Je T'aime
9 Capítulo 8
Notas iniciais
Pov. Narradora
Karina saiu esbarrando em todo mundo e ao tropeçar algumas vezes, tirou os sapatos.
— K, esta indo pra onde? — Perguntou Guta ao esbarrar com ela.
— É-É... Eu tenho que ir. — Deixou a morena com cara de tacho.
— Doida.— Falou ela sorrindo.
{········♥········}
— Gente alguém viu a Karina? — Bianca perguntou para Jade, Cobra, Wallace e Sol.
— Se eu te falar que eu não a vi a noite toda. — Sol estranhou.
— Ela não estava com o tal do Felipe? — Jade sugeriu.
— Agora preciso saber onde está o Felipe. — Bufou, olhando envolta.
— Nem precisa procurar muito. — Cobra apontou para o bar.
— Felipe subiu no balcão e começou a tirar a roupa, jogando-a. Falava coisas desconexas enquanto jogava bebida encima de si mesmo e dançava no ritmo da música.
— A K deve estar morrendo de vergonha. — Bianca disse e foi indo ma direção do garoto. — Felipe, cadê a Karina? — Ela tentava falar em meio ao barulho.
— Aquela ali é uma vagabunda, olha o que ela fez comigo. — Falava atropelando as palavras enquanto apontava para o nariz machucado.
— Não fala assim dela. — Se revoltou Bianca.
— Ela é muito esperta, se faz de santinha, mas na primeira oportunidade enlaçou o guitarrista.— Ele dizia em alto e bom som para que todos ouvisse.
— Garoto cala essa boca. — Bianca se desesperou. — Só queria saber se ela estava com você, mas pelo visto não.
— Deve estar com aquele retardado do Pedro.— Ele pulou do balcão e foi ao encontro dela. — Agora para de se preocupar com a santinha falsificada e vem aproveitar um pouco.— Puxou-a pela cintura.
— Me solta, seu bêbado. — Empurrou-o e saiu, ainda a procura da irmã.
— Você viu a Karina? — Pergunto se aproximando de Pedro.
— A maluca se perdeu foi?— Não perdeu a oportunidade de zombar.
— Pedro! É sério.— Repreendeu-o
— Não vi, e quero passar o maximo de tempo possível sem vê-la.
— Depois reclama que ela não te trata bem.
— Ela nunca me tratou, não vai ser agora que vai tratar. — Deu de ombros.
— O que é isso? — Perguntou ela olhando para a máscara na mão de Pedro.— De quem é? E não adianta me enrolar que da Taina não é.
— Uma mulher gata me agarrou aqui do nada, e eu claro aproveitei. Mas, não sei quem foi. — Se entristeceu.
— Quer dizer que você beijou a...— Parou no meio da frase.
— A...? Se você sabe quem é me conta. — Disse ele afoito.
— Cla-claro que eu não sei.— Mentiu.— Só achei que não foi legal você ter se aproveitado, só isso. — Tentou esconder o nervosismo. Ele ia responder mas foi atrapalhado por Guta, que chegou com Zé atrás de Bianca.
— Soube que esta procurando a K. — A morena indagou.
— Viram ela? — Perguntou esperançosa.
— Vi, ela estava indo embora, transtornada. — Complementou.
— Obviamente foi por causa do idiota do Felipe. — Opinou Zé.
— Acho que não.
— E por que não?— Perguntou Guta.
— Deixa quieto.— Foi saindo. — Ah, Pedro avisa pro João que eu volto daqui a pouco.
Bianca sabia que irmã estaria no quarto, e estava certa. Ao entrar encontrou a loira tirando a maquiagem, já com o pijama.
— Bonito né dona Karina, me deixou preocupada. — Cruzou os braços.
— Não enche. — A garota estava aérea.
— Você viu o showzinho do Felipe?
—Infelizmente ainda deu tempo de ver antes de eu sair.— Fechou a cara. — Mas ele me paga.— Falou firme.
