Jamais lhe esquecerei
1 Capítulo 1
POV Lelouch
Muitos anos havia se passado, mas as minhas memórias ainda permanecem intactas. Lembro-me de tudo, como se tivesse ocorrido ontem. Os meus pensamentos com memórias, lembranças de Shirley me envolvem. E me perco em meio a isso.
– Olha Lelou, que lindo!
– Sim, é realmente lindo. – Shirley faz uma cara de brava
– Lelou! Seja mais sincero.
– Estou sendo. – Ela se aproxima-se de mim e coloca sua mão em meu peito
– Lelou, o que você sente? – Fico espantado com a pergunta que ela fez
– Sinto meu coração
– Não isso seu bobo, o que você sente realmente?
– Ora, Shirley que perguntas são essas?
– Sabe Lelou, eu gosto de você, será que eu poderia ser correspondida? – Novamente sou pego de surpresa pelas palavras dela
– O que é isso Shirley?
– Lelou... – Ela estava vermelha – Eu gosto muito de você. Mas sabe, eu sei que esses sentimento não serão correspondidos. Tento ao máximo me aproxima de você, mas só sinto que isso não é possível. Sinto uma distância enorme entre nós dois. Uma diferença, inexplicável, mas mesmo assim gosto de você.
– Shirley...
– Está tudo bem Lelou – Ela diz isso com um enorme sorriso e lágrimas nos olhos.
– Shirley, sinto muito...
Fico em meio aos meus pensamentos, me questionando se eu tivesse feito diferente, será que tudo o que aconteceu teria sido diferente? São perguntas obvias, sabemos que tudo seria diferente se certas coisas forem evitadas. Como por exemplo, se você for por certo caminho e sabe que nele tem um buraco, certamente você ira cair, mas se você mudar sua trajetória isso será diferente.
– CHEGA! Eu não suporto o suficiente para aturar isso.
[...]
Havia se passado três meses, Shirley e eu havíamos começado um namoro. Estávamos sempre discutindo. Ela queria que eu me esforça–se, mas simplesmente eu não sabia fazer nada do que ela me pedia. Shirley estava chorando em minha frente em soluços, a única coisa que eu conseguia fazer era abraça-la.
– Porque Lelou, por quê?
– Desculpa...
Não sei como contar para ela. Eu a amo, mas não consigo dizer isso em palavras. Nem me expressar o suficiente.
– Sabe Lelou, eu sinto que algum dia isso irá mudar.
E sim, mudou...Shirley me fazia um bem muito grande, mas alguma coisa estava errada nessa história. Eu não sentia mais a presença dela, a felicidade que eu sentia dela antes.Com o passar do tempo, eu estava notando algumas diferenças. Quando eu a perguntava, ela falava que não era nada, que estava tudo bem.
– Lelou, porque você não me conta o que realmente sente?
– Shi... – ela fica em minha frente e me beija
– Sabe Lelou, através de um beijo descobrimos muitas coisas! Mas com você eu não consigo sentir isso. Isso me deixa frustrada, quero saber mais sobre você, quero lhe conhecer melhor. Esses meses que passamos juntos não vi nenhuma diferença. Vejo você participando de tudo, mas não é como se você estivesse lá realmente. – Ela me abraça e coloca sua cabeça sobre meu peito e me pergunta novamente – O que você sente? O que lhe aflige? Você tem medo?
– Shirley – a seguro em minha frente, respiro fundo e a encaro. – Sim, eu tenho...tenho medo.
– Do que?
– Dos meus sentimentos, de perder algo importante. – Shirley chora. – O que houve?
– Sabe Lelou também tenho medos, mas tento todos os dias supera-los. Com você ao meu lado me sinto forte, sinto que posso fazer qualquer coisa, poderia até voar. – ela abre um sorriso. – Lelou, eu te amo.
Aquele seu modo de falar e seu sorriso me deixaram surpreso. E finalmente eu comecei a entender, comecei a compreender meus sentimentos, me organizar. Finalmente seis meses se passaram, eu ainda estava ao lado de Shirley, mas só nos últimos quatro meses em diante comecei a notar que eu estava em um relacionamento, comecei a notar o quanto ela estava sendo importante na minha vida. Shirley me fez enxerga o mundo de uma forma diferente, que ele pode ser belo.
