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11 Capítulo 10
Notas iniciais
Pov. Narradora
Pedro estava assustado, e sem reação deixou ser levado por Felipe.
— Ô Pedro, ta fazendo festinha com minha irmãzinha? — Gritou João do lado de fora, impaciente.
— Irmãzinha? — Questionou Felipe. — O Cobra esta aqui!—Mostrou-se amedrontado.— Se alguém ficar sabendo do que aconteceu aqui você e a MINHA Karina irão pagar as consequências.— Ameaçou antes de solta-lo e sumir pelas escadas rumo a Ribalta.
Pedro estava desnorteado, então demorou um tempo para decidir o que fazer, e logo que se recuperou seguiu para o banheiro feminino.
— Karina? — Chamou antes de adentrar a porta.
— Pedro?— A garota se assustou com a toalha enrolada em seu corpo, procurando suas roupas.
— Ele te machucou? — Receou antes de segurar em seus braços colocando-a de frente para ele.
— N-Não.— Ainda estava na adrenalina dos acontecimentos.
— Ah Pedro, morre ai dentro foi?— Gritou João do lado de fora.
— É... Acho melhor você trocar de roupa, ai vamos contar pro seu pai antes que aquele maluco volte.— Olhou-a apenas fe toalha e demorou para soltar seus bracos.
— Não, Pedro, não podemos contar pro meu pai. Aquele louco ameaçou você. — Se mostrou preocupada e os brilhos faiscavam dos olhos do garoto.— Não que eu estava preocupada,as não devemos preocupa-lo com coisas bestas. — Tentou contornar a situação.
— Coisas bestas? Karina, tem noção do que aquele cara pode fazer?
— Nada! Ele é um franguinha, só esta querendo assustar.— Disse aquilo mais para ela mesma do que para ele.
— Você esta de brincadeira né? — Ele estava indignado. E ela negou com a cabeça. Ele sem responder saiu do banheiro em reprovação.
Karina trocou de roupa, escolhida por Bianca, e saiu do banheiro.
— Você ainda esta aqui? — Se assustou com o guitarrista que estava sentado ao lado dos armários.
— Estava te esperando.— Disse sem jeito.— Olha, Karina, eu não vou deixar esse cara sair intacto , então ou você fala com seu pai ou falo eu. — Disse firme.
— Deixa de ser intrometido.
— E você acha certo ele ficar treinando na mesma academia que você depois do que ele fez?— Ah... A gente pode falar que ele invadiu a academia, mas que... Não aconteceu nada. Para de fazer drama.
— É a minha vida e a sua que esta em jogo, se você não quer fazer mada para mudar isso, eu faço. — Disse tentando ser firme, mas foi em vão.
— Você vai ficar na tua, já disse e repito ele não vai fazer nada.— Disse ela por fim, e saiu com ele ao seu alcance.
— Você que pensa, princesa das luvas de ouro. — Felipe murmurou, camuflado na escuridão no alto da escada.
{········♪········}
João, cansado de esperar, já não estava mais do lado de fora. Durante o curto trajeto Pedro pensava em como seu plano de ignorar Karina havia fracassado a partir do momento em que se preocupara com ela. E a garota pensava que aquela preocupação poderia ser um sinal.
Quando entraram em casa todos estavam arrumado.
— Que demora em.— Reclamou Dandara.
— O que estavam fazendo lá, sozinhos?— Gael começou a ferver de raiva.
— É... A Karina tem uma coisa séria pra te contar.— Pedro disse soltando a bomba nas maos da garota que fuzilou-o com os olhos.
— O que aconteceu? — Dandara se preocupou.
— Esse moleque que é exagerado. Não aconteceu nada demais, só o Felipe que tentou invadir a academia. — Baixou o olhar enquanto falava, para que não percebessem que estava mentindo.
— E você acha que não é motivo para exagero? — Gael Se irritou mais ainda.— O que aquele maniaco fez com você? — Pegou-a pelos ombros.
— Na-Nada.— Engoliu em seco.
— Mas eu não deixei barato não, peguei ele pelo colarinho e o enxotei de lá. — Pedro imitava, mal, movimentos de luta.
— Pedro! — Karina revirou os olhos. — O maximo que você fez foi borrar a cueca. — Zombou Karina.
— E o que ele queria lá? — Gael ainda falava duro.
— Roubar os troféus. — Karina respondeu rapidamente tentando se convincente.
— Meus troféus?— Cerrou os punhos.— Mas aquele trombadinha não fica mais nenhum dia na minha academia.— Foi rumo a porta.