— E foi só por isso que saiu assim tão transtornada? — Perguntou, tentado tirar informações.
— Teria outro motivo?— Se irritou.
— Calma, ta muito nervosa, aconteceu alguma coisa? — Perguntou sínica.
— Não, nada. — Mentiu. — Ai Bi, é sérios, estou com sono e vamos ter que acordar cedo manhã para arrumar as coisas. — Mentiu novamente.
— Vou voltar pra festa, o João me espera. — Levantou-se.— Depois eu vou querer a máscara de volta, OK?— Fez de propósito.
— Não, mas...
— Algum problema?— Fez cara de paisagem
— Não. Vai lá com seu namorado e me deixa quieta aqui. — Tentou despistar a irmã.
— Ta bom. Bons sonhos, mulher mascarada. — Piscou para ela.
— Quê? — Levantou uma das sobrancelhas.
— Deixa pra lá. — Antes de Karina responder ela já havia saído.
Apesar de não estar com sono, como disse, Karina deitou-se e tentou dormir, mas não conseguiu. Seus pensamentos rodava e paravam sempre no mesmo lugar: Pedro! Repreendeu-se, e ao ser vencida pelo cansaço levantou-se e saiu na tentativa de bloquear o que sua mente fazia questão de deixar claro. Procurou um lugar onde não estivesse ninguém e acabou parando nas piscinas, sentou na borda da mais rasa, tirou os chinelo e colocou os pés, olhando para água os flashbacks começaram a invadir sua mente.
*Flashback on*
Karina estava com seus 9 anos e ia para seu lugar favorito, a Pedra do Índio, com seu pai e sua irmã, agora com 12 anos.
— Meninas eu convidei a Dandara pra ir com a gente, então se comportem.— Gael informou.
— Ah pai ela vai levar o João. — Reclamou Bianca.
— Apesar de ser esquisito é filho dela. — Deu de ombros.
— Ele enche o saco. — Bufou.
— Só espero que ela não venha querer me dar conselho. — Retrucou Karina.
— Garotas, não comecem, da última vez a Dandara saiu lá de casa muito chateada.— Repreendeu-as.
— E deveria não ter voltado mais. — Karina permaneceu autoritária.
— Já chega!— Gael ficou enraivecido.— Se continuarem vamos embora.— Elas reviraram os olhos.
O resto do caminho foi silencioso, Gael estacionou o carro perto da entrada para a mata, tirou as coisas do porta malas e foi conduzindo as meninas pela trilha, elas iam um pouco na frente, mas já estavam se implicando.
— Ai meu saco, vão começar de novo. — Se irritou.
— A Bianca que não para de mi mi mi.— Karina cruzou os braços.
— A Karina que não quer me ouvir. — Fez manha.
— Venham aqui. — Ele disse soltando as coisas no chão. — Agora vai andar uma de cada lado e se brigarem vamos voltar pra casa. — Disse firme.
E assim continuaram a caminhada, Gael no meio, Bianca e Karina de cada lado, ambas se olhavam de canto de olho emburradas. Quando chegaram, no lugar que sempre ficavam, começaram a arrumar as coisas.
— Eu acho esse lugar tão lindo. — Karina olhava admirada.
— Não sei qual a graça de tanto mato.— Reclamou Bianca.
— Não enche Bianca.— Karina foi andando rumo ao meio da mata.
— Pensa que está indo aonde? — Gael parou o que estava fazendo.
— Eu quero ir lá naquele lugar que sempre vamos. — Continuou andando.
— Karina! Volta aqui, depois eu te levo.
— Ai pai, você nunca me deixa ir sozinha.— Começou a ficar irritada.
— Criança não pode andar sozinha.
— A Bianca você deixa. — Virou a cara.
— Ela é mais velha que você, e não é em todos os lugares que ela pode ir sozinha. — Argumentou. Ela ia responder, mas foram interrompidos.
