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10 Capítulo 9


Notas iniciais
Volteiii, pensaram que eu tinha desistido de vocês né? Nunca! Já deixei claro no capítulo anterior porque.demorou tanto para postar, mas aos poucos vamos desenrolando tudo ne. É isso. Beijão 😘

Pov. Narradora

Karina não estava acreditando no que via.

— O que você esta fazendo aqui?— Ela cerrou os punhos.

— Vim treinar, você não me convidou?— Falou cínico.

— Olha moleque, se você não ralar daqui agora eu juro que não falo por mim. — Seus olhos estavam a ponto de saírem faiscas.

— Vocês se conhecem? — Gael perguntou desconfiado.

— Para a minha desgraça sim.— Respondeu Karina.— Olha pai, se você não mandar ele embora quem não fica aqui sou eu. — Ameaçou.

— Karina! Parou.— Repreendeu.— Pensa no dinheiro.— Disse entre dentes.

— Já estou pronto mestre. — Felipe fingiu que nada estava acontecendo.

— Vai se arrumar para treinar. — Gael disse para Karina.

— Eu não mereço isso.— Ela saiu pisando firme.

— Ela tem um gênio forte, não liga não.— Se direcionou a Felipe.

— Sei bem.— Concordou.

— Afinal, como se conheceram?— Perguntou curioso.

— Depois ela te conta, é uma longa história.— Disfarçou, fugindo da responsabilidade.

— Então vamos treinar, porque aqui não tem moleza. Se quer moleza mastiga água. Vamo bora!— Chamou a atenção dos outros.

Karina voltou e foi obrigada a treinar com Felipe.

— E ai, como passou essa noite? — Puxou assunto, mas foi ignorado. — Ai K.— Reclamou quando a loira puxou sua perna ate o alto de uma vez.

— Se for pra ficar com frescura nem vem fazer o treino.— Disse duramente.

— Agora já vi a quem você puxou. — Disse maneando a cabeça até Gael.

— Se quer ficar de conversinha vai pra praça.— Rebateu novamente.

— OK, sargenta Karina. — Brincou e ela rolou os olhos.

Ao fim do treino, Karina seguiu para o banheiro e lá estava Jade.

— Cunhadinha. — Comemorou com a entrada da loira. — Estava querendo falar com você sobre o vestido da madrinha. — Puxou-a para sentar.

— E eu estava tentando fugir desse assunto. — Murmurou.

— Ai Karina, é só por um dia, você não vai morrer. — Rebateu.

— Ai meu saco.— Bufou.

— Voltando ao assunto, lá aonde eu vou comprar o meu vestido tem vários outros lindo, e se você preferir outros modelos tem varias lojas lá perto. Ai você leva a Bianca pra escolher com você. — Sugeri.

— Não! Sem a Bianca.

— Como preferir. — Levantou a mão em rendição. — Mas vai ter que ir provar algum vestido, sem vestido não tem madrinha.— Disse autoritária.

— Ta, eu prometo que hoje mesmo vou lá. — Rolou os olhos.

— Vai ficar tudo lindo. —Comemorou.— Mas agora tenho que ir.— Se despediu.

Karina lavou o rosto e foi falar com seu pai.

— Pai, a Jade veio me cobrar sobre o vestido, então vou lá no centro hoje. Só vou tomar banho antes — Informou.

— Antes de ir passe aqui, vou aproveitar e te dar uma lista de algumas coisas para trazer. — Ordenou a ela, que fez cara de poucos amigos.

A loira foi para casa, tomou um banho e não demorou trocando de roupa, quando retornava para academia lembrou-se de Bianca, então ficou um pouco na praça esperando que os alunos da Ribalta subissem para aula, nem percebeu quando se caiu perdida em pensamentos

— Acorda maluca— Pedro disse na altura da nuca dela e a mesma se assustou. — Não tem lugar melhor pra pensar na vida não.

— Não estava pensando em nada não, só estou esperando a Bianca subir. — Se explicou, meia perdida e ainda de costas para ele.

— Mas eu nem tinha perguntado. — Foi frio.

— E nem é da sua conta mesmo.— Virou-se transtornada e só então percebeu que ele estava com Tainá ao seu lado.

