Júbilo Devasso
1 Capítulo único.
Notas iniciais
Essa fic é em resposta ao desafio de fanfics do fórum de rpg Yaoi Saints, um fórum de rpg yaoi de Cavaleiros do Zodíaco. :)
A imagem da capa me inspirou completamente para escrever essa pwp. Eu nunca escrevi ou li algo deles dois, então...Espero que tenha ficado legal!
Eu me inspirei um pouco na saga G de Saint Seiya, afinal, aquelas conversas que o Mask tinha com o Saga peladão...Acho aquilo muito suspeito!
Ps: Fic betada pela La Angel, essa ariana que eu amo por demais! ♥
Enfim, sem mais delongas, boa leitura! ♥
Os passos do cavaleiro de câncer ecoavam pela silenciosa casa de gêmeos. Máscara da Morte não tinha o menor interesse de ir até Saga para relatar assuntos sobre os malditos titãs e outros incômodos em relação ao Santuário. Porém, aquilo era de suma importância.
Logo quando teve a autorização para seguir adiante pela terceira casa, adentrou ainda mais o recinto, não imaginando a cena que encontraria a seguir: Saga completamente despido dentro daquela banheira.
Máscara não pôde evitar dar uma boa olhada naquele homem a sua frente. O cavaleiro geminiano estava completamente nu, os longos cabelos negros espalhados pela água e pelo corpo definido. A água era límpida, dando-lhe uma visão privilegiada para ver a nudez do outro.
Delicioso. Foi o que pensou.
Saga virou-se para o visitante, ficando de frente e em passos calmos saiu de dentro das águas onde se banhava, aproximando-se do mais novo que estava parado ali perto. Não pôde deixar de rir internamente em deboche ao ver a cara de Máscara da Morte.
- E então Câncer, qual o motivo de sua visita? – A típica voz rouca de Saga se fez presente no recinto, quebrando o silêncio que havia se instalado entre os dois cavaleiros.
O canceriano pareceu esquecer por um momento o motivo de sua vinda até a casa de gêmeos. Apenas deu mais uma analisada por todo o corpo perfeito de Saga, antes de respondê-lo.
- Você sempre atende seus visitantes assim? – Perguntou sem rodeios.
- Depende.
- “Depende”?
- Sim. Depende do visitante. – A voz de Gêmeos era lasciva. Parecia mais sensual do que já era normalmente. E toda a sensualidade daquele homem era como um magnetismo erótico diante de Máscara de Morte, que sem ponderar levou sua destra até a nuca do cavaleiro a sua frente, sentindo os fios molhados dos longos cabelos negros entre seus dedos, antes de tomar aqueles lábios maravilhosos e convidativos num beijo lúbrico.
Saga sorriu cínico entre o ósculo esbraseante, deixando-se levar pela sensação ardente que domava todo seu corpo naquele instante. Estava ainda completamente molhado de seu banho, mas sentia o corpo esquentar conforme aquela língua afoita de Máscara da Morte tentava dominar a sua entre aquele beijo erótico. Apenas tentava, pois Saga também gostava de dominar, e adoraria mostrar para aquele homem quem estava no comando.
Sentiu um braço rodeando-lhe a cintura, enquanto a outra mão permanecia entre os longos cabelos negros e molhados, apertando-o ainda mais, com bastante desejo. Aproveitou para levar suas duas mãos aos cabelos platinados do cavaleiro de Câncer, apertando o couro cabeludo com bastante vontade enquanto o beijo prosseguia.
Câncer parecia apressado, como se dependesse daquela ansiedade de sentir o corpo quente de Saga contra o seu. O prensou contra a parede enquanto já se livrava das partes de sua armadura que caiam sozinhas de seu corpo, ficando apenas com as braçadeiras e perneiras douradas, fazendo o moreno sentir sua masculinidade completamente desperta dentro de sua calça, friccionando seu corpo contra o dele, deixando ambos os membros se esfregar um no outro, por mais que ainda estivesse de calça.
Saga divertia-se internamente diante daquele beijo tórrido. Já estava á algum tempo de olho no cavaleiro de Câncer, trocando olhares, mas não imaginava que seria tão fácil seduzi-lo. E a forma que ele o beijava deixava claro que aquele desejo era crescente, não era algo que estava surgindo apenas agora. Mordeu-lhe o lábio inferior e cessou o beijo, aproveitando daquele momento para tirar a blusa do mais novo, que levantou os braços para facilitar.
Ao estar com o torso totalmente a mostra, sentiu arrepios quando a mão ousada de Saga vagou por seu abdômen, passando os dedos levemente para em seguida as unhas audaciosas, causando-lhe uma ótima sensação e aumentando ainda mais a intensidade de sua excitação. A mão nada casta do geminiano continuou a descer ainda mais, tocando-lhe agora em seu membro rijo, que mesmo ainda usando a aquela maldita calça, dava para sentir perfeitamente como estava cheio de desejo.
