Jared e Megan - Vol 1 Escolhas
2 Capítulo 2
Notas iniciais
POV Megan Hart
—Um jantar para um leilão em plena segunda feira? – cochichei com Jared enquanto caminhávamos para cumprimentar mais pessoas.
—Algum problema com segundas feiras? – perguntou ao meu ouvido com seu sorriso despreocupado de sempre.
—Tenho que trabalhar na amanhã seguinte. – disse revirando os olhos de raiva.
—Tem razão. Mais não podemos deixar de sermos felizes. – disse de forma esperançosa que a pequena tortura fosse passar mais rápido.
Continuamos os comprimentos e as conversas superficiais. – sim superficiais de alguma forma era um encontro de trabalho e meio mundo de gente não era nada a não serem umas cobras. – Enquanto andávamos pelo salão cheio de grandes figuras importantes, enquanto o que mais queríamos era estar em casa. Jared e eu havíamos concordado que depois das últimas duas semanas loucas que tivemos no escritório merecíamos uma previa de férias, algo que não tínhamos há séculos.
Andamos até o salão onde se encontravam os objetos a serem leiloados: uns dias no SPA com tudo pago, uma viagem para Itália por três dias com acompanhante, outra viagem para um hotel em um lugar remoto nas montanhas também tudo pago, um fim de semana nas Bahamas, um fim de semana no Havaí, ambas como os outros itens tudo pago e também com direito a acompanhantes. Vários itens interessantes. Dei meu lance nas duas viagens para as praias.
—Hmm. Praia, biquíni, bebidas. Parece-me uma boa diversão. Alguém para levar? – Jared perguntou levantando a sobrancelha.
—Sim. Eu e eu mesma. – estava sonhando em poder sair por ai e descansar nem que fosse por dois míseros dias.
—São bons lugares para você ficar presa sozinha com você mesma, sem algum entretenimento. – falou de forma sugestiva.
—Tudo pra você é sexo? – perguntei já sabendo a resposta.
— Estaria mentindo se dissesse não, mas é uma excelente distração também. – disse piscando para mim.
—Distração? Achei que fosse diversão ou algo do tipo. – perguntei encarando-o.
—Também. Mais se você tiver ansioso com algo importante isso te ajuda aliviar e ficar concentrado e no fim você não precisa de sexo realmente, tocar umazinha ajuda também. – disse sussurrando no meu ouvido e logo se afastando encarando-me.
Surpresa com sua sem-vergonhice viril de sempre eu estava mais não podia demonstrar.
—Eu tenho meu entretenimento, sempre está comigo. – sussurrei em seu ouvido e em seguida mostrei meus dedos para ele.
—Inferno! – ele praguejou sorrindo.
Peguei uma bebida e sai dali sorrindo e intrigada como não tínhamos prestado atenção na pequena platéia que tinha se formado enquanto conversávamos sobre sol, bebidas e sexo aos sussurros. Dois loucos.
Andei pelo salão conversei com alguns sócios da firma de meu pai outros das contas onde trabalhava com Jared. Falar de trabalho não era problema pra mim mais eu queria uns assuntos diferentes pelo momento e parecia que o mínimo que eu tinha conversado com Jared sobre sexo estava tendo um efeito sobre mim, que não estava me deixando prestar atenção na conversa que eu estava tendo com as demais pessoas.
Valeu Jared!
Sair o mais rápido do grupo que havia se formado enquanto conversava com uns contratantes do meu pai e fui direto para o bar no caminho tomei uma taça de champanhe muito rápido.
—O que temos de mais alto de álcool no bar? – perguntei ao garçom colocando minha taça vazia no balcão.
—Noite difícil? – ele perguntou simpático recolhendo a taça.
—Passe 5 minutos conversando com eles sobre contratos e contas fracassadas que eles querem que você ressuscite e você me diz o que é a definição de dificílimo. – falei bufando cansada da noite que ainda não tinha começado direito.
—Uísque. – ele disse sorrindo.
—Dose dupla e sem gelo, por favor.
— E não são sempre doses duplas ou triplas para esses dias?
Não tinha prestado atenção que tinha outra pessoa no balcão também.
—Sempre. – concordei com ele.
O homem era lindo, mas não era uma beleza escandalosa. Com uma boa altura, de um corpo magro mais aparente malhado, isso pelo caimento do seu terno negro em torno do corpo. Ele estava muito bem alinhado, seu rosto maduro e charmoso era bem atrativo para qualquer mulher. Não entendia o que fazia sozinho ali.
—O que uma mulher tão bonita fez para merecer o bar como refúgio? – perguntou de forma desconfiada.
—Não era lá muito uma escolha é mais a necessidade de conseguir ficar viva pro resto da semana para o trabalho.
—Trabalho. Sempre o sugador de nossas vidas. A propósito sou Derek Collins. –ele disse estendo a mão para cumprimentar-me.
Então esse era o Collins que quase custou meu emprego ano passado na minha conta mais valiosa.
