Jasiper - Uma história diferente
10 Capitulo 10
Notas iniciais
Já era domingo e iríamos embora hoje de tarde. Acordei e rapidamente me arrumei para aproveitar um pouco a manhã. Fui direto para a varanda e sentei em uma cadeira de frente para o jardim, que dava para ver um pouco do lago de ontem a noite também, e de dia ele ficava deslumbrante! A vontade que eu tinha era de passar a manhã apenas admirando o jardim e o lago, e gravar na minha mente!
Até que uma pessoa puxou uma cadeira para sentar ao meu lado, era Annabeth
— Oiee! Dormiu bem? – Ela perguntou olhando também para o jardim
— Claro – Ri – Depois da nossa vitória, dormi feito um anjo –
— É lindo aqui... – Ela falou – Esse final de semana foi muitooo divertido!! Principalmente pra você né? – Ela bateu no meu braço com o cotovelo dando um risinho.
— Do que você esta falando? –
—Pensa que não percebi? Você e o Jason, Jason e você... –
Abaixei a cabeça fingindo não saber do que ela estava falando
— ATA que você não sabe – Ela debochou – Mas só tenho uma coisa a declarar... — Ela se subiu na cadeira e deu um grito:
— JASIPEEER MEU SHIPP –
—Para com isso sua doida! – Comecei a rir e a puxa-la para se sentar novamente – E o que é Jasiper?
— Mas é óbvio – Ela deu um tapa na minha cabeça – A junção dos nomes Jason e Piper! Dãããã –
Comecei a rir negando com a cabeça – Me poupe Annabeth...
Então subi na cadeira e gritei a imitando:
— PERCABETH MEU SHIPP – Ela começou a rir e responde:
— É, também shippo esses dois – Rimos juntas.
A manhã passou muito rápida, fomos á cachoeira uma ultima vez, demos uma volta pelo bosque. Voltamos umas 13:15 e começamos a arrumar nossas coisas para almoçar 15:00 e partimos.
Chegamos ao parque e descemos todos lá, menos Frank. Começamos a andar em direção de nossas casas, mas Jason seguia na mesma direção que a minha e falou:
— Vou cumprir minha promessa agora, que tal? – Ele se virou para mim falando — Vamos deixar as coisas na sua casa rapidez e vamos fazer um “tour” pela cidade?
— Okay — dei um sorriso e fomos até a minha casa.
Abri a porta e não vi ninguém na sala, então deduzi que estavam todos em seus quartos no andar de cima. Eu e Jason deixamos nossas coisas nos sofás da sala de jogos. Então fomos em direção a um ponto de ônibus perto do parque.
Entramos no ônibus e Jason pagou.
— e onde vamos? – Perguntei
— Você vai ver – Jason me deu um sorriso divertido. Depois de um tempinho, ele cutucou meu ombro e apontou pela janela – Olhe! Aqui é o melhor lugar para comprar ração de pato!
—E porque diacho eu teria um pato? – Perguntei rindo – Na verdade, quem tem um pato como animal de estimação?
—Todo mundo – Ele riu como se fosse óbvio – Você não?
Depois de uns 20 minutos, descemos em uma parada. Não fazia ideia de onde estávamos e era 17:30
—E onde vamos agora? – Perguntei olhando ao redor. Acho que era o centro da cidade, não tenho certeza, mas era cheio de casas e alguns prédios, mas um enorme prédio se destacava, por ser o mais alto.
— Vem, vou lhe mostrar. – Ele pegou na minha mão me puxando para dentro do prédio.
Dentro do prédio, era lindo! Todo com um toque século XX e lindos lustres. E um balcão indicando ser a recepção.
— Não solte minha mão – Ele sussurrou em meu ouvido indo e me levando em direção a recepcionista
— Boa tarde Mary! – Jason sorriu para a recepcionista.
— Boa tarde Jason! – Ela respondeu com um sorriso. – Seu pai só voltará amanhã a noite de Nova York.
— Sim, estou sabendo. Mas na ultima vez que vim vê-lo em seu escritório, eu esqueci meu livro de biologia, e tenho prova de biologia nessa semana, posso ir pega-lo?
— Claro Jason – Ela olhou pra mim e sorriu – Quem é ela Jason? Seria bom evitar estranhos no escritório de seu pai...
— É minha namorada, meu pai a conhece, então não terá problema, valeu Mary! – Jason falou já indo em direção ao elevador e me puxando junto. Não preciso nem dizer que fiquei bem vermelha e com o coração acelerado com essa história de namorada né?
— Mas que história é essa de namorada?? – Perguntei soltando a mão dele
— Calma Pipes – Pipes? Pensei. Ele passou a mão no cabelo envergonhado – É só uma desculpa para a Mary lhe deixar entrar.
Chegamos ao 3° andar, e fomos para o elevador de serviço. Jason apertou o ultimo botão.
— Mas o que foi isso? Por que não continuamos no mesmo elevador?
— Porque apenas o elevador de serviço tem acesso ao ultimo andar, ou seja, a torre. – Ele sorriu, me puxando ao chegarmos no andar – Vamos, venha logo
Assim que fui em direção ás barras da sacada, vidrei na linda visão que tinha...
— Jason... – Falei sem tirar os olhos da paisagem – É lindo!!
— Sim!! Por isso lhe trouxe aqui! – Ele falou animado – Seus olhos estão brilhando! – Ele falou, mas acho que era para si mesmo, e parecia feliz com o que tinha acabado de falar.
A vista era simplesmente magnifica! Estamos no andar mais alto da torre, e dava para ver a cidade inteira! As luzes brilhando, se misturando aos grandes espaços com árvores, junto com alguns outdoors, e estava bem na hora do pôr do sol, olhei no celular, e era exatamente 17:50.