— Qual a discussão de hoje? — Dandara perguntou chegando com Pedro e João, ambos com 10 anos.
— Eu mereço.— Sussurrou Karina olhando para Pedro
— A bonita quer sair pela mata sozinha. — Gael foi ao encontro dela.
— Eu sei o caminho.— Retrucou.
— Ai Gael, é aqui pertinho, você tem que confiar mais nas suas filhas. — Dandara tentou amenizar as coisas.
— Elas não conhecem os perigos. — Argumentou.
— E nunca vão conhecer se você não soltar elas. — Abraçou Gael. — Daqui a pouco eles voltam. — Sorriu para ele.
— Tenho escolha? — Tentou argumentar.
— Ate tem, mas não seja tão rude, elas são apenas garotas.
— Você é a amiga que todo homem queria não ter. — Brincou ele.
— Crianças, podem dar uma voltinha, mas aqui por perto. Voltem daqui a pouco para comerem, e fiquem juntos. — Dandara passou as exigências antes de eles saírem.
A principio todos foram juntos, mas Karina começou a se distancias deles.
— K, é pra todo mundo ficar juntos.— Bianca tentou informar.
— Ai por favor né, já vamos ter que passar a tarde toda juntos então, cada um para seu canto. — Foi saindo antes que a irmã pudesse responder. Bianca olhou para os lados e viu apenas João.
— Cadê o Pedro?
— Não nasci grudado com ele.— Deu de ombros.
— Não esquece o que ela disse, cada um para seu canto. — Disse, grossa enquanto saia, mas foi seguida por ele. — Ta surdo, sai do meu pé encosto.
— Bianquinha, não adianta me jogar pra escanteio, eu sei que trocaria suas bonecas por mim. — Brincou ele.
—Ha, vai sonhando, minha bonecas são preciosas.— Disse séria. E logo eles embarcaram numa conversa.
Já Karina caminhou pouco e então chegou no lugar que ela mais adorava, encostou-se em uma árvore bem grande e olhou em volta, mas algo lhe chamou a atenção. Na árvore ao lado tinha algo escrito, olhou e percebeu que havia sido escrito com uma pedra e ficou mais intrigada ainda quando entendeu, era um coração com as letras P+K dentro.
— Gostou? — Perguntou Pedro saindo de trás da árvore.
— Você não cansa de brincar comigo não. — Tentava esconder que havia gostado.
— A Karina assume vai. — Foi chegando perto dela.
— Desgruda moleque. — Tentou empurra-lo, mas foi em vão.
— Vamos tentar uma coisa? — Ele perguntou empolgado.
— O que? — Ela percebeu que não tinha mais saída, estava encurralada entre Pedro e a árvore.
— Isso. — Ele encostou as pontas dos lábios dele nos dela e passou um tempo assim, mas ela o empurrou.
— ECA. — Karina limpou a boca e logo em seguida saiu correndo. Havia dado seu primeiro selinho.
* Flashback off*
— Ta no mundo da lua?— Perguntou Pedro estalando os dedos na frente dela.
— Não, esta pensando em você... — Disse suspirando, mas logo se tocou. — Quer dizer...
— Sabia, com aquele sorriso bobo só podia ser em mim que estava pensando.— Ele disse convencido.
— Estava pensando de que forma ia te matar. — Ela se levantou.
— Pra que tanta agressão, eu não fiz nada dessa vez. — Ele pos as mãos na cintura.
— Você sempre faz, então já estava planejando o próximo. — Deu de ombros.
— Você que é toda ogra, e não sabe tratar as pessoas, se toca garota ninguém gosta de ser tratado que nem cachorro — Foi grosso e acabou nem percebendo que ela havia se magoado.
— Fica quieto. — Disse irada antes de empurra-lo para dentro da piscina.
