Notas iniciais
GALEEEERAAAA! CHEGOU O CAPÍTULO 10 o/ UHUUL! Eu demorei porque eu tinha perdido a senha haueua mas recuperei já :3 Espero que gostem! E deixem comentários :3

JANE THE KILLER

Logo mais tarde quando Jeff me acordou, vi que tudo já estava preparado para viajarmos. Jeff tinha até feito minha mala. Colocou também, em outra mala, um monte de comida.

— Nossa, pelo jeito você se empolgou em arrumar tudo. — falei.

— É, acho que sim, haha. Bom, vamos?

— Vamos sim. Pegamos as coisas e fomos para o carro.

— Jeff, e se algum policial pegar a gente?

Ele riu.

— Jane, relaxa, eu e você somos dois sem noção, dois assassinos. Se eu fosse algum policial, teria medo de nós dois.

— Mas, Jeff, eles são policiais...

— Jane, você tem que começar a pensar igual a mim. No começo da minha vida psicopata, um policial havia me achado... E eu matei ele, simplesmente. Policiais são fracos. Eles usam revólveres só para ameaçar, porque eles não podem atirar no criminoso, a não ser que seja legítima defesa. Então o criminoso tem que ser ágil e matar o policial logo.

— Então por que bandidos não pensam assim que nem você?

— Porque eles são burros, só pensam em dinheiro, não sabem montar estratégias, não usam a lógica... Eles são tão obcecados por dinheiro, que entram em desespero e sentem pressa em roubar o lucro dos outros, então não armam nenhum plano. Burros, apenas burros. Nós, psicopatas, já somos mais espertos. Nosso foco é matar e não sentimos nenhuma pressa em assassinar alguém. Somos estratégicos. E afinal, ser bandido é sem graça demais, porque o risco de ser preso é muito grande e o bandido ainda pode ser morto pela própria pessoa que está assaltando... E essa pessoa nem vai presa por ser legítima defesa!

— Jeff, você podia fazer direito em alguma faculdade e ficar rico, sabia? Ser advogado, delegado. E agente, você iria solucionar muitos, MUITOS casos.

— Acho que se eu fosse advogado ou coisa parecida, eu não ganharia a mesma quantia de dinheiro que eu ganho matando gente milionária. E eu não preciso nem quero muito dinheiro. Só preciso de dinheiro para comprar mais facas, comida e outras coisas essenciais para viver. Nada demais.

Silêncio.

— Você nunca me conta sobre seu passado né? Tipo assassinatos passados ou até mesmo antes de você ter virado psicopata.

Ele riu.

— Quer que eu conte?

— Ah, agora que eu fiquei curiosa conta.

— Ok. Bom, por qual eu começo? Hmm... — ele pensou e falou — Já sei.

— Conte.

— Bom, depois de mais ou menos 2 anos após o "grande massacre"... — ele se referia ao dia em que ele matou toda a minha família e meus amigos, o primeiro massacre dele — ... começaram a criar lendas e histórias sobre mim. Criaram até histórias fofas sobre mim. Enfim, aí como sempre, eu fui em uma casa aleatória pra matar alguém e fui entrando na casa e do nada uma garota pulou nas minhas costas e começou a chorar e falar que me ama. Ela era uma 'fan girl' minha... Ela tinha o meu nome tatuado em uma nádega. Eu matei ela.

Comecei a rir.

— Caaara, sério que ela tatuou teu nome numa nádega?

— Sim, sério.

— Meu Deus! HAHAHAHAHAHA!

— É, a vida de um psicopata nem sempre é só feita de terror e suspense.

— Percebi!

A gente passou a viagem inteira falando sobre várias histórias da vida de Jeff. Foi uma viagem bem legal.

— Aliás, Jeff, onde vamos ficar durante essa viagem?

— Conheço um traficante que mora aqui, o nome dele é Liu, o mesmo nome do meu irmão, infelizmente. Ele conhece o lugar onde ficam os assassinos daqui. É um lugar bem escondido, ele me disse. É tipo um condomínio numa área longe da parte urbanizada da cidade. O governo não mexe lá, porque afinal, eles só estão afim de dinheiro, por que eles se preocupariam com a parte isolada da cidade, né? — ironizou — Enfim, lá existe um hotel. Nós vamos dormir lá.

