JaJa's Eventful Journey

1 Capítulo 1: Sonhos


Notas iniciais
Um detalhe antes de começar:

O nome JaJa deve ser lido como Jey Jey, devido ao nome do protagonista ter essa entonação por ser um nome em ingles (Jason Jaggermond).

Dá uma chance pra fic, não vai matar nada ler ela, apesar de ser o autor dela, acredito que os fãs de JoJo vão adorar (ou não, vai saber) :x

No mais, boa leitura o/

- ACORDE!

Um grito é ouvido na mente do homem desnorteado. Ele sente uma força desconhecida emergindo do seu peito. Como se viesse de fora, entrasse pelo seu coração, saisse pelas costas e deixasse um rombo no seu corpo. Ele tenta esboçar algum movimento, mas se mostra inútil. O jovem de cabelos ruivos cai silenciosamente no chão. Ele vê chamas atravessando o cenário. Um grito desesperado. Um choro distante. Bem a sua frente, uma sombra distorcida. Ela deita sobre seu corpo, o balançando e gritando. Mais fogo ao redor. E ele escuta o grito novamente.

- ACORDE!!

Jason acorda de sobressalto. Um sonho. Ele sua frio e está com os olhos arregalados. Seus cabelos ruivos bagunçados lhe caiam como uma franja na testa, cheios de suor, assim como o resto do seu corpo. Tem acordado assim todos os dias desde exatamente uma semana atrás. Ele olha pra janela fechada do seu quarto e encontra um rastro de luz, indicando que é dia. Ele se deita novamente, despencando no travesseiro.

- De novo. O mesmo sonho... – Fala Jason baixinho.

Se passam dois minutos e ele decide levantar. Usava somente uma camisa branca regata e um samba canção com varias luas estampadas. Anda até a janela e a abre. Ele vê o Sol brilhando, a grama verde da floresta, os pinheiros de altas copas. Proximo a sua casa, vê sua mais nova amiga brincando no quintal. Azalea, sua cadelinha de estimação, uma Golden Retriever ainda filhote, com no máximo 5 meses, usando um lenço vermelho forte ao redor do pescoço. Havia ganhado-a de sua mãe, Marina Pendlestar, após a mesma ter sido achado pela Sra. Pendlestar nas ruas do vilarejo.

Jason, agora desperto, vai tomar banho. Afinal, eram cinco da manhã e ele deveria ir ao trabalho. Aos seus 22 anos, tem a obrigação de sustentar sua família. No caso, infelizmente somente sua mãe e ele. Pelo menos depois do “incidente”. Enquanto a água escorria pelo seu cabelo vermelho, chegando ao seu peito e caindo pelo resto do corpo, ele pensa em como sua vida era feliz a cinco anos atrás. Quando ainda tinha seu pai com ele. E sua irmã.

A vida da familia Jaggermond nunca foi tão turbulada quanto naquele ano. O ano era a passagem de 1997 pra 1998. Seu pai, Jansen Jaggermond, havia saído com sua irmã de trem para leva-la ao hospital da cidade mais próxima. Ela estava tendo uma crise de febre desde a noite passada. Os centros de saúde do vilarejo não cobriam a febre de sua filha. Não importa o que fizessem, nada a curava. Ela tinha 19 anos na época, era dois anos mais velha que Jason, portanto, Jason tinha 17. Ela mal conseguia se manter em pé. No exato momento da meia noite e como isso a virada do ano, aconteceu. Uma explosão. Se misturando aos fogos de artificio, cores rosáleas se misturavam as das chamas. O trem caiu num rio que estava sendo atravessado. Não houveram sobreviventes. Os que não foram queimados vivos, ou morreram graças ao impacto, ou se afogaram por não conseguir sair das ferragens. Esse incidente passou a ser chamado de “Pink Explosion”, referente á explosão, seguida das cores dos fogos de artifício ao fundo. A perda da família foi imprescindível. Com a morte da única fonte de renda da família, Jason teve de ocupar o lugar do pai. Trabalhando como lenhador e caçador aos 17 anos, fazendo orgulho aos amigos e companheiros de trabalho do falecido pai, todos concordaram com o jovem assumindo o posto do pai. A mãe de Jason nunca foi a mesma. Seu sorriso mudou. Virou algo cinzento. Claro, ela mantia sua atitude jovial ultimamente. Mas o decendente dos Jaggermond sabia que sua mãe, Marina Jaggermond, depois de viúva voltando a ser Marina Pendlestar, chorava todos os dias nos últimos cinco anos pela morte do marido.

Após o banho de memórias, Jason se dirige ao seu guarda-roupa, colocando a sua vestimenta padrão de trabalho. Um casaco de tecido quadriculado vermelho, com pelos na gola e mangas para evitar o frio. Abaixo, uma camiseta lisa preta, para absorver mais calor e novamente, evitar o frio, junto com uma calça cinza robusta, mas que garantia flexibilidade de movimento, e suas botas de cano alto. Um brinco em forma de anel pende de sua orelha esquerda. Em sua mão direita, uma marca nascença, com forma semelhante a de uma lua.