– Shirley – ela me olha com um sorriso mais lindo que posso ver todos os dias – Eu te amo.
– Eu também te amo Lel... – Vejo–a lentamente fechar os olhos e como se tudo tivesse ficado em câmera lenta, vejo-a cair e corro para a segurar.
– Shirley? Shirley? – Ela abre um pouco os olhos
– Está tudo bem...– Mas ela desmaia completamente
– Shirley!
[...]
Estou no hospital esperando notícias dos médicos. Finalmente eles chegam
– O que houve doutor? – Ele olha para a enfermeira e volta a olha para mim
– Sinto muito em lhe enforma meu senhor, mas ela não tem muito tempo de vida.
– COMO ASSIM?
– Foram feitos exames e foi constatado que os remédios que ela estava tomando para controlar sua doença, não estavam mais surtindo efeitos. – Doença? Como assim? Shirley estava doente? Quando? Como? Ela é uma jovem saudável não tem como ela está doente.
– Que doença?
– Câncer (...) – Isso é impossível. E finalmente lembro que alguns meses atrás, havia notado uma diferença, mas depois de uns dias ela voltara ao estado normal dela. Nunca poderia imaginar que ela estaria escondendo algo tão importante e tão grave, mas porque ela não me contou. Eu precisava saber para poder cuidar mais dela, ainda estava em estado de choque com isso, me falaram que eu poderia voltar no dia seguinte para visita-la e é isso que faço. Ao entrar no quarto vejo Shirley com um sorriso no rosto, isso me parte o coração, mas retribuo o sorriso.
– Como você está se sentido?
– Bem – e sorri novamente. Vou ao seu lado e me sento perto dela.
– Lelou
– Porque você não me contou? – Ela fica séria.
– Não era necessário.
– COMO ASSIM NÃO ERA NECESSÁRIO? – Os olhos dela se enchem de lágrimas. – Desculpa!
– Não queria ver você preocupado comigo. Queria levar minha vida normalmente. Mais que droga, porque isso veio acontecer justamente na sua frente.
– Por quanto tempo você iria esconder de mim?
– Desculpa Lelou. Queria estar ao seu lado sem lhe preocupar. – a abraço e ela se põe a chorar.
– É claro que irei me preocupar com você, eu te amo.
– Eu te amo muito Lelou.
Um dia antes de fazer sete meses que Shirley e eu estávamos juntos recebo a noticia do hospital que ela veio a falecer à noite. Fico em estado de choque, não acredito que Shirley está morta. Isso não é possível. Vou ao hospital. Não acredito no que eles falam, ela não poderia ter morrido, ela não poderia te me abandonado. Chego ao hospital e as enfermeiras afirmam. Vou ao quarto onde ela havia se encontrado, nada.
[...]
No dia do velório, justamente no dia que era para ser uma comemoração, estava sendo uma tristeza para mim. Havia perdido a mulher que mudou minha vida. No final do velório sua amiga Milly veio falar comigo.
– Sinto muito, Lelou.
– Não sinta nada.
– Desculpa, só vim lhe entrega isso. – Em suas mãos estava uma carta com a letra da Shirley. E ela sai.
Vou para minha casa, sento-me na cadeira ao lado da estante de livros e abro a carta. Nela ainda continha o cheiro dela. Vejo uns pingos na folha, ela havia chorado enquanto escrevia. E começo a ler.
Querido Lelou,
Bem não sei como posso me expressar nem como agir, mas vamos lá .Lelouch você sabia que eu te amo?! Você sabia que esses momentos que estive com você ao meu lado, mesmo havendo brigas eu estava feliz. Isso por que eu estava ao seu lado, porque eu lhe amo, porque seu jeito de se mostra forte me dava força também, mesmo eu sabendo que você tem suas fraquezas, eu sempre estive me esforçando para ser forte também, como você. Sempre estive tentando saber mais sobre você para melhorar nosso relacionamento. Bem, nunca soube como foi pra você o relacionamento, mas eu estava feliz e com medo ao mesmo tempo, feliz por está com você, mas com medo de lhe perde. Mas, com o passar de alguns meses fui notando que as coisas estavam se tornando mais agraveis para você, não sei se você estava fingindo ou estava gostando realmente, só notei o quanto você estava mais alegre, o seu sorriso estava ganhando mais brilho. Ficava me perguntando o que havia ocorrido para você está daquele jeito, mas preferi não perguntar estava gostando de o vê daquela forma, estava tão feliz que preferir guarda para mim mesma a minha doença para não estregar tudo aquilo, não queria vê o ambiente mudando e lhe ver preocupado comigo. Pedi para que Milly nunca lhe conta-se nada, ela era a única que sabia da minha doença. Eu sei que não irei aguentar por muito tempo, os remédio não estavam mais surtindo efeito sobre minha enfermidade. Isso estava me deixando revoltada por que não sei por quanto tempo iria conseguir esconder isso de você, mas antes que isso acontecesse iria tentar o máximo possível seguir normalmente.
