Notas iniciais
Alô, alô... Vocês sabem que eu sou? Hahaha
Não, não é a Inês! Porém, é uma discípula dela que trouxe uma fanfic amorzinho para vocês!
Os trechos de música que estão em itálico são da música "Janta" do cantor Marcelo Camelo. (O link esta nas notas finais).
Espero que gostem dessa fanfic!
Bejos ♥

—Ahh, por favor! Você só precisa ir até lá, e terminar tudo, nem é tão difícil! – Alice arrumava seus longos fios negros no espelho, e eu, sentava em sua cama, ouvia tudo assustada.

—Não vejo isso como uma boa ideia... E se ele ficar violento comigo? Com certeza já será noite, e ele pod...

— Relaxa — Nem mesmo olhou para mim, apenas borrifou mais de seu perfume, e se apoiou na parede, tentando por um daqueles monstruosos saltos. – Não é ele, é ela. Estávamos “namorando” pela internet, e tudo que quero é tirar aquele grude do meu pé! Acredita que com poucas conversas, ela já até tocou em casamento? — Gargalhou.

—–O que te leva a começar a namorar alguém pela internet, quando já tem um namorado? — Com um sinal, ela pediu para que eu ajeitasse o vestido em suas costas, o prendendo.

——Diversão, oxe! Às vezes é tediante namorar a mesma pessoa por dois anos... — Se olhou no espelho, parecendo se agradar. Estávamos as duas de frente para o espelho, e as coisas era bem chocantes. Ela toda arrumada, parecendo brilhar, e eu toda apagada e cansada, culpa de horas estudando. Fisicamente idênticas, mas por dentro.

— Por que você sempre faz destas coisas hem? Estou cansada de ter que lidar com as merdas que você faz! Se é um namoro virtual, terminar pela internet não dará o mesmo? — Passei a remexer os meus fios, odiava a ideia de sempre ter que apagar as merdas de minha irmã. Pequenos fios de cabelo ficaram presos em meus dedos, enfim percebi que os puxava forte demais. Já são curtos, imagina se arranco todos...

— Não — Rolou os olhos escuros, e se virou de frente para mim. Acho que se sua pele negra permitisse, ela estaria vermelha de vergonha. — Ela sabe onde moro... E, bom... Acho que o Marcelo irá pedir minha mão hoje, não quero acidentes futuros acontecendo, entende? Por favor, vá por mim! — E me deu aquele olhar, que mesmo eu tentando fazer, nunca consegui.

—Ok, eu vou! — Suspirei cansada, perderia um dia de estudos... Mas, quem sabe não conseguia comprar anéis novos? Passaria tão rápido na casa da estranha, que sobraria até algum tempo para andar pela cidade dela né? Sim, eu tenho uma estranha mania de caminhar a noite.

—O nome dela é Manuella, tem 20 anos, e se não me engano esta cursando faculdade de serviço social! Só precisará saber isso sobre ela! — Alice comentou pensativa.

— Só isso que você sabe dela? — Franzi o cenho, um tanto confusa.

—Sim, no geral gosto de falar mais da minha vida. Como você já me conhece, não creio que precise dizer tudo que ela sabe sobre mim, né?

—Não — Balancei a cabeça, já era o suficiente mesmo. — Boa sorte com o Marcelo, vou indo.

Alice se aproximou, deu-me um beijo na bochecha, o seu melhor sorriso, e voltou a se arrumar. É, parece que mais uma vez estou numa enrascada.

