Jared e Megan - Vol 1 Escolhas
10 Capítulo 10
Notas iniciais
No dia seguinte após a noite na casa do Jared o dia foi bem corrido, nem tempo para um café da manhã tivemos, mas o clima entre nós estava bem. Sair de seu apartamento e fui direto pro meu, troquei de roupa, peguei algumas pastas com documentos de trabalho meus exames. Comprei um café da manhã no caminho a minha médica. Fui sua quinta paciente do dia e cada consulta de uma paciente sua demorava em média 20min a 30min. Minha aflição por estar perdendo meu dia acabava com os meus nervos.
Ao sair do consultório da minha médica fiquei sem saber o que esperar desse mais novo tratamento. Estava cansada de tentar e não dá certo. Decidir que essa seria a minha última tentativa se não desce certo nem mesmo com uma inseminação artificial. Eu iria adotar uma criança quando eu me recuperasse do golpe que meu corpo estava me dando.
Segui caminho pro escritório do meu pai a fim de revisar os últimos detalhes da conta que ele queria que eu trabalhasse nessa viagem. Sério o dia nem começou e eu já estava praticamente chorando pra que ele termine o mais rápido possível. Por sorte meu pai não estava disponível, pois ele estava em uma reunião que tomaria todo o seu dia. Ele já havia passado tudo pra Sylvia pra que ela me repassasse. Acertamos os detalhes, deixei Sylvia a par de tudo e um recado pro meu pai que se ele fosse fazer alguma mudança de última hora que entrasse em contato comigo o quanto antes.
Eu sei quanto isso é lamentável mais eu estava implorando aos céus que ele não deixasse meu pai entrar em contato comigo enquanto eu estivesse no período de viagem. Eu temia que qualquer contato com ele estragasse meu ânimo para os negócios e eu no momento não estava precisando disso. Sair do escritório do meu pai e fui direto pra empresa de Jared que agora eu estava me tornando futura sócia legal.
Juro que eu tomei um susto quando cheguei à empresa e eu fui pra minha sala e encontrei Jared, Jordan e Jason em uma reunião meio acalorada. Não sei o que se passava entre eles, qual assunto poderia causar esse tipo de conversa tão forte. Nunca os tinha visto dessa forma. Nem por todos os anos que eu os conheço e trabalho com eles. Jason e Jared nunca que conversaram dessa forma na empresa, nem quando contas mais importante tinha grandes problemas. E eu vi essa discussão não por que quis, mas sim por que meu escritório e do Jared são de frente um para o outro. Entrei na minha sala de fininho e fui terminar algumas coisas e antecipar outras para não ficar tão atolada de coisas para fazer quando retornasse desse fim de semana de negócios.
Dez minutos depois que havia chegado e estava absolutamente absorta em meu trabalho Jordan bateu na porta do meu escritório anunciando que eu estava sendo chamada para uma reunião. Fui a passos firmes em cima dos meus saltos, bancando a pose de mulher destemida – sim bancando por que em nada eu era uma mulher destemida, principalmente nos últimos tempos quando Jason McMann queria falar comigo. Por que de verdade eu só vivia tremendo na base ultimamente, mas não permitiria que ninguém visse isso.
Não sabia do que se tratava. Não queria que fosse algo a ver com o meu trabalho ou algo a ver com meu relacionamento com Jared que aparentemente todo mundo sabia que ia acontecer menos eu. Não queria que fosse intimada a escolher meu emprego ou Jared.
Entrei na sala e o clima estava menos tenso de quando eu cheguei.
—Bom dia Jason. – disse cumprimentando como ele sempre me pedia para cumprimentá-lo. Cumprimentei Jared também com um leve aceno de cabeça.
—Bom dia Megan. Sente-se, por favor. – ele apontou para cadeira. Eu agradeci. E agradeci quase com um grito mentalmente por sentar, pois minhas pernas tremiam em um aviso mudo de que vinha bomba pela frente.
—Vou ser direto com você Megan, eu não queria de verdade tocar nesse assunto agora eu gostaria de esperar um tempo, mas será o jeito. – eu tremia, meu café da manhã estava quase voltando.
— Soube que você está se desligando da empresa de seu pai.