A boca quente de Gêmeos agora fazia questão de morder e passar a língua sedutoramente pelo peitoral bem definido e trabalhado de Máscara da Morte, enquanto sua mão continuava a alisá-lo naquele local tão sensível. O guardião da casa de Câncer estava adorando aquela visão erótica de Saga deliciando-se com seu próprio corpo. Há algum tempo já vinha trocando olhares e tendo pensamentos nada castos com aquele homem sedutor, dono de um olhar tão lascivo, mas finalmente estava ali, realizando seus mais profanos desejos.
- Ahhh... – Revirou os olhos e deixou um gemido rouco escapar de seus lábios ao notar que Saga havia abaixado sua calça e colocado seu membro rijo em sua boca. Cálida, sedutora e que lhe sugava com vontade, deixando-o louco. Sim, louco, estava completamente fora de órbita.
O geminiano tirou todo o falo pulsante de sua boca e começou a passar a língua na glande avermelhada, direcionando seus olhos nublados de desejo para o rosto de Câncer. Ele fazia uma expressão facial deliciosa, que lhe incitava ainda mais a continuar aquele ato libertino.
- Gostoso... – Sussurrou e voltou a chupa-lo, como se Máscara da Morte fosse a mais deliciosa iguaria.
Enquanto Máscara sentia aquele sexo oral que estava o levando à loucura, ele fazia questão de encarar os olhos do geminiano. O olhar negro que estava fixo nos seus olhos, num magnetismo erótico, uma troca de olhares mais intensa, um desejo que estava sendo realizado.
Sim, pois não foram poucas as vezes que Máscara da Morte sonhou com um momento assim. Uma cena tão devassa, tendo Saga como o protagonista de seus mais eróticos devaneios. Poder olhar fixamente para aqueles olhos enquanto sentia-se inerte num prazer absurdamente enlouquecedor era simplesmente sensacional.
Saga sempre foi o seu mais inalcançável devaneio.
E agora estava sentindo aquela boca deliciosamente quente sugando seu membro, cheio de tesão. Poderia gozar só de fitar aqueles olhos tão devassos, mas não queria acabar com a brincadeira agora. Queria aproveita-lo por inteiro.
Sim, queria e o teria.
A mão afoita do canceriano puxou as longas madeixas negras, o fazendo parar e o puxando para levantar-se novamente, sem nenhuma delicadeza. Os lábios se encontraram mais uma vez, trocando assim mais um beijo urgente. As mãos buscando sentir mais do corpo um do outro, tentando em vão aplacar aquele desejo que só fazia crescer a cada fração de segundo.
Ao quebrar o ósculo, Máscara da Morte o prensou novamente contra a parede do templo, mas dessa vez de uma forma ainda mais erótica, deixando Saga de costas para si, podendo ter a visão privilegiada do corpo do geminiano. Novamente sorriu, um sorriso sádico e erótico, aproximando-se mais e colando seu corpo ao dele, deixando seu membro em riste roçar entre as nádegas do geminiano, que virou o rosto para si, fitando-lhe desafiador.
- O que pensa que está fazendo, Câncer? — A voz rouca novamente se fez no recinto.
- Eu sei o que você quer Saga... – Deixou o hálito quente bater contra a orelha do geminiano, que mesmo fazendo de tudo para manter-se altivo, Máscara percebeu como o corpo dele correspondeu àquele simples ato libidinoso, arrepiando-se.
E antes que o mais velho pudesse respondê-lo, o cavaleiro de câncer aproveitou que ele havia virado o rosto para lhe fitar e beijou novamente os lábios atraentes do moreno, arrancando um gemido em meio ao beijo do mesmo quando o penetrou com um dígito.
Saga gemia entre o beijo, tentando conter-se, mas estava impossível agora que dois dedos movimentavam-se dentro de si, num luxurioso vai e vem, fazendo todo o seu corpo corresponder com leves ondas de prazer, dominando cada pequena partícula de sua sanidade.
Aquilo não estava em seus planos, pois queria domar o cavaleiro de Câncer. Não queria ser o submisso. Mas... Aquilo estava o enlouquecendo. Não conseguia inverter as posições e mostrar ao outro quem é o dominador ali, e quando finalmente um raio de consciência se fez na sua mente, logo já estava sem os dígitos em sua entrada, sentindo algo bem maior ali, que instintivamente o fez morder o lábio inferior conforme ia sendo novamente penetrado.
Não havia paciência ou serenidade naqueles atos libertinos. As estocadas iniciaram rápidas e incontidas, arrancando gemidos deleitosos de ambos os lados.
Saga sentia-se como um masoquista, delirando em meio à dor e prazer que aquelas investidas intensas causavam em seu corpo esbraseante. O geminiano estava numa posição um tanto quanto humilhante, prensado contra a parede enquanto levantava um pouco mais o quadril, facilitando o acesso do cavaleiro de Câncer que estava logo atrás de si, arremetendo-se com vontade naquele local apertado, quente e delicioso.
