Jane Doe

3 Capítulo 3 -Did It Hurt


Notas iniciais
Oi :) Obrigado por todos os reviews fofos de vocês e sabia que a fic já está no favoritos de alguém? Tipo valeu mesmo.
Bom estão gostando da história? Então nesse capitulo é mais pra conhcer sobre a vida da Jane e tals.
Então bora lere o capitulo :D

Entrei em casa e meu pai logo veio com o interrogatório.

– Jane por quê você está toda molhada? Quem era aquele menino lá fora? O quê vocês tanto falavam? — meu pai disse me sacudindo, que legal virei batedeira.

– Tá chovendo né pai, dã! E você estava me espiando na janela? Virou a vovó agora?

– Eu não estava espiando, apenas te esperando. — ele disse dando as costas para mim.

– Eu não nasci ontem não, tó com cara de palhaça?

– Agora que arrumou namoradinho, acha que virou gente?

– Primeiro eu não arrumei namoradinho, segundo eu nunca vou ser gente. — respondi e nós dois começamos a rir.

Meu pai até que é um cara legal, ele é minha mãe e pai ao mesmo tempo. A desnaturada da minha mãe tem sérios problemas, já deu pra ver a quem eu puxei. Ela viaja o mundo inteiro, ajudando as crianças carentes, junto com o marido dela, que para mim foi um macaco em outra vida.

Meus pais se separaram faz tipo um tempão, eu tinha uns sete anos. Morei um tempo com a minha mãe, mas é dificil sair de uma cidade grande e ir morar no meio do mato e ainda com um bando de criança querendo saber o que é um celular.

– Vou subir e tomar um banho. — falei subindo as escadas.

– Não demore, você leva um ano e a água está cara. — meu pai já é chato sendo pai e ainda vira mãe? Ferrou geral. — O jantar já esta pronto, vou esperar você.

Fui pro meu quarto, ele é tão legal que daqui a pouco sai o Michael Jackson dançando Thriller de baixo da montoeira de roupas.

Liguei o chuveiro e a água quente me aqueceu, vesti uma roupa confórtavel e bem quentinha. Terminei de secar os meu lindo cabelos, que paguei quarenta doláres pra nada, e desci pra comer.

– Pai você está fazendo dieta? — perguntei ao ver aquela mesa cheia de legumes.

– Não, eu fiz um macarrão com molho branco e brócolis pra acompanhar essa salada. — ele respondeu tirando do forno.

– Você tá tirando com a minha cara? Eu trabalhei o dia inteiro pra chegar em casa e comer saladinha e macarrão? Cadê aquele bife gorduroso?

– Não filha, temos que aprender a nos alimentar direito.

– Você virou a mamãe? Daqui a pouco começa com a palhaçada de comer cenoura do café da manhã? — falei e ele se calou. — Desculpa, não diz por mal.

– Tudo bem filha. — ele disse se sentando na mesa. — Vamos pedir uma pizza?

– Mas você fez toda essa comida. — eu tó doidinha pra comer uma pizza.

– A eu congelo e isso tá com uma cara boa não. — ele disse olhando o macarrão verde em sua frente.

– Eu vou pedir. — respondi rindo e levantando da cadeira.

Pedi pizza de queijo para nós dois, que comemos até explodir. Estavamos jogados na sala e reclamando de dor na barriga.

– Eu deveria ter comida apenas a saladinha. — ele disse tentando levantar.

– Pai posso pedir uma coisa?

– Pode.

– Me dá vinte doláres, pra mim fazer meu cabelo? — perguntei quase ajoelhada e com minha carinha de anjo.

– O quê? Eu te dei quarenta doláres, só essa semana.

– Mas eu pintei e fiz uma escova, só que a chuva acabou com tudo. — falei fazendo biquinho.

– O seu cabelo já é liso criatura e você não trabalha?

– Aquele gordo miséravel do Roy atrasou o meu pagamente e ainda vai descontar só porque eu quebrei uma dúzia de copos.

– Você quebrou doze copos? Você é garçonete ou não?

– Eu sou garçonete, não equilibrista. — respondi fazendo minha cara de depressão. — Depois que eu me matar,você não reclame e não chore em meu velório.

– Tudo bem, depois eu pego na minha carteira. — ele disse revirando os olhos.

– Você é o melhor pai do mundo. — falei correndo e pulei em seus braços.

– Tá, agora vai lavar a louça.

– Vai rolar não, eu fiz a unha. — respondi subindo as escadas o mais rápido possivel.