OoO

Mesmo com Anjos e Demônios em mãos – livro que já li umas 6 vezes– , não conseguia me concentrar em uma linha se quer, só pensando no encontro que eu teria daqui a alguns minutos. Minhas vistas estavam sobre as letras, mas minha mente voando. Nada conseguia segurar minha atenção por muito tempo, nem mesmo o calor infernal do trem, ok, o calor infernal conseguia sim! É, Dan Brown que me perdoe, mas as abas de seu livro afastariam sim o calor de mim. Embora tenha saído de casa por voltas das duas da tarde, a espera por um trem vazio, e um problema no mesmo, fez com que apenas agora – 18 horas– , conseguisse aproximar– me da casa de Manuella.Já era a milésima vez que repetia este nome, com medo de o esquecer na hora. Não estou me sentindo ansiosa, contudo tão pouco estou 100% calma... Poxa, vai que ela percebe, corre atrás da minha irmã, e acaba com o compromisso dela?

A alguns segundos um homem sentado ao meu lado, que havia acordado de seu cochilo, encarou–me, e lambeu os lábios. Fingi que não percebi. Voltando a prestar a “atenção” em meu livro. Deu talvez uns dois minutos, e o porco colocou suas mãos sobre minha perna, – desnuda, pelo short jeans– .

— Vou te dar 1 segundo para tirar essa mão imunda da minha perna. — Disse controlando minha respiração, algo dentro de mim gelando.

—Fica quietinha... É só uma mãozin... — Enquanto dizia, já ia subindo a mão. Nem o deixei terminar sua frase.

—EU DISSE PARA TIRAR A MÃO DE MIM. E, EU QUERO ISSO AGORA! — Gritei a plenos pulmões, vendo que o sujeito que estava de frente para mim – e com certeza viu– , já começava a levantar.

De repente, todos que estavam no meu vagão olhavam para o homem e eu. Alguns com olhares estranhos em minha direção, como se a culpa fosse mim, e outros assustados com a situação.

—Eu vou ligar para a policia agora. — Uma senhora disse, já parada ao meu lado. O porco imundo, que já havia levantado, passou a implorar para a mulher não ligar.

Não sei como, mas de repente uma confusão se alastrou. Um grupo de caras começou a agredir o homem, e quando vi, só havia sangue em seu rosto, e o porco correndo. Acho que minha pressão caiu, já que num momento estava de pé, e no outro precisei sentar para controlar a tontura que me veio.

OoO

Não sou nem um pouco a favor de violência gratuita, e nem mesmo de deixar um assédio passar em branco... Contudo, no momento não consegui pensar em nada. Só consigo pensar agora, e do que adianta agora? Minha vontade era de ir para casa, me lavar bastante, e tentar esquecer tudo isso que ocorreu neste dia. Mas, promessa é divida!

Engoli em seco, e apertei o número 101 no interfone. Será algo rápido, logo estarei em casa.

—Ei, ei, ei... Nossa, não me diga que é você Alice? Céus, eu espere... — Esperei um voz grossa, ou até mesmo bem rouca, porém, só ouvi uma voz calminha, bem fina.

— Ér... Você pode abrir para mim? É meio perigoso ficar aqui fora, conversando por interfone!— Não estava muito a fim de conversar, sentia a minha perna ardendo, como se estivesse queimando.

Nem reparei nos detalhes da portaria, apenas corri para o elevador. Um pouco inquieta, foi apertando meus dedos, querendo apenas vomitar todas as informações e ir embora. Esperava que o moça não chorasse muito, sempre fui muito sensível, com certeza choraria junto.

Aproximei– me da porta, que tinha um olho grego enorme – aqueles para espantar mal olhado– , e com certo receio toquei a campainha. Esperei alguns instantes, internamente aguardando uma sapatão de 1.76, com camisa quadriculada, bermudão, e pochete.... Ou pelo menos alguma que denunciasse mais do que eu a sua orientação sexual. Logo a porta se abriu, e...

Deuses, a mulher deveria ter no máximo 1,68! Além de miúda, usava blusinhas de manga, porém finas, e um short de pano mole. Nada da minha imagem mental! Pele clarinha, cabelos ruivos, e cílios enormes. Céus, essa menina não tinha nada de lésbica!Ok, nada de imagem que CRIAM de lésbicas, pois ela era tão feminina quanto minha irmã. Talvez eu tenha babado nela, só despertando quando ela soltou um risinho nervoso.

