Jealousy Or Mad?
26 Shadow of The Horse - Parte 1
Notas iniciais
Então sem mais delongas teremos o fim de nossa querida saga eterna ♥
Dedicatórias serão postadas por último :3
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Uma batalha à frente?
Um local maravilhoso, porém sombrio?
O final os aguarda?
Vivos?
Mortos?
Isso apenas em J.M 26! (o(
O grupo continuava a caminhada na floresta, já haviam avistado a residência, mas seria muito mais seguro se entrassem pelo calabouço na floresta. Os Kitmoons estavam junto com as Mews na frente, os herdeiros vinham ao meio e atrás vinha a “manada” de guardiões, Tora, o grande tigre, vinha um pouco mais à frente com a garota Budou nas costas.
Himeko e Higor, os guias, prestavam atenção ao chão da floresta que estava totalmente coberto de folhas mortas e estava seco e gélido como se aquilo fosse realmente um cemitério.
Manu: Este lugar... Dá um pouco de medo – engoliu em seco.
Orelhas e rabo de gato surgiram na cabeça do herdeiro Erick e um sorriso pervertido iluminou sua face.
Erick: Dá muito medo mesmo não é? – Se aproximou de Manu sorrateiramente – Muitíssimo medo mesmo!
Manu: Sim, sim!Muito medo! – Se encolheu um pouco.
Erick: Não se preocupe Manu-chan!~ — Colocou carinhosamente uma de suas mãos no ombro direito da garota – Se sentir medo é só vir aqui do meu lado me abraçar. Porque você já deve saber, mas eu direi de novo. Eu a protegerei com todas as minhas forças! – fez um semblante heróico.
Manu: Me proteger? – Suas maçãs ficaram coradas, sua respiração se descompassou um pouco e seus olhos brilharam — um brilho com segundas intenções – E o que você faria se alguém me machucasse?
Erick não respondeu, não pelo fato de que não iria conseguir protegê-la, na verdade ele nem havia raciocinado a pergunta, aquela face totalmente adorável e corada da herdeira o havia deixado sem palavras.
Manu: V-Você não iria me proteger? – Se aproximou muito lentamente do outro, uma lentidão que causou hesitação, tentação e um pouco de medo em Erick – Não liga para mim não é?
Erick colocou suas duas mãos nas faces ainda vermelhas da outra, as sentiu quentes e isso desviou um pouco sua linha de raciocínio, demorou alguns segundos para voltar. Aproximou seu rosto do da garota, beijou-lhe a testa e a bochecha e encarou o rosto vermelho de Manu, dessa vez não estava atuando, estava realmente envergonhada e suas segundas intenções estavam em algum canto de sua mente.
Não precisava delas agora.
Sem mais delongas segurou a mão direita do herdeiro, que antes estava em seu rosto, e beijou seus lábios, primeiro com carinho, depois com um pouco mais de força. Separaram-se pela falta de ar e encararam-se, ambos os olhos trocando mensagens românticas.
?????: Caham.
O casal olhou para frente, a multidão estava toda corada – sem exceção dos guardiões – principalmente os casais que evitavam total contato visual entre si, Myio estava aplaudindo com uma cara feliz e inocente e Afrodite estava sorrindo medonhamente de modo que aquele beijo ficasse muito sugestivo para ela.
Manu: A culpa foi dele – e apontou para o garoto.
Erick: O QUÊ?!
Manu: Foi você que me seduziu, considere-se culpado – sua cara inocente e corada foi substituída por uma despreocupada.
Erick: M-Mas...
Himeko: Podemos continuar?
Erick: N-Não fui e-e-eu!
Himeko: PODEMOS CONTINUAR?
Erick abaixou a cabeça totalmente rendido.
Erick: Claro~
Todos continuaram a caminhada, um pouco mais à vontade depois do que se passara.
Mikael foi até o lado de Erick e o deu leves tapinhas nas suas costas.
Mikael: Não fica assim não cara! Você sabe como é a Manu-chan, ela sempre tem uma carta na manga.
Erick: Nem me diga...
Mikael: Haha! – Bateu com força nas costas do herdeiro quase o mandando ao solo – Mas lembre-se de nunca desistir ouviu bem? Não importa o quanto Manu-chan o faça se sentir mal ou rejeitado, essa é a forma dela dizer que não está envergonhada, de que ela sabe cuidar totalmente do assunto.
Erick encarou o outro como se ele fosse um alienígena.