Fiquei trancada no quarto e vendo televisão, mas eu virei para o lado e vi uma montanha de roupas no chão, mais um monte de roupa no outro lado e mais um trilhão de roupas em cima da cama.

Tá na hora de levantar essa minha bunda branca e arrumar essa bagaça aqui, foi isso que eu a super Jane fiz. Liguei o som e começei a arrumar as minha zona rural.

Quando me dei conto estava com um pente na mão e em frente ao espelho cantando e dançando, feito um maluca.



The sky was burning up like fireworks

You made me want you, oh, so bad it hurts

But girl, in case you haven't heard

I used to be love drunk, but now I'm hangover

I'll love you forever, forever is over

We used to kiss all night, now it's just a bar fight



Virei por um momento para a janela e vi uma assombração, quero dizer a Cloe, uma velha muito chata e que passa o dia inteiro na igreja, pendurada na janela e com crucifixo me encarando. Abri a janela pra ouvir o que ela dizia.

– Macumbeira, sai capeta dessa menina. Eu tenho fé. — ela disse com a cruz apontada pra mim.

– Vai te a merda, sua velha. — falei e mostrei a língua.

– Sua macumbeira, vai fazer macumba na casa do chapéu.

– Cuidado pro capeta não te pegar. — respondi rindo e fechando a janela.

Terminei de arrumar o meu quarto e quando me dei conta já estava deitada na minha cama, quase dormindo.

Acordei com meu pai gritando e batendo na porta.

– JANE DOE, ACORDA AGORA!

– Hoje é sabádo. — reclamei e coloquei o travesseiro na cabeça.

– NÃO ME FAÇA ENTRAR AI!

Levantei e fiquei sentada na cama, encarando a parede em minha frente, por uns dez minutos. Calçei minhas pantufas do piu-piu e desci as escadas em direção a cozinha.

– Jane eu quero que você compre pão.

– Tá brincando comigo né?! Hoje é sábado e ainda tá de madrugada lá fora. — falei tentando abrir os olhos inchados.

– Chega de reclamar Elizabeth e se você ainda vai querer o dinheiro pro seu cabelo vai logo.

– Eu odeio que me chamem de Elizabeth. — falei dando as costas para ele e subindo as escadas.

– Mas é o seu nome, Jane Elizabeth Doe. — ele ria da cozinha.

Coloquei meu chinelos, um shorts jeans e a minha blusa do Bob Esponja. Amarrei o cabelo, lavei o rosto e escovei os dentes.

– Eu quero que você vá na padaria perto do parque. — meu pai avisou enquanto eu descia as escadas.

– Que legal, além de me fazer ir na padaria uma hora dessas, ainda diz em qual eu tenho que ir. — reclamei fechando a porta.

Segui até a padaria e comprei quatro pães, tomara que meu pai exploda de tanto comer pão, e voltei para casa. Só que eu tive a brilhante idéia de ir respirar ar puro, mentira eu só queria cortar caminho mesmo, descidi passar pelo parque.

Eu andava calmamente, pelo parque cheio de pessoas, o vento fazia com que as folhas das árvores caíssem e meu cabelo ficar voando e indo direto pra minha boca.

Como eu sou uma pessoa muito esperta e sortuda, o meu chinelo fez um movimento não identificado e dobrou. Resultado final, eu cai feito uma manga podre no chão.

– Vamos Jane, vamos mudar o caminho. — reclamava olhando o meu joelho todo ralado.

– Você precisa de ajuda? — alguém perguntou. Olhei para ver quem era e adivinha quem era?

– Garoto você anda me seguindo? Você parece uma assombração. — falei encarando o hippie tatuado, sentado em um banco e em seu colo um violão.

– Não é que...

– Depois você explica, agora me ajuda a levantar. — falei esticando a mão.


I've been waitin my whole life

For a someone like you

To go and pick me up

And take away my blues

It's been one hell of a year

In my own shoes

But I got some questions for you


Did it hurt when you fell from heaven?

Did it hurt just to know I was right here awaiting

Did you know? Did you know?

It was love from the first time we touched.


I've been waiting my whole life

For a someone like you

To go and steal my heart

Just the way you do ...



Notas finais
Jane piradinha na batatinha :s o Chris só apareceu noo finalzinho, mas como eu disse antes era mais pra saber sobre a vida da Elizabeth kkkk.
Viu ela pode ser sortuda e azarada ao mesmo tempo :)
Então me digam o que acharam dela? É bem fácil apenas ir mais pra baixo e deixar o review e você fara essa pessoinha aqui feliz õ/