—Olá, seja bem vinda! — E já me puxou para um abraço caloroso, daqueles que damos em pessoas que conhecemos a anos, e não de quem conhecemos a quatro meses! — Eu achei que você chegaria mais cedo sabe? Mas isso não importa muito, pois você esta aq... — A interrompi novamente, desta vez querendo apenas um banheiro. Precisava ao menos passar uma água na nuca, e na minha perna, antes que morresse de nojo, ou desmaiasse.

—Onde têm um banheiro? — Fui grosseira, todavia, de toda forma eu iria terminar com ela né? Não muda muita coisa.

— A primeira porta a direita — Parecia desanimada, e bem murchinha com o tratamento que estava lhe dando.

Segui até a porta descrita, logo que abrindo– a vendo um banheiro todo em azul claro, num tom até que fofo. Parei de pensar em detalhes, e passei a molhar minha nuca, e minha coxa.

—Aconteceu alguma coisa com você? — Perguntou num tom de extrema preocupação.

Pensei um pouco... Precisava conversar com alguém!

—Eu... Um cara no trem ficou me alisando... Bateram nele... Ele sangrou... E eu tava gritando... Vieram me ajudar... e.... — Tudo que eu falava parecia uma grande confusão, nem por isso Manuella parou de olhar– me atentamente. Logo dando– me outro abraço.

—Ei, ei, ei... Calma! Respire um pouco fundo, isso ajuda a se acalmar! Pense que agora esta tudo bem. Você quer tomar um banho? — Seus olhos transmitiam carinho, e por um segundo me perdi neles por inteira. Que menina linda!

—Ah... Eu aceitaria... — Comentei num tom baixo.

—Ok — Olhou para mim mais uma vez, abriu um armarinho, entregou-me um sabonete, e depois foi saindo. — Daqui a pouco trago algo para você vestir!

— Não precisa, eu... — Recebi um olhar zangado.

—Precisa sim, é o mínimo que posso fazer! — Sem deixar brechas para discussões seguiu porta a fora.

Comecei a tomar um rápido banho, querendo livrar meu corpo de todo o nojo que estava sentindo, e clarear minha mente para não falar besteiras para a moça.

—Tá aqui a toalha. — Disse do outro lado do box.

—Ér... Obrigada! — Murmurei.

OoO

Andei devagar pelo piso do apartamento, agora reparando em outras coisas. O ambiente era pequeno, mas, aparentemente bem aconchegante. Tinha um cheiro de limpeza e incenso, muito incenso, e isso estranhamente me deixava mais leve. Outra coisa bem aparente eram os vários porta-retratos. Caminhei até um com um casal de senhores e a Manuella.

—São os seus pais? — Ela tentou ser silenciosa, todavia, conseguia ouvir o som de sua respiração bem perto de mim.

—São, eles são bonitos né? — Respondeu. Seus pais eram ruivos como ela, sorriam na foto e a abraçavam.

—Sim! Eles moram aqui com você? — Perguntei depois de analisar mais algumas fotos, dela e deles.

—Infelizmente não... — Suspirou alto. Me virei para encara-la.

—Por que não? — Encarei seus olhos castanhos, que contrastavam muito bem com seus cabelos ruivos.

—Eles se afastaram de mim a dois anos, desde então não nos falamos mais... — Seus olhos passaram a piscar rapidamente, como se evitasse chorar.

—Poxa... Que triste! — É, eu não sabia o que falar.

—Foi quando eu assumi minha homossexualidade, eu sempre fui bem próxima dos meus pais... Achei que eles fossem demorar, mas que aceitariam...

—Desculpa tocar nesse assunto, eu não sabia... — Será que minha irmã sabia disso? Ai jesus...

—Não tinha como saber! — Coçou os cabelos. — Inclusive, eu morava aqui pertinho quando morava com eles. Por isso me mudei pra cá....