Shirley esteve sendo forte ainda por muito tempo, estou paralisado com isso. Recupero a consciência e volto a lê a carta.
Serei forte, tão forte o quanto você é. Desculpa Lelou por ter escondido isso de você. A única coisa que eu não queria era ver você triste, realmente sinto muito. Eu...Eu te amo tanto Lelouch tanto que chega a doer. Só de imaginar que não poderei mais lhe ver, não poderei mais está ao seu lado, olha como estou sendo egoísta?! Só estou me preocupando comigo sem nem imaginar o que você irá sentir, mas esse é o problema não sei o que você sente realmente. Se um dia eu chegar a descobrir irei ficar mais feliz do que já sou. Era só isso Lelouch. Desculpa.
Te amo, Shirley.
Depois de ler aquelas palavras que ela havia escrito fico revoltado comigo mesmo, por tudo o que aconteceu, que se eu tivesse agido de outra forma isso poderia ter sido diferente. Não teria mudado o fato de eu estar sofrendo, mas teria mudado o fato do que eu poderia ter feito por ela, por nós. Jogo a carta no chão e vou para meu quarto. Deito em minha cama e fico a encarar o teto até cair no sono.
[...]
No dia seguinte acordo e fico olhando para o tempo sem saber o que fazer. Olho para o lado e reparo que em cima da cabeceira tem um livro. Pego e o encaro. Por quanto tempo isso estava aqui? Lembro que quando Shirley havia vindo a minha casa ela pegará um livro e vindo ao meu quarto ler. Folheei o livro e vejo um papel dentro do livro, novamente escrito por Shirley.
Sua casa é realmente linda. Sempre fico admirada com o que vejo nela. Espero vim mais vezes pra cá. Bem que eu queria. Espero que você não fique com raiva de mim Lelou por fazer o que fiz. "You're the one that I love"? Lelouch siga em frente. A vida é muito bela, sempre podemos fazer as coisas diferentes. Se não deu certo uma, tente de novo até você aprender, somos humanos, cheios de erros e é com esses erros que aprendermos a seguir e ser cada vez ser mais fortes, e forte eu sei que você é e sei que você será forte o suficiente pois, de uma coisa eu tenho certeza, no nosso beijo pude sentir que você gostava mesmo de mim, só não conseguia demonstra isso, mas tudo bem Lelou. O importante é que eu sei o que você sente, mesmo você não falando ou demonstrando. Você conseguiu também sentir naquele beijo que eu estava dizendo para você ser forte e seguir em frente. Na verdade era pra eu ter contado para você que eu queria um fim do nosso namoro, mas fui egoísta novamente e não tive coragem de me despedir de você, não queria lhe contar sobre o que realmente sinto, mas eu sei que você irá descobrir. Sabe Lelou, só quero uma coisa: seja feliz. Outro pedido egoísta meu, sim. Cuide de você e da Nanally. Não quero vê-la preocupada com você, ela o ama muito e eu sei que você não irá querer ver sua irmã triste. Cuide-se, ame, corra, se jogue, arrisque e viva.
E aquelas foram as ultima palavra que vi escrita de Shirley.
– Sabe Shirley, nunca lhe contei realmente, mas eu era muito feliz com você e esses sentimentos irão ficar para sempre dentro de mim. Irei viver, mas sem lhe esquecer.
Notas finais
e escrevi.Teve ajuda de uma amiga para a edição do texto.Mais 98% dele foi eu que fiz todinho.
Fale com o autor