—Sim estou. – não foi uma pergunta, mas o meu cérebro estava quase tendo uma pane de tanto nervosismo.
—Seu pedido para se fixar a McMann Corporation foi recebido e aceito de imediato.
—Eu fui aceita? Mais eu enviei e-mail ontem demoraria um pouco para... – olhei para Jared que estava segurando o riso vendo minha confusão.
—Bem o anúncio que eu estou fazendo não é oficial eu não cheguei a ver seu pedido formal, mas Jared avisou-me que você estaria enviando a solicitação por essa semana. – concordei com um aceno de cabeça. – porém temo que você não possa tornar-se um membro da McMann Corporation no momento.
Muitos usam aquele termo “só quando o inferno gelar”, pois bem acho que o inferno conseguiu congelar nesse exato momento. Meus ossos estavam uma perfeita gelatina super gelada. Eu não conseguia acreditar que eu iria fazer isso mais eu tinha que perguntar.
—Algum motivo?
Claro que ele tinha motivo o suficiente pra não permitir o meu pedido. Eu era uma pessoa altamente ligada a sua família pessoalmente, eu estava me relacionando às escondidas com seu filho e isso não estava lhe agradando por que estávamos quebrando a política da empresa muito descaradamente. Jason era extremamente profissional, ele jamais permitiria que essa bagunça alcançasse sua empresa. E quem era eu pra dizer que ele estava errado quando eu sabia que tudo que estava acontecendo era uma grande bagunça?
Jason me olhou e seu olhar estava dividido entre meu chefe sério, meu chefe brincalhão e o Mr.Jason McMann que sempre me conheceu.
—Megan, sinto muito informar que vamos ter que fazer isso um pouco mais no futuro. Temos algumas contas importantes ligadas à empresa de seu pai e outras que são conjuntas. Seus serviços como consultora e seus freelancer de CEO aqui na companhia são muito importantes. Mas eu não posso torná-la uma CEO na McMann Corporation.
—Não você não pode. Você não pode perder eu como CEO na empresa do meu pai tomando de conta da metade dessas contas.
—Não eu não posso perder essa conexão.
—Eu compreendo são negócios.
—Sim. Mas espero contar com sua paciência.
—Tudo bem. Eu tenho que me retirar. Tenho algumas coisas para resolver antes de ir viajar.
—Tudo bem.
—Tenha um bom dia. – disse lhe me levanto firmemente e lhe dando um aperto de mão firme.
Sair da sala de Jared sem cruzar o meu olhar com ele. Entrei na minha sala quase desabando de tão sem forças eu estava. Apóie-me em minha mesa respirando fundo pra não chorar em desespero. Eu estava no misto de raiva, desespero, me sentindo sem forças. Por todo tempo que eu fiquei na sala de Jared conversando com seu pai, ele não se opôs e nem tentou dar alguma solução para o problema. E ele nem poderia fazer isso por que não tinha, não tinha como termos as contas quando eu me desligasse das empresas do meu pai. Isso custaria muito, muito dinheiro de forma imaginável para McMann Corporation.
Meu celular alarmou com um lembrete, fiquei encarando a tela dele tentando decidir o que eu iria fazer agora, peguei minha bolsa e encarei por um tempo indeterminado o que eu havia tirado dela e segurava em minhas mãos. Minha porta abriu e fechou quase que silenciosamente, não precisava virar pra saber quem era. Não precisava ser gênio. Eu sabia por que meu corpo já o sentia quando estávamos dividindo um mesmo ambiente, mesmo que cheio de pessoas, mesmo que eu não tivesse lhe visto.
Ele chegou de mansinho atrás de mim e beijou meu ombro, beijou meu pescoço que estava amostra já que meus cabelos estavam em um coque. Ele massageou meus ombros querendo que eu relaxasse.
—Desculpe por não poder fazer muita coisa agora. Mas eu prometo Megan, eu prometo que vou encontrar um jeito pra resolvermos isso.
Virei pra ele e encarei-o, ele tinha expressão tão derrotada em sua face. Eu sabia agora eu sabia qual motivo ele e o pai dele estavam discutindo mais cedo. E eu sabia que ambos se sentiam mal por não poder ajudar como eles queriam.
