Jashin-sama, olhai por mim

1 — Me dê sangue, Hidan.


Notas iniciais
Estou numa fase de rever o anime Naruto e ler fanfics, como está dificil achar fanfics de alguns personagens, eu decidi colaborar com a categoria e escrever algumas coisas. É curtinha, mas dediquei todo meu amor a Jashin-sama aqui. Boa leitura.

O altar estava banhado com a cor vermelha.

O sangue escorria pela pedra em filetes, até alcançar o chão batido. Ao redor, homens e mulheres vestindo túnicas negras, encontravam-se ajoelhados, entonando uma oração fúnebre. Balançavam seus corpos lentamente, com as cabeças para o alto, enquanto os olhos revirados, destacando as bolotas brancas em transe profundo.

Deitado em cima do altar, um jovem rapaz de pouco mais de vinte anos, sentia os resquícios de vida escapar de seu corpo. Sentia uma letargia que o impedia de se mover ou gritar por ajuda. O coração bombeava tão lentamente, que quase não havia mais esperanças de voltar ao que era antes.

Seus olhos, antes um azul incrivelmente brilhante, agora perdia a vida e a cor. Ardia, como se lhes tivessem jogado ácido, mas mal conseguia balbuciar a dor que sentia, ao abrir os olhos, eles estavam na cor rosa púrpura.

A dor era constante, mas, aos poucos, o jovem começou a mover as mãos, e depois as pernas. Ele possuía uma lâmina fincada em seu coração. A espada era tão afiada que entrou dentro do altar de pedra, dificultando um pouco a retirada do metal.

Mas o jovem conseguiu se erguer, após rasgar as mãos na retirada da espada.

Ele então ouviu o coração bater.

Tum.

Tum.

Tum.

E então acelerou. Batendo alucinadamente.

As pessoas ajoelhadas se levantaram, gritando.

— Jashin-sama! Jashin-sama!

O rapaz soltou uma gargalhada alucinada, suas roupas sujas de sangue, os cabelos platinados molhados de suor. Ele então ficou em pé ao lado do altar, tossiu o sangue em coágulo negro, vomitou um líquido esverdeado, até sentir que o estômago estava vazio.

Uma euforia desconhecida tomou conta do jovem e ele ergueu a espada, sua risada ecoava pela floresta ao redor daquele altar. Ele começava a recordar-se de onde estava. Havia sido levado por seguidores de um Deus, alegando que o tornaria imortal.

A ideia de retornar para sua vila natal, e destruir todos aqueles que um dia o insultaram, cegou seus olhos. Não esperava a dor lancinante do ritual de passagem, também não esperava ser molestado e abusado de todas as formas por aquelas pessoas malditas. Mas agora sentia-se revigorado. E seu desejo por sangue parecia aumentar a cada minuto em suas entranhas.

Olhando para cima, o sol queimava no céu azul, era dia e Jashin-sama sussurrava em seu ouvido.

— Me dê sangue, Hidan. Agora.

Jashin-sama possuía uma voz poderosa em seus ouvidos. Era como ser abraçado por um vigor repentino e a sensação de impulsividade tomava conta de seu corpo. Ele se sentia invencível.

Hidan se rendeu ao desejo do Deus, erguendo a espada, ele matou todas as pessoas que entoavam eufóricas pelo nome de Jashin-sama. O grito de agonia era excitante, o desespero no olhar de cada um fez Hidan experimentar pela primeira vez o prazer sem igual do poder de Jashin-sama. E então, ele se banhou novamente de sangue.

Diante dos corpos caídos. Hidan levou a espada até os lábios, lambendo o sangue.

— Jashin-sama, olhai por mim.

Notas finais
EU OUVI/LI UM AMÉM? Vamos, igreja, quero um amém.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!