— Gael, você não vai conseguir nada essa hora, não sabemos onde ele mora. —Dandara deteu o marido.
— Pai, eu sei que o assunto pesou, mas a Jade já esta me ligando.— Cobra interveio.
— Tudo bem meu filho, o foco agora é o seu noivado. — Se recompôs.
— Acho melhor a gente ir.— Bianca apressou.
Pedro e Karina se olharam enquanto andavam ate a porta.
Cobra e a lutadora foram na moto e os outros no carro de Gael.
A campainha tocou e Jade levantou do sofá num pulo, Lírio e Joaquina já haviam chegado, a morena abriu a porta e viu apenas Cobra e Karina.
— Ué cadê o padrinho?— Perguntou.
— Eu matei ele. — Debochou a loira.
— Não podia ser depois do casamento?— A dançarina ficou frustrada.
— Eles estão vindo no carro. —Falou Cobra pela primeira vez.
— E vocês vieram sozinhos de moto. — Cruzou os braços.
— Agora você é minha cunhada. — Protestou Karina.
— E vamos continuar assim. — Cobra interveio.
Cobra e Jade entraram abraçados e Karina veio logo atrás, cumprimentaram os presentes e se sentaram.
Pouco tempo depois o resto do pessoal foram chegando.
— Vocês não acham que correram muito não?— Gael disse enquanto se acomodavam na mesa para jantarem.
— II ó lá, anda igual uma tartaruga e culpa os outros. — João cochichou para Karina que sorriu.
— Da próxima vez te deixo no meio do caminho.— O mestre retrucou.
— Meninos não vamos começar né. — Repreendeu Dandara.
Logo apos o jantar, Jade, começou a ensaiar a entrada e posição dos padrinhos. Pedro e Karina se alfinetada enquanto estavam de braços dados.
Depois de algum tempo todos já estavam cansados das exigências de Jade.
— Estou com sono, quero ir pra casa. — Reclamou Karina se apoiando, sem perceber, em Pedro que estava ao seu lado.
– Quero que estava tudo perfeito no dia. — Jade fez birra.
– Se você disser "sim" na hora vai ser tudo perfeito. — Karina revirou os olhos.
— É melhor irmos mesmo, já está ficando tarde.— Gael disse olhando no relógio.
Se despediram e quando foram passar pela porta que Karina se tocou que continuava abraçada com Pedro, a loira se desvencilhou dos braços dele e foi para o lado de Cobra.
{······ Semanas depois ······ }
Felipe não apareceu mais na academia depois daquele dia, e nem procurou por Karina
O dia tão esperado por Cobra e Jade havia chegado e, como sempre, estava uma briga para usarem o banheiro.
— Não quero saber de discussões.— Repreendeu Gael.— dez minutos para cada um. — Olhou no relógio.
Algumas horas depois todas estavam devidamente arrumados.
— Ainda não acredito que um dos meus filhos irão embora. — O mestre segurava Cobra pelos ombros.
— Ah pai! — Cobra o abraçou. — Eu vou estar bem aqui do lado.
— Pra mim qualquer distância longe de vocês parece enorme. — Olhou para os filhos. — Inclusive você esquisito. — Se direcionou a João.
— Não se preocupe sempre estarei aqui bem pertinho de você. — Olhou disfarçadamente para Bianca.— Nem que seja para te lembrar que o próximo casamento sera de uma das meninas e eu espero ser o noivo.— Provocou.
— Até quando eu resolvo baixar a guarda você estraga. — Gael bufou saindo e sendo acompanhado pelos outros.
No meio do caminho encontraram Pedro.
— Nossa, é o Pedro mesmo? — Bianca disse impressionada.
— É tudo isso e mais um pouco. — O garoto disse convencido.
— Tudo isso de estranheza né? — Gael não perdeu a chance de zoar.
— Bom, vim buscar a madrinha, afinal sou obrigado. — Revirou os olhos. — Cadê a maluca?
— Serve aquela?— João virou na direção de Karina.
O queixo de Pedro caiu, enquanto o rubor subiu mas bochechas da garota.
— Fecha a boca para não entrar mosca. — Cobra deu uma batida de leve no queixo do garoto, não gostando muito de como ele olhava para irmã.
— É... Então, vamos? — O guitarrista ainda estava meio bobo.
— E eu posso saber com quem vocês vão? — Perguntou o mestre.
— Minha mae não deixou eu ir no carro.
— Graças a Deus né. — Murmurou Karina.
— Então só nos resta ir de busão.— Deu de ombros.
—Você ta brincando né?— Riu Bianca.