— Você quem começou e me dar explicações. — Provocou. — Mas meu tempo é curto pra ficar perdendo com nada né.— Puxou Taina para si segurando na cintura da moça.

— Você que veio me encher o saco.— Rebateu a loira.

— Porque você esta no meio do caminho.

— Tem um quarteirão imenso pra você passar.

— Mas pra que vou dar a volta sendo que por aqui eu ando menos. — Arqueou a sobrancelha. — Se me der licença. — Empurrou-a delicadamente e deu passagem para Taina segurando a cintura dela por trás.

Karina estava irada de raiva, estava prestes a chutar as coisas quando Dona Dalva interveio.

— Calma menina, não vê que ele só quer te provocar. — Disse o óbvio.

— E esta conseguindo.— Respirou pesadamente.

— Ele quer te ver passando pelo que ele passou com você, mas acho que ele é mais forte nesse requisito. — Sorriu para ela.

— Não começa dona Dalva. — Saiu pisando fundo e entrou na academia enquanto a senhora ficou rindo da situação.

Entrou na academia e foi de encontro com seu pai.

— Me da logo essa droga de lista.— Estendeu a mão com a cara amarrada.

— Isso é jeito de falar comigo garota? — Repreendeu-a.— Que raiva toda é essa?— Questionou.

—Nada.— Tentou ser convincente.— Me da o papel para eu sair antes que a Bianca me veja.

—Toma.— Estragou o papel para ela.

— Tudo isso.— Arregalou os olhos. — Tenho apenas dois braços.

— E é com eles que você vai trazer, agora para de me responder e vai logo pra não voltar muito tarde.

— Saco. — Saiu bufando.

O ônibus não demorou tanto, e quando chegou lá resolveu compra primeiro as coisas de seu pai, e logo em seguida foi em busca do vestido. Porém demorou mais que o esperando e quando viu já estava anoitecendo e muitas lojas estavam abaixando as portas, por isso, provou o último vestido e escolheu um que Bianca com certeza escolheria. Foi para o ponto, mas o ônibus demorou e quando finalmente passou começou a chover.

— Isso é brincadeira comigo, só pode. — Reclamou.

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Gael andava de um lado para o outro com o celular na orelha.

— Droga.— reclamou .

— Meu amor o que esta acontecendo. — Dandara disse vendo o estado do marido.

— A Karina não chegou até essa hora. —Apontou para o relógio.

— Ai Gael para de ser tão grudento com ela.— Se sentou no sofá tentando puxa-lo para junto dela.

— Ela já deveria ter voltado.— Continuou falando.

— Então liga pra ela.— Tentou acalmar os nervos do mestre

— Eu já liguei, mas sempre cai na caixa postal. — Aperto o celular entre seus dedos.

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Karina desceu do ônibus tentando desviar da chuva, mas foi inútil, tentou correr e bem quando passou em frente ao Perfeitão escorregou no chão molhado espalhando as sacolas.

— Você esta bem? — Pedro perguntou saindo do Perfeitão meio desesperando com a queda da garota.

— Não. — Se levantou mal humorada pegando suas sacolas, agradecendo mentalmente por não ter caido nada. — O que ta fazendo?— Perguntou vendo o garoto pegando suas sacolas. Ele saiu pelo meio da chuva, atravessando a rua deixando-a falando sozinha. Ela atravessou a rua sem pressa já estava com a roupa molhada mesmo.

— Obrigada. — Agradeceu quando ele colocou suas coisas na escada. Porém, ele apenas balançou e cabeça e saiu sem dizer uma palavra.

— Maluco.— Suspirou subindo e abrindo a porta.

— Ah, Gracas a Deus. — Gael se levantou indo de encontro a Karina. — Que demora, me deixou preocupado.— Repreendeu-a.

— Claro o senhor me mandou comprar o centro inteiro. — Tentou, numa tentativa inútil, limpar as manchas de suas roupas.

— K, meu amor, o que aconteceu com você? — Dandara se impressionou com o estado da loira.

— Levei um rola na calçada.— Fez careta sentindo o corpo doer.

— Ai meu Deus, e como você está? — A moça preocupou-se. — Machucou muito?— Foi ate a enteada.