Erick: O que tu fumou para ficar assim tão filosófico?
Mikael: Isso são os efeitos do meu amor pela Nee-chan!!! – Puxou Nathanael ao seu lado do modo mais delicado que pôde – Neee-chan!!
Nathanael: Ha~ – Suspirou – Odeio admitir isso Erick-kun, mas esse idiota do meu lado tem total razão.
Mikael: TENHO NÃO TENHO? AHHH! QUE EMOÇÃO! MINHA NEE-CHAN FALANDO BEM DE MIM.
Nathanael: Mas faça-me o favor de não deixar ele desse jeito novamente está bem?
Afrodite observava a cena em outro canto enquanto caminhava ao lado de Mii e Mariana.
Afrodite: Veja só. Esses dois são como pilhas não é?
Mii: Acho que o Nat-kun-chan não está nem ligando para isso~
Afrodite: Hum...
Mariana: Talvez~ — Sorriu – Mas também talvez esteja apenas escondendo seu lado carinhoso.
Mii: KYAAAH! MOE MOE KYUN! – ficou totalmente vermelha – KYAHH! SERÁ O NAT-KUN-CHAN O UKE DA HISTÓRIA?
Mariana: HÃ? Do que você está falando?
Afrodite: Céus, Manu-chan ficou te mostrando aqueles mangás yaois novamente não é?
Mii: São tão fofos!!!
Afrodite e Mariana suspiraram em uníssono.
Afrodite/Mariana: Pobre mente inocente.
Himeko e Higor pararam, o resto do grupo – que antes estava distraído – se alarmou com a reação dos dois. Higor se ajoelhou e limpou o solo com o dedo, debaixo do rastro podia-se ver que havia um tipo de madeira.
Higor: Nossa caminhada termina aqui pessoal – bateu o pé no solo e em vez de um som abafado fora ouvido um som oco.
Himeko se abaixou e procurou a alça de corda, ergueu a tábua grossa para cima com ajuda de Higor e olhou para o fundo buraco.
Himeko: Tudo bem. É aqui mesmo pessoal!
A guia se distanciou alguns centímetros do buraco, respirou fundo e saltou para dentro dele sem hesitar.
Camille: H-Hime-chan está bem?
Erick: Tenho certeza de que sim – olha para o buraco – HIME-CHAN?
O eco do herdeiro ecoou até o fundo da cavidade, em seguida uma outra voz, feminina desta vez, respondeu.
Himeko: SIM!
Mii: Ótimo, então vamos indo!
Todos repetiram o que a guia havia feito anteriormente. Dentro, o buraco parecia um tobogã escorregadio e não muito limpo, parecia que não havia sido utilizado a décadas.
O fim da cavidade levou a um quarto fechado, abafado e escuro. Parecia servir de sótão ou porão, todos caíram em um colchão macio e mofado. A guia estava tentando achar uma forma de sair daquele local, mas acima de tudo ela estava procurando nos cantos altos das paredes algum sinal de vigilância, mas nada, talvez ninguém se lembrasse do local.
Sakuranbo: Esse lugar é um nojo! Argh! – Se limpou de crostas de musgos que haviam prendido em suas costas – Simetry-kun!!!
O garoto suspirou, foi ao lado da garota e a ajudou a retirar algumas camadas de musgo que haviam prendido em sua roupa. Sem querer acabou levantando um pouco a camisa que ela vestia e deixando sua pela alva à mostra.
Simetry: D-DESCULPE! NÃO ERA INTENÇÃO! EU ESTAVA APENAS TE AJUDANDO E...!
Sakuranbo: T-Tudo bem, eu acredito em você.
Todos: O QUÊ?!
Simetry: Então não fui só eu que notei essa mudança estranha de personalidade? – Gota.
Sakuranbo: Pare com isso! Seu idiota...
A garota esperou a hora em que todos estavam distraídos o suficiente procurando uma forma de sair do local, foi ao lado do seu amado e o depositou um selinho.
Sakuranbo: Eu apenas quero aproveitar meu tempo com você – Sussurrou — Enquanto ainda temos chance disso...
Simetry ficou estático, não sabia o que fazia, suas bochechas se avermelharam e ficou cabisbaixo, colocou sua mão direita sobre a cabeça da mew e acariciou levemente.
Simetry: Não seja estúpida, ninguém irá para lugar algum.
Kinko observava a cena de canto, suspirou emergindo dos próprios pensamentos e procurou com os olhos onde estava Kouhii, a fitou ajudando os guias a acharem uma saída e estremeceu quando os olhos da garota assumiram um vermelho sangue e brilhante.
