Jaylily - um amor quase impossível
10 A conversa
Notas iniciais
P.O.V. Autor
Lily estava sozinha em casa com uma corda nas mãos. Seus pais foram passar a maior parte das férias dela, e Petúnia se mudou com o namorado para outra casa. E Lily estava sozinha e pronta para aquilo. Sua mente estava a matando à dias. Então, por que não?
Ela pendurou a corda na janela e colocou no pescoço. Estava pronta para pular, quando...
Uma coruja entrou pela sacada. Seu quarto era grande, já que durante o ano sua irmã já tinha se mudado e seus pais juntaram os quartos e o reformaram. Tinha um closet para suas roupas e outro para seus uniformes e material, tinha uma escrivaninha e uma estante com livros, uma cama de casal e um banheiro que continha um box grande e uma banheira, além de uma pia dupla. Sua penteadeira ficava no closet.
A coruja pousou na sua escrivaninha, deixou um pacote e foi embora. Lily deixou o que estava fazendo de lado e foi ver a carta. Continha o nome de James. Ela a deixou na cama e voltou. Ela estava com as penas para fora e olhou para trás. A carta continuava lá. Ela estava prestes a pular, olhou pra carta uma última vez e falou Desculpa e pulou. Mas ela não viu que a carta estava brilhando e que James aparecia no quarto dela. A última coisa que ouviu foi a voz que a dias estava na sua cabeça. James estava gritando para que ela parasse. Mas ela não pode fazer nada que não se entregar a morte.
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James estava correndo para o quintal de Lily. Quando chegou lá, viu o corpo de sua amada pendurada por uma corda.
— Lily!
Ele desamarrou a corda e puxou Lily pra dentro. Ele a colocou em sua cama e checou que ela estava viva. ele suspirou aliviado. Chegara a tempo. Ele a cobriu e foi para a cozinha preparar alguma coisa, ela iria estar fraca quando acordasse. Ele foi levando a bandeja com frutas, torradas e café para o quarto quando ouviu alguém se mexendo dentro do quarto. Lily havia acordado.
— Oi — disse ele entrando no quarto.
— O que você 'tá fazendo aqui? — Perguntou ela.
— Bom, eu te salvei de ter quase se matado. — respondeu ele — Eu senti que algo ia acontecer com você. Por quê?- Seu rosto tomou uma expressão de tristeza e culpa. -É por aquilo que eu te fiz na escola?
— Em parte — Respondeu ela, tímida — Mas também pelo Snape.
— Entendo — falou ele — não deve ser fácil esquecer anos de amizade jogados no lixo por uma palavra. Mas se eu soubesse que as minhas brincadeiras iam chegar ao ponto de você se matar...
— Não foram as suas brincadeiras — respondeu ela por impulso.
— Foi o que então? — questionou ele confuso.
Ela travou e então suspirou e pensou foda-se. Ela o puxou e colou seus lábios aos dela. James ficou paralisado, mas retribuiu. Ele havia colocado a bandeja na mesa de cabeceira e estava subindo em cima dela. Eles pararam para respirar e se olharam.
— Eu... — começou ela — Eu fiquei chateada por você não ter falado comigo ano passado. E eu nunca agradeci por ter me defendido. Me desculpa por ter te xingado e falado mal de você. Eu só estava confusa em relação aos meus sentimentos. Desculpa.
— Me desculpa também por tudo o que eu fiz. E... caramba, esse é o segundo dia mais feliz da minha vida. — Falou ele — Namora comigo?
— Primeiro, é claro que eu aceito! Segundo, qual o primeiro dia mais feliz da sua vida.
— Ele não aconteceu ainda, mas eu tenho certeza que ai ser o nosso casamento.
Ela riu e eles se beijaram. Mais tarde ele foi embora, com a promessa de voltar no dia seguinte. Eles estavam felizes de estarem juntos.
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