Jade Ventured
4 Um almoço nada convencional
Notas iniciais
Depois de comprar algumas roupas na cidade e ter alguns problemas com "Onde está seus documentos?" Jade finalmente volta para o palácio com uma barra de chocolate na mão, não era pra ele, ele decidiu comprar aquilo para Piny, ele não sabia porque, mas ele achou que ela gostaria, e ele tinha um sensação que ela gostava de chocolate. Assim como ele tinha pensado as coisas ali eram sim bem baratas, uma muda de roupas que dava para um mês por exemplo só custaram 30 shards, era estranho que um lugar daqueles tinha coisas tão baratas assim, mas não era como se ele fosse reclamar, o problema é que ele não sabia oque fazer com as 63 shards que tinham sobrado, ele não queria só pegar as shards então decidiu devolve-las para Piny.
Enquanto andava ele lembrava que quase morreu no almoço a alguns minutos atrás, Ok eu com certeza vou ter que explicar essa parte, então senta ai que ela é um pouco grande.
Quando voltou para o palácio para almoçar (coisa que a mãe de Piny não gostou nem um pouco, ela esperava que ele fosse comer em outro lugar e com certeza já não gostava dele) ele conversou um pouco com Piny, que estava fazendo uma lição de casa enquanto comia e conversava tudo ao mesmo tempo.
—Você deixou as lições de casa pra fazer uma hora antes de ir pra escola?, isso não é meio arriscado?
—É sim, mas ontem eu senti que deveria ir na floresta, e eu encontraria "algo"
—Nesse caso foi alguém não é Piny?. Disse Jaia encarando sua filha nos olhos
—E que alguém-. Sussurou Piny tentando falar para si mesma sem perceber que sua mãe ouviu, ao mesmo tempo que Jade não ouviu, ele estava ocupado comendo sua própria comida que "enchia a metade de uma pessoa", obviamente, nesse ponto ele já estava no terceiro prato.
Ele também não percebeu que a rainha estava agora encarando ele, como se estivesse estudando seus movimentos para ver se ele era perigoso ou algo do tipo, mas na verdade ela tinha percebido algo estranho nele. Ela percebeu que não havia nenhuma marca colorida em seus cabelos, rosto ou braços, aquilo deveria ser impossível se ele fosse um elemental, já que a cor do seus poderes deveriam estar como uma marca em algum lugar, mas ela não via nenhum, foi ai que a ficha caiu, e caiu como uma pedra, uma pedra muito grande que estava prestes a transformar Jade em uma panqueca
Jaia rapidamente levantou da cadeira dando uma tapa na mesa com as duas mãos, assustando Jade e Piny, com Piny se assustando mais do que Jade, que estava mais ocupado terminando seu quinto prato.
—Então você é humano?. Essas palavras fizeram Piny gelar, e até Jade, que era meio denso percebeu na hora oque ela queria dizer, toda aquela raiva que ela aparentava ter, aquele ar de desconfiança, ela estava com medo dele ser humano.
Percebendo isso Jade também levantou da mesa, mas bem rápido e já dando um passo para trás, qualquer coisa que Jaia estivesse prestes a fazer não iria ser algo que faria Jade querer estar logo a frente dela. Então ela puxou- na verdade, ela criou uma espada do nada, a espada parecia a mesma coisa que as laminas que Piny tinha mostrado a Jade, pareciam serem feitas de vidro e luz ao mesmo tempo, era algo mágico, e logo ele viu a espada mais de perto já que Jaia o atacou com a espada, ao invés de só ser cortado ou receber um arrãnhãozinho, Jade foi jogado para a parede, que diferente da espada, não causou tanto dano, era como se ele tivesse levado um soco, de um gigante, e logo depois tivesse esbarrado de leve em uma parede.
Ele logo entendeu o problema: ele era imune a dano físico, mas não dano mágico, logo, seu cuidado com aquela espada deveria ser bem maior.
Bom, seus reflexos não eram tão bons quanto seu senso de estratégia, então logo ele estava voando pra outra parede, mas dessa vez doeu mesmo e ele logo caiu no chão, olhando pra cima só para ver Jaia se preparando para empala-lo com um espada, só para Piny correr entre os dois e defende-lo com uma espada.