—E mesmo assim nunca mais se viram?

—Eles se mudaram um mês depois que descobriram que vim morar perto deles....

—Sinto muito. — Disse completamente sincera.

—Tudo bem, eu entendo eles e sei que um dia as coisas vão se acertar!

—É uma visão bem otimista...

—Se eu não sonhar, quem vai sonhar por mim né? — Assenti, enquanto assistia a ruiva caminhar em direção a uma porta. — Vamos comer algo? Você deve estar faminta!

—Um pouco.... Eu tenho que falar algo com você! — Falei rápido, com medo de acabar enrolando mais. Segui ela até a cozinha.

—Posso pedir um favor? Pegue meu óculos que deixei na mesinha da sala? Depois pode falar o que quiser! — Movimentei a cabeça afirmativamente, e fui em busca do seu óculos.

Avistei rapidamente um óculos preto de armação vermelha, provavelmente o dela. Voltei novamente a cozinha, a esticando os óculos.

—E então... — Respirei fundo, pensando no que iria falar. —Pode falar Aline...

— Foi bem legal o que passamos nesses meses, mas eu... — A olhei chocada. —Você me chamou de Aline? Meu nome é Alice! — Comentei com falsa braveza.

“Eu quis te conhecer mas tenho que aceitar
Caberá ao nosso amor o eterno ou o não dá
Pode ser cruel a eternidade
Eu ando em frente por sentir, vontade”

—Não. O seu nome é Aline, você é a gêmea da Alice, esta cursando Jornalismo, e têm uma paixão por Los Hermamos... — Comentou sorrindo. — Sabia que a sua irmã fala muito de você? Muito bem por sinal. Tão bem que deixou uma pulga atrás da minha orelha, uma vontade de te conhecer!

—Hãn? O que você esta dizendo garota? — Perguntei confusa.

—Eu e a sua irmã armamos, para enfim eu pudesse te conhecer! — Disse um pouco vermelha, porém, ainda com um sorriso.

—Ei, como assim? Vocês não tinham o direito de fazer isso!

—Sua irmã e eu não temos nada a ver, mas ela percebeu que talvez eu e você tivéssemos muito o que conversar! — Balançou os ombros. — O plano era que jantássemos primeiro, e depois eu te contaria... Porém, eu não sei guardar segredos...

Eu quis te convencer mas chega de insistir
Caberá ao nosso amor o que há de vir
Pode ser a eternidade má
Caminho em frente pra sentir saudade”

—Eu não vou jantar com você, garota! — Me exasperei, mexendo minhas mãos rapidamente. Eu odeio quando sou a última a saber das coisas!

—Ei, eu não quero muito de você, só jante comigo, por favor?

OoO

Eu juro pra você, eu era a mais burrinha da turma, porém, fui a única que gabaritei a prova de cálculos! — Comentei rindo, enquanto ela servia um pouco mais de vinho para mim.

—Tu não colou não? — Perguntou desconfiada, mas rindo.

—Claro que não! Pelo contrário, ainda passei uma colinha...

—Jesus! Eu nunca passei por coisas assim, sempre fui muito bem na escola! — Disse pensativa.

“Clipes e giz de cera na minha cama

Todos pensam que estou triste

Vou passear nas melodias, e abelhas e pássaros

Ouvirão minhas palavras

Estaremos nós dois e você e eles juntos

—Duvidaram tanto de mim, que eu até requisitei refazer a prova, numa sala sozinha... Graças a Deusa que não aceitaram, pois eu não ia saber mais nada. Decorei tudo! — Gargalhamos.

—A única vez que fui colar, foi de uma namoradinha de escola... A menina tremia tanto pra dar as colas, que o professor reparou! Sorte que ele gostava de mim, e sabia que provavelmente era a primeira vez que eu colava! Só pediu que eu parasse de colar...