— Não sei, mas estou dolorida. — Fez careta.

— Vai lá tomar um banho e depois vou passar uma pomadinha para passar a dor.— Falou Dandara, como sempre, bondosa.

E assim fez a loira e logo após comer foi deitar.

— Karina, quero saber por que não me levou para comprar o vestido com você?— Bianca cruzou os braços na frente da cama da irmã.

— Bianca, por favor, eu estou cansada. — Queixou-se.

— Ta.— Bufou.— Mas cadê o vestido.— Bateu palmas animada.

— Lá no sofá. — Murmurou com o rosto enterrado no travesseiro.

Antes de dormir pode ouvir a empolgação da irmã com o vestido.

====== No Outro Dia ======

Antes de irem para academia, Gael, Bianca e Karina, sentaram-se a mesa para tomarem café.

— Não esqueçam que hoje tem o jantar de oficializado do noivado do Cobra e da Jade. — Lembrou Dandara.

— Vai ter muita gente da Ribalta lá né. — Karina revirou os olhos.

— Dessa vez não, vai ser só familia e padrinhos mesmo. — Explicou Gael olhando no relógio. — Vamos.— Se levantou.

— Então quer dizer que o Pedro vai estar lá.— A loira Fez cara de poucos amigos.

— A menos que o Cobra tenha trocado de Padrinho, sim.— João brincou.

— Depois vocês conversam, agora vamos. — Gael chamou da porta.

Assim desceram para academia, e aos poucos os alunos foram chegando e junto com eles, Felipe, que assim que vou Karina nos armários foi logo falando com ela.

— Oi gata. — Abraçou-a por trás.

— Da próxima vez que fizer isso ficara sem as mãos. — Empurrou as maos dele de sua cintura.

— Deixa de ser tão difícil. — Voltou a se aproximar dela.

— Me deixa em paz, de mim o máximo que você vai conseguir é uns bons socos.— Ameaçou.

— Garota, você ainda vai ser minha. — Segurou nos braços dela.

— Me solta. — Tentou puxar o braço, mas foi em vão.

— Ta tudo bem ai, K?— Duca perguntou olhando de longe.

— Tu...tudo.— Confirmou quando finalmente conseguiu se livrar das mãos de Felipe.

Duca foi ate Gael, que estava olhando os meninos lutando no ringue.

— Mestre, eu acho que esse Felipe esta folgando demais pro lado da K. — Avisou.

— Também estou percebendo alguma coisa estranha nesse garoto. — Concordou.— To de olho, qualquer deslize ele vai se ver comigo.— Ameaçou.

— Eu também. — Concordou Duca.

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À noite todos brigavam para saber que usaria o banheiro primeiro e Cobra estava no meio dessa disputa.

— Ai pai ate a Bianca sair daquele banheiro e o João terminar de se emperiquitar todo já estaremos no dia do casamento. —Disse Karina sarcástica, sem paciência.

— E você quer que eu faça o que? — Gael já estava se irritando com toda aquela confusão.

— Me da a chave da academia. — Pediu.

— Pra que?

— Vou tomar banho lá, vai ser mais rápido pra todo mundo.— Estendeu a mão.

— Quando terminar, não se esqueça de fechar tudo. — Orientou.

A loira pegou as chaves, suas roupas e foi. Quando estava na praça foi surpreendida.

— Eae maluca. — Pedro veio na direção dela todo no terno e gravata, com os cabelos penteados e segundo os pensamentos dela estava sexy.— Fecha a boca pra não babar. — Fez mansão de limpar a boca da garota.

— Por você? Até parece. — Desviou o olhar.

— Seus olhinhos estavam até brilhando quando me viu. — Falou convencido.

— Faça-me rir né moleque, vai cuidar da sua vida e me deixa em paz.— Foi saindo.

— Queria saber se o João esta ai. —,Falou antes de ela se distanciar.

— Sua namoradinha está se produzindo toda.— Fez cara de tédio.

Deixou Pedro falando sozinho, entrou na academia e ascendeu apenas as luzes do banheiro. Se despiu, e entrou debaixo do chuveiro, enquanto passava o sabonete teve a impressão de escutar alguma coisa caindo.