— Vou até fazer a gentileza de pagar sua passagem. — Mostrou o dinheiro.
— Mas os padrinhos vão chegar suados e com as roupas sujas? — Interveio Dandara.
— Ou é assim, ou alguem vai ter que ir a pé.
— Então esta resolvido vocês, que estão acostumados, vão de ônibus e nós vamos no carro.— Bianca deu um basta na discussão.
— Mas é fresca. — Karina revirou os olhos.
A loira foi andando na frente e Pedro veio logo atrás.
— Só espero que não demore muito, afinal quem chega atrasada é a noiva. — O garoto disse se sentando ao lado dela no ponto de ônibus.
— A culpa é sua.
— Falta pouco pra tirar a carteira de motorista.— Disse sorridente.
— E que disse que eu vou andar com você? — Foi ríspida.
— E quem disse que eu vou te levar? — Devolveu.
A loira focou chocada e se segurou para não partir a cara do garoto. Antes que alguém pudesse quebrar o silêncio que se formou o ônibus passou.
{········♪········}
Enquanto Gael foi buscar o carro Duca foi ate eles, e Bianca ficou sem graça ao vê-lo com Nat.
— Oi pessoal. — Ele cumprimentou. — Como eu sei que a familia é grande, vim perguntar algum quer ir no meu carro. — Se ofereceu.
— Bom, até tinha gente sobrando,as acabaram de sair de ônibus. — Dandara disse rindo com a situação.
— Pera ai, o Pedro e a Karina? — Duca se impressionou e logo deu um sorriso de lado.
— Aqueles dois aprontam cada uma.— Nat comentou envergonhada.
— Olha cara, eu ate iria com vocês, mas vou entrar com o mestre Gael na igreja. — Se explicou Cobra.
— Acho que eu e a Bianquinha deveríamos ir com o Duca, assim o noivo consegue pensar melhor na roubada que ele esta se metendo. — Disse João propositalmente, tenso um olhar mortal de Bianca.
— Mas o carro do Duca vai ficar muito cheio. — Dandara protelou.
— Acho que o João tem razão, é melhor pro Cobra ter um momento só dele antes de tudo. — Duca disse sem graça com a situação.
E assim foi Dona Dalva na frente e João entre Nat e Bianca atrás.
Bianca lançava olhares de reprovação para João, Nat olhava para janela, evitando olhar para o lado, Duca não parava de olhar no retrovisor enquanto Dona Dalva apenas se divertia internamente com a situação.
{········♪········}
Quando Karina passou na catraca percebeu um único assento vazio, esperou ate Pedro aparecer do seu lado.
— Estava guardando o lugar pra você. — Ela apontou para o banco ao lado de uma mulher.
— Posso não ser o ultimo romântico, mas ainda sei de cavalheirismo, pode sentar.
—Já basta você pagar a passagem, pode sentar você.
— Karina não adianta discutir.
— Acho melhor você para de frescura e sentar logo, antes que eu tenha que usar a força.— Cerrou os olhos.
— Seu pedido é uma ordem.— Ele disse se sentando rapidamente.
— Ta muito transito, vamos chegar atrasados.— Ela olhava para o engarrafamento preocupada.
— Mas é tradição chegar atrasado. — Ele deu de ombros.
— A noiva, não os padrinhos idiota. — Revirou os olhos.
— É verdade.
— Sera que...— Antes de ela terminar a frase o ônibus virou rápido na curva o que a fez cair sentada no colo de Pedro, ele segurou firme em sua cintura chocando o corpo contra o dela.
— Eu é...— Ela não conseguia pronunciar as palavras.
— Se queria sentar no meu colo era só avisar. —Ele disse sorrindo para ela.
— Se enxerga moleque— ela disse levantando brava.— Você é muito convencido.
— Assume que você queria fazer isso. —Ele piscou para ela.
— Quer saber, vai se ferrar. — Ela disse, aproveitou que a porta estava aberta e desceu transtornada, roxa de vergonha e raiva.
— O Maluca. — Pedro disse se levantando, mas a porta se fechou antes que ele pudesse chegar até ela. — To ferrado. —Ele disse dando sinal e desceu no ponto seguinte.
{········♪········}
Cobra já estava no altar a espera de Jade, a igreja estava cheia, faltava apenas a noiva, que já estava alguns minutos atrasada.
Do lado de fora estavam Líria, Joaquina e os pais do noivo.
— A noiva já esta chegando e nada da Karina chegar com aquele capiroto. — Gael olha a todo momento para o relógio. — A noiva chegou. — Disse vendo Lucrécia e Edgard saindo do carro e logo depois tirando Jade, que estava perfeita como queria.