Isso era bem mais lindo que os ofuscantes brilhos de minha antiga cidade. Aquilo tudo era tão simples, e tão maravilhoso... E a brisa do alto era tão prazerosa, que fechei os olhos para senti-la, e quando abri, as nuvens alaranjadas do pôr do sol enfeitavam o céu. Me virei para olhar Jason, que me olhou também e deu um sorriso, seus olhos azuis estavam brilhando. Respondi com um sorriso também, e voltei meu olhar para a paisagem novamente. Dava vontade de congelar o tempo e ficar ali pra sempre, com o pôr do sol, a vista, o vento e... Jason
Se passaram 10 minutos, e já estava ficando escuro. Então voltamos para o elevador.
— Eai? Gostou? –
— Se gostei? – Dei um sorriso de orelha a orelha – adoro ver paisagens, e essa foi simplesmente sensacional!
— Que bom! Seus olhos azuis “falam” exatamente como esta alegre. –
Acho que estávamos os dois corados e em silêncio até chegarmos a recepção. Nos despedimos da recepcionista Mary e saímos do prédio.
— Seu pai trabalha nesse prédio enorme? –
— Ah, meu pai? Sim sim, quer dizer, quando ele esta na cidade – Jason falou isso em um tom triste, olhando para baixo. Me aproximei tocando seu ombro dando-lhe um sorriso, e perguntei:
— E agora? Onde vamos? –
— Para a melhor sorveteria do planeta! – Ele apontou para uma sorveteria que tinha na esquina da rua que andávamos, rua que ficava um pouco longe do prédio do trabalho do pai dele.
— Ola Jason! – O cara do balcão cumprimentou Jason – Eai cara? Como vai?
— Hey Justin! To bem... e você, vendendo muito sorvete? –
— Você nem imagina o quanto! – Ele deu o maior sorriso e se virou para mim – Ola jovem! Quem é você? Não me diga que você aceitou sair com esse cara ne? – Ele brincou apontando para Jason que desabou a rir
— Prazer, meu nome é Piper – Falei rindo e apertando sua mão – e respondendo a sua pergunta, não, estamos só passeando. Sou nova na cidade, e Jason falou que aqui era o melhor sorvete de todos.
— Meu nome é Justin, e vejo que pelo menos ele não mentiu, tome, abuse e gaste toda a grana dele – Justin me deu a tabela com os sabores e deu um tapa no ombro de Jason, saindo para atender outro cliente.
Sentamos numa mesa na janela, de frente um pro outro
— Bom, vejamos... – Falei analisando a tabela – Você que sabe quais são os melhores sorvetes, então me ajude.
— Ele se aproximou para ver também e disse
—Esse de mousse de morango com bronwie é sensacional, você tem que provar! –
— Okay então – Levantei a mão chamando Justin e pedi meu sorvete, e Jason pediu o dele
— Bora ver se eu dou o selo masterchef pra esse sorvete – Brinquei quando o sorvete chegou. Provei e fiz a maior careta, arrancando caras assustadas de Justin e Jason. Mas logo mudei minha cara para um sorriso de satisfação, o que aliviou os dois – ESTA ÓTIMO!! – Comecei a engolir as colheradas de sorvete, fazendo os dois rirem da minha gulodice.
Pedi mais uns 5 sabores diferentes, amando tudo
— Calma Piper, não estou conseguindo te acompanhar desse jeito – Jason falou rindo.
Enquanto o esperava terminar, olhava pela janela olhando o movimento.
—Eai? Como é ser filha de pais famosos? – Jason iniciou o assunto
— Ahh, não é tão bom quanto parece, mas eles tentam ser presentes ao máximo, e são uns amores. E seus pais trabalham em que?
— Bom, meu pai é chefe de uma empresa de energia super conhecida, por isso ele também se torna um famoso, e minha mãe trabalhava como engenheira, mas ela teve uns problemas de saúde e teve que se ausentar, ai ela passa o dia na cama, ela sai muito pouco. E meu pai fica até triste por visita-la tão pouco, mas ele mantém ela sobre os cuidados dos melhores médicos do país, só que mesmo assim ela parece não melhorar... – Jason falava isso tudo de um jeito tão normal, mas no fundo, dava ver que ele guardava toda a tristeza.
— Poxa Jason... – Falei um pouco triste – Por favor, me leve para conhecer sua mãe! Ela deve ser um doce – Falei mudando rapidamente e dando um enorme sorriso.
— Ela é... mas atualmente ela anda bem calada, acho que ela não corresponderá essa sua empolgação...
Então apertei seu braço pedindo
— Por favoor – Ele pareceu pensar
—Ta bem ta bem – Ele cedeu ao meu pedido.
Chamei Justin pedindo-lhe a conta e já tirando o dinheiro do meu bolso.
— Opa opa, pode ir guardando esse dinheiro de volta, hoje eu pago!
— Jason... não comece... –
— Hoje você é a turista! E turistas não pagam! –
—E quem disse isso? – Perguntei rindo
— Eu estou dizendo, tome Justin, pegue esse dinheiro e suma antes que ela teime e invente de pagar! – Ri guardando meu dinheiro. Nos despedimos de Justin e saímos da sorveteria, eram 18:50
— Realmente, esta sorveteria esta mais que aprovada! – Falei para Jason enquanto atravessávamos a rua indo para uma parada de ônibus. – E vamos para onde agora?
— Você vai ver – Jason falou me puxando para dentro do ônibus que tinha acabado de chegar.
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