Jamie Collins, Olimpianos, Monstros e Meias
1 Eu não tenho culpa se sou um peru de Ação de Graças
Entenda, eu não queria ter explodido metade da Academia Póllon, ok, talvez só um pouquinho, mas irei afirmar até morrer que a culpa não é minha.
Cara, eu realmente acho fascinante aqueles que levam uma vida pacata , que suas únicas preocupações são se vão ganhar dinheiro, se vai passar de ano ou se vão viajar naquelas férias. Pois minhas únicas preocupações são se eu não irei virar almoço, sobremesa ou churrasco de domingo.
Eu poderia mandar você, sei-lá, parar de cuidar da minha vida e cuidar da sua já que pode ser como eu? Não irei fazer isso, mesmo querendo, já que metade do universo não obedece as minhas ordens.
Nossa, eu preciso de meias novas, urgente.
Sou Jamie Collins.
Tenho doze anos e algumas semanas de pura sobrevivência forçada. A alguns meses atrás eu tinha pares de meias novas prontas para serem usadas e esquentarem meus pés, além de ter sido aluna da Academia Póllon, um internato particular cheio de crianças alucinadas no centro de Nova York.
Sou uma criança alucinada, pelo menos foi isso que os carinha de branco dos consultório já falaram. Se eu deixo me abater por isso? Não, pois minha mãe diz que não sou todo mundo e que sou especial.
Eu até, quem sabe, poderia relatar o que já aconteceu comigo em visitas aos amados psicólogos da vida, mas se estiverem realmente querendo saber sobre os acontecimentos nos psicólogos, não se acanhem, vão nas maiorias dos consultórios que existem em Nova York e perguntem sobre Jamie Collins, aposto que eles vão adorar dar minha ficha se já não tiverem a queimado.
Se você acha que está ocorrendo tudo, incrivelmente mal e absurdo. Não desista, as coisas podem ficar pior, nessas horas já cheguei a pensar que poderia ser do FBI.
Estamos a um dia do mês de junho e a poucas horas de uma palestra que está prestes a acontecer sobre latim. A nossa turma está sendo rebocada para o salão de vídeos, palestras e outras coisas que não tenho muito interesse, são 30 criaturas — que os professores tendem a chamar de alunos — algo mais entediante do que palestra semanal de latim? Aposto que não.
Sim, semanal, toda semana palestra sobre latim com o Sr. Granweas, não que ele fosse chato, mas velharias de antigamente não mantinha minha atenção por muito tempo.
Olhe Sr. Granweas é cara muito legal, mais latim não é para mim principalmente aqueles textos que de vez enquanto ele manda a gente ler, as letras saem praticamente fugidas das folhas e ficam lá dando uma de dançarinas e rodopiando até eu tirar um lindo e generoso -c. Tinha uma leve impressão que tudo ia terminar em pizza — meu sonho mas intimo — e pizza para mim no mal sentido era: Nossa, como você está tão ferrada.
Todo tempo eu que fiquei sentada naquela cadeira — sentindo minha bunda ficar quadrada, literalmente — e vendo todos aqueles seres se comportando como um bando de babuínos bobocas balbuciando em bando.
Além de está do lado de Nunna Dapper, minha melhor amiga, que era um alvo constantes de tampinha de garrafa e sanduíche com pasta de amendoim, estrutura média, aleijada. Não se deixe enganar, você não viu como ela age com as muletas quando o armário não abre. Estava a um passo de ficar extremamente maluca, a palestra não começava, a imbecilidade em pessoa — Angelina Pinsett — continuava a jogar tampinhas de garrafas em Nunna, ok, você pode está pensando, porque os professores e as tias dos corredores estão deixando? Simples, porque vocês não conhecem a Sra. Osment, uma velha do corredor que em menos de um ano ganhou o prêmio do: "Funcionário que Mais deu Detenções".
Literalmente, eles não ligavam e se davam alguma importância, tratavam de esquecer no mesmo segundo. Antes que eu pudesse fazer Angelina engolir uma da aquelas tampas, as luzes apagaram, provavelmente era o começo da palestra — ou esqueceram de pagar a luz, o que ocorria de vez em quando.
Não demorou muito e o telão ligou e revelou o Sr. Granweas a frente dele, olhe, o Sr.Granweas é um cara de uma idade avançada, tem uma cara de selvagem e de quem pode tirar seus ossos sem ressentimentos, mas é o professor de idade avançada mas legal que eu já conheci.
