Notas iniciais
Oláaaa!
Então, se você está no capítulo dois... Eu já tenho o que te agradecer! Enfim, espero que goste, comente se gostar, e, se puder, divulgue também! Isso é muito importante para nós!
Ah, me apresentando... Sou Maria Eduarda, mas pode me chamar de Duda. Sou filha de apolo u.u, e, assim como Bui, não é a primera vez que escrevo em parceria... Já escrevi outras coisas com ela! Haha
Até maaais
- Duda

Irmã Ieda nunca foi o que pode-se chamar de atraente; aqueles seus olhos sem cor definida, dentes amarelados e cabelos desalinhados sempre me assustaram, mas nunca como aquela vez.

Ela andou até nós arrastando os pés no chão de madeira, com os olhos arregalados e expressão sombria. Fred me olhava nervosamente, como se já soubesse o que estava prestes a acontecer.

– A senhora ... — comecei, engasgando a cada palavra. — A senhora está bem?

– Ah, eu estou ótima, queridinha. — Sibilou ela, de uma maneira esquisita. — Estarei melhor quando aniquilar vocês dois completamente.


– A-A-Aniquilar? — Não sei como o medo permitia que eu ainda falasse, mas não morreria na mão de uma freira detestável.


– Vá embora, sua réptil fedida! — Gritou Fred. — Não quero tomar... Hã, medidas drásticas.

– Ah! — ela riu com desdém. — O que vai fazer comigo, sátiro? Me dar um coice? Francamente.

Sua voz afinou. A cada palavra que dizia, sua língua serpenteava para fora da boca. Como uma cobra. Aquilo não era normal.

– Fred... — gaguejei. — ela está ...

– Equidna! — ele gritou de volta.

– O quê?!

Irmã Ieda pulou para cima de nós, ou melhor, se arrastou, mostrando uma espécie de cauda que já tomava conta de seu corpo. No lugar de seus olhos haviam somente frestas, como os de um réptil. Sua cauda nos empurrou contra a parede.

– Você pagará por ele! — ela gritou, enrolando-se em meu pescoço.


– Fred! Fred! — Berrei, enquanto esmurrava sua cauda escamosa, mas era inútil.


Fred se encolheu em um canto da sala e tirou as calças. Isso mesmo, tirou as calças. E suas pernas realmente não eram normais. Fred tinha pernas idênticas às de um bode.


Isso me distraiu por um momento, o que foi uma abertura para a Equidna me apertar com ainda mais força. Ela abriu um sorriso de vitória, e seus dentes horríveis agora eram presas mortais.

Fred coiceou sua cabeça, fazendo-a me soltar por uma fração de segundos, a tempo de empurrá-lo com força na parede e agarrar novamente o meu pescoço, desta vez mais forte.

– Você irá pagar pelos erros dele! — Ela repetia.

Eu apertava com força sua cauda, mas nada adiantava. Várias coisas se passaram na minha cabeça naquele pequeno tempo. A vida sem graça que eu havia tido naquele orfanato, agora nas mãos de um réptil nojento. Milhares de emoções se juntavam. Raiva, medo, tristeza. Um calor intenso tomou conta do meu corpo e senti minhas mãos queimarem. A equidna me soltou.

– Não pode me destruir apenas com as mãos, menininha ingênua!


Mas alguma coisa me dizia que podia, sim.


– Diga suas últimas palavras, Irmã Ieda.


Uma onda de energia percorreu meus membros, e eu corri na sua direção com os braços estendidos. Finquei as unhas nas suas escamas e senti a energia, energia demais para mim. A Equidna virou pó na mesma hora em que a porta do porão se abriu, mostrando adultos e crianças confusas com a gritaria. E então, desmaiei.

Notas finais
Iaii, quem quer capítulo 3? Comentem!