Ele parou em frente a uma casa.

— Essa é a casa de Liu? — perguntei.

— Exato.

Saímos do carro e Jeff apertou a campainha da casa. Liu abriu a porta.

— Jeff! Querido Jeff! Quanto tempo, colega! — Liu disse.

— Pois é, cara!

— Cadê aquela risada que eu tô morrendo de saudades?

— Ah, ela surge do nada, Liu, tem que ser bem espontânea mesmo.

— E quem é essa garota que está contigo? — Jane. — Vítima? — Minha namorada.

— "Namorada-vítima"?

— Não, caramba, só minha namorada.

— Ah, desculpa, colega. Entra aí.

Jeff me deu licença para que eu entrasse primeiro enquanto Liu me encarava como se eu fosse um pedaço de carne muito boa. Jeff entrou e me abraçou pela cintura.

— Liu, precisamos que você nos leve até a Área P da cidade. — "Área P" era como os dois chamavam a área isolada da cidade, onde ficam os psicopatas que vivem no México.

— Certo, mas... Vocês não querem ficar aqui um pouco? Tomar alguma coisa, experimentar umas aventuras novas, de repente dormir aqui? Tenho várias camisinhas aqui. Dois caras e uma mulher... Me disseram que da certo.

— Liu, repete isso. — Jeff disse mostrando a faca no bolso e rindo.

— Não, não, obrigado. — Liu respondeu tremendo — Vou levar vocês dois para a Área P.

— Isso, boa garota.

— Todos no mesmo carro? — perguntei.

— Por mim tudo bem. Eu durmo na casa da minha tia que mora lá. Aí de manhã eu volto pra cá com a moto dela. Ela não precisa mais daquela moto. — disse Liu.

Saímos da casa e entramos no carro. Jeff dirigindo, eu ao banco do lado de Jeff e Liu atrás de mim.

— Vocês vão me contar o que vão fazer? — Liu perguntou.

— Não. Talvez depois. — Jeff respondeu.

— Certo.

Liu começou a nos guiar até o nosso destino.

Chegamos lá. Era mesmo um condomínio. Era MUITO grande! Jeff foi até a portaria.

O porteiro falou:

— Só autorizamos a entrada de assassinos, psicopatas, criminosos... Qual o seu nome?

Jeff abaixou o vidro do carro.

— Jeff The Killer.

— Jeff The Killer?

— Sim.

— Muitos homens já falaram isso para poder entrar neste lugar, rapaz. Como me garante que você é mesmo Jeff The Killer? — o porteiro disse.

— Olhe pela janela.

O porteiro olhou.

— Você pode ser apenas um homem que esculpiu um sorriso na cara e arrancou as pálpebras igual o Jeff, porém não ser ele.

— Sabe detalhe por detalhe sobre a história de Jeff?

— Lógico, sou fã dele.

— Sabe até o hospital que ele foi depois do incêndio onde a vida psicopata dele começou?

— Sei.

— Senhor, venha até o carro, por favor. Prometo não fazer nada com você.

O porteiro sem medo se aproximou do carro. Jeff tirou duas coisas do bolso. O RG dele e um papel vindo do hospital que ele foi depois que ele foi queimado. Jeff começou a explicar:

— As únicas pessoas que tinham acesso ao RG de Jeff e esse papel do hospital...

— Eram os pais de Jeff. — o porteiro completou.

— Exato.

O porteiro não sabia mais o que falar. Ele estava parado olhando o RG de Jeff com a boca aberta.

— Vai nos deixar entrar? — Jeff perguntou.

— C... Claro! Jeff, cara, você é o meu ídolo! Posso pedir um autógrafo?!

— Por que não, né? ...

O porteiro tirou um papel em branco do bolso esquerdo e o entregou para Jeff. Jeff, por sua vez, pegou sua faca, cortou o braço do homem, molhou o dedo no sangue dele e escreveu um recado gentil no papel e assinou o nome dele. Ninguém sabia se o porteiro estava chorando de dor no braço ou de emoção.

