Notas iniciais
Mais um capitulo e é pra compensar a demora por postar.

Jared McMann

Era madrugada estávamos deitados um de frente para o outro acordado e em silêncio. Não era um silencio constrangedor era um silencio bem-vindo, era nossa conversa muda. Ultimamente Megan e eu tínhamos um esquema de divisão de dias por apartamento, ela dizia que o apartamento dela sentia-se sozinho.

— O que você disse era pra valer? – Megan pergunta rompendo o silêncio.

—Que parte?

—Todas elas. – ela respondeu timidamente.

—De que conversa?

—A do Hotel.

Hmm... A conversa do Hotel? Então ela lembra o que conversamos isso está com mais de três meses.

—Que conversa? – perguntei me fazendo de desentendido.

—Ora a única que tivemos o resto a nós só conseguimos brigarmos.

—A conversa em que eu disse, sobre adotarmos, a casa, as brigas? – perguntei beijando o seu pescoço.

—Essa mesma.

—O que tem ela?

—Você realmente quer isso? – ela perguntou insegura.

—Com você eu quero.

—De verdade? – ela insistiu. Existia um nervosismo nela que ela tentava esconder.

—Você é o que eu preciso. Qual o problema Megan? – estava curioso e preocupando com essas perguntas.

—Eu só não quero achar que é uma coisa e depois não ser nada do que eu pensava ser.

—Eu não sou nenhum de seus relacionamentos e namoros antigos. Não fui um santo admito, mas definitivamente você me conhece e sabe que eu não sou como eles.

Megan me encarava tentando sufocar um sorriso em seu rosto.

—O que foi?

—Eu não sabia que você era meu namorado. – ela disse com humor.

—Até onde sei eu sou o único saindo com você a não ser que tenha um oficial e eu seja o amante.

—É bom você se esconder. Ele pode chegar a qualquer momento e ele é muito, muito ciumento. E ele ver você aqui nu na nossa cama, não pode dá certo. – ela disse fazendo careta.

—É melhor eu fazer algo a respeito disso.

— Não posso discorda de você.

—Alguma idéia ou sugestão?

—Eu tenho mais você não vai gostar.

—Qual?

—Você vai ter que enfrentá-lo, digo lutar com ele mais eu vou logo avisando ele é faixa preta em karatê. – ela fazia uma careta como se sentisse pena de mim.

—Acho que eu tenho outra coisa em mente que é bem melhor do isso. – disse saindo da cama e deixando-a curiosa enquanto mexia no bolso da calça. Ela estava sentada na cama tentando ver o que eu fazia.

—Não sou faixa preta, porém sou muito ciumento e não sei compartilhar o que é meu com ninguém, a não ser que esse alguém faça o que é meu tornar-se nosso. E nesse caso Megan você fez tudo que era único de uma única pessoa se tornar um nós, algo nosso. Acho mais do que justo você saber que existe um nós. Por mim eu não estaria lhe pedindo em namoro, mas com você eu tenho que ir devagar, eu tenho que explicar o que vai acontecer pra depois muito depois eu fazer acontecer. – disse rindo de sua careta ao meu último comentário. – Então isso aqui é pra você.

Entreguei-lhe uma caixinha de veludo azul, descansei a caixa na palma de sua mão. Senti-la tremer e isso eu já esperava.

—Eu não sou lenta. – ela reclamou, tentando ganhar tempo

—Não, mas é uma medrosa. Abre isso. – incentivei-a

—Jared. – ela estava nervosa.

—Abra. – mais uma vez incentivei-a.

Ela abriu e ficou encarando o interior da caixa. Eu queria saber o que ela estava pensando.

—Isso é? – ela não encontrava palavras pra dizer.

—A chave do meu apartamento e um cordão com um pingente em forma de chave.

—A chave do seu apartamento. – ela estava surpresa.

—Sim minha namorada não podia ficar nessa de ser sempre anunciada pelo porteiro. – eu disse colocando o cordão dela enquanto ela segurava a chave do apartamento maravilhada.

—Eu não era mais anunciada. – lembrou-me teimosamente.

—Todos já percebiam que você não era só minha amiga.

—Não dava.

—Você dorme lá em casa e sempre, sempre pela manhã vai buscar o jornal vestindo uma camisa minha.

—Eu não faço isso. – ela negou.

—Você faz isso aqui também. – lembrei a ela.

—Faço nada... – encarei-a esperando ela lembrar.

Megan Hart

—Oh! Meu Deus eu faço isso. – eu disse com a mão na boca.

—E anda com as minhas samba canção pela casa ou com minhas cuecas. – ele lembrou-me de minhas manias.

—Mas você gosta você acha sexy. – eu disse me arrastando na cama até sentar em seu colo.

—Eu acho sexy quando você está assim, nua em uma de nossas camas. – disse ele passando o polegar pelos meus lábios.

—Mais eu não sou sua namorada.

—Claro que é. – ele disse sorrindo.

—Você não pediu. – teimei mordendo minha boca.

—Pedi sim. – ele sorriu divertido pelo meu modo de agir com ele

—Pede de novo? – perguntei mordendo os lábios.

—Megan Hart, você aceita ser minha namorada?

—Hmm... Deixa-me pensar nos prós e contras. – recebi uma punição de cócegas, por tais palavras.

—Claro que sim, mil vezes sim. – e eu beijei com a maior intensidade que você pode beijar alguém por estar feliz.

Jared jogou as cobertas para longe da gente e me deitou bem centralizada na cama. Beijou todo o meu corpo do pescoço ao meu umbigo ele subiu e desceu umas três vezes em linha reta, até que na última vez que ele subiu e decidiu dar atenção aos meus seios. Tremi sentido seu hálito quente nos meus seios sensíveis, seus dentes e língua neles me levavam a perdição, fortes arrepios percorriam meu corpo enquanto ele dava o mesmo tratamento ao outro seio.

Ele voltou a descer seus beijos e nessa vez foi até meu centro. Tremi ao sentir seu hálito banhar-me e sentir sua língua arrastando-se por minha fenda. Segurei-me fortemente nos lençóis e inconscientemente fechei minhas pernas, Jared segurou-as firmemente e novamente deu atenção a minha feminilidade. Não existiam palavras, só roídos que eu deixava escapar de minha boca. Quase chegando ao ápice Jared desacelerou o ritmo e se acomodou perfeitamente entre minhas pernas.

Ele fazia a espera pelo momento ser quase que dolorosa. Ele me beijava e me olhava com carinho e admiração. Eu sentia-me amada e desejada, acredito que eu não precisava de mais nada, eu o tinha ele minha tinha, existia um nós. Isso era o que uma boa parte das pessoas queria sentir pelo menos uma vez na vida.

Movíamos suavemente em um ritmo cadenciado, em um ritmo nosso, nossos gemidos e lamurias desconexas se conectavam de tal forma e tornavam-se a canção mais bela já ouvida. Jared me levou ao nosso paraíso duas vezes, vi estrelas e sentia que não pertencia a terra, desabei no mundo da inconsciência abraçada com o meu amor. Escutando minha voz arrastada e rouca dizer um “eu te amo”.

Notas finais
Espero que tenham gostado não deixem de comentar.