—Megan Hart. – disse sorrindo deliciando-me com seu rosto incrédulo pela surpresa.
—Hart. Como filha de Eric Hart e dona da conta da Jersey? A mulher que é chamada carinhosamente de "mulher de ferro"? – ele perguntou desconfortável ou talvez desconfiado, não conseguir interpretar sua expressão.
—Meu nome é bem conhecido pelo jeito. Espero que minha pessoa consiga superar as expectativas. – disse encarando-o como um concorrente que é.
—Não pensava que encontraria a mulher que quase custou meu emprego. Não pensei que ela fosse tão bonita.
—Oh! Collins obrigado pelo o elogio, pena que eu não possa fazer o mesmo para quem eu chamei de "cretino do inferno" carinhosamente por dois meses a fio e que quase teve minha conta. Obrigado minha cabeça estava a prêmio na empresa. – disse sorrindo satisfeita por não perder a classe.
—Vejo que é afiada também. – falou sorrindo de canto de forma bastante charmosa. Que raios de homem.
— "A mulher de ferro" tem que fazer juiz ao nome. O drink fica por minha conta. – falei para o garçom. – Tenha uma boa noite senhor Collins.
Sair dali feliz comigo mesma e fui atrás de meu acompanhante. Que deveria estar de papo com alguma mulher deslumbrante, ela no mínimo estaria insinuando-se para ir pra cama com ele. Não foi nenhuma surpresa minha encontrar ele em uma situação como havia imaginado.
Uma loira de corpo magro mais não esquelético estava estonteante em um vestido vermelho longo. Seus movimentos eram de insinuação para ele, porém de forma discreta. Ela tinha um ar misterioso em seus movimentos. Fiquei pensando o que faria: se eu seguia em frente e o deixava-o por lá com a loira ou se interrompia aquilo e trazia-o para perto de mim. Foi quando ele desviou seu olhar do dela e me encarou, continuei olhando para ele, estava esperando algum sinal dele.
Ele sempre foi muito bonito, não culpo por ser tão assediado pelo sexo feminino. Mais ele era mais do que olhos azuis claros, cabelos escuros uma pela clara, sorriso fácil e muito convidativo. Mais que um corpo bem malhado, braços fortes e definidos, ele era muito mais do que isso. Era um verdadeiro amigo, um coração bondoso, um excelente negociador quando seu trabalho pedia muito dedicado as suas responsabilidades e amava a idéia de ter sua própria família quando nem ele mesmo havia conseguido se fixar com mulher alguma, mas o fato de querer uma família me fazia vê-lo menos galinha como um dia cheguei a enxergá-lo.
Seus tão conhecidos olhos azuis claros, porém profundo que eu conhecia muito bem estava me implorando para que lhe salvasse dela. Mais como disse não era culpa dela se ele era tão lindo, comunicativo com todos. Qualquer mulher adoraria passar uma noite com ele. Fiz que não com a cabeça para ver sua reação, ele discretamente passou a mão na cabeça mostrando seu desconforto. Ali era um claro sinal de SOS Ri só pra mim e seguir em frente para regatá-lo.
—Boa noite. – disse de forma educada mais usei minha postura de mulher de negócios, sabia que era sacanagem usar isso em outras mulheres, mas era um SOS então...
—Boa noite. – a loira não quis se intimidar ela não ia baixar a guardar queria bater de frente.
Essa realmente queria-o em sua cama. Bem o jeito era partir para o plano B e esse me traria muitas dores de cabeça no futuro. Encarei-o sorrindo como se estivesse loucamente apaixonada por ele. Passei meu braço pelo o dele e tive que encenar a mulher apaixonada.
—Querido o senhor Evans mandou lembranças e nos convidou para um jantar amanhã no Jesse Palace.
A cara de Jared segurando a surpresa e tentando ser um homem apaixonado não ajudava o meu trabalho de encenar sem cair na risada.
—Tudo bem, jantar amanhã com os Evans. Querida deixe-me apresentar essa é a senhorita Charlotte Sheldon e Charlotte essa Megan Hart minha namorada.
—Prazer Charlotte. – disse estendendo a mão em cumprimento a ela. A mulher estava murcha na altura do campeonato ela me cumprimentou na educação conversamos mais um pouco e logo dei a desculpa de que precisávamos falar com outras pessoas.
—Querido? – ele perguntou rindo.
—Namorada? – revirei os olhos bufando.
—Quem começou foi você. Só continuei sua deixa. – ele me acusou divertido.
—Eu sei, mais agora se as coisas vazarem por ai vai ser um inferno para nós dois.
—Não vejo como!
—Bota a cabeça para pensar e espera que você vera.
— Não vejo problema algum.
— Que seja. – foi tudo o que eu disse.
Fomos para o salão de leilão sentamos em nossa mesa e nos divertimos rindo das coisas absurdas que acontecia a nossa volta. Havia imprensa no local então foto nos jornais e revistas amanhã era garantido.
