Jealousy
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Notas iniciais
Depois de muitas luas (sente euzinha entrando no universo) sem um "a" sendo escrito a respeito de ASOIAF, eis que eu resolvo ir ler fanfics no AO3 (um site gringo MA-RA-VI-LHO-SO) e me deparo com a tag "Female Jon Snow", e eu - uma pessoa encantada por genderbend - logo fui ler todas as fanfics que tinham a respeito. E fiquei simplesmente en-can-ta-da! Sério gente, é muito bom! AAAAAAAAAA, como não tem essas coisas no Brasil-sil-sil? Puta que pariu, to muito apaixonada.
Portanto, aproveitando que tinha criado essa conta nova, resolvi por em prática vários dos plots que eu criei, e comecei a escrever várias one-shots e long-shots sobre Fem!Jon, mesmo sabendo que nem público no BR pra isso tem.
Enfim, se alguém aparecer aqui... seja muito bem-vindo, minha doce criança do verão ♥ ♥ ♥
Do fundo do meu coração, espero que gostem ♥
Desde que Robb se lembrava, Rose tinha estado ali. Ainda que sua mãe não aprovasse sua proximidade com sua irmã bastarda, Robb sentia-se idenscritívelmente bem quando a tinha por perto – mais do que Theon ou qualquer amigo seu. Portanto, ele dedicava todo tempo que podia a ela, e a conhecia muito bem – eram irmãos, afinal, não havia absolutamente nada de errado nisso. Por um tempo ele achou que não houvesse.
Foi quando o Rei chegou a Winterfell, trazendo com ele aquelas pessoas estranhas do Sul que a Robb pouco agradavam. O Rei mesmo era pouco surpreendente, em nada se assemelhava com o que um homem de seu título deveria parecer; a Rainha tinha um nariz muito em pé, e o príncipe lhe deixava com uma pulga atrás da orelha. Robb sabia que Rose concordaria com tudo aquilo, ela era a moça mais sensata que conhecia, pelo menos de sua idade. Foi uma experiência hilária observar as caras e bocas que Roselyn fazia para eles, mas ela estava muito no fundo da multidão – cortesia da mãe de Robb –, para que alguém além dele notasse.
Quando o Regicida apareceu, viu nele uma prepotência que muito incomodou a Robb. E Robb buscou o mesmo sentimento em Rose. Mas ele não estava lá, e o que ele encontrou fez o seu estômago embrulhar.
Rose, que outrora tinha uma pele muito alva e aveludada, foi substituída por uma coloração muito avermelhada, especialmente na região das bochechas – que geralmente já eram rosadas, por conta do frio. Os lábios estavam graciosamente entreabertos, e, como sempre fazia quando estava nervosa em algum sentido, ela enroscava os dedos nos cachos negros, o que deixaria um nó terrível que ela muito reclmaria para Robb. Para o desespero do herdeiro Stark, Rose olhava para Jaime Lannister com a mesma admiração que Sansa olhava para o Princípe Joffrey.
É claro que ele não gostou. Ela é sua irmã, repetiu mentalmente, como um mantra, como Sansa. Mas não era o mesmo sentimento. Quando viu Sansa olhando para o princípe, quis afastá-la dele pois sentia que aquela criaturinha loira não era boa coisa; e não era como se, ao ver Roselyn olhando para o Regicida, não quisesse protegê-la – até porquê, tinha mais de um motivo para achar o homem de manto branco muito mais perigoso que o principezinho magrelo –, mas havia outra coisa, se olhasse mais a fundo aquele sentimento estranho.
Sentiu-se, num momento, mal por não ser um galante cavaleiro loiro e sulista. Mas foi a primeira vez que ele havia-se sentido assim. Ele sempre soube que era por aquele tipo de homem que as donzelas se enamoravam, mas nunca imaginou que Rose também gostasse do tipinho. Ela nunca me falou a respeito disso, lamentou, ao menos não comigo. Aquilo era coisa de Sansa, só podia ser – Robb só conseguia imaginar, com o coração apertado, que talvez suas duas irmãs ficassem conversando juntas sobre fidalgos bonitos, em suas aulas de bordado –, ela devia estar colocando canções sulistas na cabeça de sua adorada Rosie.
Observou que os olhos azuis-violáceos de Rose seguiam o Regicida, e agora ela sorria encantada enquanto Beth Cassel sussurrava algo que a fez gargalhar e corar ainda mais.
Robb fechou o punho e rangeu os dentes. Ele fez de tudo para não parecer rude quando o Rei Robert o cumprimentou.
Por que estava tão irritado? – Perguntou para si mesmo. Sempre foi uma verdade muito clara para Robb que suas irmãs o deixariam um dia, quando se casassem, mas isso sempre foi uma realidade para Arya e Sansa, refletiu – nunca, na cabeça de Robb, houve a possibilidade de Roselyn deixar Winterfell. Ela deveria ficar com ele para sempre, pelo menos ele acreditava que sim. Mas, por um momento, Robb imaginou algum homem – para quem Roselyn olharia de maneira tão encantada quanto olhava agora para o Regicida – levando embora sua preciosa irmã, tomando-a como esposa e fazendo nela filhos que Robb jamais poderia afeiçoar-se. Era sua irmã. Mais do que isso, sua Rosie, corrigiu sem perceber.
E foi então, com um gosto amargo na boca e horror em seu coração, que ele notou que não somente desgostava da maneira como Roselyn olhava para o Regicida porquê ele era um homem desonrado que não merecia um sentimento tão puro de sua irmã. Ele detestava o Regicida, mas conseguiria odiar na mesma medida qualquer homem que ousasse atrair a atenção de Roselyn. Era um sentimento horrível. Ela era sua irmã. Irmã bastarda, uma voz maldosa em sua cabeça recordou-o. O herdeiro de Winterfell tentou respirar fundo, na esperança de acalmar seu coração, mas não adiantou muito. A verdade, Robb admitiu com muito pesar, era que ele não simplesmente se aborrecia com a maneira que Rose muito se encatava com o Regicida. Ele invejava que aquela admiração estivesse direcionada para outro homem, senão ele próprio.
Era, sem sombra de dúvidas e com a queda dos Targaryen para provar, um fato que todos os deuses – antigos e novos – repudiavam o sentimento que Robb concluiu, relutante, sentir pela irmã. Era um pecado. Nada certo. Mas Robb Stark estava com ciúmes de sua irmã como um homem deveria sentir-se apenas por sua esposa.
Por um momento, Robb lamentou conhecê-la tão bem. Se não a conhecesse, não seria capaz de notar aqueles pequenos movimentos que diziam muito sobre como ela se sentia a respeito do Regicida. Ou então, não se importaria se Roselyn se casasse com um rei, um fazendeiro ou um mercenário. Mas, principalmente, se não conhecesse Roselyn tão profundamente, talvez não sentisse por ela o mais pecaminoso dos sentimentos.
Notas finais
Viram o gif set que eu fiz? Bom, esse tumblr que eu fiz é justamente a respeito da personagem (Roselyn) e tals, e eu vou mantê-lo para adicionar conteúdo que eu for criando (fanfics, videos, edits e outras coisinhas mais), se quiserem seguir, fiquem a vontade, de vez em quando eu devo aparecer lá.
Bom, eu adoraria que vocês me dissessem o que acharam rs, e também, se encontraram algum erro e pah, podem me falar que eu corrijo na hora.
Enfim, beijinhos de luz para vocês crianças ♥
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