Notas iniciais
escrevi esta pequena fic em 18 de março de 2014 e a publiquei originalmente em inglês, mas agora (re)traduzi e publico em português também

Um dia eu estou lavando minha louça, como eu sempre faço — eu não quero dar trabalho para Esme, mais do que eu causo sendo ainda humana – quando corto minha mão um pouco com uma faca. Antes que eu pudesse ter visto o que aconteceu, Jasper vem da sala e avança sobre mim.

Infelizmente, eu penso, estamos apenas nós dois em casa. Eu sempre tive medo de Jasper – mesmo sem ver suas famosas cicatrizes que deixa os outros vampiros cautelosos com ele – era algo inexplicável, mas agora eu entendo.

Jamais vou pedir o que está acontecendo, porque no fundo eu sei, está implícito. Eu vejo na minha mão a espuma branca se tornar rosa e depois vermelha por causa de meu sangue.

Jasper pega minha mão e rapidamente crava seus dentes na minha palma. Eu poderia ter gritado mas eu estava tão entorpecida e apavorada que não conseguia encontrar minha voz. Eu podia apenas pensar 'Esme'. Não sabia se ela iria me ouvir.

Nesse instante, ela e Carlisle, Alice, Emmett e Rosalie, Edward e Bella, voltam para casa da caçada. Antes de qualquer coisa Esme joga Jasper para longe de mim – eu nunca a havia visto assim tão, determinada, furiosa, ela é mais forte do que eu imaginava, eu sei que ela é uma vampira, mas ela é mais forte que ele. Bem, talvez porque ela é mais nova que ele, ou porque havia acabado de se alimentar.

Alice e os irmãos levam Jasper para fora. Ela não parecia brava com o que a mãe fez. Ela sabia que era necessário afastar Jasper de mim.

Carlisle orienta a esposa:

— Darling, você sabe o que deve fazer! Eu estarei de volta assim que nosso filho estiver bem.

Ele sai atrás dos filhos.

Eu estou num estado de choque e minha cabeça está queimando. Eu tento gritar mas nenhum som sai da minha boca. Até que por fim eu desabo no chão, inconsciente.

Esme ajoelha ao meu lado e me morde onde Jasper também tinha mordido. Eu pensava que ela estava me mordendo, mas ela estava sugando. Ela conseguirá? Se eu sobreviver significa que ela conseguiu. Se não, eu sei que pelo menos ela tentou. Eu posso sentir meu sangue saindo e eu ficando fraca... morrendo. Sempre imaginei morrer nos braços de Esme.

Carlisle volta e ao me ver semi-morta diz para a mulher:

— Muito bem, querida. Agora deixe-a.

Esme reluta um pouco em me soltar; eu posso ver a morte se aproximando. Eu sei que quem me matou foi Jasper, Esme apenas tentou me salvar... Uma vez que Esme olha dentro de meus olhos e vê que eu estou quase morrendo... ela de repente solta meu braço.

Carlisle examina meus ferimentos… de novo eu perco a consciência e desmaio novamente no chão da cozinha... Eu acordo vendo a luz do teto do escritório de Carlisle, deitada numa maca...

— Carlisle!

— Que bom que você acordou, criança — adoro quando ele me chama de criança. ele sabe pois pode ouvir meu coração.

— Eu fiquei inconsciente por quanto tempo?

— Só por algumas horas. Você vai ficar bem mais rápido do que eu imaginava.

Sinto um cheiro bom, a porta se abre e Esme entra:

— Minha querida! que bom que você está bem — vem me abraçar, posso sentir o cuidado que ela tem ao me tocar. — Não suportaria se tivesse feito algum mal pra você.

— Esme, obrigada, você me salvou!

— Oh querida, de nada. você está bem é isso o que importa.

...XXX...

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!