Jeff The Killer - A História Continua - Fanfic
8 Capítulo 8 - O "Agente"
Notas iniciais
JANE THE KILLER
Quando acordei, percebi que havia acordado de um sono bem pesado. Mas eu não estava mais em meu quarto. Eu estava em uma sala. Não apenas uma sala, tinha algo muito errado nela. A sala cheirava sangue, ou melhor, cheirava a morte. A parede era suja, MUITO suja, EXTREMAMENTE suja. E eu conseguia ver sangue jogado pela parede inteira e pelo chão. Como se alguém tivesse pego varias bexigas de sangue e jogado na parede. Um cenário perfeito para um massacre.
Além de tudo isso, havia uma cadeira bamba, na qual eu estava sentada e acorrentada.
Senti um negócio estranho dentro de mim, como se fosse um tipo de preguiça de tentar sobreviver, segura de que nada iria acontecer. E com a mesma cara que todos fazem quando pensam "que idiotice".
Olhei para a direita e vi um tipo de armário, só que pendurado nos cabides ao invés serem roupas, eram corpos.
— Oi, Jane. Sabe onde está?
Um homem apareceu em minha frente. Ele vestia uma camiseta preta e uma calça moletom branca. Ele andava com os pés descalços, os dois sujos, cheios de sangue. Seu rosto era maravilhosamente machucado e com cortes em vários cantos do rosto. Seus olhos eram verdes, muito verdes. Quem me dera ter olhos iguais aos dele.
— Vai tomar no c*, quem é você?
— Nossa, querida, que agressividade. Relaxa, está bem? E sobre quem sou eu, te conto mais tarde. Agora voltando a minha pergunta... Tem alguma ideia de que lugar seja esse?
— Não, acho que eu nunca estive aqui.
— Aqui é o lugar onde o seu... namoradinho cometia alguns assassinatos. Aqui é o lugar onde uma família inteira morreu, um por um. Era lindo como ele trabalhava na cena. O esquema dele era o seguinte: ele via alguém daquela específica família, desmaiava a pessoa, trazia a pessoa até aqui, a matava e colocava junto com o resto dos mortos naqueles cabides. E a próxima pessoa daquela família que tivesse o azar de ser pego por Jeff The Killer, encontraria o parente morto. — silêncio... — E claro, Jeff sempre sorridente e satisfeito com o que fazia. — o homem sorriu — Mas então surge a notícia de que os assassinatos do apelidado Jeff The Killer foram diminuindo com o tempo e que a nova The Killer do momento é parceira de Jeff. O problema de Jeff é não saber escolher bem seus cenários. Uma das últimas casas que os dois foram tinha câmeras por toda parte, inclusive no quarto da pessoa assassinada.
O homem deu uma volta na cadeira em que eu estava sentada e voltou a falar.
— Sabe, Jane, há muitos anos policiais de todo o mundo estão a procura de Jeff The Killer. Jane, em um país só, grande de preferência, existem mais de 40 mil policiais. No mundo deve haver mais que o dobro disso. E nenhum conseguiu capturar Jeff The Killer até agora. Até que descobriram a nova The Killer. Então o governo e todos os países pelo mundo inteiro passaram a se preocupar mais ainda com a situação. Mas eles devem se preocupar mesmo ou achar isso vantajoso? Será que ficaria mais difícil ou mais fácil encontrar Jeff depois dele encontrar uma parceira? E cheguei a conclusão que seria mais fácil. Jeff passou a ser mais sensível e perdeu 30% da mente psicopata dele, além de ter uma preocupação a mais em sua vida, que é sua parceira. Falei com alguns agentes e me juntei a investigação. Agora que eu consegui a parceira de Jeff, provavelmente ele virá a sua busca, certo? — o homem pegou um revólver — E aí quando ele finalmente vier a sua busca...
— NÃO! — o interrompi — Você não vai machuca-lo! Por favor... — comecei a chorar.
— Haha... Sinto muito, meu bem. Acho que o Jeff não sabe lidar com amor e massacres ao mesmo tempo, né? Acho que a sua chegada na vida dele foi muito prejudicial, não acha? Isso só prova mais uma vez que o amor só ferra a vida das pessoas. Que sirva como lição para você, mocinha. O amor não é algo confiável.
Eu não conseguia falar nada. A tristeza dentro de mim me impedia que eu fizesse qualquer coisa.
— Calma, querida. Você supera. Talvez supere mais rápido do que imagina. Como num piscar de olhos profundo.
Por mais que eu tivesse entendido perfeitamente o que ele queria dizer, eu mantive a calma como se não fosse nada. Aquela calma foi se transformando em uma coisa louca. Eu havia perdido noção de tudo. A única coisa que eu pensava era na faca que ainda estava em meu bolso. Como aquele cara não tirou a faca de mim antes de me prender? Comecei a gargalhar. Passei um bom tempo rindo com os olhos fechados. Eu chorava de rir.
— Cale a boca, sua idiota! — gritou o homem.
Continuava rindo. 10 minutos depois eu fui sossegando.
— Então quer dizer que você é um agente muito bom?
— Muito.
— Hm... E quando acha o criminoso que procura, revista ele inteiro antes de o prender?
— Mas é claro que... — ele parou de falar assustado.
— É, agente, você falhou.
Com um golpe rápido, me levantei da cadeira, afundei a faca na barriga do "agente" e fui rasgando o corpo dele. Parte dos órgãos dele estavam expostos, alguns caindo para fora do corpo.
Prendi o corpo dele na cadeira, peguei a faca e peguei meu celular que estava escondido no bolso do casaco dele e saí do local.
Liguei o celular.
— Nossa... — pensei alto — 30 chamadas perdidas de Jeff... 3 mensagens.
1ª mensagem — 10h30:
Jane, onde está você?
2ª mensagem — 11h:
Jane, seja lá onde você estiver, vem para a Lan House perto do antigo colégio. Preciso te explicar uma coisa.
3ª mensagem — 14h:
Jane, provavelmente te acharam e agora você está morta. É... Nem sei porque que eu estou mandando essa mensagem, mas tudo bem. Continuando... Não vou aguentar viver sem você. Não aguento mesmo... Mas só queria deixar um último recado antes que eu me mate: EU TE AMO.
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