Liu estava rindo muito atrás de mim enquanto eu encarava aquela situação de uma forma... Engraçada também, mas não estava rindo.

O porteiro FINALMENTE abriu o portão para que pudéssemos entrar e entramos.

— Gente, podem me deixar por aqui mesmo. Vou andando até a casa da minha tia. — disse Liu.

Jeff parou o carro.

— Tchau, gente. Boa sorte. E tomem cuidado com as autoridades. Os Dez Grandes — apelidados como "assassinos da autoridade" por algumas pessoas — são sensíveis com qualquer coisa, não aceitam perder e querem que todos neste local sigam as regras deles. Então seja lá o que vocês forem fazer, cuidado. — Liu disse saindo do carro — Até mais.

— Tchau, tchau, Liu. — eu disse.

Jeff saiu com o carro dizendo:

— Amanhã iremos até os Dez Grandes. Agora o problema é: onde fica o hotel?

— Vamos perguntar para alguém na rua.

— Quem? Não tem ninguém andando na rua agora.

Vimos uma mulher e uma criança sentados na praça. Jeff parou o carro e fomos até a mulher.

— Moça, você sabe onde fica o hotel daqui? — perguntei.

A moça olhou para nós dois e disse:

— Logo no fim da rua.

Ela tinha uma cara triste e bem depressiva. Estava pálida. Ela pegou em meu braço e o segurou bem forte.

— Tomem cuidado. — ela disse tremendo.

Fiquei assustada.

— Vem, Jane. Não se preocupe. — Jeff disse.

A moça foi soltando o meu braço aos poucos. Ela se virou para a escuridão novamente e eu fui para o carro.

— Jeff, você viu aquela mulher? O que ela quis dizer com "tomem cuidado"?

— Sei lá. Talvez o hotel não seja limpo. Ou alguém morreu lá. Mas relaxa, sério, não vai acontecer nada. Aliás, para com esses medos. Você é igual a mim agora. Te dou um treinamento amanhã, se você quiser.

— Deve ser legal um treinamento contigo haha. Pode ser.

— Beleza haha. — ele "sorriu".

Chegamos ao hotel e a recepcionista, sem olhar para nós dois, perguntou:

— Quem são vocês?

— Jeff The Killer e Jane. — Jeff respondeu.

— Quarto número 8. — a recepcionista disse entregando a chave.

Jeff pegou a chave e fomos indo para o quarto.

— E aquele negócio que a mulher disse, amor?

— Jane, relaxa, eu to aqui.

— Verdade, verdade.

Entramos no quarto. Era tudo mofado e frio. Típico quarto em um hotel numa "Área P".

— Que lugar estranho. — eu disse.

— Bom, útil pra dormir.

Colocamos as malas em cima de uma mesa grande de madeira que havia no quarto.

— Nossa, eu realmente to com muito sono. Acho que vou dormir agora, Jeff.

— Vou tentar dormir também. Faz um bom tempo que eu não durmo.

Deitamos na cama.

— Jeff, me promete que não vai acontecer nada de ruim com a gente?

— Jane, nosso lugar no inferno já ta garantido, pior que isso acho que não da. Mas relaxa, a viagem vai prosseguir tranquila. Agora durma, porque amanhã faremos o seu treinamento e mais tarde iremos até os Dez Grandes.

— Ok. Boa noite, amor.

Jeff beijou minha testa dizendo:

— Boa noite, Jane.

Notas finais
Galere :3 Espero que tenham gostado >< Como eu sou legal (sqnsqn), pra quem gosta de spoilers, é só me chamar no Facebook (Ana Carolina Pelicer) ou Twitter (@ana_pelicer) que eu falo basicamente o que vai acontecer nos dois ou três próximos capítulos. Comentem aí o que acharam :)) Se você gostou, adiciona aos favoritos ^^ Se não gostou, adiciona aos favoritos também :D E me sigam no Instagram/Twitter: @ana_pelicer E me adicionam no Facebook: Ana Carolina Pelicer (DEIXEM MENSAGEM NO CHAT PRA EU SABER QUEM É LEITOR OU NÃO!) E é isso aí, galera. Beijos!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.