Jared e Megan - Vol 1 Escolhas
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Que merda eu tinha feito?
Belo pensamentos para se ter logo pela manhã. Olhei para minha mesinha de cabeceira, encontrei a garrafa de vinho vazia, olhei o relógio que marcava 05h00min da manhã e meu celular que continuava a tocar de forma escandalosa. Atendi sem ver quem era com uma voz arrastada de sono.
—Ham... – estava em um mau humor dos infernos.
—Você acabou com ele. – a voz masculina falou para mim.
—Eu não fiz porra nenhuma só quero dormir me deixa em paz. – quase gritei para quem estava me ligando uma hora dessas.
—Pelo visto você não está melhor do que ele Megan.
— Eu estou em casa e eu nem sei quem fala e quem é que ta mal. Espero que ele melhore beijo boa noite.
—Megan, Megan, Mega...
Encerrei a chamada e liguei em seguida para o meu porteiro querendo evitar problemas mais tarde.
—Se alguém vier atrás de me ver não sendo o meu pai eu sair mais cedo arrumada para trabalhar e fui de taxi.
—Tudo bem senhorita Hart.
Desliguei o telefone por completo tirando da tomada e fui dormir novamente, eu estava estressada por não me deixarem dormir, com dor de cabeça por causa do vinho e triste pelo o que tinha feito.
Acordei um pouco mais tarde era umas 07h00min da manhã. Eu parecia um zumbi, se fisicamente não estava visível eu sentia-me como um. Levantei-me da cama em modo automático e fui direto para o banho. Lembranças da noite passada me invadiram e eu logo caio no choro por que eu tinha machucado quem era tão importante pra mim.
Sair do banheiro após o banho me sentindo pior do que quando havia ido atrás de algo para me deixar melhor. Encarei o meu quarto ele estava definitivamente convidativo pra mim, seu clima era o mesmo que o meu, frio e sofrido. Encarei minha imagem no reflexo do espelho para saber que trabalho hoje não era possível, mais eu não podia fugir dele. Eu teria que comparecer na empresa havia coisas para reunião de amanhã pra eu resolver.
Vestir-me rapidamente, fiz um coque simples para trabalho, fiz uma maquiagem para disfarçar as olheiras e os olhos inchados, algo que desse um ar de vida para mim. Coloquei minha saia secretaria na cor preta uma blusa azul com um decote em V de magas até a altura do cotovelo na cor azul turquesa meu Louboutin inseparável preto, uns brincos discretos com pedras na cor azul e meus óculos de sol. Reunir tudo o que eu precisava. Fiquei indecisa se pegava ou não meu carro e no fim com tanta coisa que eu tinha que levar pro trabalho eu teria que ir com ele.
Cheguei à empresa e peguei a vaga mais infeliz que tinha por ali, nada de vagas com prioridades eu não queria saber se ele tinha ou não chegado no trabalho. Peguei o elevador privativo para o meu andar rezando pedindo aos céus para que ele aparecesse hoje o mais tarde possível na empresa se ele não fosse eu ficaria mais feliz ainda.
Eu não fazia a mínima idéia que eu era tão frouxa, tão frágil a tudo que nos rodeava até ontem à noite e eu soube disso da pior maneira.
Sair praticamente em disparada para o meu escritório, não olhei nem para os lados. Entrei na minha sala e fui ligando computador meu notebook pegando pastas e mais pastas para começar a trabalhar. Cair afiada no que tinha que fazer, meu telefone em pequenos intervalos estava tocando, seja por ligações ou por mensagens. Eu estava com uma dor de cabeça infeliz, eu já havia tomado dois comprimidos para dor e nada de fazer efeito, foi quando eu estava comendo uma barrinha de serial que eu lembrei que não tinha comido nada no café da manhã.
Está explicado minha a dor de cabeça.
Olhei o que tinha feito e praticamente metade do que tinha para o meu dia eu tinha resolvido em pouco mais de duas horas de trabalho em uma única manhã. Dei uma pausa e fui para sala do café ver se ainda tinha alguma coisa que eu pudesse comer para me deixar concentrada no trabalho. Bati com alguém assim que eu entrei na sala do café enquanto eu checava mensagens no meu celular pessoal pela primeira vez no dia.
—Desculpa. – pedimos em uníssono e depois vimos quem era.
—Tudo bem eu estava distraída. – disse mostrando o celular estava meio sem jeito.
E assim ficamos nos encarando sem falar nada pelo que parecia ser minutos, horas ou até décadas.