O leilão começou e foram logo sendo anunciados os ganhadores, muitos casais figurões ganharam e muitos nomes foram dados para doações do que estava sendo leiloado. Fiquei surpresa quando Jared ganhou o fim de semana no Havaí e em Bahamas.
—Eu sei dividir as coisas. – disse ele me provocando. – Você escolhe para qual nós dois vamos o outro eu vou me divertir sozinho. – ele disse estampando um sorriso safado.
—Um é para nós dois e outro também querido. – disse sorrindo ao desafiá-lo.
—Você não decepciona nunca. – rimos juntos.
O leilão continuou fiquei surpresa que nossos pais deram um generoso cheque gordo para a causa do leilão. Estávamos arrecadando dinheiro para enviar aos países pobres que sofreram catástrofes naturais e que ainda não haviam se recuperado totalmente.
Jared subiu ao pequeno palco e discursou.
—Elizabeth Mare McMann minha adorada mãe é a idealizadora do projeto e da fundação McMann, infelizmente por motivos de saúde ela hoje teve que se ausentar, mas em seu nome e de todos que estão com ela desde o início do projeto McMann agradeço as suas disposições de estarem aqui e nos apoiarem. Tenha a certeza que ela está muito feliz pelas ações de vocês ajudarem os menos favorecidos. Espero que aproveitem tudo.
No fim de seu breve discurso todos os aplaudiram e seguiu a programação da noite.
Eu estava surpresa duplamente, uma pelo cheque em conjunto das empresas de meu pai a E.Hart Corporation e McMann Corporation e a outra surpresa era que eu não fazia idéia que o evento tinha sido organizado pela Elizabeth.
—Não dançamos essa noite. – foi à primeira coisa que ele falou quando se aproximou de mim.
—Não mesmo. – confirmei sorrindo desapontada.
—Vamos? – ele perguntou estendendo a mão para mim.
— E ainda pergunta se macaco quer banana.
—Suas expressões de linguagem chegam a ser absurdas às vezes. – ele disse ao meu ouvido enquanto dançávamos.
—Eu sei boa parte delas vem de sua irmã Lisa.
—Ela não é bem uma pessoa normal Megan. Ela esta pra ser definida como louca no melhor das hipóteses. – ele disse fazendo careta.
—Deixe disso você a ama que eu sei.
—Não tem como não amá-la. – fiz que não com a cabeça. Dançamos por uns instantes em silêncio e lembrei o que ia falar antes dele me chamar para dançar.
—Belo discurso, sua mãe vai aprová-lo. Mas bem que você poderia ter me avisado que era dela o evento. Assim eu teria sido um pouco mais simpática.
—Eu sabia que você reclamaria se eu dissesse que era dela e ela não estaria aqui, agora se fosse algo obrigatório você viria e não reclamaria tanto quanto fosse possível para uma segunda feira.
Era verdade eu reclamaria e muito, Não gosto de assumir nada que seja de outra pessoa a não ser que seja o trabalho de verdade. Era insuportável como ele me conhecia tão bem. Ele era uma das poucas pessoas que sabia me levar na conversar, por me conhecer tão bem. Sorri pra ele em concordância de suas palavras.
—Então você sabe o porquê de uma segunda feira para o leilão? – perguntei um pouco tímida pela crítica mais cedo.
—Sim. Uma boa parte dos figurões estará até a tarde de amanhã por aqui e depois só Deus sabe quando poderão ser reunidos de novo.
—Acho que a segunda feira para esse evento não é tão sem sentindo assim. – comentei fazendo uma careta mostrando a vergonha que eu sentia claramente. E ele ria de mim se maravilhando da minha situação.
Sacana!
O resto do evento passou rápido e no fim dele Jared me deixou em casa mais não antes de nos beijarmos de forma inesperada quando nos despedíamos ainda dentro do carro.
Fiquei encarando-o meio sem saber o que fazer ou até mesmo o que pensar. Meu corpo estava travado, pesado demais para o meu gosto. Eu não conseguiria fingir que não era nada quando isso estava significando coisas demais pra mim.
Depois do beijo, fui direto para o meu apartamento tendo minha cozinha como destino inicial. Estava louca de sede e precisava estar bem na manhã seguinte. Bebi toda a água possível que meu estômago agüentava tomei uma aspirina e fui direto para o banho, não estava permitindo que a lembrança do beijo ficasse me enchendo a ponto de não me deixar em paz. Somos adultos podemos superar isso.
Ao deitar chequei meu celular e nele tinha uma mensagem de Jared informando que tinha chegado bem em casa e que o dia de amanhã no escritório poderia começar um pouco mais tarde.
Agradeci por avisar que tinha chegado bem e fiquei mais do que grata pela notícia de poder dormir mais um pouco no dia seguinte. Lembro que meu último pensamento foi: “Mais que raios de problemas eu tinha? Nós somos amigos, praticamente irmãos. O tempo de beijos às escuras foi na faculdade”.
Coloquei o celular de canto e cair adormecida nos braços do sono.
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