Querido Jack, quanto tempo não escrevo.

Sinto falta das tentativas de transformar meus pequenos devaneios

Em poemas.

Mais uma história para você.

Fico feliz em dizer que muito mudou desde a última carta.

A guria cresceu, Jack.

É curioso como um dia ela chegou a pensar que nada faria sentido.

Bom, voltou a fazer. E ela não poderia estar mais confortada.

As questões em aberto finalmente encontraram um fim.

Ela finalmente encontrou um rumo. Aquela pequena e devastadora coisa:

Vontade de viver. Sentido.

Ela tem metas agora.

Como a nossa guria aprendeu!

Os dias nublados ainda existem. Eles aparecem com nuvens escuras, e se a guria não está preparada, essas nuvens acabam em chuvas.

E então, tempestades.

No entanto, é necessário. Assim ela sabe como é importante quando o sol volta a aparecer.

Um segredo, pois bem: ela gosta das tempestades. Tempestades trazem sentimentos profundos que ela ainda se esforça...

Como se esforça em esconder.

Sentimentos que ninguém sabe a natureza, mas oh, como ela queria revelar.

A vontade de falar tudo a corrói.

Quem sabe um dia?

Ela cresceu e mudou, mas como sempre, ainda tem seus hábitos incorretos.

O sotaque sobrou, as noites vazias ainda a encontram vez ou outra e o adorado cigarro.

O cigarro virou constante. Ela queria se entristecer por ceder um hábito tão prejudicial.

Contudo, ela gosta. Ela não se arrepende. Cigarros a compreendem.

O clichê não podia faltar, correto, caro amigo?

Termino aqui mais uma carta.

E ah, Jack? Quem diria!

Ela não se importa mais com aranhas.

Notas finais
Well, shall we?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.