Saiu de la transtornada batendo nas coisas no caminho, chegou no quarto batendo a porta e quando ia destruir as coisas que estavam na penteadeira, lembrou-se de como Bianca ficaria brava, então tentou respirar e se acalmar. Ficou deitada olhando para o teto e nem percebeu quando sua mente parou de trabalhar e dormiu.
====== No dia seguinte ======
Karina abriu os olhos e viu Bianca, já arrumando suas coisas.
— Virou a noite foi? — Ela falou olhando no relógio, ao lado da cama e vendo que ainda era cedo.
— Sim.— Bianca sorriu travessa.
— Se o pai fica sabendo dessas loucuras, não quero nem pensar. — Se espreguiçou.
— Melhor nem pensar mesmo. — Andava de um lado para o outro pegando suas coisas.— Arruma rápido suas coisas, porque as meninas vão sair primeiro que os meninos, pra disfarçar. — Informou.
— Ainda bem que vai voltar tudo ao normal. — Karina suspirou.
— Pelo visto não deu muito certo com o Pedro. — Bianca olhou para Karina, que desviava o olhar.
— Isso não me preocupa, nunca daria certo mesmo, e eu odeio ele. —Mentiu.— Só que sinto falta da academia, de lutar. — Disfarçou.
— Me engana que eu gosto. — Bianca cerro os olhos. — O pai ligou ontem de novo e falou que tem novidade.
— As novidades do mestre Gael nunca são boas. — Disse enquanto arrumava as coisas.
— E por falar em coisas boas, daqui a menos de um mês é casamento do Cobra e da Jade.— lembrou Bianca.— E você é madrinha. — Piscou para ela.
— Junto com o perna de pau do Pedro. — Bufou.
— Eu só acho que o Cobra fez de propósito, ele nunca foi assim tão próximo do Pedro. — Opinou.
— Não viaja. — Karina disse, antes de entrar no banheiro.
Logo após tudo estar arrumado, elas saíram do quarto e foram tomar café antes de saírem, como estava muito cedo só tinha as meninas no refeitório. Perto do horário delas saírem os meninos apareceram.
— Cuidado com o que vocês vão falar lá em.— Cobra avisou. — Cade a Karina?
— Voltou para buscar um negócio que esqueceu e ainda não voltou. — Respondeu Bianca.
{········♪········}
Karina deu uma ultima revisada no quarto antes de sair, quando passava a chave na porta foi surpreendida por uma pessoa puxando em seu braço.
—K, eu preciso falar com você. — Era Felipe, e estava com um curativo no nariz
— Eu não tenho nada pra falar com você. —Foi andar, mas ele entrou em seu caminho.
— Você ta pedindo. — Ela disse já sem paciência.
— É sério, me desculpa, não foi minha intenção dizer aquelas coisas. — Ele estava desesperado.
— Cala a boca, você não tem moral para falar nada, e eu não te desculpou.— Puxou seu braço. — E me deixa em paz.— Empurrou-o e foi andando, mas ele puxou-a novamente só que dessa vez com força.
— Você não sai daqui sem falar comigo. — Jogou-a contra a parede, com fúria no olhar.
— Solta ela. — Disse Pedro aparecendo no corredor.
— Isso não é da sua conta. — Felipe disse rude.
— A partir do momento que mexeu com ela é da minha conta sim. — Estava transtornado.
— E ai Karina, vai vim comigo para conversarmos ou vai ficar com esse frouxo.— Falou com ela, ignorando Pedro.
— Não olha mais na minha cara, não aparece mais na minha frente, me deixa.— Foi ríspida. Felipe soltou-a, olhou para ela e saiu.
— O-Obrigada. — Agradeceu sem jeito.
— Da próxima vez vê se fica mais atenta, e não seja tão patética. — Ele disse sem esboçar emoção e saiu, deixando-a com cara de tacho.
Depois de se recuperar, continuou seu caminho.
— Caramba K, só faltava você. — Reclamou Bianca.
— Já estou aqui, vamos. — Falou seca e passou reto, entrando na vã e sentando. Viu Pedro se despedindo de Tainá aos beijos e ficou ainda mais irritada.
