Janelas da Alma
4 Terceiro passo.
Notas iniciais
Estava em meio a ex bagunça de meu quarto, perdida em papéis antigos, minha parede do quarto tinha um mofo que aparentemente era inofensivo.
Meu guarda roupas cheio de peças que não me serviam mais, seja por eu ter mudado meu estilo seja por estarem velhas demais ou por simplesmente estarem ali no meio de uma bagunça.
Meus amados livros e bichinhos de pelúcia cobertos por uma invisível poeira e havia diversos objetos que nunca usaria, mas que estavam ali caso eu precisasse.
Há muito tempo eu convivi ali sem ter a consciência que aquele ambiente estava sendo um vilão em minha vida.
Todos os dias eu já acordava cansada e desmotivada a continuar, não via mais na vida a sua beleza e eu passei a reclamar.
Pequenos detalhes que eu foi fazendo vista grossa e que com o tempo foram crescendo até que formaram um terrível vilão.
Um ar cinza que se apossara de mim todas as noites que não me permitia respirar, uma sombra negra que escondia meus tesouros, um sentimento de desilusão fez ali morada e que todos os dias sugava toda a minha vontade de viver.
Eu estava cega. Tinha uma bagunça de estimação a qual jurava ser organizada e inofensiva. Jurava que minha falta de vontade era motivada por fatores exteriores os quais eu não poderia fazer nada.
Todos os dias já começavam sem animo, todos os dias saia me arrastando da cama com reclamações sobre o tempo.
Meu “bichinho”. Minha bagunça de estimação acomanhava-me por todos os lugares. Dava uma dor nas costas, cabeça e não me deixava em paz, o que me deixava irritada e como resultado cada area de minha vida foi sendo destruida ou melhor a bagunça ia tomando.
Meus pensamentos, minhas emoções e todas as coisas se tornaram negativas enquanto que meu bichinho crescia.
É claro que meu quarto não estava uma visão de uma guerra, mas estava inapropriado.
Foi então que Vitória resolveu fugir de meu mundo. Ela acordou-me com pontas pés e diversas ordens.
— O que é isso? vamos! levante e de um jeito nesse mofo! o que são estas roupas? se não vai usa-las doe! — passou um dedo na estante de livros — olha isso ! eu não consigo nem mesmo respirar aqui!
Eu olhei e nada via, mas serti que era tinha razão, por mais que em minha visão estiversse tudo ok havia ali um inimigo a ser enfretado.
— Escritora ! acha mesmo que irá consigui sua tão estimada vitoria? acha mesmo que vai libertar-nos? realmente acredita que sem consigui dormir bem vai consigui progredir em seus projetos!
eu tentei argumentar,mas fui pega pelo mofo que aparentimente não era um problema, de fato aquilo estava me agredido durante a noite. era a noite que o mofo soltava suas substancias as quais deixava-me com dores de cabeça e cansaço. Vitória retirou-me e ajudou a encotrar o que estava o alimentando.
Uma filtração na parede a qual eu resolvi com um bom cimento, por dentro eu lavei o mofo e passei uma tinta especial. O ar ficou mais leve.
— Alai me chamou disse que você não tinha jeito, ela contou-me que vai contruir a ponte e que deseja unificar os mundos! todavia não tem jeito! precisa mudar-se para que possa incentivar outros a querer a mudança. Precisa se libertar do velho minha escritora, há tantas lembraças ruins aqui! tantas coisa que deseja esquecer, mas que teima em guardar. Jogue fora !!! se liberte!! precisa construir um novo tempo em sua vida antes de criar a ponte… — ela olhou-me nos olhos ergueu sua espada e continuou— deixa que eu mesma faço isso!
Vitoria tinha razão. Precisava jogar muitas coisas fora... Coisas belas e que tinham um valor sentimental imensuravel mas que estavam me sufocando…
Ela com sua espada passou a cortar tudo que eu não consegui desapegar, ela destruiu tudo que estava fornecendo uma sensação de fracasso em minha vida. Peguenas e grandes. Meus desenhos, textos, objetos, roupas e demais devidamente separados, doados e muitos descatados.
Deixei apenas o que uso, apenas o necessário…
— Retirei todas as fontes de “fracasso” e “demostivação”. Veja como tudo se tornou mais claro e o ar mais leve ! veja como as coisas fazem sentindo agora!
Disse triufante.
— Eu não sou a Zoe,mas tenho uma ideia para que o mofo não se estale novamente, uma vez a cientista usou espelhos para refliti a luz do sol, acredito que pode usar o mesmo sistema.
Não apenas esta ideia, mas usei outras que deixaram o quarto apropriado para o novo periodo que estava chegando.
— Acho que o vilão foi devidamente destruido e eu poderei retornar. Escritora foque em seu bem estar, busque melhorar o ambiente em que vive assim como sua aparencia e demais detalhes. veja sua alimentação e se de um tempo para fazer exercicios ou saia com amigos reais. De um tempo para a própria mente caso não faça isso vai fracassar em sua missão!
Eu agradece pela ajuda e vitória entrou em seu portal, por um momento senti a falta de Zoe, devido ao comentário de vitória, quis fazer uma visita a minha querida personagem,mas tinha uma missão a cumprir com Alai precisava contruir logo a ponte.
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