Jenete And The Hunter
9 Cap.8: Tentativa de Fuga.
Notas iniciais
Ele precisava pensar e ficar sozinho, me escondi perto de uma caverna toquei a água.
-Por que quer muda-lo? – vi a moça de sempre.
-É errado querer que ele volte a sentir algo, além da raiva?
-Não, mas é errado usar magia para fazer com que ele volte ao normal.
-Mas é o único jeito.
-Deixe as coisas fluírem talvez ainda aja outro modo. – Respirei fundo.
-Eu pensava que quando virasse uma vampira-meio-sereia eu ficaria mais sabia, mas continua a mesma.
-Para ficar sabia terá que viver por mais tempo e aprender com seus erros. Ou deveria simplesmente escolher somente a vida como uma sereia.
-É mais daí eu seria outra pessoa.
-Sim seria, mas pelo menos seria mais sabia.
-Vocês sereias são tão duras.
-É a lei da natureza sobrevive somente os mais fortes e espertos. E se for muito esperto nem precisa ser forte. – bufei e revirei os olhos.
Voltei a olhar para a água e ela sumiu. Me encolhi e deitei. Afinal não sabia o que fazer para passar o tempo.
Abri meus olhos e vi o barco que estava em movimento, me sentei e vi Justin focado no mar.
-Acordou, que bom agora rema ai.
-Quem você pensa que é meu dono?
-Talvez, agora rema para a gente sair daqui. – estava escuro forcei minha vista e vi o remo.
Cruzei os braços e dei um leve chute nele.
-Ai!
-Sabe acho que você não precisa de ajuda. Já está fazendo o trabalho sozinho. – ele rosnou e me mostrou uma face cheia de raiva.
Me encolhi, mas continuei com o nariz empinado.
-Quer me desafiar?
-Querido eu não sou obrigada a te obedecer sabia?
-Faça! – gritou.
A terra tremeu e da água surgiu um monstro grandioso. O animal que apareceu era um Cracken, eu sabia que ele servia a mim, mas será que ele estava se voltando contra mim ou só iria nós impedir de sair dali?
-Não ouviram os avisos das sereias? – disse o animal.
-Sim. – dissemos juntos e em ambas as vozes havia medo.
-E por que estão ousando sair daqui? – ficamos quietos, mas joguei um olhar de raiva para Justin. – Senhor Brest você é um servo de uma rainha e obviamente tem que seguir os pedidos dela, então devia ter ouvido as sereias. – o monstro voltou para baixo.
Um tipo de redemoinho se criou na água.
-Olha o que você fez! – gritei.
-É tudo sua culpa quem manda me irritar! – gritou ele.
-Minha culpa?! – gritei, me segurando no barco. – É sua culpa. Foi você que teve a ideia de sair daqui! – a terra tremeu de novo.
Comecei a ficar em ar…
POV Narrador.
As sereias viam a cena.
-Nossa que idiotas ainda estão brigando? – disse Demetria.
Uma sereia de cabelos azuis com traços orientais.
-O que você esperava o que desses dois? – disse Diana.
Uma sereia de cabelos negros e pele meio escura. Diziam que ela avia puxado os índios.
Elas ouviram um grito.
-Chegou a nossa vez.
Algumas das sereias selecionadas foram em direção ao barco já destroçado. O tipo de redemoinho foi sumindo e tudo voltou ao normal. As sereias pegaram os dois e os levaram para de volta para a terra.
As sereias tentavam racionalizar o porquê da sua superior ter deixado aquela garota tomar tal decisão e por que tinha que ser aquela garota tão inexperiente como sua rainha, mas nenhuma delas ousaria se voltar contra sua superior.
Elas viram sua superior e voltaram para a água. A superior Megan olhou pela primeira vez Jenete. Era a primeira vez que ela a via ao vivo ela sempre a via por imagens, ela mesma sabia que ter escolhido ela como rainha naquela hora não era bom, mas era isso ou ficavam sem rainha e morariam num caos durante um milênio. Ela também não aprovava metade das decisões que Katrina deu a ela, mas ela não iria contrariar sua irmã. Mesmo ela sendo mais poderosa que sua irmã ela não queria contraria-la.
Ela olhou para Justin com desgostou e ate cuspiu nele. Apesar de querer muito envenena-lo ela sabia que não podia fazer isso, ela não sabia muito sobre o passado, mas sabia que Jenete seria uma ótima rainha e que tinha que deixar Justin vivo.
Ela de algum modo podia ver mais ou menos o futuro de alguém, mas para ver com eficácia o futuro da pessoa ela teria que selar um tipo de acordo com essa pessoa. Já sua irmã poderia moldar o futuro de quem ela quisesse, mas poderia haver erros, mas se fosse a partir de um contrato sairia tudo com eficácia.
Ambas eram poderosas, sabias e muito perigosas por isso as pessoas as obedeciam cegamente. As obedeciam mais do que a rainha, mas é claro as rainhas não sabiam disso principalmente por que elas eram amáveis na frente da rainha e quando não faziam o que a rainha queria ai sim que elas reagiam.
E só depois do nascimento delas que as sereias começaram realmente a obedecer à rainha.
Jenete começou a se livrar da água em seu peito. Megan suspirou ficou decepcionada com isso. Ela esperou mais algum tempo ate que realmente Jenete acordasse.
-Katrinda? – disse ela confusa. Megan ri.
-Não, sou irmã da Katrinda. O seu amigo ai me conhece. – ela rangeu o dente de raiva, Megan depois de um tempo começou a odiá-lo.
-Por acaso todos os seres sobrenaturais tem uma sereia especifica que sempre vê? – Megan riu novamente.
-Não. Só que dependendo do humano ou da humana aparecemos para ajudar ou para irritar, como é o meu caso com esse caçador.
-Então Kadrinda é minha conselheira?
-Não, ela é só uma das suas conselheiras. Talvez conheça suas conselheiras quando puder ir ao mar e respirar debaixo da água.
-Como assim?
-Ainda não está conseguindo respirar bem no fundo do mar se continuar assim teremos que arranjar outra rainha.
-Não vão me matar?
-Não. Só matamos homens, mas antes de mata-los ainda fazemos mais algumas coisas. – Megan deu um sorriso e se lembrou de coisas, mas logo foi tirada de seus pensamentos ao ouvir Justin acordando. – Que droga ele ficou vivo. – Jenete se levantou.
-Você queria mata-lo?! – ela gritou.
-Não, mas torcia pela morte dele. Só isso. Agora com licença. – ela se virou e foi embora.
Jenete só não correu para lhe dar um castigo, porque ouviu Justin acordando e saiu correndo na direção dele.
-Você está bem? – perguntou ela apos ter certeza de que ele recuperou seus sentidos.
POV Jenete
-Estou bem. – respondeu ele com dificuldade.
Era obvio que eles não foram tão gentis comigo, quanto foram com ele. Ele tentou se levantar e o obriguei a ficar deitado.
-Ei!
-Não reclame. Obviamente você se machucou.
Não sabia bem como cuidar dele nesse estado, mas arranjaria um jeito.
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