Jardim Do Éden
1 Preguiça.
Notas iniciais
Era noite e eu voltava cansada da biblioteca. Estudávamos todas em um colégio interno para meninas. Só garotas da alta classe social pertenciam a essa escola de elite, e eu, que estava aqui por indicação de minha mãe. Mas isso não é uma história pra ser tratada agora.
Eu sempre ficava estudando o dia inteiro por aqui, não tinha amigas e não pretendia tê-las. Não conseguia confiar em ninguém dessa escola depois das histórias que havia escutado sobre o bullying. Tentava me manter o mais longe possível desse tipo de coisa. A neutralidade era meu codinome, e por isso eu acabava sendo invisível.
Alguns diriam que eu era alguém sem personalidade, mas eu só não tinha interesse em nenhuma das pessoas daqui e queria sair o mais rápido possível. Eu dividia o quarto com apenas uma garota, e ela era incrivelmente educada e sempre tentava se tornar minha amiga. Isso era irritante. Logo que entrei no quarto, segurando desleixadamente meus livros, e ajeitando os cabelos com as mãos ela viera para um abraço. Eu sempre sentia todo o corpo dela contra o meu por causa do abraço apertado que ela dava.
Apesar de ela me irritar, eu sentia certo interesse por ela. Eu sempre a ignorava, ou apenas a dava respostas mal humoradas, e ela continuava a me perseguir. Isso me intrigava, pois não sabia se isso era apenas educação...
Descansei meus livros pela mesa e logo ela viera atrás de mim, a pentear meus cabelos. Empurrei sua mão para longe, como que espantando moscas, mas ela continuava lá. Só ignorei e continuei a ajeitar os livros em seus devidos lugares.
- Seu cabelo é tão bonito, tem que cuidar bem dele, Onee-sama. – Ela me chamava de Onee-sama, com sua voz delicada e calma, sussurrando ao lóbulo de minha orelha, enquanto ajeitava meu cabelo para trás da orelha. Um arrepio atravessou meu pescoço descendo ligeiramente pela espinha, o quê fez minha voz dar um guincho estranho. Ela me perguntou o quê era, e eu apenas disse que iria dormir, desligando a luz da mesinha.
Fomos deitar, e ela continuava a falar sobre seu dia, dizendo as matérias que tinha na escola, ou coisas que haviam acontecido com ela. Algumas histórias eu achava realmente divertidas, mas não ousava rir. Temia que saísse outro dos meus guinchos momentâneos, ou que algo desse errado. Não que eu me importasse com a opinião dela. Eu só odiava errar, até nas menores coisas.
Ela subiu em sua cama, que era no beliche de cima e então me chamou para dormir junto com ela. Claramente recusei.
- Por que quer que eu durma aí?
- Será divertido! E eu tenho bastante espaço, não vou te incomodar! E... Eu tenho medo desse quarto escuro. Todos os dias tenho medo de dormir aqui. – Ela ruborizou por instantes e isso foi incrivelmente fofo. Ela tinha as bochechas bem gordinhas, e sua maçã do rosto se tornava rosada. Quando me peguei reparando nisso ruborizei junto dela.
- Eu não vou dormir aí, supere seu medo. – E dito isso, deitei em minha cama, desligando a luz do quarto, ficando apenas a luz da lua iluminando a beira de minha cama. 5 minutos se passaram e eu não conseguia dormir. Eu devia ter aceitado a ideia. Mas nem amigas somos...
Ouvi um barulho, era ela descendo da cama, aparentemente, havia esquecido de se trocar. Pela brecha de luz, podia ver suas costas, enquanto ela tirava a blusa lentamente. Parecia estar sonolenta já. Tirava o sutiã e a saia do uniforme, ficando apenas de calcinha, virou-se de lado por um instante enquanto se vestia e eu pude ver o contorno de seus seios. Eram arredondados e realmente grandes. Eu conseguia reparar nisso até quando ela estava de uniforme. Era tão magrinha, mas mesmo assim tinha boas proporções, em comparação às garotas da escola. Por um momento eu quis tocá-los pra sentir a textura e a maciez. Bati em meu próprio rosto quente, tirando aquela curiosidade nefasta da minha cabeça.
Ela botou sua camisola e veio em direção a mim, e repentinamente se jogou na minha cama. Simplesmente se ajeitou ali, enrolando-se embaixo do cobertor e jogando sua perna entre as minhas e me abraçando.
- Eu realmente estava com medo, Onee-sama. Vai me perdoar essa noite, né? – Ela sorriu um sorriso aberto e calmo, mas a única coisa que eu conseguia ver era aquele decote enorme que mostrava seus seios próximos um do outro por estar deitada de lado.
Não falei nada e só fiquei olhando-a por alguns segundos. Logo, ela adormeceu.
Eu não.
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