— Gente não quero do modo tradicional, quero chegar na hora, então se organizem pra gente entrar. Gael e Quitéria na frente, Joaquina e Lírio atrás deles e Pedro e Karina...? Cadê esses dois? — Jade já estava ficando nervosa.
— Eles não chegaram ainda. — Gael explicou.
— Como não, eles não vieram com você?— Lucrécia se intrometeu.
— Na verdade no carro não cabia, então se ofereceram para irem de ônibus.
— Eles estão loucos? Ai mãe isso é um desastre.
{········♪········}
Pedro andou um pouco antes de encontrar Karina sentada na banco do ponto onde havia descido.
— Ô maluca, você esqueceu que temos um casamento para ir, e por sinal estamos atrasados. — Ela virou o rosto na direção contraria da que ele vinha. — Vamos ter que esperar o próximo. — Continuou falando mesmo sendo ignorado.
— Não vou a lugar nenhum com você. — Karina foi ríspida.
— Se quiser me odiar, me ignorar fique a vontade, não me importo mais com isso, mas acha que deveria pensar no seu irmão, que esta contando com você. — Ele disse no mesmo tom. — Eu vou, agora se você não quer, é problema seu. — Ele disse subindo no ônibus que parou, e ela num impulso subiu antes de ele partir.
Pedro passou na catraca e foi andando para o fundo, mas parou quando viu Karina parada, ele arqueou a sobrancelha para ela.
— Eu não trouxe dinheiro. — Abaixou os olhos.
— Lá se vai minha mesada. — Pedro murmurou.
O caminho não foi demorado, porém foi silencioso. Quando chegaram na frente da igreja encontraram jade andando de num lado para outro, tentando ser acalmada por Edgard e Lucrécia.
— Oi gente, desculpa o atraso. — Pedro disse animado.
— Aonde vocês estavam?— Jade soltou o ar que nem percebeu que segurava a tanto tempo.
— Houve uns imprevistos no caminho, mas foi contornado. — Continuava sorridente.
— Eu só não mato vocês, porque preciso entrar logo.— Disse empurrando os dois para seus lugares. — Vamos.— Ela segurou o buquê e sorriu.
Cobra estava com os olhos brilhantes enquanto Jade caminhava até ele, a cerimônia começou, Karina agradeceu mentalmente por estar conseguido ver esse momento de uma pessoa tão especial.
— Pedro...— Cochichou.— Obrigada por... Você sabe, não me deixar pra trás. — Falava perto da orelha do garoto, escondendo suas bochechas vermelhas.
— De nada, esquentadinha. — Disse ele fofo.— E me desculpa por ser grosso com você. — Deu um meio sorriso.— E também, sei que não tive a oportunidade de dizer, mas você esta linda.— Ela disfarçou o sorriso.
Ao fim da cerimonia todos foram para Aquazen. Gael fez um discurso, os artistas da Ribalta contaram, e logo depois a banda Galera da Ribalta, depois de cantarem o roteiro preparado foram cantando o que os convidados pediam.
— Agora é minha vez de pedir uma música. — Pedro disse vendo Karina de longe. — "Menina estranha".
Eu conheci uma menina diferente
Me apaixonei e foi assim tão de repente
Nunca pensei que pudesse gostar
De uma garota que só sabe me esnobar
Olhava descaradamente para ela.
E ela já faz faculdade e eu aqui
Aprendendo a dirigir
Nem sei se vou me formar
E ela diz que um garotinho assim
Que só quer se divertir
Nunca vai te conquistar
Ela não gosta da minha roupa
Vive falando do meu cabelo
Reclama sempre o meu estranho jeito de falar
Mas quando beija a minha boca
Perde a cabeça e fica louca
É questão de tempo até você se entregar
Parou de olhar para prestar atenção na guitarra, mas quando olhou de novo ela já não estava mais lá, correu os olhos pelo lugar, mas nada.
Eu conheci uma menina diferente
Me apaixonei e foi assim tão de repente
Nunca pensei que pudesse gostar
De uma garota que só sabe me esnobar
E ela já faz faculdade e eu aqui
Aprendendo a dirigir
Nem sei se vou me formar
E ela diz que um garotinho assim
Que só quer se divertir
Nunca vai te conquistar
Ela não gosta da minha roupa
Vive falando do meu cabelo
Reclama sempre o meu estranho jeito de falar
Mas quando beija a minha boca
Perde a cabeça e fica louca
É questão de tempo até você me namorar.