Ele estava como sempre o senhor charme em seu terno de corte impecável, seu cabelo em seu devido lugar, mais seu rosto aos meus olhos estava errado. Seus olhos azuis claros profundos estavam tristes, trazia algo dolorido neles, seu sorriso de todas as manhãs não estava ali, em nada ele era o que eu conhecia. Talvez isso fosse o que o remorso fazia com as pessoas, te fazem encarar o que fez todos os dias sabendo que não poderá fazer nada para mudar, por que você simplesmente já mudou tudo naquela pessoa.
Meus dedos queimavam para tocar seu rosto afagá-lo, mostrar como eu me importava com ele, sentir que nem tudo havia mudado entre nós, mesmo que eu tivesse pisado feio na bola.
E lá estava eu atrevidamente caminhando para perto dele tocando-o mesmo com um medo estrangeiro esmagando meu estomago eu estava tocando-o, mesmo que não fosse certo fazer isso eu não podia não tocá-lo quando ele estava daquele jeito. Ele não recuou ao meu toque, ele fechou os olhos e permitiu que eu lhe tocasse. Ele me puxou para mais perto dele, uma mão segurando a minha em seu rosto e outra pousando no fim de minhas costas. Ele beijou a palma da minha mão soltando uma respiração de alivio, eu também estava em alivio. Encostamos nossas testas uma na outra e ficamos em silencio só saboreando o momento.
O que nós tínhamos? De onde essa ligação tão pessoal, tão íntima tinha vindo? Como podíamos ter mudado tanto e não termos percebido isso.
Fechei meus olhos e respirei fundo. Eu estava tão machucada e ficava mais ainda quando pensava em como ele estava e minha consciência apontava que eu era a culpada de tudo.
Deus eu só destruo tudo.
Jared aproximou minimante seus lábios do meu em um selinho tão delicado. Meus olhos fechados e cheios de lagrimas não puderam segurar todas elas quando sentir seus lábios buscando os meus, por mais um beijo, por outro beijo por um beijo mais profundo.
—Jared não. Por favor, me perdoe por ontem à noite e mil desculpas se eu deixei transparecer alguma coisa errada agora. – estava completamente sem jeito.
—Não era que você queria? Nós dois, tem certeza?
—Isso não se trata do que eu quero.
—Isso. Então nos tornamos isso?
—Está vendo o que está acontecendo? Estamos misturando assuntos pessoais com profissional no trabalho. Isso não está certo. – disse me sentindo mal e me afastando um pouco dele.
—Eu faço o que eu quiser com quem eu quiser. Ninguém vai me dizer o que tenho que fazer. Se você não quer nada entre nós então diga e deixe de arrumar falsas desculpas. – ele me olhava com um olhar transtornado de dor segurando os meus braços.
—Nós? Não se pode existir um nós, quando nada começou de verdade.
—Nada foi real? – ele perguntou ferido me soltando.
Fiquei calada. Se eu dissesse que não eu me sentiria morta de uma vez por todas, por que eu sabia que isso iria praticamente matá-lo por que eu estaria mentindo e ele saberia disso como quando eu minto com qualquer outra coisa. Se eu dissesse que sim, que tudo tinha sido real sem ao menos saber o que era que tínhamos o que estava acontecendo entre nós, eu estaria lhe dando esperança para que essa loucura continuasse.
—Novamente não vai responder nada. – ele afirmou o que ele já sabia que aconteceria. – Vai me deixar falando sozinho?
—Você merece algo melhor que eu, mesmo que isso venha me machucar profundamente agora e sempre. Tenha um bom dia. – sair o mais depressa possível para o meu escritório achando que estaria mais segura lá. Minhas lágrimas teimavam em cair involuntariamente e eu tentava a todo custo segura-las. Ao chegar à minha sala dou de cara com Jason McMann.
Puta que pariu que porra de dia! Eu estava em choque e tentando disfarça a cara de quem chorou. Coisa quase impossível.
—Megan bom dia. – Jason falou todo sorridente sentando em uma poltrona no canto do meu escritório.
Vai da merda, vai dar merda. Minha mente gritava pra mim.
—Bom dia Senhor McMann. – respondi colocando minha melhor pose de profissionalismo que podia colocar depois do que me aconteceu instantes atrás.
—Por favor, me chame de Jason, lhe conheço há muito tempo para essas formalidades. – ele estava sendo simpático como sempre aparentemente ele optou em não perguntar se eu estava bem. Já que minha cara devia estar gritando que nada estava bem.
—Desculpe vícios de trabalho Jason. – disse sorrindo fraco. Eu estava me tremendo como nunca pude imaginar e tentando me manter firme.
—Falando em vícios você tem um minuto? Claro se isso não for lhe atrapalhar vejo que está bem ocupada. – ele apontou para minha mesa cheia de coisas espalhadas.
