Jared e Megan - Vol 1 Escolhas
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Jared McMann
Era mais um dia cheio como outro qualquer na empresa, eu como sempre estava cheio de trabalho e parecia que ele nunca acabaria. Foi quando lembrei que teria o leilão e jantar beneficente para ir. Gemi de tristeza em pensar que eu ainda teria que sorrir e ser simpático e agüentar algumas conversar desagraveis, eu tinha vontade de voltar e me afogar em trabalho e mais trabalho ao invés de encarar esses tipos de evento, mas não poderia fazer isso com meu pai, com minha mãe e nem com a empresa.
Concentrei-me no computador para concluir meus trabalhos a tempo para poder cumprir o resto da agenda de hoje. Mandei alguns e-mails e no fim fui arrumar-me para o jantar.
O pequeno banheiro do meu escritório servia perfeitamente para esses dias muito atarefados na empresa, onde eu teria mais coisas para fazer mesmo depois do horário habitual de trabalho. – Pensando bem minha vida por alguns meses estavam se resumindo em trabalho e mais trabalho, a empresa estava sendo minha vida, meu filho, minha esposa, minha namorada e minha amante. Ela simplesmente era o centro de tudo na minha vida. – Tomei um banho rápido e rapidamente vesti meu terno negro, meias sapatos. Tinha que me arrumar rápido não podia dar-me ao luxo de atrasar mais do que eu estava ficando. Vesti minha camisa de cor branca, calça, meias e sapatos na cor preta e meu terno preto também.
Segui para o escritório de frente ao meu, que por raras vezes sua porta ficava fechada, mas eu compreendia o motivo disso hoje. Precisava de uma ajuda feminina e ela. Dei três batidas na porta e a abrir com receio do que poderia encontrar, pois eu não recebi resposta. Mais ao contrário do que imaginei não me surpreenderia que ela estivesse daquele jeito. Ela estava lindamente como sempre fora mais ela estava especular daquela forma, estava muito bem arrumada, porém trabalhando, ela estava em um conversa quase que dura pelo Skype.
Era algo muito bonito de ver quando ela estava trabalhando, sua astúcia, perspicácia com quem ela tivesse que negociar ou qualquer outra coisa, era sem dúvida de deixar qualquer homem babando por sua personalidade forte.
—Não. Isso é algo que não podemos aceitar. – ela dizia para quem quer que fosse.
—Mais não temos mais do que essas informações. – a voz feminina queixava-se.
—Sylvia. Vamos lá, somos garotas devemos nos apoiar. Você sabe conseguir mais e esse acordo está fora dos limites. – sua cara de descontentamento era algo que te fazia tremer na base quando você queria negociar algo com ela.
—Seu pai vai queixa-se sobre isso bastante. – sentir um leve tom de humor na voz de Sylvia que eu conseguir reconhecer. Ela era uma de muitas outras advogadas competentes de escritório Eric Hart pai de Megan.
—Sim, bastante. Sylvia só tem até quinta pra podermos ter uma contra oferta melhor, esse é o prazo máximo. Sei que você é capaz disso. – e lá estava ela conseguindo desdobrar alguém com seu tom de voz e suas palavras certeiras para cada pessoa.
—Você é pior do que seu pai. – Sylvia respondeu divertida, rendida por saber que era caso perdido relutar com ela.
—Preferiria mil vezes ficar discutindo esses problemas do que ir para o leilão beneficente, mas eu não posso fazer isso. – Megan estava fazendo sua costumeira careta de tédio. – Sendo assim eu te libero para ir pra casa curtir o maridão e crianças. – Megan respondeu sorrindo e enfim levantando o rosto para encarar a porta desde a hora que eu cheguei ali.
—Não definitivamente você e seu pai são únicos que eu conheço na arte da lábia. – Sylvia dizia risonha, arrancando de Megan sua tão conhecida risada leve e verdadeira. Olhei para ela e disse: "me ajuda" movendo os lábios e balançando o meu problema no ar.
—Tão grande e ainda tem problemas com gravatas. – ela disse muito naturalmente acenando para que eu me aproximasse de sua mesa.