— Vamos logo ne. — Disse alto chamando a atenção.
Elas foram entrando e se acomodando, o motorista deu partida e assim iniciaram a viajem. No começo elas, com excessão de Karina, cantavam e comentava sobre tudo que viam, mas depois de um tempo começaram a se entediareme reclamarem de calor, sono e dores e 2 horas e meia depois, para o alivio de todas, a viajem havia encerrado.
— Ai não aguentava mais. — Reclamou Sol.
— Minha pernas estão formigando. — Retrucou Joaquina.
— Não vejo a hora de cair na minha cama. — Suspirou Ruiva.
— Bianca, vamos subir. — Karina continuava com a cara fechada.
— Tchau meninas, até depois. —Bianca revirou disfarçadamente os olhos.
Ambas subiram com dificuldades por conta das malas e demoraram para abrirem a porta.
— Pai? Dandara? — Chamou Bianca jogando suas coisas no chão.
— Parece que a casa está vazia. — Karina olhou pela extensão da cozinha e não viu ninguém. E assim se jogaram no sofá.
— Meninas? — Dandara apareceu na sala com cara de sono e os cabelos bagunçados.
— Dormindo a essa hora?-Questionou Bianca.
— Quando a velhice chega é assim mesmo. — Gael apareceu no mesmo estado que a mulher. — Que saudades. — Ele abraçou fortemente as filhas e logo Dandara se juntou ao abraço.
— Me contem tudo o que aconteceu.— Dandara pronunciou empolgada.
Elas contaram todas as parte da viajem em que os meninos não apareciam, e mentiram em algumas delas.
— Vocês ficaram sabendo que o Cobra e os meninos da academia foram em uma parecida com a de vocês, mas apenas para meninos e nem me contaram.— Gael disse ressentido.
— Ai amor, eles estão de férias, livre do mestre. — Brincou Dandara.
— E por falar em meninos, você não disse que eles voltariam antes das meninas?— Elevou uma das sobrancelhas.
— Eles viram mais tarde. — Karina explicou.
— E como você sabe?— Ele perguntou desconfiado.
— È que... È que...— Karina Tentou procurar uma desculpa.
— A Jade ligou pro Cobra e ele disse que a vã deles quebraram e iriam se atrasarem. — Bianca disse rápida e com a voz tremula.
— Jade é? — Ele ainda estava desconfiado.
— E qual era a novidade que queriam contar. — Karina fingiu interesse para fugir do assunto.
— Vamos esperar eles né amor ?— Dandara olhou para Gael.
— Quando os meninos chegarem contamos. — Gael ficou sorridente de repente.
— Assim me matam de curiosidade. — Reclamou Bianca.
— Enquanto esperam, vão tomar um banho e desarrumarem as coisas enquanto eu preparo algo para comerem.— Dandara foi conduzindo-as para o quarto.
A tarde passou rapidamente e logo no começo da noite os meninos chegaram, Cobra, Pedro e João subiram.
— Boa noite. — Pedro disse, como sempre, sorridente.— Passei só para te dar um beijo, tia Dandara. — Ele abraçou a moça e logo pegou suas coisas novamente.
— Espera ai, me contem como foi.— Ela abraçou os outros, sendo acompanhada por Gael.
Eles contaram, e assim como Bianca e Karina, mentiram a maior parte da história.
— Engraçado, as meninas fizeram as mesmas coisas. — Gael voltou a ficar desconfiado.
— Nada haver Gael, não vi nada de parecida, e é normal terem as mesmas atividades. — Disfarçou.
— Bom, eu já vou. — Pedro tentou fugir da responsabilidade.
—Não quer ficar para ouvir a novidade. — Dandara sorriu para Gael. Chamaram as meninas que estavam no quarto.
— Ai que encosto. — Karina reclamou ao ver Pedro.