— Tem alguém ai?— Perguntou desligando o chuveiro para escutar melhor. Depois de um tempo sem respostas voltou a liga-lo, estava distraída e escutou novamente um barulho. Desligou o chuveiro de novo e sem dizer nada virou-se para sair, mas se assustou ao ver uma pessoa parada olhando-a.

— O que você esta fazendo aqui? — Disse tentando esconder seu corpo. — Não esta vendo que estou tomando banho?— Procurou sua toalha, mas a viu nas maos dele.

— Ô se to vendo. — Felipe Olhava-a com malícia.

— Seu obsessivo.— Estava nervosa.

— Por você. — Disse e ela pode ver a faca na mao dele.

— Quem ve pensa que é valentão, mas não passa de um franguinha. — Se escondeu atrás da cortina.

— Você acha que é quem pra falar assim comigo. — Pegou-a pelo pescoço e num movimento rápido segurou os braços dela atas do corpo.

— Agora você e todinha minha, sem ninguém pra atrapalhar, e se gritar vai ser pior. — Falou acariciando o rosto dela, beijando seu pescoço.

Karina, completamente vulnerável deixou as lagrimas rolarem pelo seu rosto.

{········♠········}

Bianca ainda estava no banheiro, Cobra havia acabara de entrar e João conversava com Pedro na sala onde estavam Dandara e Gael.

— A Bianca não sai desse banheiro e a Karina esta demorando a voltar. — Reclamou Gael.

— Eu vou lá em baixo apressar a K e você se resolve com a Bianca. — Dandara levantou-se.

— Nada disso, a senhorita não vai fazer esforço. — Interrompeu-a.

— Ai Gael que exagero. — Reclamou.

— Eu vou e você apressa a Bianca. — Se levantou.

— Nada disso, o senhor vai tomar seu banho porque demora mais que eu, então é o próximo. — Dandara interveio.— João, Pedrinho vão ate a academia apressem a K, por favor.

— Eles? Nada disso. — Gael disse elevando a voz.

— Até parece que eles vão entrar se ela estiver tomando banho ne Gael.— A morena revirou os olhos.

— Não duvido muito.

— Tchau pra vocês. — João disse no meio da discussão e fechou a porta atrás de si e do amigo.

— Que moleque desaforado. — disse indignado.

Pedro e João atravessaram a rua, o guitarrista foi adentrando a porta, mas parou quando percebeu que estava sozinho.

— Johnny, vamos. — Chamou o ator que continuou parado.

— Não estou afim de receber uma porradas da sua esquentadinha.

— Depois o frouxo sou eu né.— Rebateu.

— Pode falar o que quiser, mas eu vou ficar aqui.

— Mas você veio para chamar a maluca. — Insistiu.

— Por isso que trouxe você junto.— Deu de ombros.

— Ta brincando né? — Ficou serio.

— Por um lado sim, mas já que você esta aqui chama lá que eu fico por aqui te esperando, pelo menos se você morrer da tempo de eu correr.— Zombou.

— Ra-ra, bobão. — Revirou os olhos e entrou.

Olhou pela extensão da academia e não a viu, por isso, achou melhor chamar para não assusta-la.

— Karina.

Não obteve resposta, mas teve a sensação de escutar movimentação.

— Esquentadinha? — Voltou a chamar, um pouco atordoado com o escuro.

{···♠···}

Felipe já havia amarrado a boca de Karina com a toalha, mas foi interrompido por passos e logo em seguida escutou a voz de Pedro.

— Esse garoto só pode estar de zoação com a minha cara. — Disse nervoso. — Eu já volto, e se gritar já sabe.— Disse mostrando a faca que segurava em suas mãos.

Foi andando devagar no escuro na tentativa de conseguir surpreender o guitarrista. Viu ele de costas meio perdido, então foi lentamente ate ele e num movimento rápido colocou uma das maos na boca de Pedro e a outra, com a faca, no seu pescoço.

— Se gritar não vai ser bom.— Disse em seu ouvido enquanto apertava mais seu pescoço.

Continuaa...

Notas finais
E agora??? Bom digam o que estão achando, e obrigada pelos comentários anteriores. Beijão 😘