—Tenho sim. O que seria tão importante? – perguntei enquanto apontava uma cadeira para que ele sentasse enquanto eu fazia o mesmo, sentando de frente para ele.
—Bem... – ele foi interrompido pelo furacão Jared.
—Megan não pense que isso vai ficar assim, isso vai ter que ser resolvido, nada de me... – Jared entrou cheio de si em uma raiva que não era nada discreta, ele entrou disparando tudo que queria dizer em cima de mim. Acho que meu olhar em pânico mostrou que tínhamos companhia, foi só assim que ele não falou tudo e mais um pouco.
—Pai? – Jared estava tão atordoado com a presença do pai ali no meu escritório. Enfim pude senti-lo entendendo o que eu estava evitando dessa nossa loucura.
Jason nos olhou cautelosamente de forma minuciosa. Sabia que meu olhar em pânico não tinha passado despercebido por ele, sabia que a cara de confusão do filho não estava despercebida para ele também. E eu praticamente podia ouvi-lo comparando as coisas que acontecia entre mim e seu filho desde que a matéria no jornal havia surgido.
Puta que pariu. Puta que pariu 300 vezes.
Sentir Jared entendendo minhas preocupações. Ele entendia pela a forma que seu pai nos olhava. Agora eu tinha minhas duvidas de que ele fazia o que queria como ele mesmo me disse.
—Bem já que vocês estão aqui isso irá me poupar mais trabalho. – gelei mortalmente, era agora que eu seria despedida?
—Sim. – Jared e eu respondemos em uníssono esperando a bomba.
Lindo. Vou ser despedida por andar me agarrando com o filho do dono da empresa na garagem da casa dele. Era só o que eu estava precisando. Na altura do campeonato da minha vida eu agindo como uma imbecil. Bufei de raiva internamente pelos meus atos.
—Semana que vem vocês vão representar a conta Diners que as empresas E.Hart Corporation e McMann Corporation mantemos em parceria na semana de negócios em Nova York. – respiramos ambos aliviados, eu por não perder o emprego e Jared por seu pai não querer sua pele frita como bacon no café da manhã, isso pelo menos no atual momento.
—A semana toda? – perguntei guardando minha aflição do que aconteceria comigo e com Jared uma semana toda juntos, longe do olhar minucioso de nossos parentes e sobre pressão de outros olhares maliciosos.
—Não só o fim de semana mesmo. E daqui a duas semanas precisarei de vocês em outra viagem de negócios de mais um fim de semana.
—Tudo bem. – Jared estava com sua postura fodidamente sexy de homens de negócios que só ele sabe ter.
Que porra Jared facilita minha vida.
—Algum problema para você Megan? – Jason me perguntou encarando-me com seu olhar minucioso.
—Não, sem problemas. – disse com minha postura profissional que eu sentia escorrendo por meus dedos aos poucos.
—Eu só precisava dar esse aviso a vocês. Jared esteja hoje a noite em casa para o jantar, sua mãe pediu. – Jason falava com filho enquanto se despedia.
—Megan você também está convidada.
—Desculpe Jason mais terei muito trabalho hoje. – disse apontando para minha mesa.
—Sim, entendo. Então fica para outra hora.
—Sim, para outra hora.
Jared acompanhou o pai para fora de minha sala e para algum canto que não me interessava no momento. Eu estava apoiada na minha mesa respirando fundo quase tendo um ataque de pânico, eu me tremia feito uma vara verde. Como eu era uma mentirosa. Claro que era mentira, eu tenho todos os problemas possíveis e imagináveis em ficar sozinha com Jared em Nova York logo essa semana. Mais claro Jason não sabia que seu filho vai querer me agarrar por lá e eu não saberei dizer não para ele fora o restante de coisas que sentimos e ainda não sabemos o que fazer.
Sensacional.
Escutei minha porta abri e fechar o caminhar de alguém que por fim decidiu parar e ficar quieto. Peguei meu telefone e liguei para minha assistente.
—Srtª Hart em que posso ajudar?
—Karoline quem me ligar ou quiser falar comigo estou fora, estarei em reunião o dia todo e amanhã também. Anote os telefonemas quando eu tiver tempo retorno.
—Tudo bem senhorita Hart, mais alguma coisa?
—Ninguém entra no meu escritório hoje até segunda ordem minha.
—Sim, senhorita.
—Tenha um bom dia. – desejei e desliguei o telefone e o silencio reinou naquela sala.
—Não vou para essa viagem. – disse ainda de costas.
—Por que não? – Jared perguntou surpreso.
—Vou estar em casa passando mal do meu estomago. – disse suspirando cansada.
—Agora você é uma espécie de vidente ou profetiza? – Jared zombou de mim sem muito humor.
—Eu não vou conseguir encarar essa viagem com você por perto. – disse por fim encarando-o.