Assim que terminou a música desceu do palco e foi procurar Karina para dizer tudo o que sentia, mas não a achou. Foi para o lado de fora e viu uma movimentação na academia, atravessou a rua a seguiu para lá, mas preferiu ficar escondido apenas olhando. Não acreditou quando viu Karina amarrada sendo levada para Ribalta.
— Ai, agora ferrou, sera que eu chamo ajuda? Mas não vai dar tempo. — Começou a sentir medo. — Não seja frouxo Pedro
Disse ele entrando na academia, que estava aberta, e subindo as escadas na ponta do pé.
{········♪········}
Karina estava completamente envergonhada pela música que Pedro escolheu, estava tentando se esquivar dos olhares, por isso estava perto da porta, sentiu alguma coisa te segurar e como estava escuro não viu quem era, tentou bater, mas se sentia fraca e a mão na sua boca te impedia de grita, foi surpreendida por uma faca em seu pescoço, foi arrastada ate a academia, foi amarrada, só então percebeu que se tratava de Felipe.
— Pensou que eu tinha desistido? — Disse arrastando-a escada acima. — Agora você é minha, vamos ser só eu e você. — Passou com ela por um buraco falso que tinha no palco da Ribalta, andando até o estacionamento. Jogou ela dentro de um carro, abriu o porta malas.
— Ah droga. — Socou a traseira do carro. — Eu vou ali buscar um negocio, nem vai dar tempo de você sentir saudades .— Falou cínico.
{········♪········}
Pedro subiu as escadas da Ribalta, mas não ouviu nem um ruido, viu o buraco que havia sido aberto e passou. Quando chegou no estacionamento se escola deu atrás dos carros que estavam lá, viu quando Felipe saiu e hesitou antes de segui até o carro.
— Karina. — Ele cochichava.— Vamos sair daqui. — Ele se enrolou na hora de tirar as cordas e o pano da boca dela.
— Pedro. —Seus olhos brilharam.
— Vem vamos que eu já estou suando de medo. — Foi andando com ela.
— Tudo aconteceu tao rápido.— Ela estava aterrorizada enquanto eles corriam entre os carros.
— Eu fui atrás de você pra dizer o quanto estou apaixonado e que queria namorar você, ai você não estava mais lá.
— Como é?— Ela estava de queixo caido.
— Pensei que seria mais difícil dizer isso — Ele ficou radiante.— E ai ? Você aceita? — Ele parou ficando na frente dela.
— Pedro agora não é hora.— Ela olhava para todos os lados usando o medo para esconder a vergonha.
— Não saio daqui sem a minha resposta, demorei tanto para conseguir me dar conta e falar.— Ele parecia criança birrenta.
— Acho que você sempre teve minha resposta.— Sorriu. — Sim. —Ela sussurrou.— Agora por favor vamos sair daqui.
— Ta bom, minha namorada. — Beijou o lábio da garota.
Quando voltaram a correr Felipe apareceu bem na frente deles.
— Pensa que esta indo aonde Princesa.— Disse Felipe com irônia.
— Você é um psicopata, eu nunca vou ser sua. — Karina falava com ódio na voz e no olhar.
— Se não for minha não vai ser de mais ninguém. — Empurrou Pedro e a prensou em um dos carros, quando ela viu a faca em suas mãos tentou usar seus golpes mas a dor da facada em um de seus braços foi maior. Pedro tentou tirar Felipe de cima de Karina, mas não era forte o suficiente.
— Vamos acabar logo com isso. — Felipe disse saido.
— Vem, vamos sair daqui.— Pedro levantou a lutadora, tirou sua gravata e amarrou no braço dela.
Um barulho de acelerador impediu que dissessem mais alguma coisa. Olharam para trás e lá estava Felipe dentro do carro, antes que pudessem esboçar alguma reação o carro foi lançado na direção deles, como que por impulso Pedro se lançou em cima que antes de cair para o lado pode ouve um sussurro saindo doa lábios de Pedro algo parecido com "eu te amo."
Karina estava zonza, mas ainda pode ver a pior coisa que ka tinha visto, o corpo de Pedro sendo lançado pelo carro na parede.
— Eu preci... Ajud...— Tentou dizer para si mesma, mas estava sem forças.
Viu o carro partindo em alta velocidade, a surdez tomou conta de seus ouvidos, seus olhos já começavam a escurecer, precisava fazer alguma coisa para chamar ajuda usou suas ultimas forças para puxar a maçaneta da porta do carro que estava encostada. O ultimo som que escutou antes de apagar foi o do alarme do carro e sopro rouco de seus lábios.
— Eu também te amo.
CONTINUA...
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