—Fazer o quê? Sou homem e não consigo viver sem uma mulher para me ajudar. E é uma gravata borboleta. – disse caminhando até ela.
—Pois Sylvia qualquer dúvida ou novidades me liga, não importa a hora, temos que estar prontas para quinta-feira. – disse mais tranqüila por chegarem alguma linha de entendimento entre elas.
—Sim tudo bem, uma boa noite para vocês. – Sylvia desejou simpática.
—Pra você também. – respondemos em uníssono.
—Você está linda.
—Obrigado. – ela disse risonha escondendo sua vergonha, enquanto eu estava inclinando a sua frente e ela ajeitava o nó da minha gravata borboleta.
—Preciso de ajuda. – ela disse virando suas costas para que eu fechasse seu vestido.
Eu já falei que ela estava linda?
O vestido azul em um tom escuro que ela vestia lhe caia muito bem em sua pele clara. Ele era longo de mangas compridas, um decote arredondado no pescoço. Um pouco mais abaixo dos seios e suas mangas longas ele tinha um tecido parecido renda, havia uma faixa semelhante ao tecido brilhos que o próprio tinha. Em sua cintura a partir dele para baixo era um tecido meio brilhos com linha verticais. Seu corpo esguio e natural ficou muito bem marcado, seus 1,70 cm. – talvez, eu não sei ao certo. – Contribuía muito para o caimento do vestido. Sua costa estava toda amostra o único tecido que não a deixava completamente nua era o feixe da faixa que estava no meio das costas e outro no pescoço. Seus cabelos castanhos avermelhados presos em um coque elegante, sua maquiagem leve.
—Depois eu que sou grande e tenho problemas com peças de roupas? – a ironizei.
—Não força muito. – ela respondeu fazendo uma careta.
—Vamos não podemos chegar tarde. – lembrei que eu tinha a tarefa de fazer a social por levar o nome da empresa de meu pai nas costas.
—Sim, vamos. – ela respondeu saindo e conferindo se tinha tudo com ela e fechando tudo enquanto eu fazia o mesmo no meu escritório.
POV Megan Hart
Após trancarmos os nossos escritos pegamos nossas coisas tomamos o elevador descendo para garagem onde fomos para o evento em seu carro (Nissan GTR Godzilla cinza: http://cache.gawker.com/assets/images/12/2009/01/Nissan_GT-R_SpecV.jpg).
Do elevador até seu carro fomos conversando amenidades ao saímos do estacionamento o carro entrou em um grande silencio, mas não constrangedor. Fiquei pensando amenidades como: "que bom que temos banheiros que dê para tomar um banho decente" "terminei tudo a tempo hoje" "amanhã é mais um dia de trabalho e hoje eu não tenho hora para chegar a casa" e por ai fiquei divagando comigo mesma essas coisas inúteis.
—O que você tem?
—Como? – perguntei saindo do meu diálogo interno sem sentindo.
—Você está quieta e calada. Não é típico de você, mesmo que seu dia tenha sido puxado, você não fica assim. – Jared me conhecia melhor do que eu mesma poderia imaginar.
—Não é nada. – disse dando de ombros e sorrindo fraco.
—Preocupada com alguma coisa do trabalho?
—Não. – disse simplesmente, na esperança de mudarmos o assunto, porém não deu certo.
—Então é pessoal? – sua curiosidade por saber o que tinha estava me matando.
—Sério Jared não é nada, com que tenha se preocupar. – falei me remexendo desconfortavelmente no banco, estava segurando o meu mau gênio para não discutir com ele.
—Não vou parar de encher sua paciência. – me avisou mudando um pouco seu tom de voz divertido.
Nada bom. Isso não é bom.
—Estou cansada e ainda é segunda feira. – falei tentando parecer o mais séria possível.
—Não me faça para o carro e te forçar a falar e chegarmos atrasados nesse jantar chato.
Ele já tinha mudado e muito o seu jeito. Assim como eu Jared se estressava rápido. Geralmente isso acontecia muito entre nós durante a semana toda de trabalho e era normal conseguíamos lidar com nosso gênio, mas agora era algo pessoal e ele não gostava quando eu lhe deixava de fora. Não preciso concluir que ele era capaz disso e mais um pouco para me fazer falar algo.
