vivo em um mundo com monstros de outra dimensão, mas o carro flutuando é impossível.

–Solte ela, feioso! — gritou uma voz cheia de liderança. Eu achei que fosse o Capitão América, mas uma rajada vermelha passou por baixo de minha cabeça, acertando o monstrengo. Ele ficou atordoado e eu caí no chão.

Olhei para trás e vi um homem: Ele vestia uma espécie de óculos amarelos com vermelho reluzente. Sua roupa era azul com amarelo e ele era ruivo. Seu cinto amarelo tinha um 'x' no canto. Meu sentido-aranha disparou novamente. Olhei para o monstrengo e ele já estava de pé. Ergueu seus braços e bateria com força no chão. Não vi mais nada depois, senti alguém me segurando e tudo ficou escuro.

Creio que em menos de 5 segundos depois, eu acordei abraçada com alguém. E sentia cheiro de enxofre. Abri os olhos e eu vi um cara azul, com rabo em forma de seta na ponta. Possuía luvas brancas e apenas 3 dedos. Parecia um elfo.

–Você está bem? — disse ele, em alemão.

–Ja. — respondi, com medo. Depois, ele desapareceu e uma nuvem cheirando a enxofre cobriu sua antiga posição.

Quem são esses caras? E como fizeram o carro flutuar?

–Johnny! — gritei, procurando por ele. Não o vi depois que bateu no prédio. Procurei por todos os lados, mas antes tinha que descobrir uma coisa — Onde eu estou? — gritei para ser ouvida e não obtive resposta. Instantes depois, aquele mesmo cheiro de enxofre apareceu e, junto com ele, estava o elfo. — Quem é você?

–Kurt Wagner, mas costumam me chamar de Noturno. — falou ele, forçando para falar em inglês — Gib mir deine hand? — perguntou — Dê-me sua mão?

Confiei nele e segurei sua mão. Logo depois, tudo escureceu novamente. Abri os olhos e estava caída ao lado de Johnny. Em minha frente, 4 pessoas. 'Noturno', o homem dos óculos estilosos, uma mulher ruiva vestida de amarelo com azul e um baixinho peludo vestido de amarelo com uma máscara azul pontuda.

–Quem são vocês?

–Fala sério, guria. Cê não conhece a gente? Nós somos os X-men! — disse o baixinho.

–Logan, acalme-se. — disse o homem dos óculos — Eu me chamo Ciclope, estes são Jean Grey, Wolverine e Noturno.

–Prazer, sou a Mulher-Aranha — eu suspirei — e este é o Tocha Humana. — apontei para o corpo desmaiado do Johnny.

–Mulher-Aranha? Por acaso o Homem-Aranha está liberando filhotes pela cidade? — falou o baixinho chamado Wolverine.

–Não, não tenho parentesco com o Homem-Aranha — expliquei

–Isto não importa. Mulher-Aranha, diga-nos o que está acontecendo na cidade. Fury e Stark foram econômicos nos detalhes

Expliquei para eles com o menor e mais coerente número de palavras possível. O Ciclope pediu para que eu fosse com eles até o 'Pássaro Negro' e pegasse o corpo do Johnny. Ele estava mais pesado que o normal.

Entrando no Pássaro Negro, um avião maior ou de tamanho proporcional aos quinjets da SHIELD. Internamente, é bem parecido com um quinjet da SHIELD. Porém, aqui tem mais assentos. Sentei Johnny e pus o cinto nele. E eu sentei ao lado dele. Pus minha mão sobre a dele e desejava que ele acordasse logo.

–Então, é seu namorado? — perguntou Jean Grey.

Eu demorei para responder. Não sabia exatamente o que éramos.

–Quase.

"Jéssica Drew", disse uma voz em minha cabeça. "Não se assuste. Sou eu, a Jean. Eu li seus pensamentos e sei sobre seu passado na HIDRA. Aliás, esta é minha habilidade: ler pensamentos e a telecinese", explicou. Mesmo pedindo para não me assustar, eu quase sofro um infarto. Não costumo ter vozes em minha cabeça, além da minha, claro.

–Mulher-Aranha, Strange avisou aonde os portais estavam abertos?

–Sim, em Manhattan e no Queens — falei — Os Vingadores estão em Manhattan. Ou estavam, não obtive notícias desde que me encontrei com o Quarteto Fantástico.

–Aí, guria. Seu príncipe encantado acordou. — falou Wolverine, que já estava começando a me irritar. Mas ele tinha razão, Johnny estava acordando agora — Fala pra ele não exagerar na colônia de carvão.

–Não é de carvão, é...deixa para lá. — falei, pondo minha mão na cabeça do Johnny — Está bem?

–Minhas costas doem e sinto uma enxaqueca, fora isso, sim. Estou bem. — sorri para ele e retribuiu. — Então, estes são os X-men que Reed sempre ajuda quando se trata de pesquisa científica? — perguntou Johnny e eu não entendi o que ele disse.

–É genética, e sim, somos os X-men. — explicou Ciclope — Agora precisamos ir para o Queens. Coisas estranhas acontecem por lá. Apertem os cintos!

–Estranhas como? — gritei, tentando atenção.

–Não apenas monstros de pedra, mas demônios apareceram por lá. — explicou e aquilo foi o suficiente para eu continuar me perguntando: Quando este dia estranho acaba?