A culpa era sua.
Kouhii: Aqui – bateu de leve em uma área da parede – mas eu não tenho audição o suficiente para conseguir ouvir o eco do outro lado...
Manu: Quer ajuda? – retirou a mão da mew sem esperar uma resposta – Venha cá Tsuki-chan.
Tsukino, a guardiã de cabelos loiros e olhos avermelhados com duas enormes orelhas de coelho escondidas embaixo de um chapéu decotado azul, fez uma breve reverência e alçou as orelhas tentando ouvir algo, bateu em cantos da parede e suas orelhas tremeram quando bateu perto de uma fenda.
Tsukino: É aqui – observou a fenda – precisamos de algo para quebrar está parede aqui.
Mii: Não irá chamar muita atenção?
Tsukino: Você pretende ficar aqui parada para sempre?
Mii se encolheu meio ofendida.
Manu: Não se preocupe Mii-chan, a minha guardiã quis dizer que iremos chamar a atenção de qualquer forma, mais cedo ou mais tarde.
Simetry foi à frente de todos com um sorriso radiante.
Simetry: Posso destruir a parede?
Os guias se entreolharam e Sakuranbo suspirou, esse “pirralho” não muda nunca..., pensava enquanto observava seu sorriso atraente.
Higor: Por mim tudo bem, mas seja sensato, não vá nos explodir juntos!
May: Hunf…! – suspirou se sentindo ofendida – Quem você pensa que ele é? – apontou para a face de Simetry – Este ser humano é meu irmão, mesmo sendo uma catástrofe, ainda sim é meu irmão. Ele sabe bem o que faz, não é mesmo maninho? – se virou para ele com um olhar perigoso.
Simetry: Claro! Agora me dêem licença~
Todos se afastaram da parede e foram se abrigar perto de objetos antigos do local – que se resumiam em mobílias antigas – para se prevenirem de algum pedaço de concreto voando pelos ares na direção errada.
O Kitmoon encostou uma das mãos na parede, avaliou alegremente a sua vítima e logo se afastou deixando que um riso escapasse de sua contagiante alegria.
Budou: O que há de errado com ele? – Perguntou a Sakuranbo.
Sakuranbo: A parede não é inquebrável, por isso está tão feliz.
Nat: Seu namorado é realmente um maluco.
Sakuranbo: A-Ah! N-Não é me-meu namora... – Gaguejou avermelhada – Quer dizer... Eu gosto dele, mas ele é mais como u-um m-m-mascote entende?
Camille: Não tente nos enganar Sakura-chan~
Sakuranbo: N-NÃO É ISSO!
Myio: Sakura-chan está perdidamente apaixonada pelo Si-kun! Que fofo!
Sakuranbo: O QUÊ…?! ATÉ VOCÊ MYIO-CHAN?!
May: Shhh!!! – encostou o indicador nos lábios – Ele precisa de concentração!
Simetry esperou o silêncio. Quando se fez, enfiou a mão dentro de seu bolso do seu casacão bege, retirando um saquinho com um punhado de pequenas bolinhas negras e cristalinas, pólvora – exatamente o mesmo que Kinko tinha consigo -, depois espalhou cuidadosamente em áreas especificas pela parede, sempre tomando muito cuidado como se aquilo fosse como pintar detalhes de um quadro.
Simetry: Himeko-senpai, pode me ajudar com o fogo?
Himeko: Claro. Precisa de uma quantidade especifica?
Simetry: Sim, espalhe apenas neste ponto – apontou para uma das bordas da parede onde havia posto pouca pólvora.
Himeko: Com prazer.
A guia rondou a mão que emergiu com uma bola de fogo, mirou com cuidado e atirou ao local onde o garoto havia indicado. Rapidamente o fogo rondou na pólvora se espalhando por outros pontos, magnificamente os pontos formaram o desenho perfeito de um “S” cercado por uma labareda de fogo, logo o fogo se amenizou e Simetry fez um aceno para que abaixassem. A parede estremeceu e em um piscar de olhos uma explosão estrondosa dissolveu a parede a pó e fuligem.
Todos tossiam e tentavam espantar a fumaça escura com as mãos, o pó era de arder os olhos e o cheiro de enxofre invadiu o ar levemente.
Sakuranbo: Simetry! Aprenda a fazer as coisas com mais cautela!
