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16 Capítulo 15


Notas iniciais
Bom, cá estou eu em... Quero agradecer a Bruuh pelo incentivo, se esse capitulo está sendo postado é graças a você. Obrigada! E se tiver mais alguém por ai, gostaria de saber. É bom estar de volta. Espero que gostem. Beijão

Pov. Narradora

Karina voltou do banheiro e encontrou Zé puxando sua mão da de Pedro, enquanto olhava estranho para o guitarrista.

— Algum problema meninos? – Perguntou desconfiada.

— Não, nenhum, estávamos falando um pouco sobre como o Pedro se sentiu depois de ter acordado sem lembrar-se de quase nada. – Zé disfarçou.

O lutador se levantou e continuou arrumando algumas coisas que faltavam.

— K, eu vou indo la, masquei de sair com os garotos hoje. — Zé se despediu da menina e acenou para Pedro juntamente com uma piscada de olho.

— Eu só vou apagar as luzes pra gente sair. — Quando a garota terminou de falar, escutou um barulho nos chãos da Ribalta.

— Você escutou isso? – Ela ficou tensa.

— E-eu ouvi. – Pedro, como sempre, falou com a voz de menino frouxo.

— Eu vou la olhar. – Foi subindo os degraus apressadamente.

— Karina, sua doida. E se for um ladrão. – Tentou levantar, mas foi em vão.

— Por isso eu tenho que ir, e se ele estiver roubando alguma coisa? Para de ser frouxo Pedro. – Virou-se e continuou a subir.

Ela foi diminuindo os passos conforme chegou ao topo da escada, tentava enxergar, mas estava muito escuro e quando deu um passo a frente alguém trombou com ela.

— Agora você não me escapa, ladrãozinho. – Segurou o pescoço do suposto ladrão com uma chave de braço.

— Karina! Solta, você vai matar ele. — A voz de Bianca gritou no escuro e em seguida sua mão estava nos braços da irmã tentando puxa-los.

A lutadora demorou um pouco para raciocinar, mas soltou quando percebeu que João estava ficando vermelho de se aperto.

— Ai João desculpa, pensei que fosse alguém tentando invadir a fabrica de novo.

— Eu já consigo ver a luz. – Ele tossia na tentativa de buscar ar.

— Para de ser dramático. – Karina brigou, mas estava preocupada. – Isso é culpa de vocês. Ah Bianca se o pai souber disso, não sei nem do que o Mestre é capaz.

— Ele não vai saber de nada porque ninguém vai contar e isso inclui você. – Bianca abanava João enquanto falava.

— Eu não sei de nada, eu não falei nada ainda porque ele não me perguntou.

— Pronto, a filha do homem das cavernas. Qual foi Karina, seu pai vive na era mesozoica e só ele já basta pra nossa casa ser quase um acervo de dinossauros. – João disse após se recompor.

— Tudo bem, o pai é assim mesmo. Mas vocês precisam tomar mais cuidado, já pensou se não fosse eu quem estivesse aqui?

— Ainda bem que as foças superiores estão sempre do meu lado. – João sorriu convencido.

— Não coloca as forças superiores nisso não, você é só cagado mesmo. – Uma voz veio la da academia.

— Pedro, meu grande amigo. – João desceu as escadas. – Quanto tempo, ainda se lembra de mim?

— Achei engraçadão Johnny, estou morrendo de rir. – Pedro respondeu irônico. – Vem cá, desde quando vocês estão nesse lance ai?

— Lance não meu amigo, aqui é coisa séria. Um bom pastor doma seu rebanho. – João piscou.

— Pera ai, acho que eu não entendi direito. Você está me chamando de vaca? – Bianca parou na frente dele com a mão na cintura.

— Claro que não Bianquinha. Não coloque palavras na minha boca.

— Melhor a gente ir pra casa logo, antes que eu coloque outra coisa na sua boca. – A atriz disse com a cara fechada.

— Opaa, agora ta ficando bom. – João sorriu malicioso.

— Eu estava falando a minha mão, seu idiota.

— Eu quebrava a cara dele em dois tempos. – Karina se pronunciou.

— Ainda bem que você não é a Bianca. Agradeço todos os dias pelo Gael ter duas filhas e eu ter fica com a Bela ao invés da Fera.

— Escuta aqui garoto, Fera é a ma... – Foi interrompida por Pedro que parecia estar tendo um colapso.

— Pedro? O que você esta sentindo? – Todos correram até ele. – Fala comigo. – Karina segurava a cabeça dele.

— É uma... ahh. – Não conseguia terminar a frase.

— Deve ser por conta do acidente, precisamos chamar alguém. – Bianca estava desesperada e foi em direção a porta na esperança de ver alguém por lá, e viu Duca com sua vó na praça. – DUCA! Corre aqui, o Pedro eu acho que ele está passando mal.

— Cade ele? – O lutador correu até ela e entrou na academia antes que a mesma pudesse responder. – O que aconteceu?

— Eu não sei ele estava bem a do nada começou a ficar assim, só resmunga e fala que esta doendo. – Karina estava prestes a chorar.

— Pedro, respira, calma. – Duca fazia exercícios de respiração e induzia Pedro a fazer também.

Com o tempo o guitarrista foi se recompondo e voltando ao normal. Ele abriu os olhos e parecia estar confuso, ele estava pálido e olhava apavorado para os outros.

— O que foi Pedro, você esta me assustando cara. – João parou ao lado dele.

— Eu me lembrei. – Seu rosto pareceu se iluminar. – Eu lembrei Johnny, eu lembrei. – Ele sorriu estonteante.

— Do que? O que foi que você lembrou? Não vai dizer que foi daquele dia que a gente viu o Nando apagado no sofá da Ribalta e com as parte tudo de fora. – Brincou João.

— Hãn? Eca, a gente viu isso? Ainda bem que eu esqueci. – Pedro fez cara de nojo.

— Para de interromper ele, esquisito. – Duca bravejou. – Fala Pedro, o que foi que você lembrou?

— Era uma festa, a imagem não estava tão clara, ou o lugar que estava escuro. Tinha um pessoal da Ribalta e um pessoal da Academia. – Ele parou de repente e arregalou os olhos. – A garota, aquela. Bianca, eu falei com você, você sabe. A garota da máscara, aquela que eu beijei e ela foi embora correndo. Você sabia quem era não é? Eu lembro!

— Eu... an... – Olhou para Karina que ainda estava estática com a situação.

— Bi, não mente pra mim. – Ele disse olhando duro para ela.

Continuaaa...

Notas finais
Para um recomeço acho que está bom, espero comentarios de vocês xuxus. Até o próximo!