Notas iniciais
Hey hey! Antes de tudo espero que me perdoem pela demora, mas eu fiquei doente, de cama mesmo. Depois tive as provas da faculdade e quando finalmente tive um pouco de descanso deu-me uma alta falta de ideias. Então espero que o capítulo corresponda ás vossas expectativas. Boa leitura! ♥

E ali se encontravam os dois, calados, sem assunto. Marinette estaria demasiado tímida para prosseguir, Adrien estaria feliz, mas sem ideia como falar com a garota, afinal ela sempre agira de um jeito estranho perto dele, gaguejava, o garoto pensava que ela ainda não o teria perdoado desde o incidente da pastilha elástica causado por Chloé, porém, se ela ainda o odiasse, porque teria feito esta surpresa? Porque teria reunido toda a turma por ele?

—A-Adrien? – Marinette gaguejou o nome do garoto que estava perdido em seus pensamentos.

—Sim? – Ele sorrira para a garota, nunca teria reparado em como a mesma era fofa. A azulada tinha o cabelo apanhado num rabo-de-cavalo em vez das habituais marias-chiquinhas. Teria vestido a blusa o costume, porém não teria o casaco habitual e em vez das comuns calças rosas, Marinette tinha uma saia cor-de-rosa que ia até a meio de suas coxas e uma meia preta ¾.

— S-se quiser eu posso esperar com você, sabe? O parque é perto de minha casa posso voltar rapidamente a pé. Afinal está ficando escuro e você não pode ficar sozinho. Q-quer dizer não é que você não se saiba defender. Eu acredito em você. M-mas a-ainda é seu a-aniversário e não queria que você ficasse sozinho. – A azulada foi baixando o tom de voz e ficando cada vez mais vermelha conforme iria falando. O loiro não pode deixar de notar e sorrir de um jeito meigo.

— Se quiser fique comigo, por favor. – Ele sorriu gentil. – Mas eu não te deixarei regressar para casa sozinha, Marinette, muito menos depois do que fez por mim hoje, além disso, como você referiu está perigoso andar por aí a estas horas sozinha. – Ele passou a mão na cabeça da grota como se ela fosse um cachorrinho, deixando-a levemente confusa. – Você é muito fofa para andar por aí com essa luminosidade. – O modelo disse sem pensar duas vezes, corando imediatamente quando percebera o que teria dito.

—Ah… — A azulada estava sem reação.

— M-me desculpe – O modelo teria gaguejado. – Não foi isso que eu quis dizer. Não quer dizer que você não seja fofo, porque você é realmente fofa. Mas… — O garoto se sentia demasiado atrapalhado, porém fora interrompido com uma gargalhada meiga da garota.

— Eu percebi. – Disse a garota ainda sorrindo, afinal a garota se sentira refletida na atitude do garoto. – Eu espero com você então. – Disse a garota sem gaguear.

— Obrigado, Marinette. – Sorriu olhando para a garota que claramente era mais baixa. Nunca teria reparado. – Eu realmente não tenho como te agradecer.

— Ah eu só estou fazendo um pouco de companhia. – A garota falou se sentando num banco do lado deles, o seu rosto estava vermelho.

— Eu não estou agradecendo por isso. – Ele falou se sentando do lado dela. – Eu estou agradecendo pelo dia de hoje. – Finalizou.

— Mas não fui apenas eu… A Alya, Nino, Chloé… — A mestiça foi interrompida pelo loiro.

— Nino me falou que foi ideia sua, que você organizou tudo, eu juntou todo o mundo. Nunca vou-te poder agradecer por isso. — A garota sorriu.

— Eu fiz porque quis. – Ela falou. – Não precisa me agradecer. – Sorriu por fim.

— Preciso sim Mari. – Ambos coraram ao perceber que o garoto a teria chamado pelo apelido. – Afinal… Você fez com que esse aniversário fosse o melhor que eu tive desde que minha mãe desapareceu. – Adrien suspirou. – Eu realmente preciso de te agradecer por isso…

Marinette ganhara a coragem que nunca tivera e abraçou o loiro, não com segundas intenções, Marinette era gentil demais para isso, o certo é que ela teria ficado triste com a afirmação, não era justo. Poucos segundos depois a azulada se apercebeu do que teria feito e solto o garoto. Corara de leve.

— Me desculpe.

— Tudo bem.

Novamente o silêncio se instalara entre os dois, que teria sido quebrado pela buzina da limusine de Adrien. Gorila e Nathalie teriam chegado para levar o modelo.

— Bom… Então até amanhã. – Disse Marinette.

— Eu falei que eu te levaria a casa, certo? – Falou o garoto pegando o pulso da mestiça de um jeito meigo e andando na direção da limusine.

—A-adrien n-não é… — A garota foi novamente interrompida.

— É sim. — Falou o modelo chegando junto da limusine. – Nathalie, podemos levar Marinette a casa? Ela mora aqui perto e esperou vocês comigo. Seria injusto voltar sozinha a estas horas, certo? – Falou olhando para o vidro da janela que desceu.

— Tudo bem. – Disse a mulher. – E onde ela mora?

— Na padaria dos Dupain-Cheng, aquela onde eu peço para comprarem os Croissants.

— Certo.

— Entre. – Falou o loiro abrindo a porta para a garota, que estaria notavelmente rosada.

Marinette entrou, sem dizer uma palavra, receava voltar a gaguejar. Colocou o cinto e viu o garoto se sentar do seu lado.

— Obrigada. – A garota murmurou.

— Eu é que agradeço. – Disse o garoto sorrindo.

A viagem foi rápida e calma, o silêncio predominou, quando chegaram, Adrien rapidamente se levantou para que a azulada pudesse sair, quando a garota saiu do carro o loiro a voltou a envolver em seus braços, num abraço.

— Obrigado, outra vez. – O garoto apertou o abraço e a azulada retribuiu, corada.

— De Na-nada… — Disse ela apertando o abraço.

Uns segundos depois ambos se soltaram e sorriram um para o outro.

— A-até amanhã… — A garota disse notavelmente vermelha.

—Até – Disse o garoto sorrindo. A abraçou novamente e seguiu para o automóvel.

~*~~*~~*~

A azulada estava na cama deitada ainda atordoada pelo que acontecera. Ela abraçara Adrien, quatro vezes. O rosto dela automaticamente avermelhou assim que a garota se recordou no sucedido daquele dia. “Mas o que estou pensando? Ele apenas estava grato.” Não pode deixar de desanimar um bocado ao pensar nisso, porém não era o suficiente para terminar com a alegria da garota.

— Que dia, né Marinette? – Falou a pequena kwami da garota. Vou para perto da mesma abraçando a bochecha da portadora.

— É mesmo Tikki. – Retribuiu o abraço da vermelhinha com uma mão. – Mas sabe o que era uma boa forma de terminar o dia de hoje? – A pequena kwami fiz um olhar confuso, realmente não saberia do que a garota estaria falando. – Terminar de costurar aquele vestido em que ando trabalhando. – Terminou sorrindo para a mais pequena.

— É uma ótima ideia Marinette, mas se deite cedo hoje, por favor. – A kwami riu.

— Posso tentar. – Sorriu a maior indo na direcção de sua máquina de costura e colocando mãos à obra.

Porém, ao contrário do que a garota pensava, o seu dia não terminaria assim, na verdade, nesse preciso momento, tinha um felino andando pelas ruas de paris, em direcção a sua casa.

Notas finais
Espero que tenham gostado, adorava saber a vossa opinião. Criticas construtivas sempre são bem vindas. ♥