Simetry: A parede estava muito próxima de nós, e o local era totalmente fechado. Além do mais... – se aproximou do ombro da jovem, alterando a voz e sussurrando ao ouvido da garota com doçura – Aquele “S” não representa meu nome – assoprou o ouvido da jovem a fazendo se arrepiar por completo – foi o seu.
Sakuranbo por instinto meteu-lhe a mão na cara e saiu emburrada para frente da fumaceira.
Kinko: Nii-san tente fazer as coisas com mais cautela.
Simetry: O quê?! Até você entrou nessa?
May: Eu também concordo! Você é um desastre.
Simetry: Ma...! – Foi interrompido.
Kinko: Um erro da natureza...
May: Um imbecil...
Simetry: Oi...~
Kinko: Descuidado...
May: E...
Kinko: Completamente...
Kinko/May: Imaturo.
Simetry: JÁ ENTENDI ESTÁ BEM? – saiu emburrado para a mesma direção de sua amada mew.
Afrodite: Ainda não sei como fazem isso, mas admiro essa técnica “cupido”.
Todos seguiram o casal que estava atravessando a fumaceira à frente. Ouvindo levemente ao fundo uma canção doce.
Kouhii: Estão ouvindo alguma coisa ou é apenas comigo? – disse enquanto avançava dentro da fumaceira de pó.
Mii: Não! Eu também estou ouvindo!
Mariana: Hum... Alguém está cantando.
Uma doce melodia era cantada do outro lado da escuridão, era uma canção de ninar calma e tranquila, a voz que a cantava era feminina e não tinha um dos melhores tons, mas era bonita e agradável.
May parou subitamente enquanto acompanhava seu irmão Simetry junto de Sakuranbo.
May: Essa música...!
Algo como uma pontada a atingiu, a jovem tremia e seus belos olhos de um castanho claríssimo se tornaram olhos amedrontados, sua boca abria e fechava como se fosse um peixe respirando para a fora da água sem saber o que fazer.
Kinko: Nee-chan! O que há com você?
May: Essa música... – ficou cabisbaixa por instantes, quando Kinko atreveu tocá-la no ombro ela voltou a andar com uma expressão obscura – Tudo faz muito sentido agora.
Todos do grupo se entreolharam e voltaram a seguir mais depressa a jovem Kitmoon, muito curiosos para saberem o que havia de tão especial naquela canção dócil.
A fumaça começou a abaixar revelando raios de luminosidade, o local começou a ser revelado aos poucos até todo o pó escuro ter se dissipado por completo. Era um paraíso gigantesco, um penhasco formado por montanhas escorregadias que levavam até um tipo de arena, era uma elevação de solo que formava um círculo gigante de terra lisa abaixo do penhasco.
Todos (menos herdeiros): B-BELÍSSIMO!
Manu: Ah! Faz tanto tempo que não visitamos aqui não é?
Miku: Décadas! – a herdeira do cachorro sorriu de olhos lacrimejados de tanta admiração – mal posso acreditar que isso realmente existe, eu pensei que eu estivesse sonhando da última vez que vim aqui.
Mikael: ONEE-CHAN! VEJA! QUE BELO NÃO É? – Nathanael demonstrava admiração no olhar e estava com a boca entreaberta de surpresa – Mas não é tão maravilhoso quanto você!
Nathanael repreendeu seu irmão pelo olhar de leve, ficou levemente vermelho e olhou adiante.
Nathanael: Não me faça ficar convencido.
Mikael: EH?!?! ONEE-CHAN! CRUEL! – fez um biquinho infantil — Era um elogio, um elogio! Não era para ficar convencido!
Himeko: Adiante meus caros.
Todos encararam Himeko, a guia, como se ela fosse um monstro.
Himeko: O que foi?
Nat: Não espera que nós desçamos daqui nos jogando não é?
Himeko: Ah! Não sejam tolinhos! As rochas têm uma passagem escorregadia que nos levará ao centro da arena.
Budou: E-ENTÃO ISSO É M-MESMO UMA AR-A-A-ARENA?
Himeko: Sim, pelo jeito ela servirá para o ritual da volta do cavalo de fogo.
Todos: RITUAL?
Himeko: Oh~ Eu não contei à vocês? — cara sínica – Mas agora que já estão todos sabendo vamos descendo logo nee?
Notas finais
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Finalmente nossos heróis irão encarar a realidade.
Percas.
Mentiras.
Algo estava escondido desde o inicio?
Isso somente em J.M 27!~ YAY!
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