Ele está pronto para sair de casa. Pega sua aljava com flechas (pontas de prata reluzente, garantidas pelos melhores ferreiros) e seu arco de ferro, leve o bastante para leva-lo sem cansar, mas resistente o suficiente para usa-lo como arma de curto alcance se necessário. Antes de sair, vai até o quarto de sua mãe, verificar se está dormindo. Abre alguns centimetros da porta, reparando um som curto e abafado. Ela estava ajoelhada no chão, debruçada na cama. Estava chorando. Jason sente as dores da mãe. Ele decide ir embora. Sempre antes de sair, Jason dava um toque no mensageiro dos ventos que pende sob o teto da sala, como um sinal de que estava saindo. Ele abre a porta. Um vento frio invade a casa. O frio vento da manhã. O jovem ruivo olha uma ultima vez pra trás. E então vai embora, caminhando até o trabalho, fechando a porta antes.

São cinco e meia da manhã quando Jason finalmente chega ao trabalho. Ele é recebido rapidamente pelo seu amigo, Matthew Sanders, mais conhecido como Matt, um homem feito, de 45 anos, barba já um pouco grisalha, mas ainda podendo ver traços do seu cabelo negro. Cabelo este que é extremamente curto, quase num corte militar, mas ainda é possivel identifica-lo. Seus olhos são de um castanho claro, quase amarelado, em contraste com os azuis de Jason. Usava um casaco de couro marrom robusto, cobrindo todo o torso e os membros superiores, e uma calça igual a do jovem Jaggermond. No braço esquerdo do homem, uma faixa verde escura.

- Hey, JaJa, chegou cedo hoje. – JaJa é como chamam os amigos de Jason o mesmo. Uma contração de seus dois primeiros nomes, JAson e JAggermond.

Matt o recebe jogando um machado em sua direção. Porém, seja por distração de pensamento, Jason não consegue ter um pensamento rapido e por muito pouco não apara o machado. Mas algo estranho ocorre. Como se algo tivesse, nesses poucos milisegundos de distancia entre o lançamento do machado e o rosto de JaJa, conseguido fazer o instrumento cair diretamente na palma da mão do jovem, com o cabo de madeira virado para o corpo de Jason. O ruivo fica espantado com isso, ficando até mesmo um pouco tenso.

- Er, JaJa? Tudo bem com você? – Pergunta Matt, estranhando o rosto do amigo.

- S-Sim, claro, Matt. Eu só me assustei com o machado, nada de mais.

- Ah, espero que sim. – O homem sorri. – Bom, temos um longo dia. – Ele se vira para pegar seu proprio machado.

- Acho que hoje passarei o dia caçando. – Fala JaJa, expressão sério.

- Ué, por que? – Questiona Matt, pegando sua bolsa e a pondo nas costas.

- O clima me parece favoravel. Está frio, ursos podem aparecer. Você sabe como peles estão valendo bem na Black Market. – Black Market. Um local onde reina o comercio do pequeno vilarejo de Pippow. Apesar de parecer, não se trata de um mercado ilegal, na verdade, foi batizado assim devido as tendas pretas que costumam usar, para evitar o frio da região.

- Verdade. Bom, boa sorte. Confio que vai conseguir. Seu arco e flecha nunca falham. Hehe. – Matt solta uma risada e gira seu machado no ar.

No entanto, Jason percebe algo estranho. O machado iria cair com a lâmina virada para a palma da mão de Matt. Não havia tempo pra reagir. Ele nada poderia fazer. Mas algo totalmente bizarro acontece. O machado gira duas vezes no ar, num feito impossivel para a física, corrigindo a tragetoria no segundo giro, caindo com o cabo certeiro na mão do seu amigo. Jason se assusta.

- O-Oque foi isso?? – Ele diz apontando pro machado, fazendo seu brinco cair no processo.

- Isso o que? – Responde Matt ainda sem entender.

- Isso que você fez com o machado, ele ia... ia... – Jason estava embasbacado.

- Você tem certaza que está bem, Jason? – Repare a mudança do uso do nome “JaJa” pro uso do “Jason”.

- Eu... Acho que é melhor eu ir trabalhar. – Ele decide manter a compostura e ir em busca do trabalho do dia.

Matthew olha pro seu amigo se distanciando, portando seu arco, pronto para a luta diária que é a vida. Ele estranha o comportamento do amigo. Mas decide deixar para lá. “Não deve haver nada de errado”, pensa ele, fazendo o brinco que JaJa havia deixado cair voar magicamente para sua mão.

Notas finais
Referências e curiosidades:

Jaggermond significa "Caçador da Lua" em alemão, referencia e piada com o nome "Joestar".

Marina Pendlestar é outra piada, juntando o nome de duas damas da familia Joestar, Mary Joestar e Erina Pendleton.

Azalea, nome da cadela de Jason, é uma referência á Iggy Azalea, e quem assiste o anime entendeu a piada com o cachorro Iggy, portador da carta, 0 - The Fool.

Pink Explosion é uma referência ao álbum da banda I.D.A.

Black Market é uma referência á banda The Black Market.

O nome do vilarejo, Pippow, também é uma piada, com a banda Village People (deu pra sacar?)

Matthew Sanders é uma referência ao real nome de M. Shadows, vocalista da banda Avenged Sevenfold, sendo seu nome Matthew Charles Sanders.

Bom, essas foram as referências do Cap galera xD Espero que tenham gostado, deixem um comentario, porque isso não mata ninguém, e espero que continuem acompanhando xD Peace