— Não começa Karina, deixa de ser infantil. — Pedro foi frio e Karina se calou, ficando chocada.
— Chega né. — Gael ainda sorria.
— O que temos pra falar é...— Enrolou Dandara.
—Fala logo. — Bianca disse ansiosa.
— OK, vamos ter um bebê. — Gael revelou radiante.
— Eu acho que estou tendo um AVC.— João caiu sentado no sofá.
— Nossa... Que... Legal? — Indagou Bianca.
— Mais um. — Suspirou Karina.
— Pô que bom em. — Cobra abraçou o pai
— Olha o mestre cruel, botando pra quebrar. — Pedro levantou a mão para cumprimentar Gael, que deixou-o no vácuo.
— Se você não calar a boca eu vou botar pra quebrar a sua cara. — Gael respondeu.
— É, acho que minha visita acabou. — O guitarrista pegou suas coisas. — Tchau tia Dandara, parabéns. Tchau brother, boa sorte.
— Já vai tarde.— Murmurou Karina.
— Tchau Bianca, tchau Cobra, tchau mestre. — E então saiu, Karina ficou com cara de tacho pela insignificância do garoto.
— Vácuo. — Sussurrou Cobra.
— Depois dessa eu ia dormir. — Zombou João.
— Fica quieto. — Karina acordou de seu transe.
— Depois das noticias de hoje, vamos dormir ne. — Bianca sugeriu.
— Eu quero dormir profundamente e eternamente, para não precisar presenciar isso.— João fez drama.
— João!— Repreendeu Dandara.
— Eu vou pro QG.— Falou Cobra.
— Dorme ai. — Sugeriu Gael.
— É melhor eu ir, vai abrir a academia amanhã? — Perguntou.
— Vou por todo mundo pra suar. — Confirmou Gael.
— Você não ia dar uma folga pras crianças? — Dandara arqueou as sobrancelhas.
— Já que a maioria esta por aqui, não vou dar moleza e ainda que vai entrar um aluno novo.— Deu de ombros.
— O Duca vai topar dar aula nas férias dele?— Questionou Karina.
— Eu já falei com ele, vi ele hoje com a Nath.— Olhou disfarçadamente para Bianca, que tentou não se importar.
— Gente, me bateu um sono, vamos deitar. — Dandara levantou-se do colo de Gael.
Cobra foi embora e cada um foi para seu canto se ajeitarem para dormir.
====== No dia seguinte ======
Gael foi o primeiro a acordar, enquanto se arrumava Dandara despertou e foi preparar o café, logo todos foram se juntando na mesa.
— Bianca, cadê sua irmã? — Gael perguntou.
— Ai pai, eu sai do quarto e ela ainda esta despertando.— Disse enquanto tomava o suco.
— Karina! Vamos logo. — Gritou Gael.
— Pode indo que eu vou daqui pouco. — Gritou em resposta.
— Você vai ficar bem? — Se preocupou com Dandara.
— Amor, eu estou gravida não doente. — Suplicou.
— Acho que eu fiquei mais doente com essa gravidez do que ela.— Se pronunciou João.
— Esquisito, não começa, que hoje eu não estou com paciência. — O mestre ameaçou João.
—Gael!— Repreendeu Dandara.
— Eu tenho dó dessa criança.— Retrucou João.
— João, para você também. — A cantora voltou a brigar.
— É melhor eu ir. — Gael disse, se despediu de Dandara e saiu.
Depois de algum tempo em que Gael tinha aberto a academia, Karina apareceu para aula.
— Karina, minha filha venha conhecer o aluno novo, vou por você para treinar com ele.— Gael foi conduzindo-a.
— Já começou a me dar trabalho.— Reclamou ela.
— Ele já esta colocando o equipamento.— Apontou para o garoto que se virou. — Karina, esse é o Felipe.
—E ai, pronta pra treinar K? — Felipe disse batendo as luvas enquanto Karina olhava para ele pasma.
Continua...
Fale com o autor