—E tu tirou quanto? — Perguntei curiosa.

—Tirei 5, era a nota que eu precisava! Depois disso nunca mais colei...

—Nossa que sorte! Hoje em dia eu estudo feito uma condenada, para tentar recompensar os anos de vadiagem que eu levei... — Ri.

—Eu ia para escola mais para escrever, acredita que me dava umas inspirações loucas no meio das aulas? — Perguntou.

—Acontecia o mesmo comigo, porém, eu escrevia letras de música! Era uma loucura quando não aparecia um pedaço de papel! Eu entrava em desespero! Guardar de cabeça nem pensar, eu esqueço tudo! — Ri sendo acompanhada por ela.

—Vai esquecer do dia de hoje? — Perguntou quando pausamos os risos, e paramos para beber mais um pouco do vinho.

“E posso esquecer de mim mesmo

Tentando ser todos os outros

Eu sinto que podemos ir embora

E satisfazer meu dia

Eu te deixo ficar se você se render”

—Provavelmente não.... — Falei, depois de olhar em seus olhos. Céus, os olhos dela são os mais expressivos que eu já vi.

—Eu adorei te conhecer! Parece que tudo que eu pensei tá sendo ainda melhor... — Comentou mordendo o lábio.

—Você está sendo muito rápida, não? — Perguntei envergonhada, odiando admitir que a bicha era realmente interessante.

—É difícil achar alguém realmente interessante... — Fixou mais ainda seus olhos nos meus, apertou aqueles lábios entre os dentes, e... — AI JESUS, preciso molhar minhas plantas!

Levantou-se correndo da mesa, fazendo com que meus lábios se curvassem num sorriso. A pequena moça pegou um borrifador, e saiu em direção a sua varanda. A segui. Sua casa continuava com um cheiro bom de incenso.

—Eu posso parecer maluca, mas, eu tenho um xodó enorme com as minhas filhas... Não podia esquecer delas, desculpa... — Ajoelhou-se em frente as vasos. — Oi meus amores, é eu sei que temos visitas... O que a mamãe disse para vocês hem? Não devemos ser mal criadas com as visitas.... — Começou a conversar com as plantas, enquanto eu apenas ria.

—Não ri moça. Elas são sensíveis, tá? — Disse, logo piscando em seguida.

O.O

—Sabia que eu me amarro nesses cabelos black? — Puxou uma molinha do meu cabelo, com certa admiração.

Colocamos algumas cadeiras na varanda, e passamos a observar o céu totalmente escuro. Provavelmente choveria em breve.

—Eu também adoro! Por muito tempo usei chapinha, que nem a minha irmã, porém, quando vi pela primeira vez um black lindo na rua, quis um igual. — Senti um pingo caindo nas minhas costas.

—Cê cortou recentemente né? — Perguntou e novamente começou a mexer nos meus fios.

—Sim... Fiquei em transição por 4 meses, até que tomei coragem! — Suspirei.

—Ai que corajosa! — Riu enquanto víamos mais pingos caindo. — Cê quer entrar?

—Não... Vamos pegar um pouco mais de chuva?

—Claro...

Passados alguns minutos de silêncio, enfim a chuva veio, e dessa vez bem forte. Sentia todo meu cabelo murchando, as roupas colando ao meu corpo, e aquele característico cheiro de terra molhada.

—Ei — Olhei para ela. — Posso te beijar?

Arrisco ou não arrisco? —Pode.

E enfim nossos lábios se encontraram...

“Eu quis te conhecer, mas tenho que aceitar

Caberá ao nosso amor o eterno ou o não dá

Pode ser a eternidade má

Eu ando sempre pra sentir vontade”

Notas finais
Link da música do capítulo:
https://www.youtube.com/watch?v=WizgXUu8ZyI

Uma outra fanfic minha, pro caso de vocês desejarem outra fanfic Yuri ♥

https://fanfiction.com.br/historia/624694/Photograph/
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!