As mãos firmes seguravam a cintura de Saga, fazendo um leve contraste na tez alva, já que a pele do canceriano era bem mais amorenada. O apertava com firmeza, deixando ali as marcas avermelhadas de seus dedos ousados. Seus lábios estavam colados na orelha esquerda do moreno, podendo sentir o cheiro das madeixas negras enquanto sussurrava palavras nada decentes com sua voz grave e rouca, deliciando-se com cada reação e cada gemido que Saga deixava escapar.
Sua boca procurou a do mais velho para mais um beijo, enquanto ia cada vez mais fundo dentro do mesmo, tomando aqueles lábios num beijo tão cheio de luxúria. Porém, o cavaleiro de câncer queria mais. Queria poder olhar com clareza para o rosto de Saga enquanto estivesse dentro dele, o fazendo gemer, vê-lo gemer e enlouquecer ao chamar por seu nome, bem como todas as vezes que sonhara com isso.
Soltou os cabelos longos do moreno que estava puxando e parou o ósculo, saindo de dentro dele, num movimento rápido, onde rapidamente apenas o virou para si e o ergueu do chão, o segurando com facilidade pela cintura e tendo a ajuda do geminiano para voltar a toma-lo com mais sede.
Voltou com os movimentos rápidos, firmes e ousados, agora podendo deslumbrar a face avermelhada de Saga, enquanto o segurava com mais firmeza pela cintura já marcada, sentindo o mais velho abraçar sua cintura com ambas as pernas enquanto encostava as costas do grego contra a parede, e admirava secretamente o corpo suado e os longos cabelos assanhados que estavam grudados pelo corpo.
- Ahh....Saga... – Máscara gemeu deliciado, escutando o outro o chamar quase que o tempo todo entre os gemidos guturais. – Você é bem melhor... Do que eu imaginei que fosse... – E ao falar aquilo não percebeu o sorrisinho de canto nos lábios de Gêmeos, pois o cavaleiro de Câncer havia acabado de se entregar e deixar claro que sempre queria Saga.
E ele realmente sempre o quis, daquela maneira, enlouquecendo em seus braços, pedindo por mais, o vendo entre o linear da sanidade e dos prazeres da carne.
O barulho dos corpos se chocando não era nada comparado aos lábios sedentos que agora buscava o pescoço do mais velho para deixar marcas ali. Aquele momento poderia ser único e queria deixar claro que havia provado daquela pele, daquele homem tão sério e tão altivo, que agora gemia em seus braços pedindo por mais. Talvez, para Máscara da Morte aquelas marcas eram como troféus de um desejo reprimido.
E ao pensar nisso, o mais novo chegou ao ápice, no mesmo instante em que o moreno derramava seu prazer entre ambos, deixando escapar um gemido ainda mais alto.
Ambos os amantes haviam alcançado o nirvana do prazer. Sentiam as ondas prazerosas percorrerem seus corpos perante aquele orgasmo avassalador que ambos compartilharam.
As respirações fora do compasso e o corpo completamente suado. Como se a temperatura da Grécia houvesse aumentado drasticamente.
Máscara da Morte ainda ficou um tempo observando o homem a sua frente após se desvencilhar dele. Quando foi que começou a ter sonhos mais impudicos com Saga? Já fazia um bom tempo, porém, o mais velho nunca lhe dava a oportunidade de aproximar-se de verdade. Seus desejos ficavam apenas no refugio que costumava chamar de sonhos impossíveis.
Que agora, tornou-se possível. Tão possível e tão intenso...
Não foi a toa que começou a seguir e ajudar Saga naquele plano maligno para dar um golpe no Santuário, e segui-lo fielmente com ele sendo o novo patriarca. Aquele homem mexia com a sua mente, com a sua índole. Ele era o dono de seus mais devassos desejos. E ele provavelmente sabia disso... Aquele maldito sabia muito bem disso.
- Você ainda não me falou o porquê de ter vindo até aqui, Câncer. – O sorriso ufano que beirava o escárnio deixava claro que ele estava se divertindo com Máscara da Morte. Divertindo-se em vê-lo o admirando secretamente, pois de uma maneira bastante fácil, Saga conseguia ler o outrem a sua frente.
Mas Máscara da Morte não se importava com aquilo. Não se importava nem um pouco. Na verdade, todo aquele ufanismo o instigava, o seduzia.
O cavaleiro de Câncer aproximou-se novamente do seu superior, devolvendo o sorriso que o seduzia, ficando mais uma vez bem próximo. Próximo demais. Próximo o suficiente para sentir a respiração dele e fazê-lo sentir a sua.
- Se você ainda não entendeu, posso te mostrar novamente, Saga! – Exclamou, puxando-o pelos cabelos para um novo ósculo.
Agora que teve a chance de toca-lo, a chance de realizar um desejo tão profano, Máscara da Morte não deixaria escapar aquela oportunidade.
E faria daquela oportunidade a certeza de que ainda teria aquele homem tão inteiramente para si, o fazendo sentir aquele júbilo devasso que acabaram de saborear.
Fim.
Notas finais
Beijinhos! ♥
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