—É tão ruim assim está perto de mim? – e ele caminhava para se aproximar de mim.
Inferno, Jared fique ai parado. Minha mente gritava perigo.
—É, quando eu preciso me concentrar no meu trabalho, quando eu tenho que ser competente, quando eu não quero ser definida pelo o que eu sinto. Isso. É insuportável. Passar por isso é insuportável, você não sabe por que você nunca passou.
—Eu não posso imaginar como deve ser difícil mostrar competência em uma área que é famosa por ser dominada por homens se você se refere a isso. Mais eu também nunca imaginei passar horas do meu dia me definido pelo o que sinto por minha melhor amiga.
Jared e suas famosas freses de efeito sobre mim. Estávamos frente a frente.
—Facilita minha vida. – disse suspirando forte.
—Como posso facilitar a sua se eu não consigo fazer o mesmo pela minha? – seus olhos azuis como um mar tinham um brilho bem diferente.
—Estou tão perdida quanto você. – afirmei algo que já estava mais do que claro.
—Eu não vou ficar em negação Megan, não mesmo. E só vou falar uma única vez. Eu quero você.
Eu estava surpresa, paralisada, desnorteada de como estava sendo muito fácil e natural para Jared está assim, falando de seus sentimentos por mim tão facilmente. Logo ele o cara que nunca sonegou em algum relacionamento serio, agora decide falar essas coisas para mim.
Pousei minhas mãos uma de cada lado do seu rosto e o trouxe para mais perto ainda encarando a imensidão do mar que era os seus olhos. Abri a boca para falar alguma coisa e nada saia.
—Não precisa falar nada. – ele disse sorrindo de canto.
Puxei-o para um beijo, um beijo que eu precisava um beijo que dividimos não há muito tempo e mais parecia ser de um passado muito distante. Eu estava abobalhada com esse nível de cumplicidade que demos para estamos dividindo.
Jared me sentou sobre minha mesa ficando entre minhas pernas enquanto nos beijávamos. Beijávamo-nos como se isso fosse à última coisa que faríamos nessa vida e talvez nas próximas também. Tirei seu terno, afrouxei sua gravata desabotoei sua camisa, enquanto nos beijávamos. Sentir beijos distribuídos desde minha orelha até o decote da minha blusa. Suspirei em dificuldade. Que droga de boca é essa?
—Linda. – Jared sussurrou em meu ouvido pouco antes de tirar minha blusa.
Seus beijos agora eram alternados entre minha boca e corpo, suas mãos estavam em toda parte, sentir a madeira da mesa em minhas costas. Os beijos e caricias estavam mais urgentes.
—Tem certeza? – Jared perguntou com as mãos na lateral da minha calcinha.
—Sem dúvidas alguma. – disse já em ponto de tirar o resto de suas roupas quando meu celular junto com o telefone do meu escritório começou a tocar. A realidade voltou a mim com esse som e o susto foi sem tamanho. Jared grunhiu em desgosto. Atendi logo o meu telefone.
—Pois não. – disse com dificuldade atendendo a chamada no viva voz.
—Srtª Hart seu pai está aqui e gostaria de falar com a senhorita. – Jared foi logo se vestindo e praguejando tudo.
—Peça para ele esperar só um pouco. – disse de forma seria.
—Tudo bem Srtª Hart.
—Puta que pariu. Esqueci completamente o almoço com meu pai. – disse começando a me arrumar.
—Puta que pariu quem diz sou eu. – ele disse apontando para as suas calças.
—Pode usar meu banheiro. – disse piscando para ele. – Eu vou logo com meu pai.
—Não antes sem me dizer tchau.
E lá estava eu outra vez entre beijos com Jared no meu escritório e sentindo toda a sua ereção em mim barriga.
—Jared desgruda. – disse rindo para não chorar por que eu não queria nem um pouco sair dali.
—Eu sei que você gosta.
—Não força a barra. – dei as costas e sair, toda destreinada, pois dei logo de cara com meu pai.
—Megan minha querida. – meu pai disse sorrindo. – Você está bem? – ele perguntou depois de me olhar minuciosamente.
—Claro que sim pai por que não estaria? – disse com um sorriso nervoso.
—Você está estranha. Estava em reunião? – perguntou de forma desconfiada.
Porra dava para perceber que eu estava quase transando com meu quase chefe e amigo, no meu escritório?
—Sim estava, estava em reunião com Jared. Estou preocupada, ele de repente começou a não passar bem. Acho que algo que ele comeu não lhe fez bem.
—Espero que ele melhore. – meu pai disse solidário.
—Também espero.
Passei o braço com o do meu pai e saímos para o nosso almoço que Jared me fez esquecer.
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