Ele cumprimentou a todos e começou do ponto que tinha acabado na última palestra, ele sempre começava do ponto que terminará na última palestra. Não conseguia manter a atenção só nele, por isso olhava pelo o canto dos olhos o que ocorria pela a sala, sim, eu poderia virar a cabeça — como uma pessoa normal — e observa a sala, mas a Sra. Osment tinha uma afeição incrível de me colocar em detenções e olha que emergia do inferno uma lenda que aqueles que tivessem no currículo uma detenção da Sra. Osment nunca ia para frente na vida, por isso já tinha desistido de ser algo, quem sabe não abre uma faculdade para moradores de rua? Ensinando a sobreviver, arranjar comida e afins — era uma luz no fim do túnel.
Minhas pernas já tinham ficado dormente a séculos e eu tinha certeza que tinha dormido de olhos abertos, achei que tinha morrido quando de repente a luz foi ligada, meus olhos queimaram e eu me senti com uma vampira quando sai no sol, queimando aos poucos. Ouvir a voz da Sra. Osment mandando todos saírem da sala para o intervalo, que ainda iria acontecer o resto da palestra.
Saímos da sala e seguimos para cantina e como era quinta-feira, todos iriam morrer intoxicados e logo voltar a vida mas alucinados que tudo — era dia do Bolo de Carne, mas se preferir pode chamar de Bofo Tóxico da Sra. Beckman — claro que somos obrigados a comer isso, é nojento, muito nojento.
Isso me faz lembrar que sair de uma detenção de quase um mês ontem, aquela Sra. Osment era maluca, completamente e se eu pegasse outra, bom, ia terminar em pizza.
Não sei quando a Sra. Osment apareceu ao lado da nossa mesa, só sabia que ela estava com uma cara de quem tinha engolido um esquilo morto e essa podridão estava tomando conta dela — acho que alguém deveria ir em um veterinário -
– Senhorita...Collins, me acompanhe — disse a Sra. Osment.
– Cara...- disse já pensando no que iria acontecer, acho que minha mãe irá receber novamente algumas ligações, só porque já tinha esquecido do acontecimento de hoje mas cedo — que coisa...
Pelo menos, me livrei do Bofo Tóxico da Sra. Beckman.
Levantei e fui logo atrás dela, olhei pelo os cantos dos olhos e percebi que Nunna estava com a boca aberta sem saber o que fazer e estava começando com um tique — ela fica piscando o olho esquerdo rapidamente e psicoticamente como se não houvesse amanhã — Olhei para o resto do local e vi Angelina me olhando como se o melhor programa de piadas da TV estivesse começando.
Voltei meu olhar para a Sra. Osment — e adivinha? — ela já estava na porta do ginásio, do nada, parecia que "Bam" apareceu em frente a porta do ginásio, mas como? Sou uma pessoa observadora — queira as pessoas acreditando ou não — e tenho certeza que não dá para aparecer de repente em frente a um local meio longe.
Andei até ela, antes que se pudesse falar algo ela entrou no ginásio, deixando uma das portas entre-abertas — será que ela vai querer jogar queimada comigo? A que sobrar em pé leva o grande prêmio.
Entrei no ginásio e estranhamente a porta se fechou atrás de mim, procurei a Sra. Osment e e a vi em cima da arquibancada, arqueei uma sobrancelha — como ela chegou lá tão rápido? -
– Já chega — a voz dela saio, fina demais, estridente demais, como se as ondas sonoras da voz dela estivesse ficando cada vez mais agudas, seu rosto ficava...Tá, Tá, o que está acontecendo?
– Agora eu sei porque você é assim, participou de um Show de Talentos quando era mais nova e não passou, deve ter assustado a platéia com essa voz — e eu abrir minha grande boca — acho que estou vendo minha vida infeliz passar em frente aos meus olhos com um filme.
Ela soltou um grito, mas não aqueles...normais, era de matar. Não sei como ou o porque mas todo o lugar foi para os ares em um único e estridente som "BHAM". Rolei pelo o chão, como se fosse um bola de neve que cada vez ia juntando e crescendo, só que eu não era neve. Parei de rolar e olhei o teto ou a onde deveria existir o teto — vou morrer, mamãe saiba que eu te amo.
Me levantei meio tonta — esquecendo por alguns segundos da criatura que tinha causado isso tudo — olhei para os lados e vi fogo ao meu redor e nenhum sinal da Sra. Osment ou daquilo que era para ser ela. Tentei me levantar — acho que o mundo conspira contra mim — sentir uma dor na panturrilha, coucei a rolar de costas pelo o chão e tentava massagear a cãibra que estava desenvolvida na cãibra que já estava em caso preocupante na outra cãibra em minha panturrilha — nesse momento me sentir um peru sendo assado para o dia de Ações de Graças.
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