Eu era bastante teimosa em esconder minhas coisas particulares só pra mim, mais como tudo nessa vida a uma exceção Jared era a minha. – mesmo que às vezes eu quisesse sua cabeça em uma bandeja por ele se meter tanto na minha vida, mesmo que eu o entendesse. – Ele nunca me deixava em paz até falar tudo, mesmo que ele não entendesse nada do que eu dizia ou sentia, como em outras vezes ele não escutava boa parte do que eu falava, mas ele estava ali ele queria mostrar que estava presente, para quando eu precisasse.
—Faz uns meses que eu venho tomando uma medicação e fazendo tratamento e nada dá certo. – falei bufando de raiva por ter que admitir aquilo.
Estávamos parados em um sinal e ele olhou para mim muito profundamente e eu sabia que ele tinha enxergado que era muito mais do que um simples remédio e tratamento.
—Fale tudo. – ele disse segurando minha mão em minha própria perna, mudando o rumo da conversa, mostrando que ele estava escutando.
Agora ele me escuta sério? Revirei os olhos internamente bufando por suas atitudes nunca seguirem o mesmo padrão, principalmente quando eu mais preciso que ele não se importe com algo.
—Eu... – respirei fundo. – Eu... Não posso engravidar. – disse por fim.
—Tem certeza? – ele perguntou calmo e preocupado comigo, era isso que eu não queira.
—Sim. Eu tenho, já consultei vários médicos e todos dizem a mesma coisa. – baixei os olhos tentando conter as traiçoeiras lágrimas que queriam surgir.
—O tratamento é para engravidar? – ele perguntou mais seu olhar me dizia que ele já sabia de tudo.
—Sim na realidade é pra tentar uma fertilização.
Ele parou o carro de repente em qualquer lugar que não fosse proibido porem muito longe do nosso destino.
—Tem certeza que quer isso? – ele perguntou de uma forma deferente, seu tom estava diferente eu só não sabia o que era.
Isso não está me ajudando Jared.
—Estou com quase um ano que eu venho gastando um absurdo de dinheiro e nada funciona, já tentei três fertilizações e nenhuma deu certo. Já mudei medicação e modo de tratamento e nada, ritmo de trabalho e tudo mais, porém nada. – sentia que estava pra explodir.
—Ei calma. Vamos encontrar um jeito para isso. – e lá estava ele de forma serena se mostrando presente para o que der e vier.
—Jared eu não estou nem nos 30 anos e já estou quase entrando em menopausa precoce, meus óvulos são uns inúteis. – choraminguei querendo sair do confortável carro que mais parecia uma jaula pra mim no momento.
—Ei. Megan olhe pra mim. – ele disse segurando meu rosto entre suas mãos me fazendo encará-lo, ele estava determinado. – Você sabe que passaremos por essa como passamos por várias outras coisas, estou aqui e eu te apoio. Uma família é importante.
—Eu estou tão desesperada, que pensei na possibilidade de dormir com qualquer cara em uma balada em meu período fértil para ver se dá certo. – confessei depois de longos segundo em silencio.
—Não é para tanto, se vai com qualquer um tem eu aqui poxa! – ele falou de um jeito fingindo um desapontamento comigo que me arrancou um sorriso.
—Essa é minha menina sorrindo desse jeito. – e lá estavam seus dedos tocando o meu rosto me deixando tonta como sempre conseguia.
—Besta. – tentei não demonstrar minha queda por ele.
—Sou seu besta. – ele afirmou me olhando profundamente.
Que raios de problemas nós temos hoje? Com todos esses gestos palavras.
—Sério Jared que você tentaria ter um filho comigo? – perguntei aquilo que estava me incomodando Jared não fala nada em vão.
—Por que não? Você é minha melhor amiga, sei que não é interesseira, que cuidara bem da criança, uma família pra você é tão importante quanto é pra mim. – disse sem hesitar e depositou um beijo na minha testa.
—Vamos para essa festa que é o melhor que fazemos... – disse por fim querendo evitar qualquer dor de cabeça futura.
—Vamos.
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