—Estou grata, por todo esforço que você tenha feito para que desse certo. – disse acariciando o seu rosto com uma mão, pois a outra ainda estava ocupada segurando o conteúdo que estava na minha bolsa.
—Vamos conseguir uma maneira.
—Sim nós vamos. – disse sorrindo fraco.
—O que é isso em suas mãos? – ele perguntou um pouco confuso.
—Minha mais nova medicação.
—Do tratamento?
—Sim. Agora eu tomo uma medicação mais forte e tenho que tomar as injeções de hormônios.
—Você ia aplicar sozinha?
—Não. Eu estava tentando decidir se esse era um bom momento pra tentar engravidar.
—Esse é um sonho seu Megan, um sonho que você vem lutando por ele por um longo tempo. Você não pode desistir agora.
—Jared está tudo uma bagunça. Meus ânimos irão ficar piores e oscilando bastante com tanto hormônio no meu corpo. Eu não posso me desconcentrar do trabalho, eu...
—Shhh... – ele disse me calando.
—Você quer ter um filho Megan?
—Claro que eu quero Jared. – afirmei fortemente.
—Então nós vamos tentar ter um filho. Nós vamos passar pelas mudanças de humor, pelos os stress emocionais, pelos desejos de comidas, pelos enjôos matinais, pela barriga crescendo, pelo bebê nascendo. Nós vamos passar por tudo isso.
—Nós? – perguntei um pouco emocionada e chocada também.
—Sim nós. Eu não disse que iria lhe apoiar, pois então eu estou lhe apoiando.
—Mais você disse, nós.
—Eu disse, nós, por que eu falei sério que eu teria um filho com você. E nós – ele disse apontando pra mim e pra ele. – vamos ter ele, mais da forma tradicional.
Eu acho que passei meia hora calada processando suas palavras. Não sei qual parte foi a mais forte pra mim. Ele querendo o filho ou ele tão pronto ali pra mim.
—Err... Isso é sério?
—Nunca falei tão sério na minha vida.
—Eu não estou pra brincadeira Jared. – advertir logo ele.
—Eu não estou brincando, eu falo sério. – a intensidade em seus olhos me dizia que ele estava sendo tão verdadeiro quanto poderia ser.
Não pude me segurar muito eu lhe dei beijo algo rápido.
—A porta está fechada. – ele disse me puxando de volta pra ele assim eu pude beijá-lo como eu queria. Com a intensidade de me sentir segura e protegida por ele, por saber que existia alguém do meu lado, alguém que queria lutar comigo pelos meus sonhos por que de alguma forma ele sabia que era seus sonhos também e era comigo que ele queria dividir.
Beijamo-nos com esperança, felicidade e promessa de que sonhos iriam se realizar. Eu não tinha percebido que eu estava sorrindo de forma boba pra ele.
—O que foi? – ele perguntou sorrindo.
—Obrigada.
—Pelo que exatamente?
—Por estar comigo. Simplesmente por tudo.
—Tudo bem Megan eu vou estar aqui sempre.
—Agora eu sei. – agradeci de coração.
Ele se afastou mexeu nas minhas coisas impedindo que eu visse o que ele fazia.
—Agora que tal virar essa bunda linda pra mim. – ele disse tentando esconder a seringa.
—Ah! Não. – reclamei.
—Rapidinho isso. – ele disse enquanto eu subia minha saia e deixava a minha uma parte da minha bunda amostra pra ele aplicar injeção.
—Como é que você sabe que é na bunda? E desde quando você sabe aplicar injeções – perguntei me virando pra ele e me segurando pra não esfregar o local que pedia pra eu fazer isso logo baixei a saia.
— Eu pesquisei um pouco e descobrir que era na bunda. E sei aplicar, só isso mesmo.
—Você vai me contar onde aprendeu a aplicar injeções.
—Outra hora. Eu tenho que ir pra casa, Lisa ficou de almoçar comigo e eu ainda tenho que ajeitar minha mala.
—Tudo bem, até daqui a pouco. – disse dando-lhe um selinho.
— Até daqui a pouco.
E eu fiquei assim, abobalhada e por uma vez na vida cheia de esperança por algo de bom que me acontecesse.
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