—Saia dái Piny, deixe-me acabar com esse problema antes que ele se torne maior. Disse Jaia ainda forçando a espada, não na esperança de atravessar o escudo, mas na esperança de que Piny saísse da frente.
—Ele NÃO É um problema!. Disse Piny não ligando pra qualquer coisa que sua mãe fizesse com ela depois por ter feito isso.
—Ele me salvou de um lobo amarelo mãe!. Continuou Piny antes que sua mãe falasse mais algo
Ao ouvir isso o rosto de Jaia se suavizou por um segundo, mas ela logo voltou a forçar a espada.
—E se ele não estivesse lá mãe... eu provavelmente não estaria viva aqui!
Aquilo foi suficiente, Jaia instantaneamente parou de empurrar a espada e a fez sumir.
—Você sabe que ele é perigoso não sabe? Disse Jaia na esperança de fazer sua filha mudar de ideia
—Eu te prometo que ele não é, mãe. Disse Piny mantendo o escudo por precaução.
—Ok, eu deixo ele vivo, mas com uma condição. Disse Jaia logo depois, não deixando o garoto escapar ileso.
—Ok qual é a condição então? Perguntou Piny com uma curiosidade de quem já sabia que Jaia ia pedir algo incrivelmente idiota, perigoso, ou vergonhoso.
—Ele será seu guarda costas, como você disse, ele te salvou de uma lobo amarelo, e além disso, por ser humano ele aguenta bastante coisa.
Piny e Jade ficaram estupefatos:- G-Guarda costas?!. perguntou Jade não sabendo se ficava com medo, raiva, ou vergonha (ou se ficava lisonjeado por ela confiar algo desse tipo nele).
—Sim, e se algo acontecer com ela... Disse Jaia, logo depois dando um sorriso malvado no rosto enquanto desenhava uma linha imaginária em seu pescoço com o dedo, fazendo Jade engolir em seco.
—A vossa majestade tem certez-. Perguntou um soldado, logo se calando no meio da frase ao ver que Jaia estava o olhando com um olhar de morte.
—Você começa desde hoje. Disse Jaia voltando sua atenção para Jade novamente.
—Mas ele deveria treinar antes!. Reclamou Piny.
—É pegar ou largar. Disse Jaia friamente.
—O-Ok mãe... Respondeu Piny, derrotada.
Depois disso Jade saiu para a cidade, já que Piny foi para a escola, eles decidiram que no primeiro dia ele não iria na escola, já que ela decidiu explicar (parte) da situação para eles primeiro, ele foi comprar as roupas, e pegou um chocolate, ao ver que era mais ou menos o horário em que as aulas acabam, ele foi até a escola, e ao ver Piny entregou o chocolate, ele percebeu alguns olhares estranhos de algumas pessoas, e até alguns risos, ele não entendeu porque essas pessoas estavam rindo e olhando, até que ele olhou para Piny e percebeu que ela estava corando, MUITO!, ao perceber que ela estava corando, ele corou também percebendo que as pessoas estavam basicamente achando que eles estavam namorando, nisso ele puxou Piny para o palácio instantaneamente
—Desculpa, eu acho que aquelas pessoas pensaram que você estava namorando com alguém idiota quanto eu. Disse Jade corando ainda mais
—Você não é idiota. Disse Piny com uma voz baixa.
—Bom, eles estavam rindo por algum motivo. Disse Jade, que não tinha a melhor autoestima.
—Na verdade eu sei porque elas estavam rindo, todo mundo acha que eu não iria conseguir um namorado a não ser que eu o pagasse ou ele fosse um interesseiro que só gostasse de mim por ser a princesa do reino... Disse Piny com um tom triste, mas com uma comédia forçada ao mesmo tempo.
—Sabe que isso não é verdade não é? Disse Jade, instantaneamente corando ao perceber oque tinha acabado de falar, e ainda mais ao ver que Piny tinha corado também.
Depois disso eles andaram até a casa da amiga de Piny em silêncio, e Jade dormiu ali.
~Continua~
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