Naquela manhã, eu não fazia idéia de que isso ia acontecer.

Mais um dia, mais uma aventura. A rotina de sempre. Levantei tarde, como de costume. Jake estava preparando o meu café da manhã preferido: panquecas de toucinho! Eu adoro as panquecas que o Jake faz.

Eu estava descendo para a cozinha, quando ouvi um barulho lá fora

“FSSSSSSST” como o chiado de uma cobra, seguido de gritos.

– Jake, alguém precisa de ajuda!

– Ah, cara! Vamos atender depois. As panquecas estão quase prontas.

– Verdadeiros heróis não agem assim.

– Então vai na frente. Quando eu terminar aqui eu te ajudo.

Discutir com ele não ia adiantar em nada agora. Resolvi ir sozinho mesmo.

Quando saí, percebi que o monstro que estava chiando era uma moréia gigante. Nada de mais. Quem estava gritando era um grupo de macios da cidade macia (aqueles que fazem xixi pelo sovaco)

Tentei atacar a moréia direto, mas ela me desviou com a calda. Eu fui arremessado para alguns metros longe. Continuei tentando vencer o monstro sozinho, até o Jake chegar.

– Me arremessa Jake. – eu disse. Eu já tinha um plano bolado.

Então Jake se transformou em uma catapulta, e me jogou em direção a moréia. Beleza. Tá na hora de uma *sacada bem legal.

– Sabe que horas são, Jake?

– Hora de Aventura?

–Não. Tá na hora – eu disse enquanto ele me lançava – de mandar essa moréia de volta pro...

Então eu ouvi um som de uma espada cortando o ar. A moréia desabou no chão. E eu também. Já que eu não consegui subir em cima do monstro, acabei caindo de cara na grama.

– Finn, você tá bem, amigão? – disse Jake, correndo na minha direção.

– “Mufnamfufm” – eu disse com a cara ainda enterrada na terra. Cuspi a grama na minha boca – Cara, você viu isso? Alguém matou o meu monstro e destruiu a minha sacada!

Olhei para trás. O sujeito estava com um moletom estraçalhado, com marcas de garras, e um jeans que não estava nada melhor. O capuz do moletom cobria seu rosto

– Escuta aqui, mano, – eu disse a ele – eu não sei quem você é, mas você estragou o meu ato heróico. Então, eu sugiro que você mova esses cambitos para longe daqui, antes que a coisa comece a esquentar.

– Está me desafiando?

– Ahn, acho que sim.

– Tá valendo. – ele brandiu a espada. Uma lamina dupla toda feita do mesmo material cinza, quer dizer, vermelho, quer dizer, verde... Ah, tanto faz!

Brandi também a minha Espada de Grama. A luta ia começar.

Tentei golpeá-lo, mas ele cortou a minha espada. Logo ela cresceu de novo. Ele avançou. Consegui repelir o golpe, mas acabei caindo. Ele conseguiu arrancar minha espada do meu braço.

– Antes de eu te matar, posso saber quem eu derrotei?

– Meu nome é Finn. Finn Jowson.

– Finn Jowson?! – ele largou a espada – Você é Finn Jowson?

– Sou. – ele me deixou levantar.

– Ah, graças a Glob! – ele... ela tirou o capuz. Era uma garota. Tinha cabelos negros e pele azeitonada. Seus olhos eram da cor de jade. Da cor da espada – eu sou Jade. – (N/A: Se lê “djeidi”, como a sobrinha do Jack Chang naquele desenho.) – fui enviada pela última aldeia de humanos em Ooo para encontrar você.